Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Crepúsculo- Lua Nova

Ontem eu fui com minha mãe e com minha prima Hanna ao Salvador Shopping assistir Crepúsculo- Lua Nova, que conta a história de uma menina de 18 anos que se apaixona por um vampiro que tem cara de 17 mas na verdade tem 109 anos. Chegamos correndo para pegar a sessão de 17:40 dublado, mas já estava lotado. Acabamos pegando a de 18:40 legendado. Teve uma hora que Jacob ( Taylor Lautner), o lobo, tirou a camisa para botar no ferimento de Bella( Kristen Stewart) e eu só ouvi o cinema todo dizer: Ooooooohhhhh. Foi muito engraçado. Eu olhei para Hanna e ela tava se acabando de dar risada porque minha mãe quase deixou o queixo dela cair. A parte que eu mais gostei foi no final quando Bella tem que escolher entre Edward ( Robert Pattinson), o vampiro, e Jacob e ela fica com Edward, que logo depois pede ela em casamento. Depois fomos à Forneria pegamos uma pizza e um petit gateau.





video

sábado, 28 de novembro de 2009

Cada foca tem seu mico de estimação

Jadson Oliveira

De La Paz (Bolívia) – Atenção, Mônica, como fui, involuntariamente, o provocador para que nossa companheira Jaciara Santos revelasse seu mico (no seu blog aqueimaroupa.com.br Jornalismo com segurança), me sinto moralmente forçado a revelar o meu.

No início de carreira como repórter da Tribuna da Bahia (comecei em outubro/1974), estive um dia, cumprindo uma determinada pauta, com um secretário estadual de Saneamento (não me recordo o nome). Ele então comentou comigo sobre uma rachadura numa barragem. O foca aqui, de olho na pauta do chefe de reportagem (José Barreto de Jesus, o querido Barretinho, ou talvez, Paulo Roberto Tavares, o nosso Paulo Bunda Podre), nem tomou conhecimento do “furo” que o secretário estava lhe dando de bandeja.

Pois bem. Logo em seguida – um dia ou dois depois -, a própria Tribuna da Bahia abre manchete de primeira página com a tal rachadura da barragem. Matéria de Silveira, Silveirinha, o repórter que mais dava manchete na Tribuna no meu tempo de foca (depois ele se transferiu para o Correio, morreu cedo, creio que de tanto tomar cafezinho e fumar).

Eu vi a manchete, li a matéria, morrendo de vergonha. Não comentei nada com ninguém. E ninguém comentou nada comigo. Pensei aliviado: ou o secretário não comentou minha cagada com Silveira, ou se comentou, Silveira foi muito discreto, graças a Deus! Acho que estou tocando neste assunto agora, 35 anos depois.

Beleza Negra


Não se trata de mais uma foto da exposição de Gajé, mas de uma homenagem à minha comadre Jaciara, nesse finalzinho de Mês da Consciência Negra. Se bem que consciência é uma coisa que ela não é muito chegada, p/q pra ser amiga de Paulo Mocofaia...., vítima preferencial daquele troglodita, tem que ser muito sem noção. Mas fica a homenagem assim mesmo, p/q a negona ficou muito linda nessa foto que desencavei do fundo do baú. E quem quiser conhecer mais da moça, é só acessar o blog À Queima Roupa, que tá muito bom.

Beijos, comadre (e nem venha, Araka, dizer que isso aqui tá parecendo tricotagem de comadres).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vou na TIMBALADA oyá



Da série "Um doce pra quem advinhar"

Não perdem um ensaio da Timbalada nas tardes de domingo.

A dupla já pegou até o jeito da batida da banda e não abre mão da pintura estilo tribal.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ESCANEADOS


Da série "Um doce pra quem advinhar"
Falar em artistas da música e da bola, ai um flagrante (o menino à esquerda - mascote do Bahia na década de 70) hoje irretocável músico, no banco do tricolor da Boa Terra em jogo pelo campeonato baiano. Mais abaixo com o maior meia direita de história do tricolor, Douglas da Silva Franklin

Moreira e as Meninas do Brasil


Nosso repórter flagrou a visita do velho Moreira ao camarim das 3 meninas, Jussara Silveira, Rita Ribeiro e Tereza Cristina, após show casa cheia no Canecão, no penúltimo final de semana. A notícia vem atrasada porque as fotos estavam revelando na Kodak da Barroquinha.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

“La papi”, uma ceia boliviana

JADSON OLIVEIRA



De La Paz (Bolívia) – Uma aglomeração em frente à Igreja de São Francisco (praça com o mesmo nome). Que será? Me aproximo a tempo de ouvir um final de discurso de campanha eleitoral: “Vamos votar no nosso hermano Evo Morales...” Final de discursos, o grupo foi ficando menos compacto e eu cheguei ao miolo da pequena concentração.

A surpresa: sobre mantas e plásticos estendidos no chão, uma grande variedade de comida, como dizer?, coisas típicas ao gosto popular, como batata cozida com pele e sem pele; uns troços chamados “tunta” e “chuño” (me disseram ser feitos de batata, a “papa”, que aqui é pau pra toda obra, quase todo prato em restaurante popular tem “papa frita”); “yuca” (nosso aipim ou macaxera); ovo cozido; um tipo de milho cozido, os grãos grandes e brancos, chamado “choclo”; uma tal de “llahuja”, feita de tomate e “locoto” (tipo de pimenta).

E etc, etc. Os nomes são complicados, geralmente as coisas da cultura popular têm nomes de origem indígena (aymara, quéchua). Me explicaram: trata-se de “una papi”, tipo de ceia muito comum entre as camadas mais populares, uma espécie de confraternização usada nos mais diversos eventos sociais. No caso, era oferecida por políticos do governo. Perguntei: e os candidatos da oposição, da direita, fazem isso também? Não, eles não, os ricos fazem seus almoços nos restaurantes, esclareceram.

Bem, estabeleceu-se uma gostosa camaradagem. Eles insistiram para que eu participasse da ceia. Confesso que hesitei muito. È que todo mundo pegava as coisas diretamente com as mãos, na maior sem cerimônia. Porra, pensava, tenho que esquecer meus pruridos de higiene. Peguei, assim meio sem jeito, com a mão esquerda, um pedaço de aipim, pelo menos isso eu conheço e sei que gosto. Mas não adiantou o cuidado. Eles começaram a me dar uma coisa e outra, dissertando sobre as propriedades nutritivas, os nomes, e eu ia comendo. Menos um troço lá que não consegui, tentei disfarçar e joguei num canto, tinha gosto de puba.

No final, apertei a mão e me despedi do gentil senhor que me deu mais atenção, chamado Juan. Saí feliz, tinha participado de uma autêntica ceia boliviana.

Uma tirada de Evo Morales

Em um de seus inúmeros discursos de campanha – para as eleições do próximo dia 6 -, que às vezes escuto e vejo na televisão, o presidente Evo Morales falava das mentiras que os adversários espalham sobre ele. Se queixava: “Dizem que quem tem duas casas, Evo Morales vai tomar uma; quem tem dois carros, Evo Morales vai tomar um...” E acrescentou: “Só faltam dizer: quem tem duas mulheres, Evo Morales vai tomar uma”.

domingo, 22 de novembro de 2009

Lançamento bofe escândalo


Um certo bofe escândalo está todo se achando depois de um final de semana no Rio de Janeiro.
Anda tirando a maior onda com o All Star sem cadarço.

sábado, 21 de novembro de 2009

Assim sai caro



Uma hóspede do barulho que há três meses se instalou em nossa casa e vive dando desculpas esfarrapadas, atribuindo à excelente qualidade da comida de Carminha os quilinhos que ganhou nesse período.

Zé Sinva já decretou: vai ter que pagar a hospedagem proporcional ao aumento do peso.

A fila anda

Texto que circula na rede atribuído a Luís Fernando Veríssimo, apesar do escritor negar a autoria de muita coisa. Seja de quem for, achei muito interessante.
E tudo mudou...
rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib,
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha'
Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVDO
CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou Counter Strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência esta coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
(Luiz Fernando Veríssimo)

ESCANEADOS


DOIS AMORES

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Em tempo real


Trios elétricos seguem nesse momento em direção à Praça Castro Alves, onde o presidente Lula decreta feriado nacional no Dia da Consciência Negra e assina decretos de regularização de territórios quilombolas em 14 estados.

Quem mandou falar de Lula?

Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado,deselegante e preconceituoso

Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-Ba, residente em Salvador.


Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.

Todo mundo me acusando
De cordelista medroso
Omisso, conservador
Educador preguiçoso
Por não me pronunciar
Sobre Caetano Veloso.

Logo eu, trabalhador,
Um pouco alfabetizado
Baiano de Santa Bárbara
Sertanejo antenado
Acima de tudo um forte...
E por que ficar calado?

Resolvi tomar coragem
E entrei logo em ação.
Fui dialogar com o povo
E colher a opinião
Se Caetano está correto
Ou merece punição.

Lápis e papel na mão
Comecei a anotar
Tudo em versos de cordel
Da cultura popular
A respeito de Caetano
Conforme vou relatar.

— Artista santo-amarense
Amante da burguesia
Esse baiano arrogante
Cheio de filobostia
Discrimina o presidente
Esbanjando ironia.

— Caro artista prepotente
Tenha mais discernimento.
Seja um Chico Buarque
Seja Milton Nascimento
Seja a luz do Raul Seixas
Deixe de ser rabugento.

— O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.

— Seu comportamento vil
É algo de outra vida
Ele insiste em muitos erros
Não cura sua ferida
Por isso sua falação
É de alma involuída.

— Caetano é um arrogante
Partidário da exclusão
O que ele fez com Lula
Faz com qualquer cidadão
Sobretudo gente humilde
Que não tem diplomação.

— Por que este cidadão
( o Caetano escleroso )
Não criticou Figueiredo
Presidente desastroso ?
Além de aproveitador
O Caetano é medroso.

— Esse Cae que ora vejo
Não representa a Bahia.
Ser o chefe da Nação
Esse invejoso queria
Mas a sua paranóia
Pouco a pouco lhe atrofia.

— Já pensou se o Caetano
Fosse então educador ?!
“Mataria” os seus alunos
Pela falta de pudor
Pela discriminação
Pelo brio de ditador.

— Ele não leu Marcos Bagno
Pois é leitor displicente.
Seu preconceito lingüístico
Contra o nosso presidente
Discrimina Santo Amaro
Terra de Assis Valente.

— Ele ofende até os mortos:
Paulo Freire,
GonzagãoPatativa do Assaré
O Catulo da Paixão
Ivone Lara,
CartolaPixinguinha,
Jamelão...

— Caetano é um imbecil
Da ditadura um amante.
Um artista egocêntrico
Decadente ambulante
Se julga intelectual
Mas é mesmo arrogante.

— A Bahia está de luto
Diante da piração
Desse artista rabugento
Que adora a exclusão,
Vaca profana, ególatra
Que quer chamar a atenção.

— Vai de reto, Caetanaz
Pega o Menino do Rio
Garoto alfabetizado
Que te provoca arrepio.
Esse sim, não é grosseiro
Nem cafona pro teu cio.

— Um burguês reacionário
Que odeia a pobreza.
Ele não gosta de negro
E só vive na moleza.
Sempre foi um lambe-botas
Do Toninho Malvadeza.

— Vou atender meu cachorro
Pois é algo salutar
Muito mais que prazeroso
Que parar pra escutar
O Caetano elitista
Que começa a definhar.

— Certamente o Caetano
Esqueceu do Gardenal.
Bem na hora da entrevista
Lá se foi o bom astral
Desandou no Estadão
Dando um show de besteiral !

— Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.

— Eu respeito a sua arte
Mas preciso declarar
Que quando não tá na mídia
Cae começa a atacar
Sobre tudo as pessoas
De origem popular.

— O Caetano gosta mesmo
É de gente diplomada:
Serra, Aécio, Jereissati,
Toda tribo elitizada...
Bajulou FHC
Que fez muita trapalhada.

— O Caetano discrimina
Pois está enciumado.
Na verdade, o nosso Lula
É um homem educado.
Um nordestino sensível
Muito mais que antenado.

— Dona Canô, com 100 anos
Não perdeu a lucidez.
Mas seu filho Caetano
Ficou pirado de vez
Transformando-se num “cara”
De profunda insensatez.

— Ofendeu Marina Silva—
Através do Silogismo
Mistura de Lula e Obama
Logo quer dizer racismo:
Mulher cafona, grosseira
Analfabeta – que abismo!

Adoro Mabel Veloso,
Betânia, dona Canô...
Para toda essa família
Meu carinho, meu alô.
Mas o mestre Caetanaz
Já está borocoxô!

É proibido proibir
O cordelista versar
Pois conforme disse Cae
“Gente é para brilhar”.
Então permita ao poeta
Liberdade de pensar.

Brasileiros, brasileiras
A Bahia está de luto.
Racistas em nossa terra
Radicalmente eu refuto.
Estamos envergonhados,
Todos fomos humilhados
Oh Caetano ‘involuto’.

FIMSalvador, triste primavera de 2009

Anote ai



A Osteoporose, doença de velho, já derrubou Mano Cae, por duas vezes em shows este ano.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O samba vai dar sua risada


(em Salvador, quinta, dia 19, 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha, antiga Igreja da Barroquinha, perto do Cine Galuber Rocha)

Símbolo da tradição oral de matriz africana, o grupo Samba Chula de São Braz lança seu primeiro CD solo, ‘Quando dou minha risada, há há...’


O grupo Samba Chula de São Braz – um dos poucos representantes da tradição oral de matriz africana que ainda preservam a riqueza cultural do samba de roda – lança seu primeiro CD solo: Quando dou minha risada, há há..., através do Prêmio Pixinguinha – Bahia 2008, da Funarte (Fundação Nacional de Artes).

O álbum - que tem direção artística de Katharina Döring e direção musical de Cássio Nobre, com produção de Fernando de Santana e produtor fonográfico, Tadeu Mascarenhas - vem recheado de cantigas alegres e coloridas, em ritmos como a chula, (Samba, Cachaça e Viola e Roça, Boi e Lobisomen) e o samba corrido, a exemplo de Capinei no Canavial, está última com participação especial (voz e violão) do cantor e compositor baiano Raimundo Sodré.

PATRIMÔNIO IMATERIAL – A proposta do Samba Chula de São Braz é preservar e difundir a memória do samba chula, reconhecido como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo Iphan e como Patrimônio Imaterial Mundial pela UNESCO. Através do registro fonográfico, o grupo – já referenciado por nomes como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Roberto Mendes e Antônio Nóbrega – quer fazer circular um trabalho que realça a qualidade e diversidade da música brasileira, como ressalta a diretora Katharina Döring, etnomusicóloga e professora de arte-educação da Uneb.

O Samba de Roda do Recôncavo tem no Samba Chula de São Braz um de seus mais genuínos representantes. O grupo baiano, um dos pesquisados, inventariados e registrados (foto, áudio e vídeo) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foi um dos 16 participantes dos recém-lançados CD e DVD do Projeto Cantador de Chula, concebido por Katharina Döring, com o objetivo de pesquisar, registrar, preservar e divulgar este tipo de samba de roda natural do Recôncavo e Agreste baianos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Partes íntimas desnudadas






Jadson Oliveira



De La Paz (Bolívia) – Duas notícias que devem interessar aos seletos leitores do Pilha Pura, das chamadas classes A e B, viajam sempre de avião.

1 – A empresa de aviação japonesa All Nippon Airways (ANA) andou fazendo uma experiência inédita: os passageiros, antes do embarque, devem urinar. São convidados a esse ato fisiológico elementar, através de cartazes. “Vamos mijar, por favor, antes de embarcar”, seria assim? O objetivo é diminuir o peso, com as bexigas vazias, e ver o que se economiza de combustível. Não sei o resultado. Esses japoneses são fantásticos!

2 – Esta também é inédita e parece que vai pegar (já está sendo copiada em Nova Iorque e Los Angeles). É iniciativa do aeroporto de Manchester (Inglaterra). É o seguinte: ao invés do passageiro sofrer aquela aporrinhação dos controles de segurança – tirar casaco, cinto, chapéu, objetos de metal, etc, etc -, é bastante um rápido e “cômodo” desfile diante de um moderno sistema de raio X. O cara (ou a cara) exibe seu corpo desnudado e pronto.

Claro que o sistema mostra outros detalhes, como implantes de seios, piercings e, com imagem em preto e branco, os chamados órgãos genitais.






Mas não há razão para vexames. Os dirigentes do aeroporto juram que não há risco de radiação, as imagens só serão vistas por um oficial e “não são eróticas nem pornográficas e não podem ser gravadas de maneira nenhuma”.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Beleza negra pelas lentes de Gajé



Gajé lança Bahia Terra da Beleza Negra com fotos no Campo Grande e Praça Castro Alves

Exposição: Bahia Terra da Beleza Negra Vernissage: 19 de Novembro, 20h,

Espaço Unibanco, Praça Castro Alves

Duração: 19 de Novembro a 1º de Dezembro

Locais: Praça Castro Alves e Campo Grande




No mês da Consciência Negra, Salvador emprestará dois de seus mais belos cenário como palco para uma homenagem à beleza das negras baianas. A exposição a céu aberto Bahia Terra da Beleza Negra, no Campo Grande e na Praça Castro Alves, foi a forma encontrada pelo fotógrafo Gajé para reverenciar as mulheres negras, “essa beleza tão marcante na nossa cidade e que muitas vezes passa despercebida em nosso cotidiano urbano”.




O lançamento será na quinta-feira, dia 19, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, às 20h, no Espaço Unibanco, na Praça Castro Alves. A exposição vai de 19 a 1º de dezembro, com 100 banners de 1,20 m, cada um retratando uma mulher em quatro ângulos diferentes. Gajé, que é carioca mas adotou e foi adotado pela Bahia, faz questão de frisar que a beleza de suas musas é natural, dispensando maquiagens, luz artificial ou qualquer outro artifício de correção permitido pela tecnologia.
Com suas lentes ele procurou captar a diversidade da beleza estética das mulheres negras, que sintetiza como “guerreiras e valentes, que lutam para romper no dia-a-dia as barreiras do racismo, do preconceito, do machismo e da intolerância que a cercam”. Gajé foi buscar suas modelos em diferentes classes sociais, profissões e bairros de Salvador, a cidade com maior população negra fora da África, mas já programa para o próximo ano um olhar também sobre outras regiões do estado.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Olha o mano


Meu povo, recebi esse texto.
Não sei de onde saiu, mas... se você quer, tome, tome tome tome!!!!
Caetano Veloso ataca de novo06/11 - 14:55 - Regis Bonvicino


É bastante provável que Caetano Veloso vá votar em Marina Silva porque ela é (embora disfarce) criacionista, ou seja, não acredita na evolução das espécies, em Charles Darwin.




O CD "Zii e Zie" (2009) não fez sucesso. O filme "Coração Vagabundo" (2009) idem.

Veloso não produz nada digno de nota há – seguramente – duas décadas. Seu momento pós-tropicalista é desigual. Seu cancioneiro lírico-amoroso,basicamente, heterossexual, é papai-mamãe, convencional: idealiza o amor e o trata com “raiva”, cinismo e ou ironia, para posar de amante rejeitado pela musa ou “conquistador”, lirismo vazado, muitas vezes,em jargão da moda, que, em seu caso, substitui a própria ideia deletra, de lyrics.

Enumero algumas canções nessa trilha:
“Eu te amo”, “Vera gata”, “Dom de iludir”,“Ela e eu” e até “Queixa”, que, para narrar uma situação de amor aberto, usa “vocábulos” kitsch, metáforas horrendas:
“Princesa, surpresa, você me arrasou / Serpente, nem sente que me envenenou / Senhora, e agora me diga aonde eu vou / Senhora, serpente,princesa”.

Sem falar, no caso, na assonância, musicalidade, de ouvido mouco. Veloso é abstratizante em suas letras – vago, para parecer profundo. Não há concretude de linguagem, exceto no curto período tropicalista. E, depois, aqui e acolá.

Suas canções são musicalmente pobres, quadradas, sem a força primitiva das de um Jorge Ben Jor.Veloso é um anti-Sam Cooke, que fazia do simples e direto algo de extraordinário.

Como não faz mais sucesso de estima e nunca fez de massa, Veloso sevale da velha tática. Atacar alguém, para levar público ao show.

Desta vez, foi Luiz Inácio Lula da Silva, chamado de “analfabeto” e“grosseiro e cafona” ao falar.

Quis surfar em popularidade alheia. De fato, um dos maiores erros de Luiz Inácio Lula da Silva foi ter nomeado Gilberto Gil para ser seu Ministro da Cultura e, depois, deter “empossado” Juca Ferreira, o discípulo do autor de “Aqueleabraço”.

Ao ser indagado sobre a Lei Rouanet, do qual tem se beneficia há décadas, Veloso se calou, saindo-se com essa: “Não sou muito bom nesse negócio”. Imagine se fosse.
Dois exemplos recentes: a turnê do medíocre "Zii e Zie" foi autorizada a captar recursos milionários por Ferreira, contra parecer da comissão do MinC que examina os casos. "Coração Vagabundo" foi igualmente em parte financiado por essa Lei.

Ou seja, ele foge do debate de assuntos culturais. Esconde sua cabeça, como sempre fez.

A Lei Rouanet transformou a cultura em objeto de comunicação social de corporações: na verdade, acabou com a cultura, com o conceito de o Estado amparar a cultura e não estimulou a criação de um mercado, que é pujante no liberalismo anglo-americano, que Veloso, na mesma entrevista, declara-se admirador. A Lei Rouanet precisa ser revogada. Claude Lévi-Strauss define cultura: “Em sua acepção geral, cultura designa o enriquecimento esclarecido do juízo e da capacidade de distinção”. Veloso, como aponta Francisco Alambert,em nome da cultura, promoveu, desde os tempos do tropicalismo, a indistinção geral. O que no tropicalismo era, entretanto, abertura,tornou-se depois mero mecanismo de mercado, farsa.

Veloso incorporou do conceito de Lévi-Strauss o termo “enriquecimento esclarecido”. Por isso talvez admire políticos quatrocentões como Aécio Neves, Ciro Gomes ou Mangabeira Unger – que eu nunca soube distinguir do Professor Pardal.


Em virtude de seu “enriquecimento esclarecido” talvez critique a “vulgaridade” de Luis Inácio Lula daSilva e a paulistanidade deste e de José Serra, o “italianinho” –ambos produtos da “decadente” USP.

Diz, como sempre, barbaridades: “O Serra é o tipo do cara que, se tivesse ganho no lugar do Lula, em 2002, teria trazido mais problemas à economia brasileira. Ele teria feito um governo mais à esquerda e a economia talvez tivesse problemas que não está tendo porque o Lula fez a economia à direita”. E concluido alto de sua “cátedra”: “O Lula foi mais realista do que o rei. Foi bom, a economia deslanchou”.


O governo Lula tem problemas, falhas, mas Luis Inácio Lula da Silva é o presidente mais forte que o Brasil teve depois de Getúlio Vargas. É um mito, aqui e alhures, com uma trajetória política.

O “literato” Sarney fala bem e, como Veloso sabe, proibiu o filme "Je vous salue Marie", de Jean-Luc Godard, quando era“presidente”.



Não votarei em Marina Silva. Ela integrou o governo Lula por seis anos e, nesse período, não executou um projeto sequer de peso. Limitou-se a“bloquear” a ação alheia, segundo divulga. Suas opiniões são as de um cidadão comum, embora tenha sido Ministra de Estado. Não se fez propositiva, não se impôs. Ela não é a soma de Lula da Silva e Barack Obama, como a “define” Veloso napoleonicamente.


A senadora é evangélica. Missionária da Assembléia de Deus. Líder informal dessa bancada temática no Congresso. Uma Sarah Palin, “à esquerda”. No Partido Verde milita um Sarney. A bióloga Cláudia Magalhães denunciou(Época, 21 de maio de 2008) que, quando Ministra, promovia rezas evangélicas em seu gabinete e discriminava outras religiões. Relata que ela ganhou uma carranca no Festival Ecocultural do São Francisco, em Brasília, e se recusou a receber o presente, deixando a festa. Magalhães conclui: “Foi quando eu comecei a ver que a fé dela esbarra em sua atuação política”. Magalhães informa que a Ministra tinha “um Pastor particular”, chamado Roberto Vieira, que recebia seus honorários pela Unesco.


A República foi proclamada há cem anos: religião não pode se confundir com Estado. A fé não deve “bloquear” a ciência, embora, com diz Gil,“ela não costume faiá”. O tema do resgate do meio ambiente – central para humanidade – não qualifica por si só Marina Silva a ser presidente do Brasil. Seria interessante que Veloso tivesse estudado “direito”, nos dois sentidos. Veloso é um personagem "old fashion", que ainda se sente como “antena da raça”, que se atribui o papel de porta-voz da sociedade – parece viver congelado no espírito messiânico dos anos 1960, do qual foi, relativamente, beneficiário à revelia, como o tempo revelou.


Enfim, como todos sabemos, Veloso – haja vista sua amizade com Juca Ferreira e com Gil – é chegado numa “igreja”. Cucurucu, Palomaaaaa!

domingo, 15 de novembro de 2009

Dossiê Jadson


Pirou o cabeção ao tomar conhecimento de que passou a sofrer de pressão alta, a ponto de passar a frequentar quase diariamente o shopping Barra, só para dar uma passadinha no serviço médico e medir a pressão.


Eis que ao sair do atendimento médico deu de cara com o cardiologista, Dr. Pina, e foi logo perguntando:


- Doutor, que bom lhe encontrar aqui. Desculpe entrar no assunto fora do seu consultório e quando o senhor está no seu lazer, mas eu preciso saber. Eu já deixei de fumar, não como mais gordura nem comida pesada, só como bolacha d'água com leite desnatado à noite, tirei o sal da comida, cortei o açúcar, parei de beber e também de f... E aí, doutor, o que o senhor acha, vou viver muito?


Dr. Pina arregalou o olhos e devolveu:

-Pra quê?

sábado, 14 de novembro de 2009

Desvendado o mistério do elevador

videoO mistério do vídeo que está impressionando muita gente foi desvendado aqui no blog pela a nossa pilhinha, Nana, que não se deixa levar por qualquer pilha não ( só do Pilha Pura!). "Eles fazem uma montagem. No meio do vídeo pisca uma luz que parece ser da porta do elevador, mas se olhar bem, atrás do cara fica uma luz branca que deve ser a sombra do falso fantasma", concluiu a nossa investigadora mirim, que acabou vencendo a enquete realizada durante seis dias.

Veja os resultados:

a)Fantasma não existe 1 (7%)

b) Nana está certa e tudo não passa de uma pilha fraquinha. 9 (69%)

c) É só uma velhinha querendo pregar uma peça nos caras. 1 (7%)

d) O Fantástico está sem assunto fantástico. 5 (38%)

e) Não acredito em fantasmas, pero que los hay, los hay 1 (7%)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"Um vagabundo como eu...

... Também merece ser feliz." fotografado por dinda, em La Paz, disputando um banco da praça com um mendigo. Isto aqui é só uma pontinha do seu dossiê, Jadson, pra você aprender a num se meter nem comigo nem com meu pai ou minha mãe, viu?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Esperanza em português

A americana Esperanza Spalding arrasa como cantora e baixista (baixo acústico) e ainda canta também em português e espanhol. Confira nos vídeos ela cantando “Ponta de Areia”, de Fernando Brant e Milton Nascimento, e “Samba em Prelúdio”, de Vinícius de Morais e Baden Powell (pena que o pessoal da Assembléia Legislativa da Bahia, onde temos muitos pilheiros, está impedido de ver vídeos yotube e afins, o que acho um absurdo).

Foi Borega (Matita Perê, pilheiro) quem me apresentou a artista, quando a gente comentava sobre o fato de que o Pilha também é cultura. Ele então me mostrou a moça cantando e avaliamos que seria interessante apresentá-la aqui para quem ainda não a conhece .

A precoce garota novaiorquina se destaca num ambiente essencialmente masculino que é o do Jazz, tendo começado no baixo aos 15 anos. Depois de três anos tornou-se a professora mais jovem de toda a história da Berklee, em Boston, considerada a maior escola de música do mundo. Aos 23, já tocou com Pat Metheny e Joe Lovano. Esperanza canta e toca baixo, o que exige enorme esforço e talento, e ainda compõe.

Agora é com você Borega. Fale mais sobre Esperanza.



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Pedro cadê meu chip?!

Dou um doce pra quem descobrir que chip e que Pedro é esse!

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domingo, 8 de novembro de 2009

Exposição de Rodin


Hoje meus pais e eu fomos ver a exposição de Auguste Rodin, no Palacete das Artes. Tinha muitas esculturas e todas muito bonitas. Só que estavam todas peladas! Minha mãe disse que as esculturas dele não tinham roupas pra mostrar a musculatura dos corpos, só que algumas não tinham roupa, braço, cabeça...

As que eu mais gostei foram a do Pensador e a do Beijo. Minha mãe disse que ficou sem fôlego quando viu a do Beijo, de tanto que ela gostou. Meu pai preferiu A Defesa, pela expressão do anjo. Ou seja, minha mãe é romântica, meu pai é guerreiro e Rodin é muito bom.






Depois fomos ao Museu de Arte Moderna da Bahia. Está tendo uma exposição de uma artista francesa que recebeu uma carta de um rompimento de um namoro. Ela ficou desolada e chamou 104 mulheres, duas marionetes e uma papagaia, para interpretar de acordo com a sua profissão ou o que entendeu do texto. A papagaia engoliu a carta ( deve ser a cópia) e depois ficou repetindo a última frase: Cuide de você. Uma menina da minha idade disse que não tinha motivo algum para romper, e eu também acho isso. Porque pelo o que ele escreveu, ele só estava com saudades de paquerar as outras mulheres. A adolescente só mandou um torpedo para ela dizendo: Ele se acha! Teve uma que transferiu todos os sentimentos que continham na carta para uma palavra- cruzada e a defensora dos direitos das mulheres só disse: Afe!

















Gostei desse boneco de Sante Scaldaferre



ESCANEADOS


da série um doce pra quem advinhar quem é a Maria Madalena

Só tem bandido



No começo da onda de motéis em Salvador, acho que final da década de 70 para 80, sucedeu-se um caso que ficou abafado por envolver gente da alta sociedade baiana, e também para preservar o nome do estabelecimento que bombava no momento. Foi um assalto violento e ainda mais constrangedor porque os clientes foram depenados totalmente. Ficaram literalmente nus, porque os bandidos, só de sacanagem, ainda levaram as roupas de todos.

O parceiro de Margarida, uma empresária iniciante na fabricação de fardas para empresas, deu a idéia de socorrer todo mundo com os uniformes que estavam no carro dela. E assim foi feito. Marga entregou as fardas para um funcionário fazer a distribuição.

Mais tarde, chega em casa o marido de Margarida, o também empresário K. Ghano, de ponta de pé, todo mansinho para não despertar as atenções da esposa, e vai direto para o banheiro se livrar do ridículo macacão que nada tinha a ver com as suas finas roupas de executivo. Ao jogar a farda no cesto de roupa suja quase teve uma síncope: já havia outro macacão igual descartado.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"Retalhos coloridos"




















Faço uma pausa na Pilha, hoje, para apresentar a vocês um exemplo de vida, uma lição de alegria, de uma mulher retada e extremamente solidária. Falo de uma tia minha, Elita Costa, que aos 83 anos de idade lançou recentemente um livro contando sua vida. “Retalhos coloridos” é também histórico, pois entre as diversas aventuras vividas por ela está a interessante passagem por Jeremoabo, no Sertão baiano, quando tinha apenas 5 anos de idade e testemunhou as perseguições ao bando de Lampião. Como pra criança tudo é novidade, ela não se intimidou de correr para a praça para ver os militares exibirem, como um troféu, a cabeça de um dos cangaceiros, apelidado de “Açúcar”.
Com uma memória de dar inveja a muitos jovens, ela conta com detalhes quando conheceu o grande amor da sua vida, meu tio Miguel (ou melhor, tio do meu pai). Ela com 17 anos e ele já viúvo, 17 anos mais velho. Eles viveram um lindo caso de amor verdadeiro, daqueles de novela, durante pouco mais de 20 anos e tiveram quatro filhos. A superação pela morte dele é outra lição retratada no livro, pois o amor e a admiração dela por ele permanecem inabaláveis. Festeira, apaixonada pelo mar e alegre como ela só, tia Elita teve outro relacionamento recente. Mas esta é outra história contada no livro.
Os netos encontram nela uma amiga e parceira, bem diferente daquela vovozinha que faz tricô para passar o tempo. Por falar em tempo, difícil é encontrá-la em casa, como conta Jaciara que penou para entrevistá-la. Entre as mil atividades, cuidar de velhinhos de um abrigo em Amaralina. Quem quiser conhecer um pouco mais, tenho o livro. Vale também ler a matéria feita por Jaciara no blog À Queima Roupa. O endereço é http://aqueimaroupa.com.br/?p=6511

"Se alguém perguntar por mim...

... diz que eu fui por aí, levando um violão debaixo do braço... "
O trio ao lado foi visto antes do feriadão e de lá para cá não se tem notícia.
Manoel Porto enviou essa foto, de celular (claro porque o cara é profissional, mas não estava com o seu potente equipamento fotográfico) da última vez que esteve com eles.
Há quem sugira a exibição da foto na Praça da Piedade, naquele bloco de desaparecidos do Bahia Meio Dia. Mas duvido que o Pilha não tenha maior alcance.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O pai de Nana


Essa postagem-homenagem pede depoimentos sobre o cara nos comentários.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mais Siribinha







Complementando a postagem anterior de Joaninha, mais fotos de pilheiros em Siribinha (Léa, Chou-Chou, Délio... eu estou do outro lado da câmera). Aliás, precisamos marcar um encontro do Pilha Pura por lá.
Outro programa imperdível na região do Conde é a Barra do Itariri, bem pertinho. Uma delícia. Nas fotos Liz com os netos de Ana Maria.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ESPECIAL: SIRIBINHA

O Povoado de Siribinha, no município de Conde, a 195 km de Salvador, é formado basicamente por famílias de pescadores, onde todos são parentes ou se conhecem bem. Por aí dá pra ver a tranquilidade do lugar, onde a comunidade se formou à beira da praia. Mas o turismo descobriu essa área paradisíaca e vem se tornando em mais uma fonte de renda para moradores e investidores de fora.


Para se ter uma idéia, em 2002, quando estivemos por lá pela primeira vez, levados por Manoel Porto e Denise, que têm casa alugada e longo tempo de amizade com todo mundo de Siribinha, só existiam três pousadas: a de Celso, a de Joãozinho (Sol de Verão) e a de Dema (Anzol de ouro). Hoje já são mais de dez pousadas, duas delas um pouco mais sofisticadas (com ar condicionado, frigobar e televisão) e caras, criadas por pessoas de fora.


Junto com o dinheiro a mais e o que entra, outras mudanças vão chegando, nem sempre benéficas para a comunidade. Visitantes de todo tipo são atraídos para o povoado, mas nem todos conscientes de que é a sua tranquilidade que faz de Siribinha um lugar tão encantador.




Moradores antigos e mais populares: os pescadores Jonas e Everaldino (ambos com 77 anos) são iguais a gato e rato, vivem brigando, mas acabam voltando às boas. Zé Luís, também pescador, e a sua simpática mulher, Gói.











Pegar sinal de celular é difícil. A igreja é um dos pontos mais prováveis.











No bar de Roberto e Edilene a sombra da frondosa amendoeira convida para mais um gole.

BOCA DA BARRA




O melhor da Boca da Barra é a travessia nas embarcações dos percadores. Na prainha da Boca, moradores procuram defender mais uma grana nas rústicas barracas onde vendem bebidas, peixe e camarão frito. Já tem até abará e acarajé .



















Os riquinhos andam de jet sky (ao fundo), enquantos adultos e crianças brincam na beira do rio Itapicuru. Estranha-se que a Marinha e os poderes públicos competentes não sejam tão rigorosos com eles, o quanto têm sido com os pescadores, dos quais se exige documentação em dia e equipamentos de segurança. Espera-se providências antes que se repitam tragédias como as que ocorreram em Barra do Jacuípe, onde uma pessoa chegou a ter a cabeça decepada. Só depois disso, o uso do equipamento foi regulamentado e exigidas condições de segurança para proteger banhistas.



Roda de música: Denise (violão), Sérgio Otanasetra e Jonas (pandeiros) quando se encontram proporcionam noitadas animadíssimas .






A música eletrônica (argh!) para dançar também já chegou. Mais chato do que isso, só os carinhas "sem noção" que chegam no povoado querendo exibir o som dos seus carros, geralmente pagodes, sem se dar conta de que o maior encanto do lugar é a tranquilidade.



Nas poucas barracas da praia já dá para perceber o quanto a procura pelo povoado tem aumentado, mas a extensa faixa de areia do lugar ainda proporciona um prazer muito diferente das concorridas praias de Salvador e vizinhança.



Everaldino e Jonas contam suas histórias de pescador


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Everaldino afirma que o seu amigo fazia uma hora de Salvador a Siribinha, an-dan-do!





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O bíblico Jonas: o menino engolido pelo peixe

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