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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Carta para a dona da bola


"Quando o carteiro chegou, o meu nome gritou com uma carta na mão...", a música que fez sucesso no período da Jovem Guarda deve parecer bizarra para as novas gerações pós-internet. Pouca gente nova conhece ou já recebeu uma carta pessoal via correio, coisa do século passado, porque hoje a gente só recebe correspondências de cobranças, boletos bancários e cartões de Natal de políticos interessados no nosso voto. Minha colega de trabalho, Mille,  20 e poucos anos, é uma dessas que jamais havia recebido uma carta, mas pode matar a curiosidade da emoção de ver o carteiro. Foi uma carta de outra colega, Zilene, que trabalha no escritório de Vitória da Conquista, que enviou só para zoar com a amiga. 

Abro esse "nariz de cêra" (jargão jornalístico antiguíssimo) é para contar aqui um fato inusitado nos tempos modernos que aconteceu com a minha sobrinha, Michelle Graça,  aproveitando também para homenageá-la e para me gabar (claro) como tia. 

A sobrinha linda aí da foto acabou de passar  pela segunda  vez ( isso mesmo!) no vestibular da UBFa para o concorridíssimo curso de Geofísica (é doida! kkkkk). Na primeira vez, ano passado, ficou entre os 30 primeiros colocados, mas apesar ganhar, ela não levou. Isso porque de 30 vagas para o curso, Michelle ficou de fora por causa da cota racial. Os pais ficaram revoltados porque a filhota havia se esforçado ao máximo, estudava que nem doida e não entrou na ambicionada faculdade devido à "maldita" (para eles) cota. Mas a garota não se abalou, mostrou garra e meteu a cara nos livros de novo. Imaginem a expectativa sobre ela esse ano!

Michelle agora está às voltas com a documentação para se matricular no curso dos sonhos e tem recebido homenagens de todos que acompanharam o seu esforço. Uma delas porém me inspirou para registrar aqui no Pp: a sua ex-colega do curso de inglês, Luma, que hoje mora no Rio de Janeiro, enviou a primeira carta que Michelle recebeu via Correios. Além das  belas linhas escritas à mão ( quem lembra disso?) parabenizando a amiga, Luma enviou um chaveiro com os nomes da UFBa, do curso de Geofísica e da dona da bola. Não é uma fofa?

2 comentários:

Mônica Bichara disse...

É pra corujar mesmo, Jô! Parabéns pra Michelle e pra mamãe corujíssima Virgínia, que com certeza está vibrando de felicidade.

Ah! Outro dia, em plena arrumação de mudança, me dei conta da quantidade de cartas antigas, escritas à mão, que guardava (guardo ainda algumas) de recordação e percebi como as coisas mudaram. Minhas filhas só têm cartinhas enviadas por colegas de escola, tipo dever de casa.
Beijos

Joana D'Arck disse...

Valeu comadre, mas esqueci de dizer que os pais de Michelle foram colocados contra a parede, porque a chave do carro a caloura já tem. E o veículo?

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