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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Meu xodó


Que vidão vem levando esse do pilheiro Jadson Oliveira! O cara não quer mais nada na vida a não ser passear pela América Latina . E agora deu para mascar a folha de coca o tempo todo com a desculpa de que está estranhando “mal de la altura” ou “mal de las montañas”! Disse que no começo não conseguia sequer fazer um passeio que cansava.

Com essa canseira toda, quero ver como vai ser para matar a saudade de Deta, que embarcou hoje às 5 da madruga para encontrá-lo em La Paz. E o pior é que ele quer botar a minha comadre também na pilha da folha para ela não sofrer com o “mal de la altura”, e disse que vai recebê-la no aeroporto munido da danada para ela mascar assim que descer do avião. Pode uma coisa dessas?

Para se ter uma idéia do que o nosso pilheiro internacional anda fazendo, dá uma espiada aí no diário de viagem do cara.


Jadson Oliveira

De La Paz (Bolivia) – Depois de três semanas por aqui, já tenho uma convivência mais pacífica com o “mal da altura” e já elegi minha área preferida na cidade, o meu xodó: o Paseo El Prado, as pessoas dizem “Paseo Prado”. Não é a mesma coisa, tudo tem suas peculiaridades, mas, para mim, é o equivalente à Boca Maldita em Curitiba, ou à Praça da Democracia em Assunção, ou à Praça Simón Bolívar em Caracas, ou à Praça do Relógio em Manaus, ou Havana Velha e o Malecón em Havana. Quase todo dia tenho que dar uma passada por lá, já faz parte das novas rotinas.

Fica a pouca distância de dois outros pontos que marcam também a cara do centro da capital boliviana – a Plaza San Francisco, com sua imponente igreja e os inúmeros ambulantes, aliás, o que não falta por aqui; e a Plaza Murillo, onde estão os palácios do presidente da República e do Congresso (o nome vem de Pedro Domingo Murillo, considerado o precursor da independência).

O “Paseo Prado” é uma avenida pouco extensa – umas cinco quadras entre o Obelisco e a Praça dos Estudantes -, mas é bem larga, tendo um espaçoso passeio (calçadão) no centro, bem arborizada, florida, com várias áreas onde as pessoas se sentam, conversam, namoram, e vários monumentos, estátuas. Muitos estudantes estão sempre circulando ou sentados por ali, já que existem muitas escolas e faculdades nas proximidades. Ao longo de seu percurso existem vários locais denominados “praças”.

Há grandes edifícios comerciais, ministérios, bancos (entre eles o Banco do Brasil), restaurantes, bancas de jornais e revistas, etc, etc. Passam ou se concentram por lá também variadas manifestações políticas - talvez um dos motivos de minha simpatia. É no Paseo El Prado, ou em suas transversais ou proximidades, que estão os pontos onde começo a me habituar, para tomar uma sopa, comer alguma coisa e, especialmente, tomar umas... com moderação, olha o “mal de la altura” ou “mal de las montañas”!

2 comentários:

Mônica Bichara disse...

Esse latino tá tão mudado com toda essa coca no juízo que outro dia postou no blog dele um tal de "maravilhoso parêntese", que nos bons tempos o filósofo Araka diria ser "coisa de boiola". Prepara o fôlego aí, companheiro, que Moreco tá chegando.

Joana D'Arck disse...

Estou sentindo a falta de Jadson nos comentários. Cade você,cara?

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