Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A natureza é insensível à morte


Hoje, como faço todos os dias, acordei e sentei na varanda de casa que tem uma bela vista para o mar. O dia bonito, sol, céu azul mar idem, uma pintura de cores firme, nenhuma nuvem. Comentei com minha filha a beleza da manhã. Em questão de segundo o celular toca, do outro lado da linha Joaninha, pelo horário logo percebi que alguma coisa estava errada, e como uma bomba veio a notícia: Mayra, companheira de nosso amigo em comum Araken, sofrera um infarto à noite e não resistiu.

Amiga querida e admirada por todos, uma das pessoas mais meigas e educadas que tive oportunidade de conviver. Jovem no vigor dos seus 45 anos, linda, mãe de duas filhas, idealista com vários projetos em mente, ajudou a contrução do PT na Bahia e atualmente exercia a função de chefe de Gabinete da Secretaria de Relações Institucionais. Mayra foi embora assim de repente deixando todos nós perplexos.


Ao receber a notícia e diante do cenário que estava à minha frente, deslumbrantemente belo, me veio à memória o amigo Jadson, que citando não sei bem quem, costumava dizer: “a natureza é insensível à morte”. Constatação mais do que perfeita nesse momento em que nada se tem a dizer.

4 comentários:

Mônica Bichara disse...

Estou sem palavras, Carmelinha! Nem sei como você conseguiu, mas você conseguiu traduzir toda nossa falta de chão. Hoje foi um dia daqueles que a gente vive com a sensação, e o desejo, de que tudo não passa de um pesadelo. Um terrível pesadelo. E pesadelos costumam ter cenários nebulosos, assustadores. Mas foi um lindo dia de sol, que não combinava em nada com a tempestade que estávamos (estamos) vivendo.
Eu nunca tinha pensado nisso e agora me vejo relembrando outros dias igualmente ensolarados, mas de muita nebulosidade para esse mesmo grupo de amigos.
O baque foi grande e a partida de Mayra, que você descreveu tão bem (meiga, educada, linda, mãezona, dedicada, engajada, idealista...), ainda é uma realidade difícil de ser absorvida. Realmente, um momento em que nada temos a dizer, porque nada adianta ser dito. Só que amamos muito Mayra e vamos continuar amando muito nosso Araka. Toda força desse mundo pra nós todos.

Anônimo disse...

Difícil comentar, difícil perder uma pessoa ímpar como Mayra...difícil digerir, entender e aceitar o fato. O carinho, as lembranças e a saudade estarão aí, sempre.

Rita Tavares disse...

Difícil comentar, difícil perder uma pessoa ímpar como Mayra...difícil digerir, entender e aceitar o fato. O carinho, as lembranças e a saudade estarão aí, sempre.

Jadson disse...

Carmelita, suas palavras serviram pra desatar o nó da dor, da emoção, aproveitei pra chorar um pouco, foi bom. É uma merda, uma porra, é só isso que me vem à cabeça, o velho Araka deve estar arrasado...

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