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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Leite derramado




Pai rico, filho nobre, neto pobre. Taí uma frase emblemática do livro de Chico Buarque que conta a saga de uma família rica no Brasil, marcada pela decadência.




Eu tinha resistência ao escritor, de tanto que admiro o compositor. Mas encarei e gostei de Leite derramado.




A história é triste, mas tem lá suas passagens bem leves, outras vezes doidonas, como o tesão do velhinho pela namorada do bisneto que tinha "argola espetada no umbigo" e tatuagem acima do cóccix com o nome Jesus Cristo em letras góticas. O ancião ficou doidão pela menina, principalmente quando ela se abaixa e ele vê o rego da bunda dela. E quando ele lembra dela enquanto tomava banho ...




A narrativa de Chico é vibrante e envolvente (tô muito metida a besta mesmo falando desse livro, não é?) . E olha que é um monólogo de um idoso que conta fatos misturando tudo, confundindo o tempo cronológico com o psicológico. Isso no começo do livro dá uma certa impaciência e achei até meio chato, mas depois a gente viaja na cabeça da personagem e aí não quer parar mais de ler.




Esse Chico é o cara mesmo. Só tem um defeito: ronca muito (hehehehehe)






14 comentários:

Priscila disse...

Mas não tem chulé.

Jadson disse...

Joaninha, até que enfim descobriram um defeito no nosso Chico, eu pensava que o rapaz era sem defeito. Pelo menos um, né? Chegam a dizer (deve ser exagero dos muitos fãs) que até sua separação conjugal foi admirável.
Falando sério, na minha opinião, os dois últimos livros (Leite derramado e Budapeste) o colocaram muito bem no "ofício" de escritor. Os dois primeiros (refiro-me aos quatro da sua nova trajetória, um é Estorvo, o outro esqueci o título) são bem ruins.
Como gosto muito do Chico, fiquei feliz com os dois últimos.

Joana D'Arck disse...

Pelo que ouvi até hoje sobre Estorvo, o título faz juz, porque é enfadonho. Mas nem todos acertam logo no começo e uma nova trajetória. Parece que o nosso herói encontrou o caminho da literatura. E os admiradores agradecem.

Arapinga disse...

Frescura da porra

Rita Tavares disse...

Budapeste, pra mim, é uma pérola. Não consegui ler os anteriores: Estorvo e Fazenda Modelo.
Vê-se que o nosso querido compositor mamou muito na obra machadiana, até pela maneira como ele se comunica com o leitor.
Não creio em perfeição, e não procuro as imperfeições em outros contextos, como o pessoal ou particular; mas como compositor, nem se fala, e como escritor, cada vez mais ele se assegura. E viva a nossa língua, quando bem tratada, ou melhor, e viva quem trata bem a nossa língua!
Antes que o leite derramado se seque, tenho que lê-lo, principalmente depois da indução de Joaninha.
E quê, Araka, o que é bom tem que ser divulgado, discutido, comentado!

Joana D'Arck disse...

Araka é cheiro mole, Rita rsrsr

Mônica Bichara disse...

Engraçado, o ronco dele nunca me incomodou. Nem o chulé. Mas é muito ciumento e pegajoso, me sufoca. bjs
Ah! Me empresta o livro?

Elcie disse...

Eu empresto.

Mônica Bichara disse...

Valeu, manda!

Arapinga disse...

Frescura da porra

Joana D'Arck disse...

rsrsr...ô criatura mais antipática esse Arapinga. Só pra não declarar que ainda não leu Chico kkkkkkkkkkkkk

Mônica Bichara disse...

Elcie, empresta o livro pra Araka primeiro. Acho que essa frescura da porra dele é pura inveja.

deta disse...

Porque será que os homens morrem de ciumes de Chico?

Mônica Bichara disse...

P/q Chico é O CARA

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