Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

EL VIEJO DEL BOSQUE PERDIDO

Por Jadson Oliveira
Era uma vez um pintor esquecido e desconhecido que vivia pelas ruas de La Boca, bairro proletário de Buenos Aires. Conta-se que ele dizia não ser deste mundo, tinha se encarnado por aqui e por estas eras, mas, de fato, era um pintor do século 13, da Espanha, de farta obra e farta pobreza. Um dia deram pela falta dele, teria desencarnado. Um curioso tanto fuçou que encontrou um barraco semi-arruinado com alguns quadros. Gostou de um e o conservou. Lhe criou um nome: “El viejo del bosque perdido”. Num dia de maior necessidade, conseguiu vendê-lo por 50 pesos. O quadro também sumiu. Restou uma foto pregada na parede de um café mal-afamado. Está aí resgatada para os anais do Pilha Pura.
Consta que o modelo retratado ainda perambula até hoje por bares e pizzarias da capital portenha. Mas consta ainda que tudo isso não passaria de delírios de bêbados.
Pelo sim, pelo não, fica o registro, porque, numa dimensão mais filosófica da existência humana, é sempre temerário identificar onde termina a sensatez e onde começa a imaginação.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O nosso Matusalém

Mais um furo do Pilha. Apresentamos, em primeira mão, o pediatra da  matriarca centenária mais famosa do Brasil,  D. Canô.

Esse é das antigas mesmo! (rsrs).

Destaque de 2010

Na retrospectiva do ano do programa Mosaico (TV Bahia), no último sábado(25)o Quarto de Nana  foi destaque. Chic!

Festa Palhaços do Rio Vermelho - Sesi/Jequitibar


"Olá Palhaços de Plantão!

Agradecemos imensamente pela compreensão e apoio que nos foram dados na Festa dos Palhaços do Rio Vermelho no Portela Café. Infelizmente a chuva e a falta de luz, cortaram nossa alegria e a energia que estavam muito boas mas, Palhaço que é Palhaço não desiste, insiste! sendo assim já estamos prontos para próxima FESTA. Nossos agradecimentos vão também para a Banda Bailinho de Quinta, Portela, Zé Raimundo, Manoel e pra todos que trabalharam nos bastidores, decoração, exposição e principalmente a voces que abrilhantaram nossa FESTA.

Vamos em frente, nossa próxima FESTA acontecerá na varanda do Teatro do SESI Rio Vermelho no Jequitibar Café, com a Banda Salada Mista e o Dj Ruy Santana no dia 08/01/2011 das 21h às 2:30h. Nossa loja intinerante com os produtos dos Palhaços estará presente com as camisas pretas R$ 30,00 e brancas R$ 20,00, perucas, caixinhas...


Vendas antecipadas vão estar disponíveis no Boteco do França e no Bar do Bahia por R$ 15,00.


Desejamos a todos um 2011 com saúde, paz, alegria e muita PALHAÇADA.


Abs.
Palhaços do Rio Vermelho.

SERVIÇO:

Festa dos Palhaços do Rio Vermelho
Local: Varanda do Teatro do SESI Rio Vermelho, Jequitibar Café
Data: 08/01/2011
Hora: Das 21h às 2:30h
Couvert: R$ 15,00 antecipado (Boteco do França e Bar do Bahia), R$ 20,00 no local
Atrações: Banda Salada Mista e DJ Ruy Santana
Participem do nosso site http://palhacos.ning.com

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

QUAL PORTA VOCÊ VAI ABRIR EM 2011?

Parei um pouco para mandar uma mensagem especialmente para você:

Qual Porta Você Vai Abrir em 2011?

A vida é maravilhosa e traz consigo inúmeras possibilidades! Uma delas e talvez, a melhor de todas, é poder rever nossas escolhas!
Nesta época do ano, é comum pensarmos e repensarmos sobre dois pontos fundamentais: como foi o ano de 2010 e como será o ano de 2011.
Não tenho críticas em relação à isso, nem alguma oposição. Penso, apenas, que existem várias maneiras de fazermos este balanço: de como foi o ano velho e planejarmos o ano novo.
Eu, particularmente, gosto de fazer este balanço, pensando nas Portas que abri e nas Portas que ainda estão fechadas!
É isso mesmo! As portas da vida! O fim, não é necessariamente o fim, mas o recomeço! Quando algo termina, outro começa. Quando uma porta se fecha, outra se abre. Será? Abre sim, se você escolher abrí-la!!!!
Portanto, faça o seu balanço: quantas portas você abriu em 2010? Quantas delas valeram a pena? O que aprendeu com cada uma delas? O que encontrou do outro lado?
E, para 2011, pense e faça a sua escolha: Qual porta ou quais portas você quer abrir?
Eu tenho algumas sugestões:

- A porta da amizade, da felicidade, do amor!
- A porta do respeito, da convivência humana, do diálogo, da tolerância às diferenças?
- A porta da sabedoria, da aprendizagem, do crescimento!
- A porta do encontro com você mesmo e com o outro!
- A porta da Fé e das virtudes!
- A porta da coragem, da ousadia, da auto-estima, da confiança!
- A porta do tempo, do descanso, do ócio, da velha infância!
- A porta da compaixão, da solidariedade, da caridade!
- A porta da natureza, da biodiversidade, da sustentabilidade!
- A porta da responsabilidade social!
- A porta da aceitação, da resignação!
- A porta da humildade, do agradecimento!
- A porta da generosidade, consigo e com o outro!
- A porta dos sonhos, da conquista, da realização!
- A porta do sucesso, da espontaneidade, da motivação!
- A porta da convivência, do compartilhar, da irmandade!
- Ah... a porta das boas lembranças e das saudades!!!!
- A porta da compreensão da visão de que juntos, somos todo um!
- A porta de um mundo realmente sem fronteiras!
- A porta da solidariedade!
- A porta da superação... Dos problemas, das dificuldades, dos limites!
- A porta do amor próprio e do amor ao próximo!
- A porta de novos olhares, de novos horizontes!
- A porta de um caminho novo, da transformação!
- A porta da Paz!!!!!

Enfim, inúmeras são as portas que podemos abrir em 2011! Mas, esta é uma atitude apenas sua, de mais ninguém! Se você não abrir a porta, ninguém abrirá por você, e então deixará de ter um encontro com o que está lá... Do outro lado... Apenas esperando para ser encontrado!
Portanto, aproveite as maravilhas que a vida lhe traz, e que você possa fazer de 2011 um ano bem diferente, abrindo as portas que realmente irão te levar para UM FELIZ ANO NOVO!!!!

Mas não se esqueça: ao abrir as portas, você precisa atravessá-las! Só assim um caminho novo realmente se abre!

Boas escolhas e que possamos abrir excelentes portas que nos levarão ao caminho de um ser humano mais completo e mais feliz, ao longo deste ano que está apenas começando!!!

São meus sinceros votos para você.


Conceição Freitas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os abridores de bar - José Carlos Oliveira (*)

Apresento-lhes Vaguinho, o abridor de bar. Está numa fase péssima, conforme ele próprio reconhece: não consegue parar. De madrugada desaba na cama, sem força sequer para tirar os sapatos. Às 10 horas da manhã abre um olho atônito para a realidade - a luz do dia - que não lhe agrada de forma alguma. No banheiro, escova os dentes com mãos trêmulas. Examina-se no espelho, está vivo; sobreviveu. A barba por fazer. E vai ficar assim mesmo: não se sente em condições neurológicas de manejar o aparelho de barbear. Tem um calombo na testa, que dói latejando, e um arranhão no nariz. Deve ter dado uma cabeçada durinho no chão do bar. Não se lembra de nada, nem mesmo como conseguiu enfiar a chave yale na fechadura. Está sujo, desgostoso, atormentado por um remorso do tamanho de todos os pecados cometidos ao longo da vida.

Desce e vai indo. No primeiro botequim, que não frequenta, pois é homem de bares de primeira categoria (boa comida, boas mulheres, bebida importada), pede um maço de cigarros e um cafezinho. Ergue a xícara: ela começa a balançar, o café se derrama no pires, todo o seu corpo treme agora. Desiste. Afasta-se do botequim sem beber o café. Segue seu caminho angustiado, tendo a sensação de que todos o observam e julgam: "um rapaz tão novo!" Vinte metros adiante, o primeiro bar. A porta fechada. Mas lá dentro há barulhos, os garçons estão arrumando o ambiente. Ele bate, frenético:

- Abre essa porta, Franklin! Vamos abrir essa porcaria, Franklin!

Franklin, sem camisa, com uma vassoura na mão, obedece.

Vaguinho vai entrando, finalmente são e salvo.

- Me dá logo uma abrideira, Franklin! Um caubói, rápido! Senão, como é que vai ser?

Franklin encosta a vassoura, passa para dentro do balcão e enche um copinho com uísque puro. Vaguinho vira o copinho num gole só.

- Manda outro, que hoje eu não estou nos meus grandes dias. E vá logo fazendo um normal, com gelo.

Vira o segundo copinho: é o uísque do caubói, aquele que o mocinho bebe no balcão, vigiando pelo espelho os bandoleiros que estão às suas costas, antes de começar o tiroteiro no saloon.

Vaguinho agora está sentado no lugar de sempre. Todo bêbado que se preza tem um cantinho de fé nos bares que constituem o seu périplo cotidiano. Já não treme tanto. O shimmie está passando. Shimmie é como se chama a descoordenação motora provocada pelo excessivo consumo de álcool. Nisto batem na porta:

- Abre essa joça, Franklin!

Vaguinho sorri. Já não está só. Eis chegando um novo abridor de bar. E esse já vem a mil:

- Adentra o gramado o popular Robertão!

Sentados um em frente ao outro.

- Como é que você está, garoto?

- Mais ou menos - responde Vaguinho. - Mais para menos do que para mais. Estou me recuperando de um shimmie desgraçado...

- Isso é bom, isso é bom...

Robertão não precisa pedir nada. Franklin já está preparando o seu gim-tônica.

- Você sabe que eu não sei onde foi que estive ontem? Me deu um branco, rapaz...

- Bem, eu te vi aqui mesmo, ali pelas oito horas. Você já estava num fogo dos diabos; já estava como o diabo agora. Com três garotas, todas três muito bem-apanhadas. Depois vocês quatro saíram, e a partir daí, eu também ignoro onde é que você possa ter ido.

- Rapaz, é isso aí... Amnésia alcoólica...

- E quem eram as garotas?

- Sei lá... Rapaz, aquelas minas bebem mais do que nós dois juntos... Devem estar escornadas por aí...

- Mulher quando dá para beber é sempre mais corajosa do que homem. Elas é que vão até o fundo do poço. Aliás...

No que disse aliás, entrou no bar o Vitório Morgado, o Morgadinho:

- Hoje ninguém me segurá!

- Já somos três - observou Vaguinho. - Podemos iniciar os trabalhos.

- É isso mesmo - disse Robertão. - Já temos quorum. Eh Franklin! Põe música nessa vitrola que a festa vai começar!

José Carlos Oliveira

(*) Testando Internete funcionando meia boca.

Por onde anda Vital Farias?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PRISÃO PERPÉTUA PARA EX-DITADOR: DIREITOS HUMANOS EM FESTA NA ARGENTINA


Jadson Oliveira


De Buenos Aires (Argentina) – Após 27 anos da derrubada da última ditadura, em dezembro de 1983, as entidades e militantes dos Direitos Humanos - uma voz cada dia mais forte no país, com o apoio inclusive do governo de Cristina Kirchner - tiveram muito a comemorar: o ex-general e ex-ditador Jorge Rafael Videla, hoje com 85 anos, símbolo maior da sangrenta ditadura militar, foi condenado à prisão perpétua, a ser cumprida em cela comum Em 1985 ele teve condenação semelhante, mas foi indultado pelo então presidente Carlos Menem em 1990. Mais...

domingo, 26 de dezembro de 2010

"Família é prato difícil de preparar"

"O Arroz de Palma" de Francisco Azevedo


Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes.


Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo.


Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência.


Não é para qualquer um.


Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir.


Preferimos o desconforto do estômago vazio.


Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio.


Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.


O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.


Súbito, feito milagre, a família está servida.


Fulana sai a mais inteligente de todas.


Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.


Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo.


Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.


Aquele o que surpreendeu e foi morar longe.


Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.


E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia.


Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa?


O que nunca quis nada com o trabalho?


Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo.


Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida.


Não há pressa. Eu espero.


Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.


Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.


Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona.


E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.


Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.


Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.


Atenção também com os pesos e as medidas.


Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre.


Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.


Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher.
Saber meter a colher é verdadeira arte.


Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.


O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe “Família à Oswaldo Aranha”, “ Família à Rossini”, Família à “Belle Meunière” ou “Família ao Molho Pardo” em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria.


Família é afinidade, é “à Moda da Casa”.


E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.

Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas.

Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de “Família Diet”,que você suporta só para manter a linha.


Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.


Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.


Enfim, receita de família não se copia, se inventa.


A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia- a -dia.


A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.


Muita coisa se perde na lembrança, principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu.


O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer.


Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas.


Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.


Aproveite ao máximo.


Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

"Se tivéssemos consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes"
uma grande família


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010


Ele é q vem, macanudos
salvas, e saúde tenhamos todos
q precioso seja, todo dia,
o Natal presente
e a Luz mostre nos sem jaça o caminho
q tanto buscamos !!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O retrato da presidente eleita

Vi no 
 

 blog  AbundaCanalha  e resolvi postar aqui essa " bela homenagem a esta mulher que, ainda muito jovem, lutou de verdade contra o pior de nossa sociedade. Continuou lutando, vencendo agora nas urnas os herdeiros da podridão do atraso".

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Waldick de Itapuã

 Não era dia 13,

mas, numa sexta, de manhã,

um vulto surgiu do nada,

de lupa escura e chapéu,

assombrando Itapuã.



Teve gente duvidando,

outros com estupor,

- não pode ser moço!

disse, com medo, um pescador.

- isso é arte do canhoto!

Bradou o biriteiro, incréu.



E o vulto se aprochegando,

sentou no primeiro bar,

ajeitou chapéu e óculos

e começou a cantar:

“Eu não sou cachorro, não...”.



Acabou-se o duvidar,

se não era coisa do Cão,

ou prova da ressurreição,

quem seria aquele fulano,

trajado de Soriano?



Bem se viu não era Waldick.

Então seria quem,

capaz de tamanha “trêta”?

- descobri! Disse Bico de Roseta.

- a visagem é Araken!



Itapuã, setembro de 2010

Alberto Freitas

domingo, 19 de dezembro de 2010

VÍDEOS, RECITAL MAPUCHE E ESPORRO

Jadson Oliveira
De Buenos Aires (Argentina) – Tem aquela piada de japonês. Os japas saem em viagem turística e, quando retornam, vão ver as fotos pra saber se gostaram da viagem.
Pois é, aconteceu comigo. Sábado à tarde, dia 18, dei uma de turista pra variar um pouco. Visitei no bairro La Boca (onde fica o estádio do famoso time de futebol Boca Juniors) uns pontos turísticos, como o Caminito, com direito a clone de Maradona, exibições de tango, essas coisas.
Mas o que me interessava mesmo era o Concierto de Música Mapuche, com a cantora Beatriz Pichi Malen, às 20 horas, no teatro da Fundação Proa, ali mesmo juntinho ao Caminito. Mapuche é um povo indígena cujo território faz parte do Chile e da Argentina, nos últimos anos muito presente na mídia devido à sua resistência e repressão do Estado chileno.  
Pensei, vou fazer um vídeo beleza (meu novo xodó é aprender vídeo). Consegui permissão pra gravar (só era permitido fotografar sem flash), me virei, todo entusiasmado. Quando cheguei em casa, passei pro computador e... decepção, me lembrei da piada de japonês: não gostei nada do passeio. O vídeo ficou uma merda, já fiz até agora uns quatro ou cinco, acho que este ficou pior do que o primeiro, talvez tenha sido a expectativa.
De qualquer forma, me desculpem a insistência, separei dois pedacinhos que me pareceram menos ruins e decidi postar. Aqui e no meu blog Evidentemente (www.blogdejadson.blogspot.com).
“Começamos mal e acabamos bem”
E o esporro? Sim, o esporro. No final do espetáculo, uma moça veio pra cima de mim, uma fera, me disse que os cliques de minha maquininha digital tinham perturbado todo o recital, tinham quebrado o silêncio, a magia, aquele clima recriado a partir dos cantos, da percussão, das imagens (slides), a natureza, os bichos, a mãe terra (Pachamama). Ela estava certa, pedi mil desculpas, mas...
...mas, veio logo a compensação, são os acasos da vida. No ônibus, voltando para casa, topo com a dita cuja. Eu estava todo enrolado, não tinha moedas suficientes para pagar a passagem, nunca poderia supor que em Buenos Aires só se pode pagar a tarifa de ônibus com moeda.
“Como faço?”, perguntava ao motorista e mostrava as cédulas de dinheiro. E ele, balançava a cabeça negando: “Solo moneda”. Eu pensando: será que esse cara vai me mandar descer (já eram umas 11 horas da noite) ou vai me deixar viajar sem pagar?
Foi aí que apareceu minha salvadora: “Apesar de tudo, vou pagar sua passagem”. Teté Di Leo, artista plástica, “mucho gusto, muy amable... encantada...” Ela estava com uma amiga, nos sentamos e batemos um longo e amigável papo. Lhe disse: “Começamos mal e acabamos bem”, rimos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Praia também é cultura

Nem só de acarajé, picolé Capelinha, cangas, artesanatos de todos os tipos, cocadas, queijo na brasa e outras quinquilharias vivem os milhares de vendedores ambulantes que circulam pelas praias hoje em dia.

Para provar que praia também pode ser cultura, o escritor Hugo Homem (nascido no RJ, mas morando há 20 anos em Salvador) nos surpreendeu hoje apresentando seus livros e autografando os exemplares vendidos. Davi, o neto de Délio, se apaixonou pelo peixinho do livro "As travessuras de Frufru" (Edit. Santa Luzia, com ilustrações de Emerson Andrade) e não resistimos. Compramos e ele passou o dia na maior ciumeira, grudado no livro.






Entre os livros da série infanto-juvenil, destaque para "A Cachoeira Encantada", de educação ambiental, contemplado com menção honrosa pela Agência Nacional de Água (ANA). Hugo Homem dedica-se a projeto de educação através das letras e tem uma vasta produção literária.

O escritor Hugo Homem com Iana e Davi



Salva-Vidas de Ipitanga seguram a onda

Chama a atenção o bom serviço prestado pelos salva-vidas de Lauro de Freitas, sobretudo os que dão cobertura ao trecho da Praia de Ipitanga (QG de parte dos pilheiros). A cada 500m tem um posto e mesmo em dias de mar tranquilo, com verdadeiras piscinas, eles estão lá atentos e prestativos.
No inverno, dia de altas ondas que avançavam pelas barracas, presenciamos um salvamento que nos impressionou. Nem precisou ninguém dar o alerta, p/q ao primeiro sinal de que alguém (um adolescente tirado a surfista de final de semana) estava em perigo, em frente à barraca Ali Babá, dois salva-vidas já se jogavam na água para resgatá-lo, munidos dos apetrechos necessários. Graças a Deus (e a eles, lógico), correu tudo bem e a família chorou agradecendo aos salvadores.
Como prêmio por segurarem a onda e darem tranquilidade aos banhistas, comemoram quatro anos sem um óbito por afogamento.
Mas nem tudo são flores na vida desses heróis anônimos, que ganham pouco (bem menos que os colegas de Salvador) e ainda têm que investir em preparação física para manter a forma.

Bem que nossa prefeita Moema, uma mulher pra lá de retada, poderia dar uma atenção especial a esses profissionais (cerca de 30, que atuam de Ipitanga a Buraquinho) que garantem nossa segurança. Uma providência que certamente aumentará ainda mais o prestígio dela no bairro, em alta após a decisiva atuação em defesa dos barraqueiros, garantindo na Justiça a permanência (mesmo que temporária) das barracas.

Cada maluco com sua mania

Carmela Talento

Essas estátuas que contornam o monumento de Cristóvão Colombo, na praça do mesmo nome, no Rio Vermelho, não tiveram sossego o ano inteiro. A cada semana foram devidamente paramentadas de acordo com a ocasião. Segundo comerciantes da área o “estilista” é “Morcego”, um doidinho bastante conhecido do bairro que sai catando panos, fitas e tudo mais que encontra pela frente e transforma em blusas, turbantes, sandálias, tomara que caia e tudo mais que a imaginação permite, para mudar o visual das estátuas . Agora, para o final do ano, encontrou um modelito bem de acordo com o que manda a tradição, um branquinho básico e um turbante dourado na cabeça. Qualquer comparação com o estilista Jacques Leclair , da novela Ti-ti-ti não é mera coincidência

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

La Conquista




La Conquista é o nome do espetáculo de dança que a Companhia de Danza Española apresenta nesta quinta-feira, dia 16, no Teatro Anchieta (Praça Padre Anchieta, 126, Pituba), às 20h30, dentro das comemorações pelos 10 anos de fundação da escola. Participarão mais de 40 figurantes, entre dançarinos e músicos, incluindo minha quase-filha Alana, uma promessa dos palcos baianos (podem apostar).


Sob a direção das professoras Szely de Nuñez e Roberta Campos, o La Conquista foi inteiramente montado por alunas da companhia e terá apresentações de dança do ventre, dança flamenca e cigana. A direção musical é de Gustavo Menezes, com participação especial do percussionista espanhol David Gadea e da cantora espanhola Sandra Signago.




Informações: 3337-3258

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quem não sabe rezar...

A foto publicada no Bahia Notícias ilustra texto informando sobre o desespero de um cidadão do município de Itabuna a partir do momento em que um templo evangélico foi instalado na sua vizinhança, em uma pequena casa, onde há cultos todas as noites, e a meia dúzia de fiéis presentes pede paz ao mundo com um amplificador e um microfone potentes, que tirou a paz de toda a redondeza. O caso já foi parar na polícia, já que uma simples e boa conversa não deu em nada. Agora a história foi para o Ministério Público, só que o cidadão incomodado ainda não teve resposta”, informa o site.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Foto roubada

 Tô pasma. Tive a minha foto roubada por uma criatura que assina no twiiter como Micaela Souza  (@micaela_souza) que se diz do  Rio de Janeiro e  faz "Asessoria de Imprensa/Produção de Arte " (assim mesmo, faltando um "s" em assessoria) . Ela usa minha foto no perfil, a mesma que está postada aqui no Pilha.

As cachoeiranas

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O buraco negro


"Ando meio distraído, ultimamente, reconheço. Alguns amigos mais velhos sorriem, complacentes, e dizem que é isso mesmo, costuma acontecer com a idade, não é distração: é memória fraca, mesmo, insuficiência de fosfato.

O diabo é que me lembro cada vez mais de coisas que deveria esquecer: dados inúteis, nomes sem significado, frases idiotas, circunstâncias ridículas, detalhes sem importância. Em compensação, troco o nome das pessoas, confundo fisionomias, ignoro conhecidos, cumprimento desafetos. Nunca sei onde largo objetos de uso e cada saída minha de casa representa meia hora de atraso em aflitiva procura: quede minhas chaves? Meus cigarros? Meu isqueiro? Minha caneta?

Já me disseram que sou bom de chegada e ruim de saída. A culpa não é minha: segundo minha filha, é do Caboclo Ficador.

Hoje ela veio me visitar e a influência desse caboclo na minha vida ficou mais do que evidente. Saímos juntos, e na hora de transpor a porta de entrada, parecia que uma força misteriosa me prendia em casa, tantas vezes tive de voltar para buscar alguma coisa que havia esquecido. O Caboclo Ficador me fez esquecer a chave do carro, voltei para apanhá-la; já estava dentro do carro quando dei por falta da carteira de dinheiro, fui buscá-la; de novo no carro, vi que deixara outra vez a chave em casa. Foi preciso, como sempre, uns bons quinze minutos de concentração e revista geral nos bolsos, para ver se não havia esquecido mais nada. E finalmente o Caboclo Ficador me deixava partir.

Minha filha afirma que o jeito é me submeter humildemente às ordens dele.

Descobri que sou vítima de outra entidade do mundo oculto: o Caboclo Escondedor.

É ele que faz com que eu não saiba onde meti os óculos, e saia revirando a casa, para descobri-los no alto da cabeça, quando, já tendo desistido, me olho ao espelho do banheiro para pentear os cabelos. Em compensação, não encontro o pente. É ele quem esconde a caneta entre as páginas de um livro, atira o talão de cheques na cesta de papéis, enfia a penca de chaves entre as almofadas do sofá.

Um dia, desesperado à procura de um papel, retiro todas as gavetinhas da secretária, e surpreendo um dos esconderijos do Caboclo Escondedor, verdadeiro ninho de pequenos objetos desaparecidos: meto a mão lá dentro e recolho não só o papel que procurava, mas outros sumidos há muito, recortes de jornal, envelopes amassados, cartões de visita, clipes enferrujados, retratos amarelados, e até uma carteira de sócio do sindicato dos jornalistas.

Há um código de ética com relação aos desígnios do Caboclo escondedor: respeite a sua vontade, não insista além do razoável na procura do objeto escondido, e, assim mesmo, só para contentá-lo. Não é preciso procurar freneticamente, como já fiz tantas vezes, abrindo e fechando gavetas, revirando a casa feito doido, para acabar plantado no meio da sala apalpando os bolsos vazios como um tarado. Basta uma olhadela nos lugares onde o objeto usualmente estaria, solte um suspiro resignado e lance mão de outro - munido que deve estar de um substituto: a réplica das chaves, duplicata dos documentos, dos óculos, da caneta, da tesoura, do relógio. No tempo em que eu fumava, deixava maços de cigarro e isqueiros espalhados pela casa inteira.

Tão logo suspendemos a busca, tendo resolvido nosso problema com um substituto, o objeto escondido geralmente aparece: bota a cabecinha de fora e, do lugar onde o Caboclo Escondedor o colocou, fica a nos olhar para lhe contar depois como é que nos arranjamos sem ele.

Mas se desaparece também o substituto, cuidado! O Caboclo Escondedor não tem mais culpa, pois é sabido que ele só esconde um objeto de cada vez: rendeu-se, ele próprio, a outra entidade mais terrível - o Buraco Negro, por onde desaparecem, no infinito do esquecimento e do nada, os objetos definitivamente perdidos.

Neste Buraco Negro é que foram parar aqueles brinquedos de infância nunca mais reencontrados; aquele livro sumido para sempre da nossa estante; aquelas cartas que se perderam no porão do olvido, entre trastes inúteis e papéis velhos; especialmente aquele retrato de antigamente, um momento vivido que se apagou para sempre na nossa lembrança.

Contra o Buraco Negro, por onde nós mesmos um dia seremos sugados, simplesmente não há solução".


Então, você se identificou com o  texto? É do genial Fernando Sabino*


Pra mim, das piores situações é quando esqueço e falo com desafetos na maior alegria. Depois fico morrendo de raiva de mim, mas não deixo de também achar graça da situação (e nem vem me sacanear e dizer que é coisa de idade, que não sou velha e isso acontece comigo desde a infância)  . Recentemente vivi uma situação dessas. Cumprimentei o cara, conversei alegremente, respondi  todas as perguntas sobre o marido, a filha o trabalho, troquei idéias e coisas e tais. Depois um amigo me lembrou que o cara era nosso desafeto devido à uma greve no jornal Bahia Hoje.  
 -Mas isso também já faz tanto tempo!  
- Pra mim não, continua meu inimigo.
- Ah! Quer saber, já esqueci mesmo e acabei de fazer as pazes.




* SABINO, Fernando. As melhores crônicas de Fernando Sabino. 4ª ed. - Rio de Janeiro/RJ: Record, 1992. pp 92-95

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Festa do Bahêa no bar de Bahia









A postagem vai com atraso, mas fica o registro. Foi em grande estilo a comemoração pela subida do Bahêa para a 1ª divisão, no bar de Bahia.
Nem precisa dizer que o anfitrião estava que era só alegria e a promoter, Deta, em estado de graça, exibindo as unhas pintadas com as cores do Bahia. Teve até torcedor do vitorinha que apareceu por lá pra parabenizar os tricolores.

domingo, 5 de dezembro de 2010

"Thank you, bye!"

Marcelo, nosso garçom preferido tirando onda com Dedéu
Massagista de madame




Última moda na´zoropa



A invasão





O tiro saiu pela culatra. De tanto o Pilha Pura insistir na campanha Minha Praia, Minha Vida, sobre Ipitanga (Lauro de Freitas), os turistas descobriram nosso paraíso e literalmente invadiram nossa praia. Isso só confirma que o Pilha é o blog mais acessado na Europa (e dos países que fazem fronteira, como diria Irecê).
A gringalhada chegou no sábado à tarde, em 10 ônibus da CVC, e se espalhou pelas barracas. Araka, que vive chamando nosso reduto de suburbano, precisava ver a farofa que fizeram: teve velho com sunga dando lance e mostrando a tchonga; outro gordo trocando a sunga no chuveiro; francês querendo a todo custo aprender a sambar; desfile de sapato e meia preta na areia; procissão no calçadão; massagistas de madame; um horror....

Mas o melhor de tudo foi o nosso garçom preferido, Marcelo, da barraca Pegadas na Areia, se virando pra entender o que os novos clientes pediam: "Eu não entendi nada que eles falaram. Aí tasquei coco e eles aceitaram".

Figuraça esse Marcelo! Na saída dos forasteiros, ele passou a régua: "Thank you, bye!"

é flu campeão; !!!


é tampa... e de crush !!!
viu meu Flu... ???
é Zão, irmão !!!
e meu Sampa !?!?!? é Pau_lo !!!!!!!!
meu bahêa, esse então nem se fala:
o time não vale nada,
os cartolas
só no paredão,
mas a torcida, essa continua batendo um bolão !!!
é nóis no bagunho !!!
e se vacilar,
é pra lá q vai !!!

É Hoje, Flusão !!!


né por nada não, mas ser tricolor em três estados é muita responsa
falando só pa podê dizê, dispois, que o melhor é quem merece... E que seja o Flu, é claro, com ginga, mandinga, muito jogo de cintura e toda a verve das Laranjeiras
Ah, e Boa sorte ao Vitorinha, sêo Lili e Sêo Humberto q me permitam, mas não terá a menor graça bater em cachorro morto...!!!


Assessor para tirar gás da coca-cola






 
Carmela Talento
 
Foi interessante o simpósio sobre o resultado das eleições nos estados do Nordeste, realizado na Faculdade de Filosofia. Assisti o debate de sexta-feira à tarde e os cientistas políticos estavam na bronca porque segundo eles os jornalistas ocupam horas ouvindo suas opiniões e publicam uma única frase, e na maioria das vezes errada. Mas ficou por conta do jornalista Bob Fernandes a revelação mais bombástica diretamente para o Pilha: Serra só toma coca-cola sem gás. Quando pede o refrigerante, o assessor já sabe, fica sacudindo até tirar todo o gás para servir a bebida ao chefe. Ô sujeitinho cheio de mania esse Serra!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Fenômenos da internet


Ter saque e saber aproveitar as oportunidades não é pra qualquer um. Os garotos Rene Silva e Igor Santos, de 17 anos, e outros amigos do Complexo do Alemão que tocam há cinco anos o jornal Voz da Comunidade, distribuído na região, e o site http://www.vozdacomunidade.com/, perceberam que a operação conjunta contra o crime organizado na área era uma oportunidade para ser, de fato, a voz da comunidade. Por meio do twitter @vozdacomunidade passaram a transmitir os acontecimentos diretamente do Complexo do Alemão, muitas vezes pautando a imprensa. Transformaram-se no mais novo fenômeno da mídia nacional, superando em muito o número de seguidores de veículos tradicionais - em poucos dias pulou de 200 para mais de 31.700 seguidores.

Os meninos viraram notícia nacional e até o global Luciano Huck se rendeu à novidade e baixou na casa da avó de Rene, onde funciona a redação do jornal. A secretária municipal da educação do RJ, Cláudia Costin, também esteve na redação e deu entrevista. O milionário Eiki Batista deu entrevista ao site, entre outras personalidades. Os garotos foram no Sem Censura, da TV Brasil, a convite de Leda Nagle.

O slogan do site dos meninos é "Levando a sério as notícias da comunidade". Tudo a ver

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