Quem somos

Quem somos
O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Esse é o nosso hino?

Vexame da cantora Vanusa, em final de uma solenidade do legislativo paulista, cantando o HINO NACIONAL.

A dura realidade

Pérola enviada por Carmela Talento: Evolução da vida em cinco garrafas.

domingo, 30 de agosto de 2009

Ao vovô querido

Da série "Eu bebo sim"

Visão do paraíso!
Tudo meu!

Zozó em plena forma etílica





Depois de muitos copos, Emilson se acha aos 18 anos na festa de 50 e lá vai fumaça. O mulherio acompanha (rsrsrs)


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Nos bastidores da nossa luta


O Pilha Pura não poderia deixar de registrar o dia de hoje (27/08), em que jornalistas, professores e estudantes de jornalismo caminharam pelo centro da cidade (da Praça da Piedade até a Praça Municipal). Depois participaram de audiência pública sobre a luta pela aprovação de nova legislação que regulamente a profissão e devolva o diploma dos jornalistas, derrubado pelo Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Gilmar Mendes (arg!).






A causa por si só vale a nossa participação, mas apesar da seriedade da questão, o reencontro de colegas também foi marcado por momentos impagáveis. Dá só uma espiada nas fotos.




Eu e Carmela empunhando "pirulitos"

Manoel Porto registra tudo e todos


Aguardando o começo da audiência pública


























Taís Bichara segue os passos da tia e mostra

que tem garra para lutar pela futura profissão


Essa cassação do diploma é uma palhaçada



















Margarida Neide chegou cheia de gás para registrar a manifestação para o jornal A Tarde (tomara que o jornal publique algo!)





















Enquanto esperam o começo da audiência pública, no Centro Cultura da Câmara Municipal, Margarida Neide troca figurinhas com Manoel Porto e o professor Washington Souza(Washingtinho)




















A irreverência de Carmela Talento








Carmela chegou cantando "um, dois,três, ACM no Xadrez", mas a galera tratou logo de situar a moça entregando uma "cola" com as plavras de ordem que deveria gritar nas ruas (rsrsrs): "STF não vale nada! Jornalista sem diploma é palhaçada"; População, preste atenção! Querem roubar teu direito à informação"; Gilmar, pode esperar, a tua hora vai chegar"; Gilmar, presta atenção, muito rtespieto com a nossa profissão; informação de qualidade, merece a sociedade" .

















Os deputados federais Alice Portugal e Daniel Almeida (PCdo B) e Emiliano José (PT) conversam descontraidamente com os demais componentes da mesa antes de iniciar o falatório da audiência pública presidida pelo vereador Alan Sanches, presidente da CMS.




A caminhada pela Avenida Sete de Setembro

Jornalistas, vamos pras ruas defender nosso diploma!

Hoje à tarde estarei com os colegas na rua para defender o nosso diploma de jornalista. Vamos sair às 16 horas da Praça da Piedade caminhando até a praça Municipal.

Às 18 horas haverá uma audiência pública na Câmara Municipal para sensibilzar os deputados federais sobre a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) pela obrigatoriedade do diploma.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Se o fusca de Deta falasse


Noite quente, cerveja gelada, a conversa rendendo e o pequeno grupo da editoria de Política da Tribuna da Bahia, à exceção da minha amiga Deta, a esperar a chegada de Mônica Bichara, idealizadora do encontro. De repente entrou água. E põe água nisso. Não é que São Pedro resolveu sacanear mesmo? É uma tromba d’água daquelas que a gente fica tonto e não esquece, porque nada anda, ou se quiser andar, nada.




Raul abraçado comigo, Janio, o fusca e Deta


O bar encerra o expediente e a chuva não cessa. O garçon fica com pena de mim, toda encolhida e morrendo de medo de encarar a rua alagada. Empresta um sombreiro que mais tarde acaba se tornando um fardo pesado para carregar. E eu ainda saio enrolada com a toalha da mesa do bar, em meio às gargalhadas de Deta, Jânio e Raul. Todos xingando Mônica, por não estar ali também passando por essa.

Corremos pro Abacate, o fusca verde de Deta, que se falasse iria contar muitas boas das nossas aventuras. Mas o carrinho não pega de jeito nenhum. Jânio e Raul tentam esquentar os cabos de vela e vão empurrando o carro até que ficamos ilhados em pleno Largo da Mariquita, no Rio Vermelho. E São Pedro reforça o castigo!

Jânio se desespera, oferece mundos e fundos a um motorista que tira água de dentro do táxi, mas a resposta é curta e grossa:
- “Com esse aguaceiro todo, nem por todo o dinheiro do mundo eu saio daqui moço!”

Voltamos pra dentro do Abacate, ensopados, tremendo de frio. Catamos os jornais que Deta esqueceu no carro e nos cobrimos, mas nada adiantou.

Agora é Deta que se desespera e fica no meio da rua para pedir uma carona. Pára uma kombi do Hotel da Barra e a gente se amontoa no banco da frente, único espaço. Raul com medo do colo de Jânio e Jânio com medo de Raul. Uma comédia! O carro nos deixa na metade do caminho e lá vamos nós, entre reclamações e risos da situação. O pior fica para Raul, que além de ir com Jânio levar as “meninas” até a porta de casa, no Chame-chame, leva o tal sombreiro, agora mais pesado ainda porque ficou todo ensopado. Não podia descartá-lo na rua, porque a gente prometeu pro garçon que devolveria no dia seguinte.

Enfim, a gente consegue chegar ao aconchego da casa da comadre, mas São Pedro quer castigar mais e os “meninos” não tiveram outro jeito. Passaram o resto da noite esperando uma trégua do santo para retornarem às suas casas.

Dia seguinte, lá vai minha amiga correr atrás do prejuízo. Teve que levar o mecânico para fazer o Abacate voltar a andar. O bichinho se arrebentou por ter sido tão forçado e acabou quebrando cinco peças (rsrssrs)! Mas engraçado mesmo foi ver Raul com a roupa emprestada de Lita, empregada de Deta e gente finíssima, para ir pegar o batente logo cedo na Tribuna da Bahia. Era uma calça de pano cru à moda poetas da praça e uma blusa de malha dessas de propaganda. A gente não conseguia disfarçar o riso. Ô dia!

Isso foi lá pelo começo dos anos 90, quando o grupo curtia se encontrar nos bares às sextas - feiras. Um dos mais frequentes dos nossos encontros era o antigo bar de Maria Luiza, em Patamares, onde curtíamos muito com os concursos de música hilários que ela promovia pra ver o próprio filho ganhar e a gente votava contra só de pirraça. Mas isso é uma outra história de muitas que vivemos, levados pelo fusquinha verde de Deta.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Arrebenta Rita!



A cantora baiana Rita Tavares, amiga aqui do blog, é destaque na radioweb carioca Talentos Br, com faixas do seu último trabalho discográfico Arrebenta: Então quê, Arrebenta, Ave de mañana, Carta a los reyes, Neura, Suspiro, Saia do caminho (Custódio Mesquita e Evaldo Rui), Eu vim da Bahia (Gilberto Gil) e Devo despertar (Jesus Pinguino).

Rita também é jornalista e já viveu na Espanha por quinze anos fazendo o que mais gosta: cantar.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Show na Praia do Forte no começo desse ano






Arapinga botou a maior pilha pra gente ir com ele ver o show de Jussara Silveira em Praia do Forte, no começo do ano. Foi um episódio cheio de "ingresia" do começo ao fim. Pra começar, a blitz nos pegou logo em Lauro de Freitas e Sinval estava todo errado: sem documento do carro e sem carteira de motorista. Quase entrou água, mas quem anda com anjos fica protegido. Pois não é que a presença de Nana, a filhota, dormindo no banco traseiro, sensibilizou os policiais?

Araca já havia se mandado na frente e, por sorte, Emilson no viu parados na blitz. Convencemos os caras de nos liberar, com a condição da mulher de Emilson dirigir o nosso carro.

Chegamos em Praia do Forte e começamos a levantar copo desde cedo no Tamar, enquanto as pequenas curtiam as tartarugas. De lá só saímos para o show, que ainda foi
reforçado com a presença de Xangai. Muito legal mesmo e Nana se divertiu pedindo autógrafos às feras: Jussara, Luís Brasil e Xangai. Tietagem de criança é engraçadinho.

No final da história, Arapinga estava pra lá de bebum e encasquetou que ia comer pizza com a artistagem (tietão mais besta!) e nos abandonou com a mulher dele e a filha. Eu queria matar o cara!

Largamo o cara lá como ruim, como dizia Irepinga, e fomos dormir na casa que um amigo dele nos emprestou em Itacimirim.

Emilson até ficou preocupado e voltou para tentar rebocar Arapinga, mas era tanta gente chegando tarde da noite em Praia do Forte pra ver um axezão que rolava lá (acho que era um festival) que ele se mandou com a mulher de volta para Salvador.

Dia seguinte, ói nós de volta para Salvador, sem lenço e sem documento de novo!

Deus protege os inocentes e os bebuns.

Show na Praia faz 2 anos


Recuerdos de la Plaja del Fuerte

Os paparazzi foram impiedosos e flagraram um famoso músico feirense no momento de intimidade (acima) O Matita desnudo.
A confraternização que acabou em barraco, ou melhor em Ikebana.
Armandinho Macedo e Victo Biglione deram uma canja.
Lídice e Celsinho foram conferir a parada
Pinga explica a Wagner Tiso como devem ser os arranjos

Miltinho não aguentou nem vestir a camisa no outro dia

Rita Birita e Luciano na cocó










terça-feira, 18 de agosto de 2009

O sorriso na ponta do lápis de Borega


O nosso blog passa a contar com um novo colaborador ilustre, que provoca sorrisos na ponta do lápis: o amigo Borega, várias vezes citado aqui por seus outros talentos, principalmente para a música.
O colega jornalista é um chargista de mão cheia e vai nos brindar com as suas tiradas de humor.
Bem vindo Borega! Estamos super felizes por você ter aceitado o convite. Aqui você pode botar a pilha que quiser, desenhada, escrita ou tocada. Não "lhe falta-lhe" capacidade e no blog o espaço é livre.

Viagens e viagens






Enfim, terminei de ler “Comer, Rezar, Amar”, de Elizabeth Gilbert (foto). Quase um mês para concluir, mas estou mantendo o hábito recuperado no início do ano, quando jurei para mim a leitura diária.

O diabo é que ando fissurada pela internet. Quando não estou trabalhando, passo a maior parte do tempo procurando novidades, postando nos blogs que criei e administro (da escola da minha filha, do amigo Jadson Oliveira, das minhas irmãs cabeleireiras), nas redes que me convidaram (Portal Luís Nassif e Jornalista, só com diploma), e, como se não bastasse, na rede Sou Pilha Pura, além estar sempre querendo mostrar algo novo aqui no nosso blog. Ou seja, trabalhando ou não, estou no computador. Virou mania! Mas eu goooooooooosto!

A leitura de livros fica pro fim da noite, aí leio três, quatro páginas e pego no sono. Por isso a demora para concluir esse último. Mas valeu a pena. Foi uma leitura prazerosa, porque é um texto leve sobre uma história densa, porém bem humorada, que tem jeito de diário, mas é envolvente.

O livro de Liz Gilberth fala de crise existencial, mas retrata a luta e a coragem da autora para sair dessa. Bom seria se todos pudéssemos buscar a saída para nossos conflitos em experiências tão enriquecedoras e agradáveis como as da jornalista, que conta as suas batalhas nas temporadas em três países totalmente distintos, onde vivenciou os prazeres de Comer (Itália), Rezar (Índia) e Amar (Indonésia). Aí, só Jadson Oliveira, entre os meus amigos, tem esse privilégio de passar temporadas onde bem entende (já esteve em Cuba, Venezuela, Pará, Amazônia e agora curte o Paraná), e, melhor ainda, apenas por prazer.

Surpreendente pra mim foi a parte da Índia, que imaginei ser a mais chata, porque essa história de reza e meditação não é comigo. Mas ao contrário, é hilária, principalmente quando ela conta sobre as brigas da sua mente e do corpo com ela própria na hora de meditar.

A parte da Itália (a primeira ) eu já citei aqui, é uma delícia (Todo mundo vai de avião, eu vou como posso), e na Indonésia ela encontra o amor nas suas diversas formas, nas amizades, no convívio com o Xamã Ketut e com a curandeira Wayan e sua filha Tutti, como também na relação com um brasileiro, Filipe, que consegue abrir de novo o coração da moça. Romântico, não? É sim, mas e daí? Viva o amor! Sejamos ridículos, como Fernando Pessoas e Jadson Oliveira (Paranaenses voltam a boca (carta-de-amor)).

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Depois não querem que a gente dê risada (rsrsrs)


E disse que a torcida do Bahia está igual a Abel pra Norminha, de "Caminho das Índias", cantando: "Você não vale nada, mas eu gosto de você!"

E o Vitória, hein? A torcida rubronegro também desabafa: ‘Time de corno!'
Fonte: Bahia Já

iCasamento

Ele: um músico baiano de Salvador, 41 anos, com histórico de muitas namoradas e um noivado de ano.



Ela: uma amazonense de 34 anos, com experiência de um primeiro casamento em sua terra natal que durou 10 anos.





Mia e Simone se conheceram pela internet há um ano e meio e rapidinho decidiram ficar juntos. Depois de algumas conversas através do Orkut e pelo telefone, cá estava a amazonense desembarcando no aeroporto 2 de Julho, carregada de malas, de muita coragem e confiança no amor conquistado virtualmente.




Confira aí no vídeo.

domingo, 16 de agosto de 2009

Casamento em apnéia


A amiga e colega Bárbara Affonso nos conta uma experiência bem típica das mulheres. Afinal quem de nós nunca sofreu com um sapato apertadíssimo numa festa, mas aguentando firme para não descer do salto? Mulher que é mulher resiste a tudo, mas não perde o charme jamaaaaaais! Veja o relato da nossa heroína (queridos amigos do blog, nem venham pra cá reclamando que o Pilha tá muito cheio de frescura e aproveitem para conhecer melhor a alma das companhias que vocês mais gostam, suponho):



"Ir a uma festa com traje de gala não é o meu forte. Primeiro, porque não consigo ficar de pé usando salto alto por mais de duas horas. Segundo, porque não compro trajes passeio-completo periodicamente, de acordo com minha variação, digamos, estrutural.


Há cerca de um ano, em um passeio pelas ruas de Sampa, resolvi comprar um vestido lindo, chiquérrimo, de princesa, para usar no próximo evento de gala para o qual fosse convidada. Era verão, eu tinha acabado de sair de uma gripe que me levou 2kg e tinha tempo para malhar por um turno inteiro. O vestido número 38 ficou folgado e resolvi ajustar ao meu diâmetro. Ficou lindo, um arraso!


Arrasada fiquei eu com 3kg a mais e sem roupa para usar no casamento cujo convite foi feito há duas semanas. Passei dias pensando no traje completo: vestido, sapatos, bolsa combinando com a cor do esmalte, maquiagem, enfeite de cabelo. No meio da semana do evento, tirei o vestido do cabide, coloquei na cama junto aos outros ítens: um charme, meu traje! Vou linda para a festa! Só experimentar.


(...)


Merda! Corre para a academia, meia hora de esteira, abdominais, uma hora de boxe, outra hora de musculação, abdominais. Mamão de manhã, salada meio-dia, salada à noite. Chá verde, chá de cidreira, chá de maçã.


Véspera do casamento, antes de dormir: um quilo a menos. Êbá, o vestido vai fechar e vou linda para a festa, digna do bouquet! (...) Opa. Calma! Solta o ar, solta o ar! (...) Pqp. (...) Fechou. Mas, quem respira? Não vou comprar outro vestido, não tenho outra roupa de princesa e eu quero ir com essa! Já planejei, já me vejo com ela, vai ser ela.


E lá vou eu, poderosa, respirando superficialmente e rezando para não rasgar o zíper no meio da igreja. E pra não fazer calor, meu Deus. Não quero nem imaginar a briga entre o vestido e o suór. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, não é isso? Que vença, então, a minha roupa. Vou pra debaixo do ventilador e tá tudo certo.


- Vinho?- Não, obrigada.

- Champagne?- Não, não. (sorrisinho amarelo)

- Cerveja, Whisky?- Não estou bebendo. Nem água.

- Camarão?- Alérgica. - Nem uma saladinha?- Sem fome, obrigada.

- Você é sempre quietinha assim?- É... Acho que sou.


Casamento em apnéia. Vantagem: ir linda pra festa. Incômodos: nada de comida, nada de bebida, nem pensar em fazer movimentos expansivos. Se o bicho pegar, direto ao banheiro, abrir o zíper e dar aquele suspiro profundo para se sentir viva e ganhar forças para o resto da noite. Depois, é só soltar o ar e voltar à luta. Mulher que é mulher não se importa com detalhes".

sábado, 15 de agosto de 2009

50 anos da Revolução Cubana

Já que o clima é de comemorações, quero aproveitar para registrar os 50 anos da Revolução Cubana. Estive lá em dezembro de 1985 e foi uma experiência inesquecível.

Ontem na Câmara teve uma sessão pela data e os índices de desenvolvimento humano apresentados mostram que os ideais da revolução foram mantidos: analfabetismo quase zero, taxa de mortalidade materna quase zero, mais de 80% dos cubanos têm título de propriedade... E o que dizer do chamado "exército de batas brancas"? São quase 10 mil estudantes da Escola Latino-Americana de Medicina, criada por Fidel Castro pra dar oportunidade a jovens carentes de toda a América, inclusive dos Estados Unidos, apesar do bloqueio criminoso imposto a Cuba. Entre eles, muitos baianos que fizeram relatos emocionantes. Um deles é da comunidade quilombola de Rio de Contas, outro de um assentamento do MST de Conquista, outro da pobre Vila Canária... Que outra oportunidade essas pessoas teriam de estudar MEDICINA? E não é pra curar os cubanos, não, é pra voltar para seus países de origem.

Por tudo isso, viva os 83 anos de Fidel, completados dia 12.

Será que Barack Obama vai mesmo cumprir a promessa de desativar a Base de Guntánamo, em Cuba? Sim, ele pode! E se fizer terá dado um grande passo como estadista.

Nas fotos, a Praça da Revolução e o Parque Lenin.

Esse blog tem, por coincidência (será?), alguns colaboradores que já visitaram Cuba, como Jô, Sinval (esse não colabora com coisa nenhuma), Deta, Jadson que morou por lá, Isabel...Portanto, a data não poderia passar em brancas núvens.

Woodstok quarentão

Lembro-me até hoje da emoção de assistir o musical Hair. Fiquei fascinada pela música, o humor e a mensagem de paz do filme que marcou o movimento hippie. Uma fusão doida de cores e sons que eu simplesmente amei.

40 anos de woodstock


Homenagem aos 40 anos do festival da era de Aquários, que marcou a contracultura (claro que os coleguinhas aí são pós-festival, mas olha só os modelitos hippongas ...heheheheheh).

Da série ganha um doce quem adivinhar:



Paulo Bina é doido por música. Tem lá outras manias, mas música é a do cara. As mineiras, então! É tão ligado no assunto que se cerca de amigos músicos ou apreciadores, mas que têm em comum a mania de passar horas e horas vasculhando nas lojas ou na internet em busca de uma novidade.


Agora Bina virou motivo de gozação no grupo do almoço no restaurante costumeiro. Dizem que ele deu carona a um desses amigos da área musical e quando exibia seu último achado no seu sofisticado aparelho de som comentou :- É, ou não, um cara bom retado?


O carona tripudiou: - Não confunda uma música de qualidade com uma interpretação que até eu faço.

xiiiiiiiiiiii!
Dica: O carona já apareceu com destaque aqui no blog.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Paranaenses voltam à Boca (carta de amor)

O Nosso amigo Jadson Oliveira acordou mais velho hoje (14/08) e hiper romântico. Tanto que escreveu uma carta de amor para a amada, Deta, também de níver hoje, publicada no blog dele (Paranaenses voltam à Boca (carta de amor) , que reproduzo aqui também para homenageá-los.


De Curitiba(PR) 'Amor, eu ia escrever uma matéria jornalística, mas resolvi fazer uma carta de amor, uma carta de amor incluindo coisas ridículas e com o dizer errado/certo do povo (desculpe, andei lendo Fernando Pessoa e Manuel Bandeira).
A matéria era pra dizer que o pessoal ligado a mais de 20 entidades do movimento social, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), volta ao centro de Curitiba para protestar contra os efeitos da crise do capitalismo, os quais terminam sempre caindo no lombo dos mais pobres. Por obra e mágica dos governos e dos capitalistas. (Lembras? em junho último, o MST e outras entidades fizeram manifestações e debates aqui, pelo mesmo motivo, acompanhados pelo repórter deste blog).
Nesta sexta-feira, dia 14 (dia do aniversário de um casal muito nosso conhecido), será o chamado ponto alto da "jornada nacional de lutas". Eles farão concentração a partir das 8 horas, na Praça Santos Andrade (aquela da Universidade Federal e do Teatro Guaíra) e, em seguida, ato político/cultural onde? onde? lá mesmo, na Boca Maldita.

Pois bem, numa carta de amor não preciso me ater àquele jeitão convencido do falar jornalístico e quero te falar mais à vontade da minha afeição pela Boca, como dizem, abreviadamente, os curitibanos. Na verdade (assim falava, ainda bem pequena, tua afilhada Ana Carolina), aquele calçadão da Rua XV de Novembro, que considero a alma da cidade.

(Interrompo, por um momento, para ver e fotografar, da minha janela do 16º andar, as duas colunas de sem-terra que já começam, nesta terça-feira, dia 11, a agitar as ruas. Vão pela André de Barros martelando suas palavras-de-ordem, incansáveis, pela reforma agrária, em defesa dos direitos sociais, etc, etc).

Te falava da Boca, da Rua XV, daquele fervilhar de gente, a maioria de casaco escuro no frio inverno sulista. Por onde me habituei a circular todos os dias desde o primeiro dos quase seis meses curitibanos.
As gentes e coisas que vejo primeiro com olhar de surpresa, olhar de quem chega, e depois, já agora, quase nostálgico, com olhar de quem parte. Por onde me acostumei a parar nas bancas de jornal (nas revistarias, nome que usam por aqui), para ler as primeiras páginas afixadas, as manchetes com a gripe suína (quem agüenta?) e Sarney, o repetidor da Globo no Maranhão, o "presidente da transição" – só agora a chamada grande imprensa "descobriu" tratar-se de um pequeno demônio.


Tu já viste, mas quero te mostrar outra vez, afinal esta carta de amor não é só tua, é minha também, e cada um tem seu jeito de ver (já me disseste esta grande verdade).
Quero falar dessas figuras estranhas que aparecem na Boca, dos malabaristas da sobrevivência, o sem-braço que toca violão, o sem-perna que joga futebol, os repentistas que se dizem nordestinos, os músicos populares, os enganadores com seus remédios milagreiros, os mágicos, os artesãos, as "estátuas vivas", os vendedores e vendedoras de PF, de cocada, de retrato, de pipoca, de tanta coisa... os palhaços que vendem barato sua falsa alegria. Mas sobrevivem, é o que importa. Até aqueles que, à noite, mais tarde, dormem sob as marquises enrolados em sujos cobertores (com esse frio e chuvisco, meu deus do céu!).

Quero te falar também dessa gente mais bonita, as mulheres batem firme o salto das botas, tok, tok, tok, tok... desfilam sua elegância, nada como o frio! A gente que compra, compra, compra no desespero desse fundamentalismo moderno (alô Milton Santos, grande cientista baiano). Que bebe chopp, que bate papo, que fofoca (razão do nome Boca Maldita), que faz fila no McDonald’s pra comprar aquele sorvete "plastificado".
E têm ainda as barracas de órgãos governamentais, oferecendo serviços e orientação, ora sobre aleitamento materno, ora sobre hipertensão arterial, etc, etc. Outro dia medi minha pressão por lá, está, por enquanto, sob controle.

Amor, comecei esta carta com política e vou acabar com política. Já me disseram que só vejo política em minha frente. Será? Mas tudo é política, não? Então, os militantes políticos levam também suas bandeiras até a Boca. Sempre estão por lá, pedem sua adesão, sua assinatura para um projeto de lei ou um abaixo-assinado. Passam por lá os representantes do Fórum popular contra o pedágio, de campanhas como O petróleo tem que ser nosso, pela criação do Partido Pátria Livre, contra a bomba nuclear... falei pro cara "tem que dizer que a bomba foi jogada no Japão pelo império dos Estados Unidos, não foi pelo Irã, nem Coreia do Norte, nem Cuba e nem tampouco pela Venezuela..." "Tá certo, tá certo..." concordou.

Sábado passado, dia 8, revivi meus velhos tempos de militante comunista. Participei de um curso de formação (ao todo são três módulos, quatro horas cada) sobre Marxismo para Revolucionários, patrocinado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), a cargo do economista José da Silveira Filho (professor Caju, do Partido Comunista Marxista-Leninista – PCML). A sede do PCB fica ali mesmo num edifício da Boca Maldita. Eu era o mais velho do grupo, alguns bem jovens, me vi um pouco neles, uns 30 anos atrás, sonhando com a revolução popular, socialista. Mas, na verdade, creio que continuo sonhando, de olho na utopia. Afinal, tenho a humanidade em boa conta.

(Atenção: não confundir com o Partido Comunista do Brasil – PC do B, bem maior e mais conhecido, priorizando hoje as atividades institucionais, inclusive participando do governo Lula. Ambos – PC do B e PCB – reivindicam a herança histórica do PC desde a fundação, em março de 1922).

Assim, amor, minha boa vida vai passando, o tempo escorregando às vezes devagar, às vezes mais rapidamente do que esperamos. "Se a vida, que é tudo, passa por fim, como não hão-de passar o amor e a dor, e todas as mais cousas, que não são mais que parte da vida?" (Fernando Pessoa).

Porém, isso é a vida de cada um, porque a vida, propriamente dita, não passa.
Que tal minha carta de amor? Beijos, te amo".

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Haja Pilha!


O nosso blog ampliou o espaço para a interatividade com a criação da rede Sou Pilha Pura, cujo link está no lado esquerdo da página, lançada na internet na quinta-feira passada (06/08). Ou seja, nós também temos a nossa página de relacionamento e já começamos com várias adesões, inclusive internacionais!



Além dos comentários livres, sem moderação, sobre as postagens do blog Pilha Pura!, nossos visitantes podem fazer também suas próprias postagens através da rede Sou Pilha Pura, onde têm condições e facilidade para personalizar a página pessoal com leiaute, cores e fontes que preferir e ainda exibir textos, fotos e vídeos. Podem ainda convidar outras pessoas para participar da rede e conhecer o nosso blog.



O que não falta é pilha pra gente tirar onda e se divertir.

domingo, 9 de agosto de 2009

Terror na Cidade

"A cidade é o meu bar, ou meu bar é a cidade"

Jadson Oliveira fez esse texto aí, postado no blog dele (http://blogdejadson.blogspot.com) que achei interessante publicar aqui no Pilha Pura!, com algumas adaptações . Ele é um dos nossos mais assíduos visitantes e sempre participa opinando sobre as nossas postagens. Aproveitamos para dar um abraço no amigo.

"De Curitiba(PR) – Norma, minha filha, diz que a frase "meu bar predileto em tal cidade..." é a minha cara. Pois bem. Meu bar predileto em Curitiba é o Stuart , que existe desde 1904, no centro da cidade, ali na Praça Osório, a 50 passos da charmosa Boca Maldita, simplesmente a Boca para os curitibanos.


(Fachada do Bar Suart)



Foi amor à primeira vista: no dia em que cheguei, há pouco mais de cinco meses, saí do hotel em frente à rodoviária, fui caminhando pela Rua Sete de Setembro, virei a Barão do Rio Branco, subi até a Rua XV, fui pelo calçadão e bati no Stuart. Pronto, estava fisgado".






(Jadson e seus novos amigos curitibanos)


Jadson acaba fazendo uma homenagem aos amigos que vem multiplicando entre um copo e outro de uísque pelos lugares por onde anda (e são muitos ultimamente), citando outros bares prediletos, " de preferência botecos (ou butecos)". Aproveito para mostrar também pra ele fotos que fiz ontem no Bar de Bahia, com alguns dos frequentadores mais assíduos, exceto eu e Deta, que aparecemos por lá dez em quando (rsrsrsr) por causa de Sinval. Voltando à homenagem de Jadson, de cujo texto original retirei a frase do título:


"Em Salvador, o bar de David, cujos "personagens" estão em crônica escrita desde Havana, Cuba, no início de 2008. O Abaixadinho de Zé e o Alagoano (na Sete Portas, já extinto) dos tempos do jornal Tribuna da Bahia.

O Plim-plim e o "Bahia" ( olha o dono do bar aí,cheio de correntes no pescoço), no Rio Vermelho, com os companheiros Sinval e Joaninha (minha editora, não repare a vã tentativa de concorrer com o Pilha Pura). A barraca de Maciel, no Cabula, o Quintal (Raso da Catarina), de José Irecê, o bar de Demétrio, com o pessoal da prefeitura, no início da década de 80 (do século passado, viu Carmelita!).

Em Seabra-Bahia (Chapada Diamantina), minha cidade natal (ou "quebrada de origem", como diz o cadastro da bandidagem), o bar de Eudaldo, meu primo, o Maré Mansa de Léo, o bar de Edinho, o de Deme. Em Itabuna, sul da Bahia – o Taurus, à margem do destruído Rio Cachoeira, fedorento, tomado pelas "baronesas". Em Brumado, sudoeste da Bahia – o barzinho do Veio João Vaqueiro, no povoado de Correia (alô, Militão!).

Em Manaus, a Choparia São Carlos, no centro da cidade, chamada antigamente "bar dos Cornos" (com este título, há um arrazoado neste blog contando meu espanto ao descobrir tal denominação).

Deixei para o fim o mais chic, os internacionais: El Tuxpan, em Cuba, a uns 300 metros da centena de degraus da imponente escadaria da Universidade de Havana, já homenageado com singelos versos (está no blog, e em espanhol, coisa de velho boêmio metido a besta); e o San Vicente, em Caracas, a uma quadra do Palácio Miraflores, do governo da Venezuela.
Tenho certeza de que, depois, vou me lembrar, "porra, me esqueci daquele buteco lá de..." Deixa pra lá, eu ia só mostrar as fotos do Stuart... (Falando tanto em bares, Stimison, lá de Seabra, vai pensar: "Meu irmão tá uma pessoa inutilizada").

Nas últimas quatro fotos são frenquentadores do bar de Bahia, pela ordem de cima para baixo: Ricardo Serrano, Alberto ( de azul, numa rara vez em que não está com uma camisa do Vitória); Abílio e Lucas; André e Chiquita.


Arquivo do blog