Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

sábado, 31 de outubro de 2009

Enterrando o baba

Flagrado pelo clique de Paulo Mokofaya, o cartola do time dos jornalistas, Paulo Bina, esbraveja diante da derrota de 4 x 0 que sofreu do time dos deputados estaduais na clássica partida de futebol em comemoração ao Dia do Servidor Público, no clube da Associação dos Servidores da Assembleia Legislativa (Assalba), na última quarta-feira (27/10).
Enquanto os rivais Estilingue, formado pelo pessoal da imprensa, e Vidraça, que reúne os parlamentares, prometem se enfrentar novamente no mesmo campo, Bina pede conselhos ao amigo Nestor Mendes Jr. sobre a escalação dos craques Franciel Cruz, Alex Tartaruga e Urbano (no banco da Ascom) e uma nova contratação que virá (para o bem de todos!) diretamente de uma empresa de águas e saneamento...

Com alguns bons amigos...


...bebendo de bem com a vida

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não se faz mais cururu como antigamente

Quem diria! O velho Mané Porto, comunistão das antigas, cururu de carteirinha, agora só anda nas colunas sociais. Casou o filho João na última quinta-feira (29) na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e fez questão de receber os convidados no chiquerésimo Trapiche Adelaide. O figurino do emergente estava nos trinques, com direito a cravo na lapela e outras frescuras. A dona do blog, que também é chic de doer, tava lá poderosa. A mãe do noivo, Denise, também tava arrasando no modelito importado.
Lógico que os amigos não perdoaram, tiraram o maior sarro da cara do bebum metido a granfino, quando começou a destilar as doses e mais doses de bebida (das boas), "babando pra cima" como diria Irepinga, chamando João: "Meu filhinho, meu filhinho, cadê meu filhinho????".

Meu xodó


Que vidão vem levando esse do pilheiro Jadson Oliveira! O cara não quer mais nada na vida a não ser passear pela América Latina . E agora deu para mascar a folha de coca o tempo todo com a desculpa de que está estranhando “mal de la altura” ou “mal de las montañas”! Disse que no começo não conseguia sequer fazer um passeio que cansava.

Com essa canseira toda, quero ver como vai ser para matar a saudade de Deta, que embarcou hoje às 5 da madruga para encontrá-lo em La Paz. E o pior é que ele quer botar a minha comadre também na pilha da folha para ela não sofrer com o “mal de la altura”, e disse que vai recebê-la no aeroporto munido da danada para ela mascar assim que descer do avião. Pode uma coisa dessas?

Para se ter uma idéia do que o nosso pilheiro internacional anda fazendo, dá uma espiada aí no diário de viagem do cara.


Jadson Oliveira

De La Paz (Bolivia) – Depois de três semanas por aqui, já tenho uma convivência mais pacífica com o “mal da altura” e já elegi minha área preferida na cidade, o meu xodó: o Paseo El Prado, as pessoas dizem “Paseo Prado”. Não é a mesma coisa, tudo tem suas peculiaridades, mas, para mim, é o equivalente à Boca Maldita em Curitiba, ou à Praça da Democracia em Assunção, ou à Praça Simón Bolívar em Caracas, ou à Praça do Relógio em Manaus, ou Havana Velha e o Malecón em Havana. Quase todo dia tenho que dar uma passada por lá, já faz parte das novas rotinas.

Fica a pouca distância de dois outros pontos que marcam também a cara do centro da capital boliviana – a Plaza San Francisco, com sua imponente igreja e os inúmeros ambulantes, aliás, o que não falta por aqui; e a Plaza Murillo, onde estão os palácios do presidente da República e do Congresso (o nome vem de Pedro Domingo Murillo, considerado o precursor da independência).

O “Paseo Prado” é uma avenida pouco extensa – umas cinco quadras entre o Obelisco e a Praça dos Estudantes -, mas é bem larga, tendo um espaçoso passeio (calçadão) no centro, bem arborizada, florida, com várias áreas onde as pessoas se sentam, conversam, namoram, e vários monumentos, estátuas. Muitos estudantes estão sempre circulando ou sentados por ali, já que existem muitas escolas e faculdades nas proximidades. Ao longo de seu percurso existem vários locais denominados “praças”.

Há grandes edifícios comerciais, ministérios, bancos (entre eles o Banco do Brasil), restaurantes, bancas de jornais e revistas, etc, etc. Passam ou se concentram por lá também variadas manifestações políticas - talvez um dos motivos de minha simpatia. É no Paseo El Prado, ou em suas transversais ou proximidades, que estão os pontos onde começo a me habituar, para tomar uma sopa, comer alguma coisa e, especialmente, tomar umas... com moderação, olha o “mal de la altura” ou “mal de las montañas”!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ESCANEADOS

Existe cara mais safada do que esta?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ESCANEADOS

Em Petra, na Jordânia, durante as gravações da nova novela da Globo, Viver a Vida. Aquele fotógrafo feinho (como é mesmo o nome dele? acho que é Tiago Lacerda) só ficava clicando minhas poses. Um saco! Cara pegajoso. E ainda por cima espalhou minhas fotos pelas capas das revistas internacionais. Mas eu guardei uma para o Pilha Pura.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Siribinha nos aguarde!


O paraíso existe, ainda!


Caveira abusada

MINHA TCHONGA

O Camping de Berlinque era um dos nossos passeios preferidos. E Irepinga sempre aparecia por lá com suas aprontações. Mas o melhor mesmo era o barzinho, onde a mesinha de sinuca tinha um imã que não deixava ninguém sair da área. O rapaz que atendia, um adolescente (esqueci o nome da criatura), morria de amores por Irecê, que pra tudo respondia "minha tchonga". Um dia o menino estranhou a ausência do ídolo, que devia estar tomando todas em algum outro canto por lá, e sapecou: "Ué! Cadê minha tchonga?". Ninguém se aguentou e desse dia em diante o pobre passou a ser chamado de "minha tchonga"







Nas fotos: Hugo jogando comigo e Zé Sinva; Clara, Iracema, eu e Délio; Délio trepando no coqueiro pra enganar a galera; eu, Pinga (com a inseparável estrela do PT) e pescadores

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ESCANEADOS











Eu e Sinval subindo para Rondônia nos tempos do século passado, na carona do caminhão do paulista Osni. Numa parada rápida para aprontar o almoço na cozinha que era o xodó do motorista tive que mostrar as minhas habilidades no fogão. Isso é que é aventura!

Cor sim,cor não

A moda Soares de ser

domingo, 25 de outubro de 2009

Dança comigo

Revelações fortíssimas aconteceram neste domingo. Coisa de cinema, com suspense, suspeita de adultério, investigação e tudo o mais. Mas foi tudo de verdade e envolvendo nada menos do que a colaboradora do blog mais bem paga, que vive reclamando das novas contratações.


O fato é que Mônica andava com a pulga atrás da orelha, desconfiadíssima dos sumiços do marido durante toda manhã de domingo. Falei pra ela:



- Comadre, tem que tirar isso a limpo, não pode ficar com essa desconfiança o tempo todo.

-Isso mesmo Jô, mas como faço?

- Conheço um detetive bom pra caramba, especialista em casos de adultério (como se nenhum fosse)
- Ô Jô, você acha mesmo que Délio está me traindo?
- Sei não amiga, mas tem cheiro de mulher nessa história.



Não deu outra. A comadre contratou o tal detetive e na manhã desse domingo ele apresentou as provas da investigação.


Saímos por volta das 10horas, máquinas fotográficas em punho, e seguimos para o local indicado.
Na Praça Almeida Couto, onde se situam o Colégio Salesiano e a Biblioteca Monteiro Lobato, não acreditamos no que víamos. Mas registramos tudo.

Olha aí o fujão das manhãs domingueiras, todo serelepe dançando com as entusiamadas senhoras ao som do Chorinho tocado por músicos moradores do bairro que há algum tempo se reúnem para tocar na praça.



























Meus amores



Dia 11 passado completaríamos 15 anos. Era aniversário também de Xando. Fomos todos pra lá, Quesinha, Sinval, Alberto, Monica e Joana. Pra Lua de Mel. Não sei se Xanddinho lembra disto.

E nem é portuga

sábado, 24 de outubro de 2009

Professor de Vanusa canta o Hino

CALÇOLA RENDA MINHA




Miguezim de Princesa
I
Na minha terra antigamente
Calcinha não havia, não.
Mulher que usava calcinha
Vivia na depravação.
Mas, com o passar do tempo,
Aprovaram o calçolão.

II
As mulheres se vestiam
Com imenso calçolão,
Feito de saco de milho
Ou de pano de algodão,
Amarrado na cintura
Com uma carreira de botão.

III
Por cima do calçolão,
Uma anágua duma cor só,
Um vestidão bom de chita
Que cobria o mocotó
E um cabelão comprido,
Amarrado num cocó.

IV
Na hora do vamos ver,
Era o maior fogoió:
Apagava o candeeiro,
Que se chamava fifó,
E o negócio era feito
No buraco do lençol.

V
Mas aí mudou a moda
(Costumes da capital),
Minissaia mostrou as coxas,
Provocou um vendaval;
Surgiu o cordão cheiroso,
Que se chama fio-dental.

VI
De tudo eu já vi no mundo:
Padre pegar criancinha,
Político cumprir promessa,
Lula rejeitar branquinha,
Mas ainda não tinha visto
Um senador de calcinha.

VII
Suplicy pegou um livro
Com o texto do Renda Minha,
Quando a Sabrina Sato
Apareceu com a calcinha,
Toda enfeitada de renda
E numa parte furadinha.

VIII
Ele não contou conversa,
Vestiu e saiu andando
E a Sabrina por trás,
Iludindo e incentivando,
Que doido com incentivo
Quando embeiça, cai matando.

IX
Suplicy pirou de vez,
Se sentindo escanteado,
Resolveu aparecer,
Não foi bom o resultado,
Melhor seria desfilar
Com um jerimum pendurado.

X
E para 2010
Eu sugiro esta parada:
Nem Dilma, nem José Serra
(Com sua cabeça raspada);
A campanha é Renda Minha:
O Suplicy de calcinha
E a Sabrina pelada!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

volta


Meu amor , aonde você está ?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Escaneados


Quem arrisca um palpite sobre a identidade desse que se diz jornalista sério e compenetrado? Só dou uma dica: a criatura tem outra formação.

ESCANEADOS


Taí outro registro do século passado, com o saudoso Irepinga e Betofreitaspinga na praia. Olha o estado dos caras!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Jogo é jogo, namoro é namoro


Em Berlink, na Ilha, curtindo a casa do saudoso Rêmulo Pastori, muitas histórias rolaram em diversos feriadões e férias do século passado.


A gente jogava um carteado à noite tomando uma cervejinha, que quase sempre acabava em briga. Toda vez eu queria esganar Sinvalpinga e Betofreitaspinga. O primeiro roubava descaradamente e o outro além de ajudar na roubalheira ficava tirando onda. Eu, invocadíssima, pavio curto, protestava, brigava. Dia seguinte, ríamos muito de tudo e voltávamos aos vícios. Normal.


Eis que num dia desses baixa na porta da casa o colega Raimundo Lima (foto)e a namorada, Aldeci, num carro tão carregado de coisas que parecia rebaixado. Exagerado como sempre, Lima trazia de tudo, de comida então, nem se fala. Chegou esnobando por ter comprado cerveja no antigo Paes Mendonça da Ilha por um preço baratíssimo. Beto devolveu: "Aqui a gente bebe por esse preço, geladíssima, no bar!".


Passamos o dia na praia, Raimundo Lima mandando ver na caipirosca com a vodca que ele levou e as polpas de frutas também dele. Mas era o dono da barraca que preparava. E o cara comia e comia e fez a gente experimentar um caçonete, que realmente nunca vi igual de tão bom.


À noite, voltamos para o vício e o pau comeu dessa vez. A dupla de larápios de baralho exagerou e eu protestei, protestei, briguei, arrepiei, rodei a baiana. Lima e Aldeci presenciaram tudo com olhos arregalados.


Dia seguinte, eu e Sinval na maior tranquilidade, trocando beijinhos e tomando café, e Raimundo olha sem entender nada e questiona: "Ôxe, vocês dois brigaram a noite toda e já estão assim? ". A gente tratou de situar o cara: "Nada a ver. Jogo é jogo, namoro é namoro".

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ESCANEADOS



Ex malandro de praia hoje conceituado jornalista baiano em flagrante na Praia de Itacimirim

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

ESCANEADOS

Do tempo em que o Diogo (Linha Verde) ainda tinha pinguela. Atravessar para alcançar a praia era uma verdadeira aventura.



Hoje, a travessia já não tem tanta graça, porque a primitiva pinguela foi substituída por uma ponte de ferro. Mas a modernidade facilitou a vida de quem tem que levar o isopô com cerveja pra vender na praia e mantimentos para comercialiar nas barracas, que ainda são poucas.


Felizmente ainda restam as dunas após a travessia, que dão um encanto ao lugar. Ah, se essas dunas falassem, não é Diogo e Nádia?!...

Temos boas histórias do lugar, a começar pelo famoso café da manhã da pousada Caminho do Rio, onde Ivan e Sandra recebem amigos e clientes sempre com bom humor. Da primeira vez que fomos com o grupo da foto, Diogo era o que mais reclamava, nem tanto pela pinguela, mas devido à quentura das dunas que queimam os pés. "Ah, se aqui tivesse um teleférico, isso sim que seria o paraíso!", brincava Diogão. E Nádia dizia: "Ô Diiii, deixe de preguiiiiiiiiça".

domingo, 18 de outubro de 2009

Da série ESCANEADOS


Um doce pra quem descobrir quem é.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Showzaços


Por desconfiança devido ao valor baixíssimo do ingresso de entrada (dois quilos de alimento não perecível) ou por falta de informação devido à pouca divulgação, os baianos perderam de ver vários shows na Concha Acústica, ontem à noite. Apesar da capacidade para 5 mil pessoas, nem 500 compareceram. Uma pena.

Eu mesma fiquei um pouco desconfiada quando Elcie e Simoa me chamaram para a programação incluindo os cantores Margareth Menezes, Moraes Moreira, Gerônimo, Luiz Caldas, Paulinho Boca e outros. Mas acabei me entusiasmando principalmente com a idéia de rever Morais Moreira.

Saímos do Centro Administrativo às 17h:20min, na carreira, para tentar chegar às 18h na Concha. Conseguimos, apesar do engarrafamento, e nos juntamos a Betopinga e, em seguida, a Deta. Desconfiamos mais ainda com o esvaziamento, pouquíssimas pessoas na frente do portão e fila nenhuma.Talvez isso tenha provocado o atraso para começar o show, que só foi rolar lá para as 19h e tantas. Demorou tanto que Simoa tripudiou: “Desse jeito, Moraes vai entrar e cantar “ Acabou chorare” e vai embora” (risos).

O show beneficente para marcar o Dia Mundial da Alimentação, como parte da 'Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida', na verdade foram vários shows, alguns deles, embora curtos, showzaços mesmo.

O começo foi bem chatinho, com duas mulheres em trajes de circo dançando com fitas. Reclamei logo: “Foi pra isso que saí lá do CAB até aqui, querendo me reciclar?”. Elcie não se agüentou de rir com a ironia lembrando uma brincadeira nossa. Depois entrou o grupo Cortejo Afro, cuja atração principal era uma figura magra vestida de cor prata dos pés à cabeça e segurando uma sombrinha também prateada, que Elcie definiu como uma mistura de Maickel Jackson com Carlinhos Brow. Um tédio. Continuei desconfiada.

Mas tudo mudou de repente, quando entrou Paulinho Boca de Cantor cantando Mistério do Planeta (Novos Baianos). Figuraça, continua dando “um bom caldo”, brincamos. “O cara está fazendo a maior presença!”, animou-se a amiga Elcie. Paulinho canta mais e a gente não pára de dançar: “Mamãe, aqui eu pirei por causa de Mayre...”. Sowzaço.

Agora vem Margareth jogando um reggae acompanhada somente (e nem precisa mais) da fera do violão, Saul Barbosa. Depois manda “Minha pele de ébano” e ainda arrisca com um sucesso de Elis Regina cantando “A bola você não dá”. Encerra com “Ê faraó” (não sei se é esse o título).

Gerônimo entra. Dividimos opiniões em nosso grupo. “Cara chato”, brinca uma, “lindo!”, exagera outro, “exótico demais”, diz outra. E ele manda ver com uma música que só lembro agora um trecho: “na malemolência do mar”. Então vem com “Nessa cidade todo mundo é d’Oxum”, e a gente canta junto e dança o tempo todo. O cara prossegue com outras músicas autorais num jeito vigoroso, cheio de jinga. “Fantástico mesmo”, concordei com Betopinga.

“Eu sou um carnaval em cada esquina” anima mais ainda. É Morais Moreira que entra arrebentando. Depois segue com Abolição e uma inédita, lançamento para o Carnaval de 2010 cujo refrão é assim: “Se liga maluquete, se liga chicleteiro, sou Morais Moreira”. Claro que tem que rolar “Preta pretinha” pra matar a saudade.

Pelo jeito continua a campanha para resgatar Luiz Caldas, o que acho bem bacana, e ele encerra a programação. Magrelo, de tênis e cabelos um pouco mais curtos, mas de novidade só isso. Cantou os velhos sucessos como “Haja amor” e “Nega do cabelo duro”.

Acabamos na lama de sempre, no Boteco do França discutindo o futuro do socialismo. Morais Moreira também deu as caras por lá e eu quase dou uma de tiete deslumbrada e peço autógrafo. Interrompemos a cerveja a tempo.


Valeu.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A safena e os bagos de Osório

Carmela Talento

O vereador Osório Villas-Boas (já falecido) foi uma das primeiras pessoas a se submeter à cirurgia ponte de safena em Salvador. Na época eu fazia cobertura da Câmara para o Jornal da Bahia, Valmir Palma pelo Jornal A Tarde e Caco, Tribuna da Bahia.

Eu era a única mulher setorista de política naquele período, depois vieram outras e a presença feminina na cobertura política foi se tornando normal. Quando o vereador retomou os trabalhos, resolvemos os três ir até o gabinete dele para saber como havia sido a operação que realmente era uma raridade.

Perguntamos como havia sido a cirurgia e de forma inesperada o elemento baixou a calça deixando à mostra um ceroulão folgado. Arrumou os bagos para o lado direito, suspendeu a perna da tal ceroula até onde pode e mostrou toda a extensão da coxa onde havia sido retirada a safena.
Vexame total. Valmir e Caco não sabiam se olhavam para o tamanho da marca do corte ou para minha cara que de tão vermelha parecia que ia explodir. Ficamos todos desconcertados diante daquela cena que por muito pouco não deixou à mostra as partes intimas do edil. Mas Osório nem se abalou, parecia que estava fazendo a coisa mais normal do mundo.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A barca dos malucos


Sem aula por conta da antecipação do feriado do Dia do Professor, a filhota me acompanhou hoje no trabalho, na Assembléia Legislativa da Bahia, e quando a levei na Tribuna da Imprensa para ver o plenário ela chamou atenção para o monumental painel “Procissão de Bom Jesus dos Navegantes”, pintado pelo artista baiano Carlos Bastos.


"No interior da chamada “Casa do Povo”, o pintor reproduziu, em 1993, uma tradição popular centenária da Bahia, a Procissão do Senhor dos Navegantes, realizada a cada dia primeiro de janeiro, na qual a embarcação principal, a galeota “Gratidão do Povo 1892” conduz a imagem de Jesus crucificado. Dentro deste barco, e em outros menores, o artista apresenta vultos do cenário estadual, como o Senador Antônio Carlos Magalhães. Sob o oceano, criaturas míticas, evocação às religiões afro-brasileiras e outras personalidades de destaque, como a cantora Daniela Mercury e a Miss Mundo Martha Rocha", explica o site http://www.al.ba.gov.br/historia2.cfm

O curioso da visita de Nana foi a pergunta: "Mãe, você já viu quem está no leme da barca?" Sinceramente não havia prestado atenção nisso e constatei : nada menos do que "A mulher de roxo". Claro que a minha filha de 9 anos não conheceu essa figura que foi um símbolo da Rua Chile, uma mulher atormentada que se vestia toda de roxo e às vezes de preto ou de branco. Ficou conhecida como "A mulher de roxo", e sobre quem pairava um grande mistério sobre a sua origem, onde vivia e, principalmente, o motivo que a teria levado a enlouquecer. Ocorre que Nana leu o livro editado pela Alba sobre a emblemática figura e ficou encantada com ela.

Na sala do cafezinho, sem se dar conta de que estava falando com políticos (alguns deputados que estavam por perto) Nana comentou: " Se uma maluca leva a barca de políticos, é porque os políticos são todos malucos".

Para disfarçar, recorri ao genial Caetano Veloso: "É Nana, de perto ninguém é normal".

Uma versão mais do que original


Carmela Talento


Uma das coisas que mais divertia Zé Rodrigues, nosso Irecê, era contar as confusões que segundo ele, Quezinha a irmã (foto), fazia (e ainda deve continuar fazendo) com as letras das músicas. Uma delas, Boneca de Trapo repetia tanto que acabei aprendendo as duas versões. A original, composição de Nelson Gonçalves, na primeira estrofe diz o seguinte: “Boneca de trapo, pedaço da vida, que vive perdida no mundo a rolar/ Farrapo de gente, que inconsciente peca só por prazer/ vive para pecar”


Na tradução da irmã:

“Boneca de prato/ pedaço de zinco, que vive rolando no mundo a cantar/ trapo de gente/que vive contente/ só por prazer de me encomendar”.


Se fato ou versão só Quezinha pode dizer, mas uma coisa posso garantir, de música Zé entendia bastante e sabia praticamente as letras de quase todas.


Em homenagem aos dois segue a integra de “Boneca de Trapo”:


“Boneca de trapo, pedaço da vidaque vive perdida no mundo a rolar
Farrapo de gente, que inconscientepeca só por prazer, vive para pecar
Boneca eu te quero, com todo pecado
Com todos os vícios, com tudo afinal.
Eu quero esse corpo que a plebe deseja, embora ele seja prenuncio do mal
Boneca noturna que gosta da lua
Que é fã das estrelas, que adora o luar
Que sai pela noite, amanhece na rua
E há muito não sabe o que é luz solar
Boneca vadia, de manha e artifícios
Eu quero pra mim seu amor só porque
Aceito seus erros, pecados e vícios.
Hoje na minha vida meu vicio é você”


Mais sobre versões de músicas em canta-canta-minha-gente

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Crianças, essas adoráveis criaturas




Carmela Talento



Essa é em homenagem ao dia das crianças e remete ao tempo que diploma de jornalista valia alguma coisa, quando a categoria protestava e até fazia greve. Alias, os sindicatos todos eram mais ousadas, as campanhas salariais animadas, coisas do século passado.

O ano não sei precisar o que dá a devida dimensão da distância do fato, mas foi uma das primeiras greves quando ainda se discutia reajuste salarial nas redações.Os patrões entraram na justiça para julga a legalidade do movimento e também contestavam o percentual de reajuste pleiteado pelo sindicato.

No dia do julgamento estávamos todos lá. Eu, com Bruno(meu primogênito) a tira colo, entrei no salão da Justiça do Trabalho e ocupei um lugar estrategicamente próximo à saída. O burburinho era total, de repente entre Juiz com sua toga e o silencia se restabelece. Do fundo da sala uma voz de criança propaga: chegou Batman!, riso geral, a clava bate forte sobre a mesa pedindo silêncio. Falei no ouvido do garoto que deveria ficar quieto para não atrapalhar o julgamento. Demonstrando mais interesse com o que estava acontecendo lá na frente do que com o que eu dizia, anunciou: agora chegou Robin! Era um cidadão de baixa estatura com uma capa preta carregando vários processos que seguia apressadamente em dirigia à mesa onde estava o juiz. Sem conter o riso peguei Bruno pela mão e deixei o recinto antes que outros super-heróis aparecessem.

domingo, 11 de outubro de 2009

“…e Genivaldo naquela burocracia…”

Jadson Oliveira

De La Paz (Bolívia) – Ao escrever meu primeiro texto para meu blog daqui das alturas andinas, falando das “burocracias da chegada”, me lembrei de mais uma tirada do nosso Pedro Matos, o Pedão, figura cuja criatividade vem sendo destacada, merecidamente, aqui no Pilha Pura. Os leitores assíduos do “blog de Joaninha” já sabem que ele trabalhava na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa da Bahia.

Pois bem, vamos lá. Era uma vez, há alguns anos, estava bastante popularizada uma propaganda de uma dessas financeiras, que vivem de explorar o pecado do consumismo dos pobres mortais, especialmente da classe média. É o pau que há na Assembleia, onde os salários, comparativamente, são dos melhores.

A propaganda – muita gente deve se lembrar – alardeava as facilidades para se tomar empréstimo naquela financeira, exortando o futuro (ou já) endividado a procurá-la, ao sentir que estava sendo enrolado por outra financeira, pela concorrente. Dizia mais ou menos assim: “ Você vai lá precisando de dinheiro, tentando resolver seu problema, e o gerente naquela burocracia...”

Pronto. Pedão, também uma das vítimas do corre-corre atrás de empréstimos como grande parte de seus colegas, fez logo a adaptação: “...e Genivaldo naquela burocracia...” Genivaldo era o gerente do posto do Baneb (depois Bradesco) na Assembleia.

Aliás, Pedão contava, com aquele jeitão engraçado, que no dia do pagamento do salário, o serviço de emergência cardiológica da Assembleia ficava superlotado. Eram os afundados em dívidas, inclusive com agiotas.

Como é isso?


sábado, 10 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Jogo duro

Paulo Bina me lembrou um caso envolvendo os colegas Domingos Souza e Vicente de Paula, dos
tempos (século passado, não é Carmelinha?) em que ambos eram da editoria de Polícia Tribuna da Bahia, e nós dois (Eu e Bina), da editoria de Política.







Domingão(com o inseparável medalhão) e Vincentão,
clicados recentemente pelo celular de Manoel Porto.

Numa noite de domingo, em pleno horário de fechamento do jornal, Domingão entrou na redação cheio de razão e proclamou para o editor de Polícia, Vicentão: "Pára tudo! Tenho a manchete!" Com o seu óculos "piscinês", o editor olhou para o repórter e pediu-lhe que contasse do que se tratava.

Depois de ouví-lo, o editor fez pouco caso: "Faça aí sete linhas". O cara esperneou, disse que assim não dava pra ficar no jornal, que não precisava daquele emprego, que era melhor ir viver da renda dos aluguéis de nove casas que dispunha e gesticulava exibindo a camisa de seda dizendo que tinha muitas outras iguais , "que as minhas mulheres me dão", e mostrava o correntão de ouro com um medalhão, que Mônica Bichara chamava de "bolacha Maria".

Vicentão ouviu calmamente a lenga-lenga do repórter, mas sentenciou: "Sete linhas. E só". Contrariado, Domingão fez o texto curto, mas no dia seguinte não tinha quem aguentasse a choradeira do cara porque a sua matéria não teve a importância que julgava merecer. Mas nem tocou mais no assunto de deixar o jornal, onde permeneceu por muitos anos mais.


A dupla da Editoria de polícia com
Silfredo(repórter fotógráfico), no Líder


Diálogo virtual

No século passado, quando ainda morava no Cabula, Jadson deixou uma gravação na secretária eletrônica, bastante incomum pelo tom assertivo, forte, como se tivesse brigando: "Aqui é Jadson, deixe o seu recado".

Ao ouvir a gravação quando ligou para o velho companheiro de redação e birita (cerveja com uísque), Vicentão devolveu no mesmo tom: "Boa merda! Aqui é Vicentente de Paula Vanini!".

Las rabonas (uma vergonha!)



Jadson Oliveira

De Assunção (Paraguai) – O título aí é somente porque soa de maneira sugestiva no português, propaganda enganosa. Na verdade, “rabonas” ou “raboneros” (são termos populares, gíria daqui, não encontrei no dicionário) são pessoas que faltam ao trabalho, no caso específico que vou tratar, deputados que faltam às sessões. Coisa bastante corriqueira, no Brasil também. Mas, de quando em vez, a imprensa “descobre” o assunto e tome manchete pegando no pé dos parlamentares (no fundo, no fundo, acho uma tremenda palhaçada, há coisas muito mais importantes a tratar, mas vamos em frente).

Aqui está havendo essa temporada de caça aos “rabonas”. O presidente da Câmara dos Deputados, Salyn Buzarquis, certamente para fazer média com a imprensa, apresentou um projeto de resolução para multar os faltosos. Pareceria até coisa séria. Mas na hora de votar o projeto, quem disse? É aquela burocracia, aquela enrolação... Simplesmente não votam.

Na sexta-feira, dia 2, o La Nación, um dos três jornais mais importantes do país (os outros são ABC Color e Última Hora), sapecou uma manchetona de primeira página, duas linhas, de fora a fora: “Diputados congela plan de multar las rabonas” (Deputados congela – assim no singular – plano de multar os faltosos). Viram onde está a vergonha? Na minha experiência como jornalista, acho que nunca vi um erro tão primário, tão escancarado, assim numa manchete de primeira página.

Claro que chequei direitinho, afinal é uma língua estrangeira, um país estrangeiro, pode haver alguma peculiaridade que a gente desconhece. Mas não há dúvida, está errado. Consultei quatro pessoas, todas confirmaram o erro. Comparei com outros títulos. O mesmo La Nación deu na manchete interna: “Diputados derivaron (encaminharam) a comissão o projeto para sancionar (punir) a raboneros”. E o Última Hora deu manchete de primeira página com o mesmo assunto: “Diputados raboneros logran (logram, conseguem) total impunidad”.

Nosso mancheteiro de La Nación deve ter tido uma sexta-feira de cão.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Coisa da baiano II

Salvador nunca faz frio (frio de verdade mesmo). Mas baiano adoooora um casaquinho. Basta cair um chuvisco e veste o agasalho. Alguns ainda exageram no figurino de inverno, mas é difícil alguém superar Domingos Souza (Domingão).

Num certo dia de chuvinha, no século passado (como diz a amiga Carmela quando se refere ao nosso tempo na Tribuna da Bahia), o repórter de polícia adentrou na redação estreando um casaco cinza de pelúcia, curto e tão apertado que dificultava a movimentação dos seus braços. Quando viu o estiloso colega no modelito de inverno para lá de rigoroso, Luís Brito, repórter de Esporte, gritou chamando ainda mais atenção da redação inteira: "Vixe Maria, mataram um veado e vestiram outro! Ninguém se aguentou na gargalhada, mas Domingão não se intimidou. Toda vez que chovia, lá estava ele todo exibido com o casaquinho de pelúcia.

domingo, 4 de outubro de 2009

“Fiat eu não quero”




Jadson Oliveira

De Assunção (Paraguai) – Pedro Matos, Pedão para os íntimos, era uma pessoa da melhor qualidade, diagramador dos mais criativos e piadista também. Foi referência na época o caderno de cultura do antigo Correio da Bahia, que ele fazia com uma equipe dirigida por Vanderlei (me desculpe se errar o nome, é aquele gente boa especialista em gibi). Pedão tinha vendido a José Irecê (muito conhecido aqui no Pilha Pura também como Irepinga) um Fiat velho, daquele modelo 147, famoso pela ruindade. No caso do de Pedão, bota ruindade nisso. Um desastre total, ainda mais considerando o motorista e a sua proverbial inclinação aos prazeres etílicos (há mil casos aí por esta senda). Bem, Irecê, depois de muitas peripécias, batida, virada, etc, se desfez do causador de tantos desprazeres.

Era uma vez um dia em que Irecê estava instalado, comodamente, à mesa da repartição (assessoria de comunicação da Assembléia Legislativa), folheando as páginas de um jornal nos classificados. Tinha acabado de saber que teria direito a “um bocado de dinheiro”, proveniente de uma daquelas diferenças originadas de troca de moedas, de planos econômicos (no final do século passado, viu Carmelita?, era muito comum isso). E decidido logo comprar um carro. Então, ele ia olhando os classificados e comentando, de vez em quando: “Ah! Fiat eu não quero”.

Não sei se você está achando graça, eu fui a única testemunha do episódio, estou escrevendo e dando risada. Agora, a revelação. Acontece que este finalzinho aí, “Fiat eu não quero”, foi inventado por Pedão, que tinha passado pela sala e espiado a busca de Irecê. O resto é tudo verdade. Eu ri muito e Irecê ficou assim com aquela cara de quem comeu e não gostou. Eu disse: “Pedão, este é o auge do seu poder criativo. Você nunca mais vai criar uma piada deste nível”.

Anos depois, na mesma repartição, Odila (Odilon Castro, doutor na arte de cozinhar, professor de Culinária) estava contando o caso, como caso verídico, exatamente como contei acima, incluindo o finalzinho. Eu rebati na bucha: “Espera aí, Odila. Eu fui a única testemunha, posso falar. O comentário ‘Fiat eu não quero’ (hilário pra quem conhecia o contexto) foi criação de Pedão, não vamos roubar a autoria”.

Detalhe: os dois protagonistas já tinham morrido, ceifados pela inominada, pela coisa-ruim, num mesmo ano. Grande Pedro Matos, grande Pedão, grande piadista, a quem recordo com extremo carinho.

sábado, 3 de outubro de 2009

Obrigado

Meus amigos


Vocês me ajudaram bastante naquelas horas terríveis. Tenho certeza que estarão comigo nesta difícil caminhada. Mayra era uma pessoa especial sim. Uma de suas virtudes era abraçar e manter perto amigos como vocês. A Bina um agradecimento especial. Foi através dele que conheci Mamá (como ele chamava). E que pude conviver com tantos outros irmãos que se foram prematuramente : José, Chico Bina, Lula Bina, Armando Lobracci, Pedro Mattos, Edson Alves, Márcia Rodrigues, Camula, e Flodoaldo Rodrigues de Miranda.

Obrigado

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Para relaxar e desacelerar nesta sexta-feira


Mônica Bichara comentou no meu texto sobre coisas de baianos, postado ontem, dizendo que também passa por sufoco no ponto de ônibus, típico de pobre. Resolvi postar esse e-mail que recebi, muito divertido.



Tomar cerveja em copo de requeijão.





Esquentar a ponta da bic para ver se ela volta a funcionar.





Andar pendurado na porta do ônibus.





Lamber a tampa metálica do iogurte.





Colocar bombril na antena da televisão.





Colocar sunga, maiô ou biquíni e tomar sol na laje ou atrás da casa.





Correr atrás do guarda-sol na praia, gritando: “pega, pega”.





Entrar de loja em loja olhando os preços e dizer ao vendedor:



“Só estou dando uma olhadinha”.





Ir ao estádio de futebol, entrar na geral e pular para as cadeiras



numeradas.





Fazer jogo de futebol com times camisa e sem camisa.





Ficar balançando lâmpada queimada para ver se ela volta a



funcionar.





Ir para o trabalho de bicicleta e dizer que é para entrar em forma.





Aproveitar garrafas plásticas de refrigerante e colocar água na



geladeira.





Acender latinha com álcool no banheiro nos dias frios.



Secar tênis atrás da geladeira.





Receber visita e mostrar a casa toda.





Decorar vaso com flor de plástico.





Guardar refrigerante com uma colher na boca para não perder



o gás.





Comprar carro novo e não tirar o plástico do banco só para dizer



que é novo.





Amarrar cachorro com fio de luz.





Lamber a ponta da borracha para apagar o erro.





Usar pregador de roupa para fechar sacos de arroz, açúcar,



macarrão, etc...





Jogar algodão na árvore de natal para dar efeito de neve.



Passar cuspe no cotovelo para amaciar.





Guardar sobras de sabonete para fazer uma bola só.





Convidar amigos para um churrasco no seu aniversário e mandar



cada um levar uma coisa.





Consertar tira de sandália havaiana com grampeador.





Enfeitar a estante da sala com lembranças de casamento.





Passar fio dental e depois cheirar para ver se o dente está com mau



cheiro.





Tirar cera do ouvido com a chave do carro ou com a tampa da



caneta.





Fazer a barra da calça com fita crepe.





Sair correndo para pegar um ônibus que já está saindo do ponto.





Subir na laje para mexer na antena e ficar gritando: “Melhorou?”.





Guardar cueca velha para passar cera no carro.





Ir ao restaurante e antes de fazer o pedido perguntar se aceita



ticket.



Fala sério...





Vai dizer que você nunca fez uma dessas???



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Coisa de baiano




O pior de Salvador em dia de chuva é andar de buzu, porque baiano tem medo de água mais do que gato e do que Cascão, que poderia muito bem ter inspirado Maurício de Souza na criação da personagem.


É só começar a chuviscar e os passageiros saem fechando as janelas rapindinho e “de com força”, como diz minha amiga Laura Junquilho. Não deixam uma brechinha sequer para entrar um pinguinho d'água e também nenhum ar. E quando agente entra num buzu assim, fica logo sem fôlego devido ao ar abafado, impregnado de um cheiro de suor misturado com creme de cabelo, porque pegou bem aqui (e como pegou!) a moda de empapar os cabelos “pra definir os chachos”.


Tem coisa que é só de baiano mesmo. Aliás, tivemos aqui um baiano, um governador, Otávio Mangabeira, que definiu muito bem a nossa peculiaridade, quando disse, em outras palavras: pense num absurdo no mundo, aconteceu na Bahia. Por exemplo: quando alguém se levanta de um banco do buzu, ninguém se senta imediatamente, mas ocupa rápido o lugar. É assim: para assegurar a vaga sai empurrando quem está na frente e joga a sacola ou o pacote na vaga do banco. Pronto, assegurou a vaga, agora tem que dar um tempinho com as costas recostadas no banco, mas o bumbum suspenso para não sentar de vez porque “assento quente passa doença”.


Será que em algum outro lugar, algum povo disputa sombra de poste? Em dias ensolarados, que são comuns por aqui na maior parte de ano, fica um monte de gente amontoada na nesga de sombra do poste mais próximo do ponto de ônibus. E como os abrigos daqui não abrigam nada, só servem para exibir anúncios publicitários, em dia de sol as pessoas ficam atrás do abrigo porque não tem sombra. E em dia chuvoso, também ficam atrás para fugir das poças de água suja das ruas em que os carros passam correndo proposiatadamente e saem lambrecando quem estiver nas calçadas.


E nas filas de banco, então, são hilários os absurdos que acontecem. Ontem mesmo não me contive e caí na gargalhada quando enfrentava pacientemente uma enorme fila típica de final de mês e de repente chega uma senhora e se dirige ao último: “ Eu estou atrás do senhor, viu? Vou ali e volto, mas estou atrás do senhor”. O homem olhou pra trás com ar de poucos amigos e nem respondeu. A fila continuou a crescer e a criatura ia no caixa eletrônico, na gerência, conversava com um e com outro, mas estava na fila. Isso é que é onipresença!

Linda aos 100!


Deu no blog Bahia Já:

"O telefone do gestor da Direc-6, Ednei Mendonça, toca. Mas a ligação, desta vez, não era para ele.

Do outro lado da linha o pedido era para falar com Enedina Pereira da Silva, aniversariante do dia e a personalidade que melhor define a importância do Programa Todos pela Alfabetização (Topa) do Governo do Estado que pretende alfabetizar até 2010 um milhão de baianos.

Nesta quarta-feira (30) Enedina completou 100 anos e na sala de aula onde aprende todos os dias a ler, escrever e a reconstruir a sua própria história, interrompeu uma entrevista que concedia a uma emissora de televisão para atender ao telefone.

-Alô, diga aí.

O sorriso inocente revela certa surpresa e um incontestável orgulho de quem falava do outro lado da linha.

- Obrigada, doutor! Muito obrigada!
Emocionada, logo ao desligar não resistiu à tentação e anunciou a quem atendia.

- Era o doutor. O governador Jaques Wagner. Ele disse que eu ainda estou com a voz fina e que nem tenho voz de quem faz cem anos. Vocês não têm idéia do quanto estou feliz.
Deu no blog Pimenta na Muqueca
Dona Enedina é de Ilhéus e, na própria sala, estuda ao lado do filho, Lourival Rodrigues, 61 anos (foto acima publica no mesmo blog). Hoje, a aposentada e centenária Enedina conversou com o governador Jaques Wagner (”o doutor Jaques Wagner”) e teve festa para os cem anos. A comemoração foi encerrada há pouco, na creche do bairro Teotônio Vilela, em Ilhéus. Mais no pimentanamuqueca.com.br

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