Quem somos

Quem somos
O blog de Joana D'Arck e pilheiros

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Beber, Jogar, F@#er" e outros


Depois de ler  o denso e vigoroso livro "Travessuras da Menina Má", de Mario Vargas Llosa, e o engraçadíssimo e misterioso "Os Espiões", de Luís Fernando Veríssimo, procurei algo na linha bem humorada e acabei levando para casa o livro "Beber, Jogar, F@#er", de Andrew Gottlieb. Mesmo receosa de me decepcionar pela falta de originalidade da publicação, já que havia lido "Comer, Rezar, Amar”, de Elizabeth Gilbert, que comentei  aqui no Pp.

Fui logo atraída pela sinopse do livro: “Em Beber, Jogar, F@#er, Bob Sullivan, traído e abandonado por sua mulher, parte em uma jornada em busca da felicidade - e da liberdade. Desiludido, Sullivan nos convida a acompanhá-lo em farras homéricas e algumas confusões com que todo homem sempre sonhou: encher a cara na Irlanda, apostar até as calças em Las Vegas, e dar asas a seus desejos proibidos na Tailândia. A única regra é não ter regras”.

Tá bom, me diverti com algumas histórias do cara, principalmente nas trapalhadas na Irlanda, onde só andava bebum. Veja isso:

“Então vem o momento no qual eu e Giovanna percebemos que isso está funcionando perfeitamente e nos beijarmos provavelmente não seja uma idéia tão ruim assim. Percebemos isso exatamente na mesma hora- podemos ver isso nos olhos vidrados, um do outro, olhos que rapidamente iam perdendo a habilidade de manter o foco. Infelizmente, nós nos movemos exatamente no mesmo momento. E foi aí que eu, acidentalmente, dei uma cabeçada nela e quebrei o seu nariz”.


Em Las Vegas não vi tanta  graça, e na Tailândia, a minha expectativa era outra, menos convencional, mais curiosa. O cara se mete em trapalhadas de novo, vive algumas aventuras, mas acaba se revelando um romântico, bem ao gosto dos folhetins tradicionais. Algumas amigas diriam: “um fofo”.


Outros comentários
Blog pedindopassagem


Veja: entre os mais vendidos.



Referências:
 
BEBER, JOGAR, F@#ER


Editora: Planeta do Brasil

Autor: ANDREW GOTTLIEB

Ano: 2009

Número de páginas: 287



COMER, REZAR, AMAR

Editora: Objetiva

Autor: ELIZABETH GILBERT
Ano: 2008
Número de páginas: 342

Sinopse:
"Quando completou 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo que uma mulher americana moderna, bem-educada e ambiciosa deveria querer um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso. Mas não se sentia feliz: acabou pedindo divórcio e caindo em depressão. "Comer, Rezar, Amar" é o relato da autora sobre o ano que passou viajando ao redor do mundo em busca de sua recuperação pessoal. O livro ganhará uma versão para o cinema em 2008, com Julia Roberts no papel principal".



Travessuras da Menina Má

Autor: Llosa, Mario Vargas

Editora: Alfaguara / Objetiva

Categoria: Literatura Estrangeira / Romance

Sinopse:
"Ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, "Travessuras da Menina Má" traça um quadro vigoroso das transformações sociais européias e das convulsões políticas da América Latina".




Os Espiões


Autor: Verissimo, Luis Fernando

Editora: Objetiva

Categoria: Literatura Nacional / Romance

Sinopse:
"Luis Fernando Verissimo, um dos maiores escritores do país e mestre da literatura de humor, constrói, neste livro, uma alegoria híbrida de mitologia, humor e mistério. Ainda se curando da ressaca do final de semana, na manhã de uma terça-feira, o funcionário de uma pequena editora recebe um envelope branco, endereçado com letras de mãos trêmulas".



OUTRA DICA DO BLOG:

Hilário e de alto nível é o livro "A Mulher que Escreveu a Bíblia", de Moacyr Scliar, que comentei aqui, mas vale a pena relembrar.

NOVAS SUGESTÕES

Meu gosto é variado mesmo. Leio de tudo. Já estou com um livro engatilhado sobre a cabeceira da cama, agora na linha policial: "A Execução de Sherlock Holmes", de Donald Thomas.

Gostaria de receber novas dicas . Faça as suas. Comente.

3 comentários:

Jadson disse...

Joaninha, acabei de ler esta madrugada Travessuras da menina má, do peruano/européu Mario Vargas Llosa, constante de sua resenha. Gostei muito. Aliás, era para tê-lo lido há bastante tempo, pois há bastante tempo me foi dado pelo “chefe” Paulo Bina. Ciente das minhas posições de esquerda, Bina me advertiu na dedicatória: “Deixe a prevenção de lado e veja que livro bem escrito”. Certo, “chefe”! Conheço o rapaz de outros bons livros, inclusive de Guerra do fim do mundo, inspirado na nossa Guerra de Canudos, e do espetacular Conversa na Catedral (li duas vezes), onde traça um vigoroso retrato da sujeira e da violência dos governos anti-povo da América Latina, enfocando, claro, o seu país, o Peru.
(Para os desavisados, Vargas Llosa se tornou, é atualmente, um direitista convicto, radical e militante, engajado nas teses mais reacionárias e – hoje, após a crise do capitalismo – mais desmoralizadas do neoliberalismo. Teve até uma incursão na política eleitoral, candidatando-se a presidente e perdendo para o famigerado Fujimori em 1990).
Bem, creio que o trechinho da sinopse transcrito por Joaninha exagera um pouco. Ele, penso eu, dá apenas umas poucas pinceladas na realidade política do Peru, nas quais já deixa bem claras as suas opções de direita.
Quanto ao caso de amor – e bota amor nisso, uma vida inteira – da ”menina má” (“niña mala”) com Ricardo, o personagem que parece vestido com muito da roupagem biográfica do autor, é realmente tocante, chocante, com níveis inacreditáveis de masoquismo. Vai ser apaixonado e tolerante assim (no caso do homem) na puta que o pariu.
Acho que bate fundo em quem já tenha sofrido alguma desilução amorosa, uma “traição” especialmente. “A pior coisa do mundo é amar sendo enganado”, dizia e continua dizendo nosso Waldicão em Eu não sou cachorro não. As repetidas (e perdoadas) sacanagens da “menina má” são de lascar. As desatenções, o deboche, a irritação, a falta do mais leve carinho moem o coração/mente do apaixonado (ou apaixonada) quando o amor ameaça o declínio. Quem não passou por isso?
Me lembro, quando era jovem, em Xique-Xique, no interior baiano, no final de 1969: eu estava namorando com uma garota e o caso começou a esfriar, embora continuasse a gostar da moça. Um dia eu estava na praça principal da cidade chupando picolé. E com o coração doendo, me veio uma frase arrebatada: “Nada existe mais triste do que o declinar do amor”. Com o arrebatamento, o picolé soltou-se do palito e espatifou no chão. O burlesco amenizando a tragédia.
Bom, neste caso de Xique-Xique, o final foi feliz: logo depois, o namoro revigorou-se e foi longe. Infelizmente, nem sempre é assim.

Joana D'Arck disse...

Esse livro de Vargas Llosa é realmente imperdível. Fiquei sensibilizada com tanto amor de Ricardo pela "menina má" e também me surpreendi pelo estilo do livro, bem diferente de outros dois que lí (um você citou aqui, Guerra do Fim do Mundo). O outro muitíssimo interessante e engraçado, com uma narrativa totalmente diferente é Pantaleão e as Visitadoras. Esse é bacana mesmo e conta a história de um capitão do exército peruano que recebe a missão de montar um batalhão de prostitutas para atender as Forças Armadas do Peru na fronteira, em plena selva amazônica, com o maior sigilo militar.
Tem razão você no exagero da sinopse que transcrevi sobre Travessuras da Menina Má, mas esses textinhos são assim mesmo (rsrs). O autor fala mesmo é do amor que tem por Paris, do quanto se sentiu bem em Londres e da sua grande e incondicional paixão pela "chilenita" ( a menina má). Vou aproveitar a dica do Conversa na Catedral.

Joana D'Arck disse...

Deixei de lado Sherlock Homes e estou curtindo Terra Papagalli - "Narração para preguiçosos leitores da luxuriosa, irada, soberba, invejável, cobiçada e gulosa história do primerio rei do Brasil". O livro é de José Roberto Torero e Marcus Aurélius Pimenta. Depois conto sobre ele.

Arquivo do blog