Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 31 de março de 2009

Jornalistas em defesa do diploma


Jornalistas, professores e estudantes de jornalismo de Salvador realizaram ato público no final da manhã, na frente do Fórum Ruy Barbosa para chamar a atenção da população sobre a ameaça de cassação do diploma de jornalista, no julgamento que será realizado amanhã, no STF.




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O processo que acaba com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão se arrasta desde 17 de de outubro de 2001 e amanhã terá o seu desfecho.

Cassar o diploma de jornalismo seria dramático para a população, porque ele significa uma formação teórica, ética e técnica do profissional para o trato com a informação.



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O estudante Tarso Farias fala da importância do diploma


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A professora Mõnica Calestino argumenta sobre a formação do profissional



















segunda-feira, 30 de março de 2009

Pelo diploma de jornalista!


Amanhã (31/03), vou de preto pra rua. Vou me juntar aos colegas jornalistas na frente do Fórum Ruy Barbosa, no Campo da Pólvora, às 11h, para defender o diploma, o que significa a exigência da formação teórica, técnica e ética para exercer a profissão e assegurar informação de qualidade à nossa sociedade.

Em todo o país os jornalistas farão manifestações para que o Supremo Tribunal Federal (STF) vote favorável à manutenção do diploma.

Há tempos não me envolvo com manifestações públicas, devido à série de obrigações e atividades que vão nos entocando num mundo cada vez mais virtual e menos presencial. Mas essa questão é muito séria e grave para ficar de fora.

Acabar com a exigência do diploma só interessa aos donos dos veículos de comunicação, porque a população brasileira já disse o que quer, quando a pesquisa do Instituto Sensus mostrou que 74,3% defendem a exigência de jornalistas diplomados trabalhando nas redações.

domingo, 29 de março de 2009

Levantação de copo



Minha amiga e incentivadora do blog, Simoa Borba, me enviou o texto abaixo, legal para descontrair no final de semana. É um diálogo entre duas amigas não muito afeitas à malhação.

-Imagine o quanto podemos beber com apenas uma mensalidade da academia, e
se for uma Castello então... acaba o estoque de S. Lázaro.

-Eu por exemplo quando bebo fico até mais coradinha, sinal de
saúde, não é?

-Mamãe tomava maltezbeer pra me dar de mamar, olhe como cresci e estou fortinha, o
governo incentiva amamentação, cadê que distribui a cervejinha nas maternidades. Iria acabar com os subnutridos, leite ferroso direto do peito, veja; ceva, cevada.

-E o povo é que tem razão, essa coisa de Florais de Bach, homeopatia é moda.
Elitizaram a erva-doce, o milome (por mais necessitados), o CGC, conhaque
limão e mel todo mundo sabe que é bom pra gripe, ora! Se pensarmos assim
boteco também é farmácia!

-Boteco é que faz bem a saúde, as pessoas relaxam, acabando com o stress, se
abrem mais, desabafam suas agruras, o amigo vira analista (e não paga uma
fortuna), um lugar cultural, que sempre há o que se conversar, até as
amenidades são questões cruciais, se a cerveja tá gelada, ou não?...

-Passamos a valorizar as coisas pequenas, nos tornando mais felizes, com o
passar da cota ficamos mais bonitos , lindos ... nos amamos mais!!

-Eu sou mais, a favor da evolução, que toda academia se torne um Bar, que a
nossa alcoolatria seja cultuada, e não apenas os músculos, você já viu algum
barrigudo cervejeiro ficar sem arrumar pelo menos duas mulheres?

-Nem que seja a loirinha gelada e a mocréa, pra que esse culto ao corpo?

-Que venham os copos! Pois, até Cristo tinha uma taça pra toma o seu vinhozinho...

-Para quê?

Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do
Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de
chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que
tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram
ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima
Sobrinho - mas chegaram à idade centenária, o humorista arrematou com um
exemplo da fauna: A tartaruga, com toda aquela lerdeza, vive 300 anos.

-Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?

- Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de *Dorival Caymmi. O letrista, compositor e Intérprete baiano conhecido como o pai da preguiça - passa 4/5 do dia deitado numa
rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, leva 10
segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois, mesmo assim e sem
jamais ter feito exercício físico, completou 90 anos no mês passado e
nada indica que vá morrer tão cedo.

-Conclusão: esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa
enquanto você ainda tem saúde. E viva o sedentarismo e vamos tomar muita
cerveja com churrasco!!!

Nota:
*Caymmi morreu aos 94 anos, em 16 de agosto de 2008.

Confissões




(Não conheço a autoria do texto que me enviaram, mas achei interessante postar. O título é meu...hehehehhe)




Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?

Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
a barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Ou que "dele" não lembra nem o nome?




sexta-feira, 27 de março de 2009

Só falta o CD

Jussara Silveira que nos perdoe, mas o encanto com o show dela já era esperado. O novo que mexeu com a platéia na noite de ontem, no Teatro Castro Alves , em homenagem ao Dia Mundial da Água (no dia 22 de março), foi a apresentação do grupo baiano Matita Perê.

Novo sim, embora completando dez anos de existência. O Matita Perê arrasou nas músicas autorais Rosiana (Luciano Aguiar/Borega), De Itajubá e Subida a Montanha (ambas de Luciano Aguiar) Baião Bachiado ( Borega), e nas releituras, especialmente de Só Louco (Caymmi). Os arranjos da banda se destacaram, como também o canto de Borega, principal vocalista.

Dava gosto ver aqueles meninos (apesar da década de música juntos, todos com cara e jeito de meninos), como chamou a própria Jussara, ao revelar no palco o seu encanto pelo grupo que a antecedeu. Ao final, o Matita acompanhou a estrela tocando uma música criada para peça publicitária, de autoria do grupo, e gravada por ela.

Além dos muitos aplausos entusiasmados, ouvi muitos comentários de gente profissional da música, e simples apreciadores como eu. Alguns desses reproduzo aqui:

Luara Carrilho


“ Gostei muito. Achei os arranjos excelentes e também as releituras e canções autorais. Muito bom” (Luara Carrilho, flautista).



Sinval Soares


"O Matita Perê é muito bom! O grupo realmente deu um show de qualidade. Não entendo porque ainda não gravou um CD, reunindo tantos talentos e um trabalho tão apurado". (Sinval Soares, jornalista)


Élcie Quadros

“O grupo é afinadíssimo. Adorei os arranjos e a releitura de músicas consagradas. Um show!” (Élcie Quadros, formada em música e ex-vocalista);



Marina Soares


“Que banda é essa! Vou mandar o CD dela pro meu tio que mora em Brasília, um amante da música. Realmente me surpreendi” (Marina Soares, advogada).

Taí o recado meninos. Agora é botar esse prometido primeiro CD na rua.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Show imperdível



Não quero perder a apresentração de Jussara Silveira hoje (26/03) no Teatro Castro Alves, às 21 horas, com o show beneficente O amor e o mar.

Mas além da oportunidade de ver a intérprete de voz belíssima, estou ainda mais motivada para ver a programação por conta do meu amigo Borega, excelente músico, como os seus companheiros do grupo baiano Matita Perê, que fará a abertura.

O Matita Perê já tem dez anos de muita música para mostrar e, como registrou A Tarde de hoje, “promete apresentar novos arranjos no repertório refinado que passa pela hamonia das canções mineiras (De Itajubá e Subida a Montanha (ambas de Luciano Aguiar) e pelas melodias nordestinas (Baião Bachiado, de Borega) e Rosiana (Luciano Aguiar/Borega)”.

Borega já adiantou no jornal o que o grupo preparou um repertório “que, de certa forma, retrata uma década do Matita”, e deu a boa e esperada notícia: sai ainda esse ano o primeiro CD do grupo, que terá o guitarrista Budi Garcia na direção musical.

terça-feira, 24 de março de 2009

O medo, a dengue


A dengue está se espalhando tanto que está todo mundo com medo, principalmente porque a gente não sabe se o vizinho anda se precavendo.

No meu prédio mesmo, no Rio Vermelho, está todo mundo apreensivo por causa da rua dos fundos. Quando a gente olha pela janela vê tantos cacarecos e restos de construções inacabadas dos intermináveis “puxadinhos” e lajes que dá até arrepio.

A gente está vendo que a doença, agora em seu tipo mais agressivo, a dengue hemorrágica, tá pegando mesmo. Mas o medo de pegá-la está pegando mais. Tanto que a qualquer cansaço, vontade de vomitar, uma febre, qualquer mal estar já está deixando muita gente em polvorosa.

Na noite passada, fui me deitar preocupada com duas sobrinhas que estavam apavoradas, uma porque sentiu ânsia de vômito, e outra por causa de uma indisposição. Então resolvi reproduzir aqui umas dicas que pesquisei.

Sintomas
- Febre
- Dor atrás dos olhos e nas articulações
- Sensação de cansaço e fadiga muscular

Tipo Grave
- Dor abdominal intensa e contínua
- Vômitos persistentes
- Sangramentos
- Manchas vermelhas na pele
- Redução no volume da urina

Importante
“O principal ponto para diferenciar a dengue é a presença de febre por mais de três dias, além de dor atrás dos olhos, fadiga muscular e dor nas articulações”, alerta Lucélia Magalhães, coordenadora do Plano de Contingência da Dengue em Salvador,.

Cuidados
- Hidratação: a hidratação é importante para evitar a evolução do caso para o tipo grave da doença.
- Atendimento: caso apresente algum sinal de dengue grave, o médico deve ser procurado imediatamente.
- Medicação: devido ao risco de desenvolver a forma hemorrágica da doença, os pacientes com dengue devem evitar medicamentos que atrapalham a coagulação sanguínea, como as que contêm o ácido acetilsalicílico. É o caso da aspirina e do AAS. Não há restrições para analgésicos e antipiréticos como dipirona e paracetamol.

Fonte: Correio da Bahia

segunda-feira, 23 de março de 2009

Para aliviar a segunda-feira


Hoje amanheci com vontade de ver e falar de coisas leves e bonitas, mas nesta segunda-feira vasculhei os jornais locais, cuja notícia principal foi o insosso BA-VI de ontem. Na falta de gol e jogadas fantásticas ou catatróficas, as reportagens ficaram mais parecidas com B.O (boletim de ocorrência), procurando destacar o comportamento da torcida e as providências da PM. Coisa mais chata (e eu nem sou ligada em futebol).


Selecionei esse vídeo para começar a semana bem.

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sábado, 21 de março de 2009

Água de beber


Há 16 anos, a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o "Dia Mundial da Água", dia 22 de março, proposto na Eco-92, no Rio de Janeiro, e aprovado em 1993. Vale a pena refletir sobre o documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água". Eis a íntegra:


1.- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.


2.- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.



3.- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.


4.- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.


5.- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
6.- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.


7.- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.


8.- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.



9.- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.




10.- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Vovó zelosa

(só para relaxar)

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Apertem os cintos que o piloto sumiu!







Nesse vôo da crise econômica mundial só contamos com o pior: as manobras e piruetas de uma nave sem rumo, que sabe Deus onde nos levará.

A gente fica torcendo pelas previsões otimistas de que o piloto automático chamado “musculatura” econômica do Brasil nos dará um rumo menos dramático, mas especialistas internacionais nos colocam em polvorosa.

(Foto de Jorge Beinstein,
publicada em

É de arrepiar, por exemplo, a incerteza de Jorge Beinstein, economista argentino, professor na Universidade de Buenos Aires, autor de "Capitalismo senil, a grande crise da economia global", que publicou artigo na revista espanhola El Viejo Topo, traduzido por Katarina Peixoto.

Incerteza é o título do artigo, que recorre a outro (é sempre assim, ninguém afirma nada sozinho), publicado recentemente no jornal The Independent, em que Jeremy Walker resume: "Nos encontramos em um mar desconhecido, ninguém sabe para onde vamos. A única coisa que sabemos é que a tormenta econômica prossegue sua marcha".

Economia não é o meu forte, só entendo algo quando o salário não dá para pagar as contas que vierem mais altas do que o mês anterior, ou meus cartões estouram e sou obrigada a pedir novo empréstimo bancário, mas aí, quando acabo de quitar, aparecem novos aumentos, tudo sobe no supermercado e ainda tem as novas demandas de filho, de casa, de vaidades e coisas e tais ...

Mas o tal do Beinstein, diz: “Todos os precedentes capitalistas desta crise demonstraram-se inúteis na hora de entender o que está acontecendo. A imagem da "terra incógnita", do ingresso em um território desconhecido vai se impondo entre as elites das grandes potências”.

Cá pra nós, leigos, estamos perdidos! Se os caras especialistas estão dizendo que o “território é desconhecido”, é melhor a gente ficar ligado, apertar o cinto, colocar a máscara e, em nosso caso (brasileiros) torcer para o piloto automático “musculatura” driblar e amenizar a força das turbulências previstas.

Outra avaliação preocupante do especialista argentino:

“A ilusão da auto-regulação do mercado financeiro virou fumaça; os gurus da especulação se esconderam ou mudaram de discurso, pedindo ajuda a outros deuses: os da intervenção estatal, que eles, há umas poucas décadas, jogaram no baú dos velhos objetos inúteis”. Mas ele também conclui que de nada tem adiantado que bilhões de dólares, euros e outras moedas fortes que foram lançados ao mercado em espetaculares operações inúteis de socorro.

Ele associa outras crises à atual crise financeira, “umas mais visíveis ou virulentas que outras, convergindo até conformar um fenômeno inédito”. E cita o exemplo da crise energética com a queda de extração do petróleo, associada à crise alimentar. “Ambas assinalam a existência de um impasse tecnológico geral que se estende ao Meio Ambiente e ao aparato militar-industrial, todo ele concentrado e exacerbado a partir do colapso financeiro nos Estados Unidos, o centro do mundo”.

É longo e complexo o artigo do economista argentino que associa as crises a uma só, “sistêmica”. É a crise “do capitalismo como etapa da história humana”.

Não vou me alongar tentando interpretar análises e previsões de estudiosos. Só queria expressar aqui a minha preocupação, que deve ser a de muita gente.

( O texto a que me refiro está postado aqui em Arquivo do Blog para quem se interessar)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Tá estranhando, por que?


Af! Como é fácil fazer farra com dinheiro dos outros!

Basta ver a reação no Congresso Nacional às denúncias de que a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) usou a sua cota mensal paga pelo Senado, de sete passagens de ida e volta, para transportar aliados de São Luís a Brasília.

“Para quê tanto alarde?”, pergunta a maioria deles.

Isso é tão corriqueiro e natural, “uma prática tão comum”, que eles se perguntam também porque a imprensa estaria interessada.

“Isso deve ser mais uma orquestração contra o Poder Legislativo, uma campanha para desestabilizar e enfraquecer o Congresso Nacional”, argumentam os parlamentares sempre que as suas mordomias estão em jogo.

E na Câmara então, onde deputados vivem fazendo farra com o auxílio-moradia? Eles embolsam os R$ 3 mil da ajuda de custo para se hospedar em Brasília, mesmo sendo donos de luxuosos imóveis em áreas nobres da cidade.

Muitos fazem até investimentos (pasmem!) com o auxílio-moradia, comprando casas nos valorizados bairros de Brasília.

Teve um deles, Paulo Lima (PMDB-SP), que contou suas vantagens à imprensa sem a menor cerimônia. E não é que o cabra construiu uma moradia confortável na QL 12 em 1995, mas mesmo assim nunca abriu mão da ajuda de custo oferecida pela Câmara?

Olha o que ele disse: "Tenho uma casa que construí com meu dinheiro. Recebo a ajuda porque meus custos aumentaram muito. Só de empregados eu pago mais do que os R$ 3 mil que recebo da Câmara". Cara-de-pau!

terça-feira, 17 de março de 2009

Além da imaginação

Imagino que nem o cinema e a literatura terão sido capazes de criar história com tal monstruosidade como a realidade produzida na Áustria.

O monstro Josef Fritzl, que durante 24 anos trancafiou e estuprou a filha Elisabeth no porão de sua residência vai além da imaginação, tanto na crueldade quanto na capacidade de esconder o caso por tanto tempo.


A gente fica a se perguntar sobre o tipo de sociedade em que vivemos, onde um caso desse fica 24 anos sem que ninguém desconfie. Como a mulher do monstro e mãe da vítma nunca suspeitou, não viu movimentação diferente do marido, mesmo tendo recebido e criado os netos, entregues pelo marido alegando que a filha havia entrado em uma seita. Qual o grau de indiferença da vizinhança que não estranhou nada nunca.


Realmente esse caso supera a imaginação dos mais criativos e fantasiosos autores. Mas foi verdadeiro e me dá nojo, indignação, raiva e revolta.

Pior é que a pena máxima prevista para ele nos crimes de incesto, estupro e sequestro só vai até 15 anos. Ele só pega a prisão perpétua se for aceita a acusação de assassinato por não ter dado socorro ao filho que morreu de complicação respiratória.

Prisão perpétua é pouco para esse monstro!... Arg!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Essa Folha é...

Só mesmo a Folha de São Paulo para sair com essa, bem no estilo do bispo que negou a existência do Holocausto. Parece piada de José Simão, essa tal de Ditabranda que o jornal acabou de inventar. Mas não é não. É sério e grave.
O jornal ignorou milhares de vítimas da Ditadura Militar no Brasil. Um acinte e um desrespeito às famílias de mortos, desaparecidos e torturados.

Emiliano José, jornalista, professor, ex-deputado e torturado pela Ditadura, fez um protesto em A Tarde hoje (15/03) e dá uma idéia dos reais interesses do jornal ao tentar minimizar o período de chumbo da nossa história quando diz:

" Não posso dizer que a estupefação tenha me atingido. Quem tenha acompanhado a história do grupo "Folhas" não terá sido surpreendido. Quem se deu ao trabalho de dar uma espiada no livro Cães de Guarda, de Beatriz Kushnir, menos ainda. Trata-se de um rigoroso diagnóstico sobre a colaboração do grupo "Folhas" com a ditadura".

Tá explicado.

Reforço aqui as palavras de ordem de Emiliano: DITADURA NUNCA MAIS!

sábado, 14 de março de 2009

Quero desabafar


Estou bege com tantos casos de pais que estupram filhas, crianças. Esses últimos casos noticiados não me saem da cabeça.

Só posso classificar esses pais como monstros. Monstros!

Homens incapazes de sentir e de raciocinar além do sexo, de amar o próximo, de amar sequer os filhos. Incapazes de pensar na dor da filha, no presente e no futuro que lhe impõe, de sofrimento, humilhação e traumas.

Esses últimos casos por si só são monstruosos e incrompreensíveis para quem tem um mínimo de sensibilidade. Mas incompreensível também é a mania da imprensa de colocar a opinião da igreja em tudo.

Tudo bem que aborto é um tema polêmico, mas juridicamente não há impedimento em casos de estupro.

Somos ou não um estado laico?

O que tem o bispo de Olinda a ver com o caso da menina de 9 anos, grávida de gêmeos por conta de estupro cometido pelo próprio pai? Isso é caso para a polícia e a medicina.

Agora lá vem a igreja de novo se meter no caso de uma menina de 13 anos.

Será que ninguém vê que a questão crucial, não é a opção de fazer ou não aborto, mas procurar identificar porque temos tantos pais monstros e o que fazer para combatermos e reduzirmos esses crimes monstruosos contra as nossas crianças?

sexta-feira, 13 de março de 2009

A hora é essa!


Taí, esse é o grande momento para manifestações de apoio ao retorno da denominação 2 de Julho para o aeroporto de Salvador.

Movimentos sociais, sindicais, culturais, estudantis e acadêmicos e toda a sociedade organizada deveriam ocupar espaços físicos e virtuais levantando essa bandeira, que agora ganha força com a iniciativa do Ministério Público Federal da Bahia de encaminhar à Procuradoria Geral da República pedido para restabelecer o nome original 2 de julho para nosso aeroporto.

O historiador Ricardo Carvalho manifestou apoio ao MPF, em matéria do jornal A Tarde de hoje (13/03), e tocou no ponto central do equívoco cometido com a substituição do nome do aeroporto para homenagear o filho do ex-coronel:
“A mudança do nome do aeroporto não foi fruto do anseio do povo, e sim um gesto político”.

Manifeste-se também e vote na enquete ao lado.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Viva o Aeroporto 2 de Julho!





Finalmente a gente vê alguma movimentação para tentar corrigir um dos piores atos que envergonham os baianos conscientes dos valores da sua história: a mudança do nome do aeroporto internacional de Salvador. O Ministério Público Federal na Bahia encaminhou para a Procuradoria Geral da República um pedido para restabelecer o nome original, Aeroporto 2 de Julho.


Se os políticos não tomam providências para consertar a besteira que fizeram (alguns até se elegeram e reelegeram prometendo defender essa bandeira), aprovando ou deixando aprovar a mudança do nome de 2 de Julho, em homenagem à guerra pela independência da Bahia, para homenagear o filho político do ex-coronel, esperamos que a Justiça corrija o erro grave.


O aeroporto teve o nome modificado por força da lei 9.661, de 16 de junho de 1998 substituiu a anterior, de 1955. A Procuradoria já pediu providências junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de proteger a data do 2 de Julho como patrimônio cultural imaterial estadual e nacional.




quarta-feira, 11 de março de 2009

De papo com Joaninha: A mulher que escreveu a bíblia

De papo com Joaninha: A mulher que escreveu a bíblia

Os meigos


Lá vem o preconceito de novo. Na política então, o jogo é pesado, sobretudo quando alguma mulher ousa entrar na disputa. Agora é a vez da ministra Dilma Roussef (Casa Civil), provável candidata à sucessão de Lula, tida como dura com auxiliares e colegas de governo.

Em seminário sobre mulheres, a ministra desabafou sobre o que sente na pele e ironizou:

“Eu sou uma mulher dura cercada de homens meigos”.

Quer dizer, os caras “mandam e desmandam”, como ela mesma frisou, aprontam todas (a história está aí para mostrar do que eles são capazes), e ela é a durona. Boa ministra!

terça-feira, 10 de março de 2009

Maldita Dalila


Não adiantou nada eu nem ter botado a cara na rua no Carnaval! Recebi o forte abraço da maldita "Dalila", daqueles que dá arrepios, provoca espirros, tosse (cof,cof...), aumenta a temperatura do corpo e nos deixa moída, com dor até nas mãos. Ninguém merece!

Chiclete com Banana

Da coleção lançada pela Assembléia Legislativa da Bahia sobre personalidades da Bahia, com quatro livros intitulados Mulher de Roxo, Caribé, Guido Guerra e Gordurinha, gostei muito desse último.

Gordurinha foi um homem cheio de defeitos, um pai desnaturado, que abandonou os filhos, um marido infiel, ingrato e cafajeste. Mas foi um artista talentoso, que embora sem formação superior de educação, compôs brilhantemente e soube ser crítico, irreverente e cheio de humor.

Dá uma olhada aí no vídeo de Gilberto Gil com Marjorie Estiano interpretando o clássico de Gordurinha, " Chiclete com Banana" .
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O Futuro da Humanidade


"Nunca a indústria do lazer - a TV, os videogames, a internet, o esporte, a música, o cinema - foi tão expandida e, no entanto, o ser humano nunca teve um humor tão triste e ansioso. Nunca as pessoas viveram tão adensadas nos escritórios, nos elevadores, nas salas de aula, e nunca foram tão solitárias e caladas sobre si mesmas. Nunca o conhecimento se multiplicou tanto em sua época, mas nunca se destruiu de tal maneira a formação de pensadores. Jamais o homo sapiens desenvolveu tantos transtornos psíquicos e teve tanta dificuldade de se tornar autor de sua própria história".


Transcrevi o trecho acima de "O Futuro da Humanidade - A saga de um pensador", de Augusto Cury, um livro emocionante, com histórias belíssimas e diálogos ricos sobre as correntes da psiquiatria, da filosofia e sobretudo sobre o que aflinge a nossa sociedade, com uma boa dose de drama e também de humor. Li por sugestão da fisioterapeuta Virgínia Rio de Araújo, uma nova amizade que acabo de fazer.

Jesus é mais interessante segundo Saramago


Gente, amei o O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991), romance de José Saramago, que conta a história da vida de Jesus!


Uma narrativa espetacular sobre a história de Jesus , que desagradou totalmente a igreja, o que já é bom demais. Veja esse trecho:


“O filho de José e Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo do sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio. Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo.”


O livro de Saramago é uma história sensacional, de um Jesus que além de ter nascido como todos os homens, tem características da sua é poca e do seu povo (magro, moreno, olhos e cabelos escuros) e Maria não fora escolhida para ser a mãe do filho de Deus por causa das suas virtudes, mas porque transava com José no momento em que o Senhor desejou ter um filho e plantar uma sementinha.


Jesus de Saramago viveu um grande ramance com Maria Madalena, que acabou tendo a aprovação de Maria, a sogra. Jesus abandonou sua mãe e os seis irmãos (acho que eram seis), quando José foi crucificado. Queria buscar a sua culpa, tendo descoberto que José poderia ter salvo outras 25 crianças, além dele, quando ouviu guardas de Heródes comentando as ordens do rei enlouquecido à beira da morte para eliminar as crianças de até quatro de idade. Mas José não avisou a nenhum pai, preocupado em chegar a tempo de salvar o seu filho pequeno.


Um livro genial mesmo.


A mulher que escreveu a bíblia



Ufa! Consegui retomar o hábito de ler livros. E como é difícil fazer isso, sendo da área de comunicação.
Isso mesmo! O cotidiano de jornalistas, de ler jornais, revistas, blogs e prestar atenção em tudo que é notícia nos esgota,na maioria das vezes. E as mulheres então! Em casa, tem filho pra dar atenção, fiscalizar a tarefa da escola, resolver coisas domésticas (Arg!).
Geralmente nos falta energia, tempo e concentração para curtir uma boa leitura daquele falado romance, do último best-seller, do título que nos chamou atenção na livraria e até ousamos levar para casa, mas ficou esperando na estante.

Para rir muito

Aproveitei o período do Carnaval para relembrar esse hábito tão gostoso. Minha irmã, Virgínia, me emprestou uns ótimos. Comecei pelo hilário Moacir Scliar, com "A mulher que escreveu a Bíblia". Coisa de doido, de morrer de rir. Muito criativo.
O premiado escritor gaúcho capricha na veia humorística ao contar a história dessa mulher,vista por uma mulher de hoje que, ajudada por um terapêuta de vidas passadas, descobre que no século X antes de Cristo foi uma das setecentas esposas do rei Salomão. Ela era a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever. Por acidente uma carta dela enderaçada ao pai dela cai nas mão do rei e ele fica encantado com a habilidade inusitada da sua esposa feiosa. Então ele a encarrega de escrever a história da humanidade, com a ajuda de escribas que se dedicam à tarefa há anos. Uma delícia!


segunda-feira, 9 de março de 2009

Incerteza

Artigo do economista Jorge Beinstein, argentino, professor na Universidade de Buenos Aires, autor, entre outros livros, de "Capitalismo senil, a grande crise da economia global". Artigo publicado originalmente na revista espanhola El Viejo Topo r traduzido por Katarina Peixoto



"Incerteza" é a palavra que melhor define o clima psicológico atual. Todos os precedentes capitalistas desta crise demonstraram-se inúteis na hora de entender o que está acontecendo. A imagem da "terra incógnita", do ingresso em um território desconhecido vai se impondo entre as elites das grandes potências. Em um artigo publicado recentemente no jornal The Independent, Jeremy Walker resume muito bem essa nova percepção: "Nos encontramos em um mar desconhecido, ninguém sabe para onde vamos. A única coisa que sabemos é que a tormenta econômica prossegue sua marcha" (1).

Por sua parte, James Rickards, uma figura chave do aparato de inteligência estadunidense (formalmente é assessor financeiro do gabinete do Secretário de Defesa), apresentou no dia 17 de dezembro de 2008 um informe, sob os auspícios da Marinha dos Estados Unidos, onde traça quatro cenários catastróficos sobre o futuro dos EUA. Um deles (como não poderia ser de outra maneira na era Bush) descreve um mega ataque terrorista que aproveitaria a extrema debilidade da economia para aplicar um golpe mortal no Império.
Outro está centrado em uma suposta agressão financeira da China vendendo massivamente no mercado dólares e títulos públicos estadunidenses, provocando assim a queda de suas cotações.

Um terceiro cenário apresenta a queda livre do dólar e as conseqüências desastrosas para a sociedade imperial e o resto do mundo. Por fim, o quarto cenário, talvez o mais importante, denominado "Queda existencial", prognostica uma depressão prolongada com redução do Produto Bruto Interno da ordem de 35% ao longo dos próximos 6 ou 7 anos, com uma taxa de desemprego que chegaria a 15% (2).

A ilusão da auto-regulação do mercado financeiro virou fumaça; os gurus da especulação se esconderam ou mudaram de discurso, pedindo ajuda a outros deuses: os da intervenção estatal, que eles, há umas poucas décadas, jogaram no baú dos velhos objetos inúteis. Até fins de 2008, numerosas revistas especializadas de todos os continentes, algumas destinadas ao grande público, mostravam a fotografia de Lord Keynes, desenterrado para nos salvar do desastre. Mas até agora a nova-velha magia intervencionista tem demonstrado a mais completa impotência.

Vários bilhões de dólares, euros e outras moedas fortes (fortes?) foram lançados ao mercado em espetaculares operações de socorro com resultado nulo. O mercado financeiro não se auto-regula, mas tampouco aceita ser regulado.Uma avalanche de acontecimentos sepultou por completo os prognósticos conservadores dos vencedores da Guerra Fria. O futuro já não será mais um "mais do mesmo" e, ao se romper essa linearidade burguesa da história, reaparece com uma força inusitada o que Mircea Eliade denominava "o terror da história", neste caso uma provável sucessão de fatos onde os poderes e valores dominantes não sejam respeitados, atingidos por forças hostis. Esse temor cresce velozmente entre as classes dominantes.

A crise financeira é gigantesca, mas também o são as "outras crises", umas mais visíveis ou
virulentas que outras, convergindo até conformar um fenômeno inédito. Para tomar apenas um exemplo, a crise energética que expressa, por enquanto, o estancamento e a redução próxima da produção petroleira global, foi até bem pouco tempo um catalisador decisivo da especulação e da inflação (até antes da queda econômica global do último trimestre de 2008), e nos espera em um futuro não distante para desferir novos golpes inflacionários, quando a extração cair mais alguns degraus ou quando a depressão econômica seja detida. Por outro lado, a crise energética está associada à crise alimentar e ambas assinalam a existência de um impasse tecnológico geral que se estende ao Meio Ambiente e ao aparato militar-industrial, todo ele concentrado e exacerbado a partir do colapso financeiro nos Estados Unidos, o centro do mundo.

É possível então afirmar que as diversas crises não senão aspectos de uma mesma crise, sistêmica, do capitalismo como etapa da história humana (3).
Ciclos

Uma componente importante dessa crise psicológica é a constatação de que certos ciclos que pareciam reger o funcionamento econômico deixaram de funcionar. Trata-se da destruição da crença em que, após um determinado número de meses ou anos de vacas magras, o sistema seguiria seu caminho ascendente.

Os ciclos decenais descobertos por Juglar até 1860 atravessaram boa parte do século XIX expressando as oscilações do jovem capitalismo industrial, ainda que, ao final do mesmo, essas rotinas tenha se desordenado. Em 1885, em uma nota anexa ao livro III do "Capital", Engels assinalava que "ocorreu uma virada desde a última grande crise geral (1867). A forma aguda do processo periódico com seu ciclo de dez anos que vinha se observando até então parece ter cedido o posto a uma sucessão mais crônica e larga de períodos relativamente curtos e tênues de melhoria dos negócios e de períodos relativamente largos de depressão..."

E atribuía essa mudança à nova configuração econômica internacional marcada pelo rápido desenvolvimento dos meios de comunicação, pela ampliação do mercado mundial e pelo fim do monopólio industrial inglês (4). Os velhos ciclos decenais tendiam a desaparecer porque o capitalismo tinha sofrido mudanças estruturais decisivas.

Mas isso não afetou outras rotinas do sistema como os ciclos longos de Kondratieff, etapas de aproximadamente 50, 60 anos (a primeira metade de ascensão econômica e a segunda de decréscimo) que vinham se sucedendo a partir da revolução industrial inglesa. Ao longo da história do capitalismo, foram registrados quatro ciclos de Kondratieff. O primeiro iniciou no fim do século XVIII e terminou em meados do século XIX; o segundo terminou durante a última década desse século e o terceiro durante os anos 1940, quando se iniciou um quarto ciclo cuja etapa de prosperidade chegou até fins dos anos 1960, até 1968 se seguimos a proposta de Mandel que prefere estabelecer cortes históricos precisos (5).

A partir desse momento, a taxa de crescimento da economia mundial impulsionada pelos países capitalistas centrais descreveu uma tendência decrescente no longo prazo que não se deteve até a atualidade e que deveria prolongar-se em um futuro previsível.
Se aceitamos a periodização de Mandel, a fase decrescente do primeiro Kondratieff teria durado uns 22 anos, a do segundo 20 anos e a do terceiro 26 anos, uma média de aproximadamente 22,6 anos. Mas o período de descenso do quarto Kondratieff já estaria durando uns 40 anos (em 2008) e não é demasiado ousado prognosticar seu prolongamento ao menos um pouco mais. Seguindo o modelo teórico, a recuperação deveria ter começado em meados da década passada. Isso não se produziu e tampouco ocorre na década atual.
Pior ainda, cada fase ascendente costuma ser associada a grandes inovações tecnológicas que modificaram os sistemas de produção e os estilos de consumo. Assim ocorreu durante a primeira revolução industrial com a máquina a vapor e a expansão da indústria têxtil, em meados do século XIX com o aço e o desenvolvimento das ferrovias, no final do século XIX com a eletricidade, a química e os motores, e a eletrônica, a petroquímica e os automóveis em meados dos anos 1940 no início do quarto Kondratieff.

Assim "deveria ter ocorrido" na década dos anos 1990, atravessada por grandes inovações em informática, biotecnologia e novos materiais. No entanto, essas mudanças técnicas não modificaram positivamente o curso dos acontecimentos. Pelo contrário, acentuaram suas piores características. Por exemplo, a informática: quando avaliamos seu impacto segundo a importância da atividade econômica envolvida, constatamos que sua principal aplicação de produziu na área do parasitismo financeiro, cujo volume de negócios (alguns trilhões de dólares) equivale atualmente a umas 19 vezes o Produto Bruto Mundial.

Isto me permite trabalhar com a hipótese de que, assim como ocorreu há cerca de um século com os ciclos decenais de Juglar, podemos atualmente sustentar que os longos ciclos de Kondratieff perderam validade científica. A fase decrescente do quarto Kondratieff foi triturada pela nova realidade. A economia mundial completamente hegemonizada pelo parasitismo financeiro obedece a uma dinâmica radicalmente diferente da vigente durante a era do capitalismo industrial.

Frente a essa evidência não faltam os especialistas e acadêmicos prontos a encontrar uma nova rotina restauradora da ordem. Alguns propõem regressar a ciclos mais curtos e violentos, ao estilo Juglar (retorno ao século XIX?), outros misturam Juglar e Kondratieff introduzindo alguns adornos provenientes da psicologia social, e outros ainda realizam manipulações econométricas no ciclo Kondratieff, conservando assim a esperança em uma futura recomposição ascendente do sistema. É o caso de Ian Gordon, renomado especialista norte-americano em prognósticos econômicos que não hesita em fabricar um super "quarto Kondratieff" estadunidense de quase 70 anos, deslocando para a direita o início de sua etapa ascendente (de 1940 a 1950), estendendo-a até os anos 1980 e propondo o fim do descenso (e o começo de um novo e maravilhoso quinto Kondratieff capitalista) para o final da segunda década do século XXI (6).

Senilidade

O fim das rotinas e o ingresso em um tempo de desordem geral estão assinalando que o mundo burguês não se encontra diante de uma enfermidade passageira, uma "crise cíclica" a mais no interior do grande ciclo, único e supostamente vigoroso do capitalismo, mas sim diante de uma crise de enorme amplitude onde as enfermidades se multiplicam, não por um capricho do destino, mas sim porque o organismo, o sistema social universal, está muito velho.

O capitalismo mundial ingressou na etapa senil (7) nos anos 1970 quando o parasitismo tornou-se hegemônico. Ao longo da referida década e do início dos anos 1980 ocorreram fatos decisivos nos Estados Unidos, entre eles o início do declínio de sua produção petroleira, a decisão do governo Nixon de terminar com o padrão dólar-ouro, a derrota no Vietnã, ao que logo se agregaram os déficits comerciais e fiscais crônicos e a alta incessante das dívidas pública e privada, a concentração dos lucros, o consumismo, a elitização e degradação do sistema político, etc.

Tudo isso teve conseqüências no início do século XXI, quando a bolha das bolsas desinflou, em uma situação extremamente grave, a qual o Império respondeu com uma desesperada fuga para a frente: radicalizou sua estratégia de conquista da Eurásia, deslocando grandes contingentes militares (Iraque e Afeganistão), reanimou a especulação financeira inflando a bolha imobiliária e, graças a ela, voltando a inflar a bolha financeira. Diante da crise do parasitismo financeiro decidiu impulsionar uma onda parasitária muito maior que a anterior. Não se trata de um "erro estratégico", mas sim de uma conseqüência estratégica lógica inscrita na dinâmica dominante do sistema de poder.

Um primeiro indicador de senilidade é a decadência dos Estados Unidos, resultado de um largo processo de degradação. A "globalização" desenvolvida desde os anos 1970 implicou um triplo processo: o "aburguesamento" quase completo do planeta (a cultura do capitalismo tornou-se verdadeiramente universal ao derrotar a URSS e integrar a China), a financeirização integral do capitalismo (hegemonia parasitária) e a unipolaridade, instalação do Império norteamericano como poder supremo mundial. Principal consumidor global e área central dos negócios financeiros internacionais, ao que se agrega o fato decisivo da "norteamericanização" da cultura das classes dominantes do mundo. É por isso que o declínio (senilidade) dos Estados Unidos, para além de suas consequências econômicas (ou incluindo suas consequências econômicas) constitui o motor da decadência universal do capitalismo.

O império tem sido, ao mesmo tempo, vítima e verdugo do resto do mundo. Seu consumismo parasitário teve como contrapartida os bons negócios comerciais e financeiros das burguesias da União Européia, China, Japão, Índia, etc. O inchaço parasitário estadunidense foi o amortecedor fundamental da crise de superprodução crônica das grandes potências, mas a bolha imperial agora está desinflando e o capitalismo global ingressa na depressão.

Um segundo indicador de senilidade é a interação entre dois fenômenos: a hipertrofia financeira global e a desaceleração da economia mundial no longo prazo. No início do século XXI, chegamos à financeirização integral do capitalismo. As tramas especulativas impuseram sua "cultura" de curto prazo e depredadora que passou a ser o núcleo central da modernidade. Presenciamos um círculo vicioso; a crise crônica de superprodução iniciada há quatro décadas comprimiu o crescimento econômico desviando excedentes financeiros para a especulação, cujo Ascenso operou como um mega aspirador de fundos retirados do investimento produtivo. Hoje a massa financeira mundial estaria chegando a um trilhão de dólares (somente as operações com produtos financeiros derivados registrados pelo Banco de Basiléia superam os 600 bilhões de dólares).

A economia mundial cresce cada vez menos. Além disso, enfrenta um teto energético que bloqueia seu desenvolvimento, o que nos sugere que o tema da crise energética é o da incapacidade tecnológica do sistema para superar a armadilha do esgotamento dos recursos naturais não renováveis. É importante não que esquecer que o capitalismo industrial pode avançar desde o final do século XVIII porque conseguiu se tornar independente dos recursos energéticos renováveis que o submetiam a seus ritmos de reprodução e impor sua lógica aos recursos não renováveis: o carvão, seguido mais adiante pelo petróleo. Essa proeza depredadora (que nos levou ao desastre atual) foi o pilar decisivo da construção de seu sistema tecnológico articulador de uma complexa e evolutiva rede de procedimentos produtivos, produtos, matérias primas, hábitos de consumo, etc., ligando o desenvolvimento científico e as estruturas de poder.

A crise energética está associada à crise alimentar, às quais deveríamos agregar a crise ambiental para expor um terceiro indicador de senilidade: o bloqueio tecnológico. É útil o conceito de "limite estrutural do sistema tecnológico" definido por Bertrand Gille como o ponto em que o dito sistema é incapaz de aumentar a produção a um ritmo que permita satisfazer necessidades humanas crescentes (8). Não se trata de necessidades humanas em geral, ahistóricas, mas sim de demandas sociais historicamente determinadas. É possível, assim, formular a hipótese de que o sistema tecnológico do capitalismo estaria chegando a seu limite superior para além do qual vai deixando de ser o pilar decisivo do desenvolvimento das forças produtivas para se converter na ponta de lança de sua destruição.

O capitalismo está gerando agora um enorme desastre ecológico, resultado de uma "rigidez civilizacional" decisiva que impede superar uma dinâmica tecnológica que conduz à depredação catastrófica do meio ambiente. Toda vez que isso ocorreu no passado pré-capitalista foi porque a civilização que engendrou tal sistema técnico havia chegado a sua etapa senil (a destruição do meio ambiente é, na realidade, a autodestruição do sistema social existente).

Um quarto indicador de senilidade é a degradação estatal-militar posta em evidência pelo fracasso da aventura dos falcões norteamericanos, mas que expressa uma realidade global.O estado intervencionista permitiu controlar as crises capitalistas ocorridas desde o início do século XX. Sua ascensão esteve sempre associada ao militarismo, às vezes de maneira visível e outras, como logo após a Segunda Guerra Mundial, sob disfarce democrático (se observamos a evolução dos Estados Unidos desde os anos 1930 comprovaremos que o "keynesianismo militar" constitui-se até hoje na espinha dorsal de seu sistema).

Mas finalmente o desenvolvimento das forças produtivas universais, até chegar a sua degeneração parasitária-financeira atual, terminou por transbordar seus reguladores estatais, submergindo-os na maior de suas crises. O neoliberalismo aparentou ser a expressão de uma globalização superadora dos estreitos capitalismos nacionais; na realidade, tratava-se de vigoroso monstro financeiro devorando a seu pai estatal-produtivo-keynesiano. Agora, encurralados pela crise, os dirigentes das grandes potências retornam ao intervencionismo estatal que resulta impotente ante a maré financeira.

Esta decadência estatal inclui a do militarismo moderno evidenciado pelo atoleiro militar do Império no Iraque e do conjunto do Ocidente no Afeganistão. Trata-se de um fenômeno duplo. Por uma parte, a ineficácia técnica desses aparatos militares para ganhar as guerras coloniais; por outra, seu gigantismo parasitário operando como acelerador da crise. O caso norteamericano é exemplar (e sobre determinante): a hipertrofia bélica aparece como um fator decisivo dos déficits fiscais e da corrupção generalizada do Estado.

Um quinto indicador de senilidade é a crise urbana desatada na era neoliberal e que se agravará exponencialmente ao ritmo da crise atual. Desde o início dos anos 1980, quando a desocupação e o emprego precário nos países centrais se tornaram crônicos e quando a exclusão e a pobreza urbanas se expandiram na periferia, o crescimento das grandes cidades foi cada vez mais o equivalente da involução das condições de vida das maiorias. A decomposição das cidades é claramente visível na periferia, mas não é sua exclusividade. Trata-se de um fenômeno global ainda que seja no mundo subdesenvolvido onde ocorram os primeiros colapsos, expressões mais agudas de uma onda multiforme, irresistível.
Crise

Desde suas origens o capitalismo industrial experimentou uma larga sucessão de crises de superprodução. No século XIX, apresentou crises cíclicas de crescimento de uma civilização jovem. A cada grande turbulência, o sistema se expandia, deixando, porém, seqüelas negativas que foram se acumulando até engendrar finalmente uma força parasitária-financeira que se tornou dominante no início do século XX. Neste momento, o capitalismo ingressou em sua era de "maturidade". A intervenção estatal, aliada aos parasitismos militar e financeiro, conseguiu controlar as crises das quais emergiram fenômenos de decadência que deram um salto qualitativo quando estourou a crise de superprodução no final dos anos 1960. Esta última foi amortizada, o sistema global seguiu crescendo, mas foi na base da expansão exponencial da depredação ambiental e do parasitismo, principalmente financeiro, que passou a controlar por completo o conjunto do mundo burguês, inaugurando a era senil do capitalismo.

Da "destruição criadora" à destruição depredadora

Neste novo contexto é que foi se preparando o grande estouro que hoje presenciamos, cujo detonador foi o colapso financeiro de 2008. A partir dele, o capitalismo global vai deixando (rapidamente) de ser um sistema velho crescendo cada vez menos e com maiores custos sociais para se tornar abertamente uma força destruidora das forças produtivas e do meio ambiente (da "destruição criadora" shumpeteriana do século XIX à destruição depredadora do século XXI). As civilizações anteriores ao capitalismo não liquidadas por fatores exógenos (invasões, catástrofes naturais, etc) foram derrotadas por devastadoras e prolongadas crises de superprodução, onde sua rigidez técnica (produto do envelhecimento cultural) bloqueava o desenvolvimento produtivo e desatava uma catástrofe ecológica. O motor dessas tragédias sempre foi o predomínio paralisante do parasitismo acumulado durante o longo ciclo civilizacional.
A burguesia proclamava ter acabado com as crises de subprodução das antigas civilizações graças ao excepcional dinamismo tecnológico do sistema que só podia sofrer crises cíclicas de superprodução sempre controladas graças à crescente sofisticação de seus instrumentos de intervenção (que o neoliberalismo não eliminou, mas sim potencializou, colocando-os a serviço da depredação financeira). Os catastrofistas eram alvo de chacota, em especial os marxistas, que aguardavam a crise geral e final de superprodução que nunca chegou. No entanto, tais crises foram acumulando um potencial parasitário que está agora começando a gerar uma crise de superprodução planetária, a maior da história humana. Se, neste caso, quiséssemos seguir utilizando o conceito de "crise cíclica" deveríamos fazê-lo nos referindo ao ciclo aproximadamente bicentenário do capitalismo que acaba de ingressar no período de aceleração da senilidade, de multiplicação de enfermidades e de colapsos.

Quatro esperas inúteis

Levando em conta esse contexto de crise sistêmica, civilizacional, quero fazer referência a quatro esperas inúteis que florescem nos círculos de poder e suas periferias cortesãs. A primeira delas, que sobredetermina as outras três, é a da chegada de um quinto ciclo de Kondratieff, de uma nova prosperidade produtiva do capitalismo, aguardado durante a década passada e a atual. Não pode chegar porque a estrutura econômica que engendrava esse tipo de ciclos no passado desapareceu vítima do parasitismo financeiro.
A segunda se refere à chegada milagrosa de um novo keynesianismo que, portando a espada do intervencionismo estatal, cortaria a cabeça dos malvados especuladores financeiros instalando no centro da cena aos bons capitalistas produtivos. O novo herói keynesiano não chegará porque seu instrumento decisivo, o Estado, é impotente frente à maré financeira e o é muito mais ante o oceano da crise sistêmica. Além disso, a longa festa neoliberal degradou-o profundamente. Por outra parte, os bons capitalistas produtivos não aparecem em nenhuma parte. O que, sim, aparece, por todos os lados, são os gênios da

especulação financeira.

A terceira espera inútil é a do renascimento do Império após quase quatro décadas de decadência, sobrecarregado de dívidas, desfigurado pelo consumismo, com uma cultura produtiva seriamente deteriorada. Não existe nenhum indício sério desse suposto renascimento. Finalmente, a quarta espera inútil é a de um novo Império capitalista ou uma nova aliança imperial, um novo centro do mundo burguês, a acoplagem total entre as grandes potências descarta por completo essa expectativa (tal acoplagem é o resultado de um longo processo de integração que terminou por conformar um sistema global fortemente interrelacionado).

Notas:
(1), DeDefensa.org, 17/12/2008 - Faits et comentaires- "Notre temps de la Terra Incognita" (www.dedefensa.org).
(2) Eamon Javers, "Four really, really bad scenarios", Politico.com, 17 de diciembre de 2008, (www.politico.com/news/stories/1208/16663.html).
(3), Jorge Beinstein, "Los rostros de la crisis. Reflexiones sobre el colapso de la civilización burguesa", Rebelión: http://www.rebelion.org/docs/75463.pdf,
Espai Marx: http://www.moviments.net/espaimarx/index.php?lang=cat&query=56352739f59643540a3a6e16985f62c7&view=section
(4), Carlos Marx, "El Capital", Libro III, Capítulo 30, nota 3, páginas 458 y 459, Fondo de Cultura Económica, México, D.F, 1966.
(5) Ernest Mandel, "Las ondas largas del desarrollo capitalista", Ediciones Siglo XXI de España, Madrid, 1986.
(6) Ian Gordon, The Long Wave Analyst (http://www.thelongwaveanalyst.ca/cycle.html).
(7) El concepto de capitalismo senil fue elaborado en los años 1970 por Roger Dangeville (Roger Dangeville, "Marx-Engels. La crise", editions 10/18, Paris 1978) y retomado por varios autores en la década actual (Jorge Beinstein, "Capitalismo Senil", Ediciones Record, Rio de Janeiro, 2001), Samir
Amin , "Au delà du capitalisme senile", Actuel Marx -PUF, Paris 2002).
(8) "Histoire des techniques", sous la direction de Bartrand Gille, La Pléiade, Paris, 1978.
Jorge Beinstein, economista argentino, professor na Universidade de Buenos Aires. É autor, entre outros livros, de "Capitalismo senil, a grande crise da economia global".
Artigo publicado originalmente na revista espanhola El Viejo Topo.
Tradução: Katarina Peixoto

domingo, 8 de março de 2009

Salvem as Mulheres



(Luiz Fernando Veríssimo)



O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém.
Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha

'Salvem as Mulheres!'.

Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

a) Habitat - Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

b) Alimentação correta - Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho.
Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.
Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Flores também fazem parte de seu cardápio. Mulher que não recebe flores, murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Música ambiente e um espumante num quarto de hotel são muito bem digeridos e ainda incentiva o acasalamento, o que, além de preservar a espécie, facilitam a sua procriação.

c) Respeite a natureza - Você não suporta TPM? Case-se com um homem.
Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação... Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.
Não tolha a sua vaidade. É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Só não incentive muito estes últimos pontos, ou você criará um monstro consumista.

d) Cérebro feminino não é um mito - Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!).
Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens: a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

e) Não confunda as subespécies - Mãe é a mulher que amamentou você e o ajudou a se transformar em adulto. Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem. Cada uma tem o seu período de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida. Trocar uma pela outra não só vai prejudicar você como destruirá o que há de melhor em ambas.

f) Não faça sombra sobre ela - Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

g) Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo!

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