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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Quebra de decoro

Jadson curtindo o velho tchicher
Mudemos o rumo da prosa. Na década de 80, um episódio envolvendo o companheiro Jadson e um famoso dirigente do Partido dos Trabalhadores, ex-candidato ao Senado, marcou a história da boemia jornalística.

O sábado quente na capital baiana era dia de feijoada completa na casa do saudoso Armando Lobracci. Apto poente de 2 quartos na Boa Vista de Brotas. O tamanho do local e o número de pessoas presentes faziam dos cantatos entre os convidados praticamente um encontro íntimo. Quase sexual.

Mas isto não foi obstáculo para que rolasse um violão no hall da escada e uma dança na sala, embalada pelo som de uma radiola que dizia na voz de Jamelão : “...o remorso talvez seja a causa do seu desespero....só vingança, vingança, vingança....”.

O companheiro Jadson, que não perdia a chance de um lustra cinto (Irepinga uma vez proibiu a mãe Judite de dançar com ele, por conta de uma tal “perna esquerda” ) foi logo tirando umas e outras pro bolero.

Eis que lá pelas tantas se encantou com uma moça vistosa, ajeitada dentro de um short. Permitida a contra dança, lá foi ele rodopiando pelo salão animado pela beleza da criatura. Ainda mais depois de alguns tchicheres.

Mas foi só o tempo da música. A moça saiu e foi se acomodar ao lado do marido, o do PT, que perto da escada mandava umas de Caetano e Djavan.

O companheiro Jadson virou, mexeu e terminou na cola da situação : “Companheiro”, disse dirigindo-se ao outro companheiro. “...me permita uma nova dança com sua senhôra ”.
Para o que ouviu de bate pronto : “NÃO”. O ex-futuro senador da República foi logo enlaçando a cintura da cabocla. Antes que coisa pior acontecesse.

9 comentários:

Arapinga disse...

Joana mude a vírgula ai na primeira frase que não sei mexer nessa porra

Joana D'Arck disse...

São ótimos esses causos envolvendo Irepinga e Jadson, que você conhece muito bem Araka. Os caras arrepiavam kkkkkkkkkkkkk... Imagine o que Jadson não anda aprontando nessas andanças!

Adilson Borges disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Adilson Borges disse...

O caso eu conto como o personagem,Jadson, me contou. Recusada a dança, o diabo louro reagiu olhando meio zangado e meio irônico para o desafeto:
"Não voto mais em você!"

Adilson Borges disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jadson disse...

Isso são brincadeiras/gozações dos amigos. É o que dá a gente ter amigos inteligentes e criativos. É o que dá também a gente morrer ou sumir uns tempos, pode até virar personagem.
Um pequeno reparo: há muitos anos deixei de beber tchicher ou o velho old eith dos saudosos tempos do Abaixadinho. Passei a tomar qualquer oito anos, red, cavalo branco, JB, etc, etc. Porém, nessas viagens pelo norte, centro-oeste e agora em Curitiba, às vezes troco por uma vodka, por causa do preço. Afinal, não tenho mais salário e sim proventos.

Mônica disse...

Sua sorte, Jadson, é a internet. Nos velhos tempos vc ia virar personagem sem direito a defesa ou até ameaçar contar alguns causos dos detratores (que com certeza vc tem muitos). Araka mesmo deve tá manerando nas estórias com medo do seu dossiê. Ele e Mocofaia estão tão bonzinhos que tô até estranhando.

Joana D'Arck disse...

kkkkkkkkkkkk Pois é, Mônica, é melhor a gente ir se preparando, porque essa dupla é barra pesada!

Carmela disse...

Araka e Mocofaia contando causos envolvendo jornalistas, olhem o que estou dizendo, isso não vai prestar.

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