Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Eddy - garoto sonhador

O nome dele é Edinelson, mas gosta de ser chamado de Eddy. Quem anda de buzu (é o meu caso) já deve ter visto esse estudante, de 16 anos e bem falante, pedindo um pouco de atenção para contar sua história, distribuindo cópia de matéria do Caderno Dez de A Tarde, assinada pela colega Içara Bahia (edição de 28/07/09), mostrando sua luta para estudar e jogar futebol. Ele divulga tb o blog que criou para sensibilizar pessoas e empresas a ajudá-lo no sonho de concluir o curso de computação gráfica:
www.eddyogarotosonhador.blogspot.com

Da publicação da matéria para cá, muita coisa já aconteceu na vida de Eddy, como a conclusão do curso de espanhol pelo CCAA, de informática e de teatro, graças a uma bolsa do Salesiano. Nos ônibus, ele vende imã de geladeira ou simplesmente conta sua história e pede a colaboração dos passageiros, em troca de cartelas de adesivos. Eddy tem uma meta bem definida: concluir o curso de computação, que custa R$178 a mensalidade, e fazer vestibular.

Resolvi recontar a história desse baiano de Irará, que veio para Salvador há 6 anos, com apenas 10 (para começar a estudar), por acreditar que o sonho dele vai se materializar. Se alguém se interessar por essa história e quiser contribuir com esse destino, o contato é eddy_ssa@hotmail.com ou 8165-3810, além do blog.

Uma Joaninha incomoda muita gente...


Calcule?

Quiosques em Ipitanga

Enquanto tenta segurar para depois do Carnaval a retirada das barracas de Ipitanga, a prefeitura de Santo Amaro de Ipitanga (por enquanto ainda Lauro de Freitas) se adiantou e prepara um amplo terreno em frente à praia para instalação dos quiosques que substituirão, temporariamente, as estruturas tradicionais.
É uma iniciativa louvável, por dar opção para os comerciantes e trabalhadores, mas esperamos que a implantação do projeto definitivo não demore muito.
Mais um ponto para a prefeita Moema Gramacho.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Revisitar é preciso...sempre


E pensar que foi o próprio Vinícius que escreveu: "Filhos, melhor não tê-los..." E foi numa pesquisa da filhota para a escola, procurando uma poesia sobre meio ambiente, que chegamos de novo a essa  obra prima. Ela vasculhou o livro (o meu com a coletânea do Poetinha)  e juro que foi iniciativa dela de procurar justo ele. Então me lembrei e fui no Youtube procurar pra ela essa, que é a interpretação mais linda do artista que considero dos mais completos, da poesia do poeta que mais gosto. Tô exibida? Tá, mas nesse caso, eu poooosso.  

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Agora vai! Tiririca passa a integrar a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal


Deu no blog do Rio Vermelho- a voz do bairro, de nossa Carmela aqui do Pilha. Então... é verdade
O deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), foi indicado pela liderança do seu partido para integrar a comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, a decisão foi oficializada hoje(25). De acordo com o líder do partido na Casa, Lincoln Portela (MG), o próprio Tiririca pediu para fazer parte da comissão.

“Ele foi indicado pelo PR porque é a área dele, cultura. A comissão não é só educação. Ele é o palhaço mais bem-sucedido do país. Nós colocamos ele lá para ele dar a parcela de colaboração dele. Ele vai poder dar uma contribuição nesta área”, afirmou o líder do partido.

Segundo Portela, os integrantes da bancada do PR não tiveram dúvidas ao indicar Tiririca para a comissão.“É facultado a todos os parlamentares da Casa integrarem uma comissão. O Tiririca optou por esta comissão, o partido estudou, e viu que ele é adequado porque ele é um artista de êxito no país na área de humor, do circo. Ele vai ficar na área dele", assinalou

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Largada na internet

Nessa de não adicionar sites e blogs no favoritos do Explorer, a memória (da cachola mesmo, não do computador) falha e a gente vai na adivinhação buscar notícia alheia. Foi aí que me deparei com entrevista inédita do ex-prefeito de Salvador e agora deputado federal Antonio Imbassahy. Bom, se não for o cara, a foto lembra muito! E o “furo” deve ser do colega Moacy (devolva meu diploma, minha porra!), proprietário do domínio que ficou atrás do de Lenilde e Teixeira em pelo menos 23 horas.

É Pilha Pura!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Convocação geral dos Palhaços do Rio Vermelho


OLÁ Palhaços de plantão!

É com muito prazer e alegria que convidamos todos voces para o grande desfile de pré-carnaval dos Palhaços do Rio Vermelho.
Nos concentraremos a partir das 16h do dia 26/02 (sábado), no Boteco Ali do Lado (Rua da Paciência, 233 - Rio Vermelho), que fica ao lado da Farmácia Santana. Nossa lojinha funcionará com venda de narizes, camisas, gavatas, perucas... e teremos maquiadores.

Lembramos que, para sair no Bloco, não combramos nada, sugerimos apenas que se vistam, democraticamente, de palhaço, criem, inventem afinal, todos temos um pouco de palhaço nas nossas vidas. Os mais tímidos podem usar a camisa dos Palhaços do Rio Vermelho, que estará a venda no local e antecipado no Bar do Bahia, na Rua do Canal. Para nosso controle e segurança de todos voces, venderemos uma pulseira, no valor de R$ 5,00.

Vamos sair em desfile a partir das 19h em direção a Rua Fonte do Boi, passando pelo Largo de Santana (Dinha do acarajé), Teatro do SESI, Largo da Mariquita.

Nossa ala de frente será composta pelo grupo ZAMBIAPUNGA de Taperoá com seus buzios, enxadas e tambores, além das fantasias multicoloridas que caracterizam o grupo; dois pernas de pau, malabares, fogo; nossas princesas, AS CHICAS e como não existe princesa sem rainha, homenagiaremos in memoriam nossa querida amiga Dinha convidando sua filha Claudinha para reinar no nosso Bloco. A música vai ficar por conta da Banda Marmelada regida pelo Maestro Balbino, com um repertório recheado de marchas, sambas e a música dos Palhaços do Rio Vermelho (anexo), que, com certeza, cantaremos em uma só voz.

Estamos apoiando a Campanha Carnaval sem Fome e pedimos que colaborem doando 1K de alimento.

Desejamos a todos um feliz carnaval com muita harmônia, alegria, amor e paz... suor e cerveja também, rsrsrs.

UUuuuuuuuuiiiiiiiiii!
Abraços.

Palhaços do Rio Vermelho

Derrubar barracas de Ipitanga no Carnaval é golpe



É golpe! Não tem outro nome para a ameaça de derrubada das barracas de Ipitanga em pleno Carnaval.
Graças à resistência dos barraqueiros e da comunidade, com o apoio indispensável e decisivo da prefeita Moema Gramacho, as barracas da praia de Ipitanga, em Lauro de Freitas (Santo Amaro de Ipitanga), conseguiram uma trégua e permaneceram em funcionamento até agora, ao contrário das de Salvador que foram destruídas pelos tratores da prefeitura, antes que um projeto alternativo fosse sequer discutido.
Agora, na véspera do Carnaval, os comerciantes e centenas de trabalhadores são surpreendidos com os comunicados da Sucom de que os tratores já estão engatilhados para a derrubada.
Alguém duvida que o período foi estrategicamente calculado pela Sucom para desmobilizar, aproveitando que todos os focos da mídia estarão voltados para a folia? É muita maldade, pois uma semana a mais não faria muita diferença para a prefeitura, mas será importante para os trabalhadores (que ficarão sem renda) por se tratar de dias de grande movimento.
Confiamos que Moema ainda consiga, com seu poder de diálogo e boa assessoria jurídica, ganhar mais uns dias nessa queda de braço com a Justiça.
E é bom lembrar que a comunidade do bairro já decidiu (como mostra a faixa que circulou pela praia, enquanto Moema percorria as barracas, no ano passado): Ipitanga é Lauro de Freitas.

Museu Anízio Carvalho

Essa foto porreta (né, Jô?), de autoria do querido amigo Anízio Carvalho, foi pescada do site da cantora Gal Costa

Um vereador lá da Câmara de Salvador (Alan Castro) teve a genial ideia de sugerir à prefeitura a criação do Museu Anízio Carvalho, com o objetivo de preservar o rico acervo desse colega de muitos anos de redação, que aos 80 anos de idade ainda dá show com uma câmera na mão - e mil ideias na cabeça.
São milhares de fotos que retratam quase 60 anos de fotojornalismo da Bahia, com preciosidades que só ele tem. Adorei a iniciativa e embarquei com tudo nessa proposta (juro que não é assessoria, p/q o vereador nem sabe que estou divulgando). Espalhei pelo twitter e por e-mail e acho que se a gente abraçar, como categoria, tem chance da prefeitura viabilizar.
Seria mais uma grande homenagem, em vida, a esse mestre da fotografia na Bahia. Quem quiser saber mais, segue o link da matéria do Portal da Câmara

Movimento LGBT na Paulista contra a homofobia

Militantes LGBT fazem manifestação em São Paulo na luta pela aprovação de projeto que criminaliza a homofobia. Veja fotos, vídeo e um textinho no Evidentemente, blogdejadson.

Gatinha aos ENTA!

Uma amiga me contou:

"Sempre faço visita de rotina aos médicos. Todo ano a mesma peregrinação: mastologista, ginecologista, oftalmologista, dentista...

Mas um dia, resolvi incluir um "ISTA" novo na minha odisséia....

Um DERMATOLOGISTA... Já era hora de procurar uns creminhos mágicos para tentar retardar ao máximo as marcas da inevitável entrada nos ENTA.

Na verdade, sentia-me espetacular. Tudo certo.

Ninguém podia cantar para mim a ridí­cula frase da Calcanhoto 'nada ficou no lugar....'

Mas não sei o que deu no espelho lá de casa, que resolveu, do dia para a noite, tomar ares de conto de fadas. Aliás, de bruxas.

E mostrar coisinhas que nunca haviam aparecido (ou eu não havia notado?).

Pontinhos azuis nos tornozelos, pintinhas negras no colo, nos braços, bolinhas vermelhas na bunda... olheiras mais profundas...

Como assim???

Assim... Sem avisar nem nada.

De repente, o idiota resolveu mostrar e pronto.

Ah, não! Isso não vai ficar assim.

Um "ista" novo na lista do convênio. O melhor.

Queria o melhor especialista de todos os "istas"!

Achei.

Marquei. E fui tão nervosa quanto para um encontro 'bem intencionado' daqueles em que a gente escolhe a roupa íntima com cuidado, que é para não fazer feio.... nem parecer que foi uma escolha proposital... sabe como é, né?

Pois sim. O sujeito era um dermatologista famoso.

Via e cutucava a pele de toda a nata feminina e masculina da cidade...

Assim, me armei de humildade.

Disposta a mostrar cada defeitinho novo que estava observando, através do maquiavélico e ex-amigo espelho de meu quarto.

Depois de fazer uma ficha com meus dados, o 'doutor' me olhou finalmente nos olhos, e perguntou:

'O que lhe trouxe aqui?'

Fiquei vermelha como um tomate. E muda.

Ele sorriu e esperou.

Quase de olhos fechados, desfiei minhas queixas.

Ele observou 'in loco' cada uma delas, com uma luz de 200wtz e uma lupa...

E começou o seu diagnóstico.

'As pintinhas são sinais do Sol, por todo o Sol que já tomou na vida. Com a IDADE (tóin!) elas vão aparecendo, cada vez mais numerosas. Vai precisar de um protetor solar para sair de casa pela manhã, mesmo sem ir à praia. Para dirigir inclusive. Braços e pernas e rosto e pescoço.

E praia? Evite. Só de 6 às 10 da manhã, sob proteção máxima, guarda sol,

óculos e chapéu. Bronzear-se, nunca mais.'

-Ahmmm... (a turma só chega às 11:00 !!!!)

-'Os pontinhos azuis são pequenos vasos que não suportam a pressão do

corpo sobre saltos altos. Evite. Use sapatos com solado anabela ou baixos, de preferência. Compre uma meia elástica, Kendall, para quando tiver que usar saltos altos.

-Ahmmmaaaa... (Kendall??? E as minhas preciosas sandalinhas???)

-'As bolinhas na bunda são normais, por causa do calor. Para evitá-las use mais saias que calças. Evite o jeans e as calcinhas de lycra. As de algodão puro são as melhores... E folgadas...'

-Ahmnunght?? ?? (e pude 'ver' as de minha mãe, enormes na cintura, de florzinhas cor de rosa..... vou chorar!).

-'As olheiras são de família. Não há muito que fazer. Use esse creminho à noite, antes de dormir e procure não dormir tarde. Alimentação leve, com muita fruta e verdura, pouca carne e muito peixe. Nada de tabaco, nem álcool... Nem café.'



E então a histérica aqui­ começou a rir...

Agradeci, peguei suas receitinhas e saí­ rindo, rindo....

Me dobrando de tanto rir!

No carro comecei a falar sozinha...

Tudo o que deveria ter dito e não disse:

'Trabalho muito, doutor,... muitas noites vou dormir às 2h, escrevendo e lendo.

Bebo e fumo. Tomo café. Saio pelas noites de boemia com os amigos e seus violões para as serenatas de lua cheia... E que noites!!!!

Adoro os saltos, principalmente nas sandálias fininhas. Impossível a meia elástica(argh!!). Calcinhas de algodão? E folgadas??? Adoro as justinhas e rendadas... E não abandono meu jeans nem sob ameaça de morte!!! É meu melhor amigo!!!!

Dormir lambuzada? Neste calor? E minhas duchas frias com sabonete Johnson para ficar fresquinha como um bebê, cada noite?

E nada de praia??? O senhor está louco é??? Endoideceu foi??? Moro em Salvador, com esse mar e tudo...E tenho só 40 anos....

Meia vida inteira pela frente!!!

Doutor Filistreco, na minha idade não vou viver como se tivesse feito trinta anos em um!!!

Até um dia desses tinha 39...

E agora em vez de 40 estou fazendo 70???



Inclua aí na sua lista de remédios...

para as de 40 a 60, MEIA LUZ...

Acho que é só disso que eu preciso.

Um bom abajur com uma luz de 15wts...

E um namorado que use óculos...

É isso... só isso!!! Entendeu????'

Parei no sinal e olhei de lado... e um cara de uns 25 anos piscou o olhou para mim. Ah... e ele nem usava óculos!

Nunca fiz o que me recomendou o filistreco ...

Minhas olheiras são parte de meu charme..

E valem o que faço pelas noites a dentro... Ah!!! se valem!

As bolinhas da bunda desapareceram com uma solução caseira de vitamina A, que quase todas as mulheres usavam e eu não sabia, até que contei minha historinha do 'bruxo mau'.

Os sinaizinhos estão aqui... sem grandes alardes... e até que já acho bonitinho.

O espelho é muito menor... o outro, eu dei a minha filha.

E meu namorado diz que estou cada dia mais linda! Principalmente quando estou de saltos e rendas, disposta a encarar uma noite de vinhos e música.

É claro que ele usa óculos.

Mas quando quero ficar fatal, tiro os seus óculos... e acendo o abajur.

'No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e

outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo.

Acostume-se....

O melhor ‘ISTA’ é ser OtimISTA"

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

P... da vida com esse transporte coletivo de Salvador


Isabel Santos



É cada vez mais angustiante utilizar o transporte coletivo em Salvador. Quem nunca usou ou já desacostumou por ter um carro, não entenderá jamais essa agrura. Os empresários, com certeza, nunca saberão, porque, provavelmente, a rotina deles é ir, ali, em Nova York, num boeing, renovar as energias. E se algum deles já usou ônibus esqueceu de vez as origens e pior que isso, desconhece que pagamos impostos e por isso devemos ser bem servidos.

Entrei num ônibus, hoje à tarde, no Cabula, que vinha de São Gonçalo ou se lá de onde, com destino à Pituba. Era a única linha que dali passaria na orla. Pois o danado do buzu circulou por dentro da área externa do Hospital Roberto Santos, subiu Saboeiro, Narandiba, pegou a Paralela, contornou a Avenida Luiz Eduardo Magalhães, com destino ao Imbuí, contornou toda a área da Bolandeira, desceu e foi ao Conjunto Residencial Rio das Pedras, voltou ao Imbuí, entrou na Boca do Rio passando pelo final de linha, contornou pelo Centro de Convenções, pegou a orla, onde desci no Jardim de Alá com destino ao Costa Azul. Você ficou cansado só em ler.

Pois é. Assim a gente vai enfrentando esse transporte. Uma ‘via crucis’ de fazer dó. Daria para ir á Feira de Santana de carro. E aí a nossa vida se complica. É um corre-corre para não chegar atrasada no trabalho (acaba que nem consegue), utiliza mais ônibus do que deveria (ajudando a encher mais o bolso deles), entra no estresse. É um horror, uma vergonha, uma tristeza. Mas a gente ainda encontra uma pontinha de paz para agradecer ao motorista quando desce do ônibus. Afinal, ele também é uma vítima.

Isso aconteceu numa segunda-feira, início de semana.

Nos finais de semana, a partir de sábado à tarde, é mais um sufoco. O empresário acredita que o usuário só tem direito a utilizar o buzu para trabalhar. Lazer, visitar familiares, fazer caridade..., é proibido ou, senão, é amargar as pernas num ponto de ônibus, debaixo de sol a pino (os pontos de ônibus são uma piada para guardar do sol e da chuva a população). Podemos contar a saga de ‘andar’ de ônibus em milhares de capítulos que não vai deixar de ter assunto. Desabafei... um pouco.

Nota do Sinjorba e Aguirre Peixoto



A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA) vem a público compartilhar com a redação de A TARDE o sentimento de dever cumprido oriundo da reintegração do jornalista Aguirre Peixoto, após a ampla mobilização dentro da empresa e através das redes sociais.


A direção da entidade entende que a decisão do Grupo A TARDE mostrou sintonia da Empresa com a sociedade baiana, com representantes de grupos de jornalistas, de entidades de outras categorias profissinais e com o cidadão em geral, que se manifestaram das mais variadas formas. O senso comum de Justiça prevaleceu e todos que fizeram parte deste movimento saem mais fortalecidos e conscientes que o caminho para o entendimento passa pela negociação e pelo bom senso.

O jornalista Aguirre Peixoto agradece o empenho dos colegas para que a mobilização contra sua demissão alcançasse este desfecho. Por meio do sindicato, ele considerou essenciais as manifestações de solidariedade recebidas e ressalta que a sua reintegração à empresa só confirma que não houve nenhum erro nas suas reportagens. Sua decisão de retorno deve-se tanto às manifestações de apoio recebidas quanto à vontade de continuar a luta a favor da informação de interesse público, sempre pautado pelos principais éticos da nossa profissão.


As lutas da categoria vão continuar e o SINJORBA se mantém atento e pronto a prestar sua colaboração no interesse dos jornalistas e da atividade profissional que é nossa razão de ser.
 
(Reproduzido do Blog do Rio Vermelho- A voz do Bairro)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Esperando Momo


Carnaval vem ai, com suas "músicas". Por isso, meu povo jóia da Bahia, é bom a gente se vacinar. Recebam, filhos de quinhentas quengas!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

HiperBurrice


Parece mentira, mas vejam bem a fatura que recebi do Hipercard, cobrando R$0,10, ou mínimo de R$0,02. Me ajudem a decidir essa dúvida cruel: pago (o mínimo, claro) com nota de R$50 ou R$100? Quero todos os centavos de troco. Ou não pago pra ir pro SPC por dívida tão significante?

Será que os inteligentes executivos do Hipercard acham que compensa uma cobrança dessa, via correio e boleto bancário? Quanto a empresa está pagando por essa cobrança? hehehehe

E reparem que eu tinha crédito de R$116,05 na empresa, eles me devolveram R$116,15 e agora querem os R$0,10 de volta

Quem guenta???????

Bigode providencial



A cobertura do jornal Correio da Bahia sobre o acidente com o carro do delegado José Magalhães bem que poderia ter sido feita pela nossa equipe pilheira. Gente, tá hilária! Ontem o jornal estampou na capa uma fotona aberta com o carro do delegeado caindo no mar e o título (manchete!): "TCHIBUUUM!. Na matéria  sobre o assunto,em uma das páginas internas, outro título engraçado: "Delegado lançado ao mar". Hoje o jornal saiu com a foto acima estampada na capa com a legenda " O bigode me salvou, diz delegado de carro que caiu do ferry". O texto a seguir,  foi publicado hoje:
"Salvo pelo bigode. O delegado José Magalhães, titular da 19ª Delegacia, na Ilha de Itaparica, não hesita em atribuir a sua marca registrada o motivo pelo qual foi resgatado por marinheiros depois que o carro em que estava caiu do ferry-boat Anna Nery no mar, na tarde de quarta-feira.


“O bigode me salvou. Ficaram loucos quando viram que era eu. Gritaram: ‘É o delegado Magalhães!’. Todo mundo pulou. Se fosse outra pessoa, eles só jogariam a boia porque numa situação dessas a pessoa se desespera e agarra o salva-vidas”, contou o delegado, ontem, em sua residência no Itaigara".

Como diria um amigo  ilustre de Conquista, "seria cômico, senão fosse trágico".



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mutuípe volta à cena


A mutuipense Maria Célia Padilha 
 O  pequeno município de Mutuípe, no Sudeste da Bahia (na zona fisiográfica do Recôncavo Sul), que andou nos noticiários por ter sofrido tremores de terra, volta ao destaque na mídia, inclusive no Pp. Só que agora os mutuipenses, muitos deles seguidores do Pilha,  não estão tremendo de medo, e sim  orgulhosos. Afinal, a conterrânea Maria Célia Nery Padilha foi escolhida pelo governador Jaques Wagner para gerir a Defensoria Pública do Estado da Bahia nos próximos dois anos.

Após compor uma lista tríplice, formada por defensores públicos da capital e interior do estado no último dia 24, Célia Padilha foi nomeada para substituir a então defensora geral Tereza Cristina Almeida Ferreira, que ocupa o cargo durante dois biênios consecutivos e encerra seu mandato na primeira semana de março. A nomeação foi publicada ontem (16), no Diário Oficial do Estado, e a posse está marcada para o próximo dia 2 de março.

Como diz Borega, né fraca não.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

TRAVESSIA

“Se Deus cantasse, seria com a voz do Milton”, comentou certa vez Elis Regina, logo ela, a dona da voz e do coração de Bituca, como está registrado no livro Travessia – A vida de Milton Nascimento, uma das leituras mais emocionantes que fiz, graças à minha amiga oculta, cinéfila e especialista em música, amante sobretudo da música que vem das serras mineiras.

O livro é mais interessante ainda porque registra a vida de Milton com riqueza de detalhes revelados por ele próprio e por mais 70 entrevistados que a autora, Maria Dolores, então concluinte do curso de Jornalismo, procurou ouvir pessoalmente, dentre os quais Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, a turma do Clube da Esquina, Nana e Danilo Caymmi, Wayne Shorter, Herbie Hancok e dezenas de moradores do município mineiro de Três Pontas, onde Bituca foi criado e cresceu com esse apelido. Além das entrevistas, ela se baseou em inúmeras pesquisas feitas em jornais e revistas.



O texto é romanceado, solto e livre. A história de vida de Bituca é rica de acontecimentos e fatos surpreendentes e emocionantes, que prenderiam a atenção mesmo de quem não conhece o artista. Mas o grande lance desse livro, o mais delicioso de tudo é para quem curte a música de Milton, porque é uma oportunidade de conhecer como cada uma das suas obras foi concebida, em que circunstâncias e pressões, ou não; as improvisadas e a evolução não só dele, mas de seus parceiros de composição de melodias e letras (Travessia, maior sucesso que venceu o II Festival Internacional da Canção e lançou Milton no mercado tem uma história singular, a começar pelo título inspirado no livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa).





Fascinante também é que no decorrer da trajetória de Milton, do processo de produção de cada obra dele, a gente, que acompanhou os sucessos, vai relembrando também a nossa história, de como cada uma das canções marcou as  nossas vidas।


O livro remonta ainda o processo que deu origem ao Clube da Esquina que “era visto apenas como um grupo de amigos que fez algumas músicas, um estilo mineiro de compor, ou o inverso: um movimento artístico engajado, o que também não era verdade”. Para Márcio Borges, letrista de “Os sonhos não envelhecem”, que idealizou a criação do Museu Vivo do Clube da Esquina, “era uma história que ia muito além disso”.

Taí a dica. Li e gostei. Amei. Valeu amiga oculta.

Para Borega, Araka, Chef, Bina, Mayra (onde ela estiver) e a minha amiga oculta









terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Provocação: “Essa incontinência de subjetividades solitárias que são os blogs...”


(...) Internet é a morte da emoção. É o reino da errância. Ninguém se detém em nada. É uma navegação infinita rumo a uma meta inalcançável e incognoscível em meio a um universo virtual dentro do qual nada significa nada. (...) e que ninguém se engane com as redes de solidariedade ou com essa incontinência de subjetividades solitárias que são os blogs, tudo isso dura pouco. Os seres humanos nasceram para se comunicar um em presença do outro (ou, sem dúvida, esta comunicação é mais rica do que a virtual), olhar-se nos olhos e para tocar-se e até para sentir o alento. (...)”
(Quem se sentiu provocado, pode ler no meu blog Evidentemente – www.blogdejadson.blogspot.com –, com o título A Colonização da Subjetividade, pequeno trecho do ensaio Crítica da Razão Imperial, do pensador argentino José Pablo Feinmann).





segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

EXCLUSIVO: a letra do "Samba do diploma"

A letra dessa música acabou de sair do forno e o Pilha publica em primeira mão. É de autoria do amigo jornalista Alberto Freitas, que já mostrou aqui como é bom de cordel com Waldick de Itapuã . A letra é o projeto de samba enredo dos Filhos da Pauta. Rita "Birita" Tavares assumiu o compromisso de musicar.

O novo compositor escolheu o Pilha para divulgar a  letra porque o nosso blog, segundo ele, " é a Curitiba da boemia, o termometro dos lançamentos. Se agradar a galera, tá consagrado!"

Confira:

Samba do diploma

Estudei quatro anos,
contrariei a família,
botei birita no prego,
pra reunir a quadrilha.

Quatro anos entre o flamboyant,
São Lázaro, Piedade e Nazaré.
Quatro anos de buzú,
e algumas vezes a pé.

Mas nunca perdi a fé,
um dia seria jornalista.
Artista das letras,
com lampejos de sambista,
em um balcão qualquer da Lapa.

Botei a mão no canudo
e encarei o mercado.
Polícia, política, esporte...
na redação fiz de tudo,
no varejo e no atacado.

Aí veio o tribunal
e acabou com meu sonho:
“diploma é só pra doutor,
não pra escritor medonho”.

Jornalista e cozinheiro
não precisam de formação.
Para o superior juridiqueiro
o que basta é a intuição!

Puta que pariu meu teclado!
Antes mamãe não tivesse me tido!
Se eu estudasse Direito,
hoje não estaria fudido.

Alberto Freitas
Salvador, fevereiro de 2010.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Agora sim, o Estado invadiu de vez nossa santa privacidade

Conforme notícia da AFP, o Parlamento do Malauí, país da África Oriental, vai reativar uma antiga lei da época colonial proibindo peido em público. O ato deve ser qualificado de “delito menor”, sujeito a uma multa.
O ministro da Justiça e de Assuntos Constitucionais, George Chaponda, tem fortes motivos para justificar a lei moralizadora:
"O governo tem o direito de manter a decência pública. Temos que impor a ordem, por acaso querem que as pessoas soltem peidos em qualquer lugar? Agora e devido ao multipartidarismo e à liberdade, as pessoas se acham no direito de se soltar em qualquer lugar. Isso não ocorria durante a ditadura (de Kamuzu Banda), porque as pessoas temiam as conseqüências. As necessidades da natureza podem ser controladas. Os malauianos podem muito bem ir ao banheiro ao invés de soltar peidos em público".

Ai... os namorados... que lindo!

Na Argentina amanhã, 14 de fevereiro, é dia dedicado a San Valentín, el protector de los enamorados:

O velhote: Quero uma bela caixa de bombom para festejar o Dia dos Namorados...
A vendedora: Me parece muito romântico que o senhor dê um lindo presente a sua mulher...
O velhote: Está bem... me dê duas.

- Mas que Dia dos Namorados! Se meu casamento anda muito mal... Nem minha mulher nem eu sentimos o mesmo amor que sentíamos quando nos casamos...
- É compreensível, em todo casal há um desgaste que vem com os anos...
- Mas é que nos casamos no sábado passado!

(Do Especial San Valentín, suplemento Sátira/12 do jornal Página/12. Em homenagem também ao novo visual do Pilha Pura).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Jornalistas de A Tarde exigem retorno de Aguirre




Após cruzarem os braços por mais de duas horas, cerca de cem funcionários do jornal A Tarde, inconformados com a demissão do jornalista Aguirre Peixoto, conseguiram, em assembleia realizada na sede do próprio grupo, na Avenida Tancredo Neves, ontem (9), agendar uma reunião para tratar do assunto com a diretoria da empresa.

Jornalistas, editores e fotógrafos, dentre outros subordinados, se rebelaram contra a postura da alta cúpula do grupo de comunicação, que demitiu o repórter de política, supostamente, por pressões de grupos empresariais. O encontro ocorrerá por volta do meio-dia desta quinta-feira (10).

 Os representantes dos funcionários pedirão explicações sobre a demissão de Aguirre, filho do também jornalista Biaggio Talento, e solicitarão a readmissão do funcionário. A manifestação desta tarde mobilizou não somente os funcionários jornal, como também membros de outros veículos pertencentes ao grupo A Tarde, como rádio A Tarde FM, A Tarde On line, jornal Massa e revista Muito

Uma comissão constituida por 6 jornalistas participa de uma reunião com a direção da empresa nesta quinta-feira, 9, às 12h, para analisar toda a questão envolvendo a demissão de Aguirre e o respeito à profissão dos jornalistas. Após esta reunião, os jornalistas participarão de uma nova assembleia no pátio da empresa, às 14h, para analisar as decisões do encontro do meio dia e deliberar se retornam ao trabalho ou se farão uma greve.

Veja como foi a demissão, nota do Sinjorba e Carta Aberta
Mais sobre a demissão de Aguirre

Fontes: Bahia Notícias de Bahiajá


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Os chiques e seus chiliques


Reproduzo aqui este texto publicado do blog Contos na Bandeira 2, hilário, excelente.


Luciano Salba

Fila de taxi de um ex grande shopping de Salvador. Nenhum é igual a ele - todo cheio de puxadinhos. Quase duas horas de espera até que chega minha vez de sair. Um casal entra no carro. Era um casal jovem, por isso achei estranho quando ele se sentou na frente e ela no banco de trás. Geralmente casais jovens se sentam no banco de trás e vão numa pegação danada. Se o taxista deixar tem uns que querem fazer o vuco-vuco no carro mesmo. Fica mais barato porque não precisa pagar taxi e depois o motel. Paga só o taxi e adianta o lado ali mesmo. No meu não que o meu taxi é de família. Enfim, ele se sentou e disse pra onde ia:

- Graça, por favor, amigo.

Ela se sentou no banco de trás, como eu já disse, calada e de cara amarrada. Ela estava pra poucos amigos. Os dois estavam notoriamente brigados.

Vocês já sabem que eu falo mais do que a nega do leite e assim procurei puxar uma conversa. Aquela conversa bem básica, típica de taxista mala.

- Rapaz, tempo mudou de repente, né?

- É, mudou. Mas o senhor pode adiantar um pouco que eu estou com pressa? - O cara respondeu num tom baixo, porém firme. Tomei logo um toco pra deixar de ser besta e conversar menos. Fiquei calado então.

Passados uns cinco minutos de corrida funeralmente silenciosa, a jovem resolveu quebrar o silêncio:

- Pôxa! Você, né, Carlos? Você não tem respeito comigo não? Na minha frente, eu, sua própria mulher, e de flerte com outra... Como pode fazer isso comigo?

- Amor, eu não estava fazendo nada e você não vai brigar aqui na frente dos outros, né? - essa era a prova que eu precisava pra saber que o cara realmente tinha aprontado: Ele respondeu chamando a mulher de AMOR. Estava querendo enrolar a coitada. Esse aprontou com certeza.

Silêncio de novo.

Enquanto o silêncio pairava pelo carro eu pensava com meus botões: Gente fina é diferente mesmo. Olha como é uma briga de um casal chique, morador da Graça, um dos metros quadrados mais caros de Salvador. Ela se exasperou (porque rico se exaspera. Pobre tem chilique mesmo), mas ele conseguiu conter o desespero da mulher chamando-a de amor e falando baixo e educadamente. E assim continuamos o trajeto até a Graça.

Avenida ACM, Juraci Magalhães, Garibaldi... Já estava me preparando pra descer o Vale do Canela e subir o viaduto da Graça quando... O cara tomou a decisão mais errada daquele dia e, quiçá, da vida dele.

- Amigo, por favor, suba aqui a Federação, depois pegue ali pelo Campo Santo sentido Canela e suba a Graça. - Fiz tudo que ele pediu.

Novo silêncio.

Olhei pelo retrovisor e vi que a mulher agora enxugava elegantemente, com um lenço de seda, uma lágrima que teimava cair pelo cantinho do olho. Que diferença faz ter estirpe, ser de família tradicional, bem educada, fina, estudar em boas escolas... Até o enxugar de uma lágrima requer nobreza. Não era como aquelas mulheres moradoras de Periperi, Sussuarana, São Marcos, Caixa D'água, São Caetano, Cosme de Farias, Cabula, Brotas, cachoeiranas, feirenses, etc, etc e tal. Todos esses bairros e interiores com gente que não tem classe pra brigar. Gente que faz um escândalo danado, xinga, fala alto e quando chora puxa a blusa mesmo e assoa o nariz na camisa. Quando pensa que tem um pouco mais de classe, passa a manga da camisa no nariz e fala com a cara toda melecada. Uma nojeira só. Ela não. Chorava como uma diva do cinema. Uma Grace Kelly, Sofia Loren, Maureen Ohara, Bette Davis, Greta Garbo. Que fineza.

Subi a Federação e segui sentido Campo Santo. E foi bem em frente ao cemitério que a tragédia aconteceu.

Do Alto das Pombas saiu a piriguete com sua blusinha tomara que caia rosa fosforescente, seu shortinho jeans C-U-R-T-Í-S-S-I-M-O, um piercing no umbigo, uma tatuagem no cóccix escrito "Xandy, amor eterno", as pernas saradas - a desgraçada não tinha uma celulite e se tinha estrias ninguém sabe, ninguém viu. E tudo isso em cima de um salto ENORME, falando ao celular e com uma bolsa Louis Vuitton provavelmente comprada na mão dos "china" que também vendem tênis de "marca". Do rosto eu não sei dizer nada. Nem eu, nem ele olhamos pra cara da piriguete. Olhar pra cara pra quê?

Meu pescoço quase quebra (tomara que minha mulher não leia isso). Eu e o pobre coitado do rapaz que estava ali já murcho por ter aprontado com a esposa, fomos hipnotizados pelo movimento de vai e vem daquele quadril "pirigueteano". Primeiro foi apenas os olhos que seguiram atenciosamente o rebolado sinuoso. Depois os pescoços, juntos, como se fossemos praticantes de nado sincronizado, viraram para que pudéssemos ver melhor o caminhar daquela diaba que veio atazanar nossas vidas. E foi assim, de pescocinho virado e tudo que, de repente, eu vi a Greta Garbo da Graça se transformar em Dercy Gonçalves soteropolitana.

- FILHO DE UMA PUTA, GALINHA, CACHORRO, SAFADO DE UMA FIGA. VOCÊ NÃO TEM MULHER EM CASA NÃO, SEU MISERÁVEL? MINHA BOCETA NÃO LHE SATISFAZ, NÃO, SEU PORRA? - Gente, a mulher se transformou. Ela deu um tapa tão violento na cara do rapaz que eu acho que o pescoço dele entortou de vez.

Com o susto por causa dos gritos da mulher e do tapa que ela deu no coitadinho (preciso ser solidário com a raça), e por estar olhando ainda a piriguete do satanás, não vi que o carro da frente parou e bati no fundo de uma brasília velha. Desci do carro, a mulher desceu também xingando o camarada que só conseguia dizer:

- Mas, amor! Mas, amor... - Com a marca dos cinco dedos da mulher gravados no rosto.

Nisso já juntou uma roda. Apareceu gente de tudo quanto foi lado. Uns já gritavam que era pra mulher bater mesmo no cara. Do outro lado o dono da brasília veio tirar satisfação comigo me perguntando se eu estava cego. Não tinha como explicar pra ele que estava cego por causa de uma piriguete. Uma confusão total.

O pau rolou. Rolou mesmo. Descobri que a grã fina da Graça era boa de briga. Baixaria só vista em subúrbio, dessa vez sendo protagonizada por uma patricinha.

Quanto ao meu carro, acabei com a frente dele e a brasília velha do cara não teve nada. CARRO VELHO DURO DA PORRA!

Gente, grã fino também tem chilique e quebra o pau como qualquer um de nós. Mas o interessante é que... Eles xingam num português perfeito.

Fui!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Deu zebra na transa

Um homem que vive na Alemanha foi processado por não conseguir engravidar a mulher do vizinho, depois de ser contratado por 2 mil euros (cerca de R$ 5,7 mil) para isso. Demetrius Soupolos e a mulher, Traute, queriam ter uma criança, mas descobriram que Soupolos não poderia ter filhos. Por isso, decidiram contratar Maus, na esperança que o homem casado e com dois filhos pudesse engravidar Traute. A informação foi divulgada pela publicação alemã "Bild".

Depois de seis meses e nenhuma gravidez (com uma média de tentativas de três vezes por semana), Soupolos insistiu para que Maus passasse por exames médicos. Os testes mostraram que o vizinho também é estéril. Por isso, a mulher de Maus foi obrigada a admitir que as duas crianças não eram dele."

De acordo com o "Bild", a Justiça de Sttutgart, na Alemanha, ficará responsável pela decisão sobre o caso. Outras agências dizem que, no processo, Soupolos pede seus 2 mil euros de volta. O vizinho, no entanto, não quer devolver a quantia, porque não havia dado garantias de gravidez.



Decida você o que é pior:

1) Ir a justiça cobrar um cara que pegou sua mulher por seis meses.
2) Contratar um cara para pegar sua mulher por seis meses.
3) Descobrir que você é estéril enquanto tenta engravidar a mulher do vizinho, recebendo pra isso.
4) Descobrir que os dois filhos que você tem não são seus.
5) "Cornear" o vizinho e descobrir que já foi corno, no mínimo duas vezes.
6) Todas as anteriores.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Angelina Jolie que se segure...

MALU CHEGOU!
Taí a mais nova sobrinha, bisneta de D. Elza, filha de Cat e Zé

Sem teto, mas com televisão

A nossa pilheira Camela Talento publicou no seu Blog do Rio Vermelho- A voz do bairro :


Quem pensa que já viu de tudo no Rio Vermelho está redondamente enganado, basta uma caminhada pelo bairro com um olhar mais atento para se deparar com as cenas mais inusitadas.

Esse sem teto que já faz tempo estabeleceu moradia na praça da Mariquita, com mulher filho e agregados, fez um gato de energia que só Deus sabe como, e instalou um aparelho de TV. Com um sombreiro para se proteger do sol durante o dia, assiste tranquilamente aos programas preferidos, enquanto não começa o movimento de carros, quando ele vira guradador, para descolar alguma grana que lhe garante a sobrevivência.

ll Feijoada dos Palhaços do Rio Vermelho



Olá Palhaços de plantão!

Em primeiro lugar, nossos agradecimentos ao PASSARELA BAR, (JUNIOR, MARIO e toda equipe), Luciano Silva e Banda que nos proporcionaram uma noite maravilhosa com o som de alta qualidade inclusive com os convidados suíços, e a todos que participaram da festa.

Só para não esquecer... Nosso desfile está confirmado para o DIA 26/02 a partir das 19h com a Banda MARMELADA e confirmadissima a presenca do Grupo Zambiapunga de Taperoá como ala de frente.

Esclareçendo dúvidas: nosso Bloco não tem abadá nem fantasia, cada Palhaço democraticamente cria a sua, ou apenas se caracteriza de palhaço, os mais tímidos podem adquirir nossa camisa e colocar um nariz que está tudo certo. Nossa concentração será no Boteco ALI do LADO a partir das 16h, teremos alguns maquiadores para pintura de rosto, objetos na lojinha dos Palhaços (Fantasia, gravata, nariz, peruca, camisa...). Forneceremos por um custo de R$ 10,00, uma pulseira de identificação dos Palhaços do Rio Vermelho para controle e segurança dos foliões.

O desfile está previsto para ocorrer em 3 horas com paradas no Boteco do Zé, Passarela Bar e Padaria, SESI, Jequitibar e Boteco do França, com o encerramento na Fonte do Boi as 22h e despedida no Farol Music Bar.

Antes disto tudo acontecer... Realizaremos no próximo dia 12/02 a partir das 13h, a II Feijoada dos Palhaços do Rio Vermelho, no Boteco do Zé (antigo EXTUDO). As camisas vão estar a venda no Boteco do Zé, Boteco do França, Jequitbar e Bar do Bahia por R$ 30,00, com direito a feijoada, o som do Duosense e Rogério D'Souza e o DJ Ruy Santana. A casa vai ser exclusiva para os Palhaços do Rio Vermelho.

Esperamos por voces.
Abraços.

Palhaços do Rio Vermelho


SERVIÇO:
II feijoada dos Palhaços do Rio Vermelho
Local: Boteco do Zé (EX- Extudo), Rua Lídio Mesquita, 4 - Rio Vermelho
Data: 12 de fevereiro de 2011
Hora: 13h
Atrações: Duosense & Rogério D'Souza - DJ Ruy Santana
Vendas de Camisas: R$ 30,00 - Boteco do Zé, Boteco do França, Jequitiba e Bar do Bahia

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Criminalização da pobreza

Conversa entre dois políticos (supostamente direitistas), com feições bastante circunspectas:

- Não há que confundir pobreza com delinquência... a uns temos que perseguir com a polícia.

- Totalmente de acordo. Mas o que fazemos com os delinquentes?

(Charge assinada por Paz – Rudy na primeira página do jornal argentino Página/12, de 04/02/2011. O título e a introdução ao diálogo são invenção minha).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O irmão do polvo Paul

O irmão do polvo Paul atravessou oceanos e chegou no litoral brasileiro. Localizado na praia de Prado, ele garantiu que o Vitória seria penta campeão baiano de 2011. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dori é pilheiro


Apesar de não lidar com computadores, Dori Caymmi respondeu a postagem recente do Pp sobre ele, através de uma pessoa que cuida do seu site. Ficou feliz com a homenagem do nosso blog, lembrou do grupo Matita Perê e agradeceu também a Luciano Aguiar pela matéria, publicada no jornal A Tarde em abril de 2010, sobre seu CD Mundo de Dentro, que reproduzo a seguir. Confiram na entrevista de Luciano se Dori não é mesmo um pilheiro.


“As pessoas estão cantando com bunda, coxas e seios”

Dorival Tostes Caymmi, Dori, é o filho mais velho de Dorival e Stella e, apesar de carioca, é o que mais herdou a essência musical baiana do pai. Quem ouve Porto ou Alegre Menina, duas de suas mais conhecidas composições, por terem feito parte da novela Gabriela, podem perceber um som de uma Bahia profunda, capaz de fazer qualquer baiano se reconhecer nela. Com essa música sábia, extremamente complexa mas popular, Dori se transformou num arranjador de respaldo internacional e um criador de estilo único e inconfundível; virou escola. Esse mestre da geração da MPB, que ganhou o primeiro Festival Nacional da Canção com Saveiros e levou o Grammy e várias indicações e medições da festa americana, há tempos se queixa da má qualidade da música brasileira e se diz afastado por não saber viver com as dores de seu País.

Nesta entrevista, ele fala sobre o novo disco, Mundo de Dentro, volta a tecer críticas ao momento musical do Brasil e do mundo e, diante desse cenário, declara-se desestimulado a compor. Há 16 anos, não lançava um álbum de inéditas. Volta a fazê-lo parcialmente, pois muitas composições do CD já haviam sido gravadas como instrumentais.

Surgem agora com letra de Paulo César Pinheiro, o fiel parceiro. Mundo de Dentro é essencial, trabalhado, principalmente, na percussão sutil de Paulinho da Costa, no baixo de Abraham Laboriel, e no violão orquestral de Dori.
Por que tanto tempo sem um disco de inéditas?
A gente funciona um pouco de acordo com o que está ouvindo, com o que está do lado. E como tem muita coisa comercial, a gente esquece um pouco da composição. Aí precisa de uma motivação, como o cara contratar você para fazer a trilha de um filme. A música que eu cantei com o Renato Brás (Quebra-Mar) é do filme de Fábio Barreto. Depois de uma certa idade e cansado de ouvir porcaria, é muito difícil conseguir sua brasilidade toda. Em segundo lugar, teve os contratos. Essa companhia japonesa, para a qual fiz três discos. O do cinema (Cinema: a RomanticVision, de 1998) foi o primeiro. A minha intenção era ter feito, primeiro, o Influências (2001), depois o Contemporâneos (2002), para mostrar um pouco o que me influenciou e, depois, os meus contemporâneos, que acho que é a última grande geração em quantidade e qualidade no Brasil.

Dois discos que deram aula de rearmonização.

As pessoas chamam de releitura, e eu fico muito puto com esse troço. Eu só releio Guimarães Rosa, Jorge Amado, Adonias Filho. Então, demorou um pouco para fazer esse disco. Aí, teve Delicadeza, que é uma música que eu fiz para meu pai e minha mãe. E Paulinho fez uma letra linda.
Essa é recente. A faixa-título, parceria com Danilo Caymmi e Pinheiro também é nova, não?
É nova. Tem também Armadilhas de um Romance. E tudo precisa de um incentivo do cinema, porque eu já estou meio desencantado. Eu estou com 66, né? Estou sem motivação. Mas, agora, o meu amigo dos tempos de menino, Edu Lobo, lançou um disco, e eu fiquei feliz pra burro.O Edu estava muito ausente.Paulo César também fez letras para ex-instrumentais neste disco recente de Edu.O Paulinho é um craque. Eu só tenho uma música extra no disco, que é a Fora de Hora, com Francisco Buarque de Holanda. Foi feita para o filme de Zélia Maria Magalhães, sobre a vida de Odete Lara.Fora de Hora veio primeiro no disco com Joyce, de 2006.É isso... Bethânia escreveu uma coisa linda para mim.Você leu no material (de divulgação). Ela e Caetano são amigos do tempo do Carlos Coqueijo, que tinha um programa chamado Música e Poesia. Foi aí que eu conheci a Gracinha (Gal Costa), Bethânia e o Teatro Vila Velha. Bons tempos de Salvador. Ainda não tinha trio elétrico. Se eu pudesse, puxava a tomada e mostrava o músico baiano que está aí sem mídia, sem espaço.Você veio à Bahia para um masterclass na Ufba, no final de 1998. Viu gente assim?O meu trabalho na Bahia não foi ensinar, não. Foi pesquisar quem é que estava fazendo. Porque houve aquele caso de que meu pai falou mal do axé. Mas nem ele nem eu falamos mal do axé. Foi um jornalista do Rio que ligou, dizendo que o axé era uma porcaria, e perguntou o que eu achava. Respondi: “Eu não ouvi e não posso dizer”. Mas ele, sei lá, publicou desse jeito.
Existem declarações polêmicas envolvendo você. Apesar de fortes, difícil ouvir resposta dos citados, como Caetano.
Eu tenho uma amizade muito antiga e um respeito muito grande por ele. Há uns anos, fui ver um show dele aqui em São Paulo. Tinha uns percussionistas no palco, uma coisa da Bahia. Quando fui dar um abraço nele no camarim, ele disse assim: “Dori, esse show não era pra você vir não. O outro é que era bom pra você” (riso). A Bethânia e o Caetano sabem do meu respeito, sabem que eu sei que são pessoas extremamente talentosas. Agora, eles são polêmicos também. No livro de Caetano, ele cita que quis modificar a música do papai, e eu recusei gravar.
Caetano é, inclusive, um dos compositores citados, com Sampa, no Contemporâneos.
Claro! E Gilberto Gil também. Tenho o maior respeito. Mas tenho que dar umas porradinhas de vez em quando (riso).

Pra ninguém se soltar demais?

É, porque eu sou um pouco de consciência dos caras, né (riso)? E depois tem essa coisa do politicamente correto, que é uma grande maneira de contar mentira.Você se omite porque é politicamente correto. Não concordo com isso.

Esse CD é composto, em sua maioria, de músicas conhecidas como instrumentais. Algumas já tinham a assinatura de P. C. Pinheiro. Se tinham, deviam ter letra. Porque só agora são apresentadas como canções?

Não sei se foi prioridade na minha cabeça ter feito outras coisas. Na Rio Amazonas, por exemplo, a letra da época não estava condizendo muito com o que eu pensava. Aí, o Paulinho fez essa letra nova.
Mas, no crédito do Brasilian Serenata (1991), ela já era de vocês dois. Estava prometida?
É que existem prioridades. E na minha cabeça, as músicas e os discos foram feitos antes. O Contemporâneos e o Influências, por exemplo. São dois discos que eu gosto muito do trabalho dos amigos e dos compositores que me influenciaram. Mas aí, essas coisas polêmicas. As pessoas acham que eu critico muito, mas eu não gosto de roquinho. Eu gosto do Brasil, dos ritmos do Brasil, do frevo, do afoxé, do maracatu. No disco, tem até um frevo com o Edu, que era um instrumental e Paulinho fez uma letra.
O Chutando Lata. E o frevo é a praia de Edu Lobo, que tem origem pernambucana.
É. O Edu disse pra mim que se considera pernambucano. E é um craque, um dos expoentes da minha geração. Você pega uns caras como Chico Buarque, Caetano, Edu, Milton Nascimento e Gil; são uma turma de respeito. Quando os caras tropeçam, eu piso um pouco no pé.
A geração dos festivais e de antes deles deu imensa contribuição à arte brasileira. Mas depois quase não houve renovação. Com as gravadoras independentes, a MPB pode se renovar?
Eu acho que o esteio, a base é Ari Barroso, Noel, Pixinguinha, Caymmi. Penso que isso não morre. Não acredito que a mediocridade vença a qualidade. Evidentemente que tem lá os Paulos Coelhos querendo ganhar de Baudelaire. O que eu posso fazer? As pessoas são meio “idióticas”.

Você tem escutado trabalhos de brasileiros, coisas novas?

Eu gosto de Sérgio Santos (mineiro), de Claudio Nucci, do Zé Renato...
Mas essa é uma geração que já está aí há bastante tempo.
O Paulinho tem parceiros aí na Bahia muito bons. Lembro quando fiz o arranjo para É d‘Oxum (Gerônimo e Vevé Calasans), para A Tenda dos Milagres, e pensei: “que bonito. É a cara que a Bahia devia ter”. A Bahia perdeu essa cara, ficou coroa. Digo: “quando a música da Bahia era boa, o Estado não tinha tanta força na música como agora”.
João Gilberto, Caetano, Gil e até Dorival tiveram que se deslocar para o eixo Rio-São Paulo.
É verdade. Agora, esse Carnaval da Bahia, Chiclete com Banana, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, essa música popularesca e de qualidade inferior à música anterior da Bahia é hoje muito mais importante e mais popular do que os outros todos juntos. Essa coisa me incomoda profundamente.
Seu novo disco é bastante econômico. Foi por escolha ou falta de verba?
Não. Eu fiz discos com orquestra para os japoneses. Agora, as pessoas não estão gravando mais. E a grana foi curta mesmo. Algumas das músicas tiveram orquestra em outras gravações, como o Rio Amazonas, mas você ouve o fagote sozinho na música que abre o disco. Com os movimentos do violão, parece que a orquestra está tocando ali.
Fagote que você já tinha usado perfeitamente em Curumim, no Brasilian Serenata.
É. Fica bom. Eu sempre digo: “quando você quer mergulhar no mar, descer dez, 15 metros, usa o clarone. Quando quer subir e chegar à superfície, usa o fagote. São aquelas coisas de orquestrador. E eu estou no Brasil, aqui é muito bom. O público é tão adorável o tempo inteiro. E eu não tenho trabalhado nos EUA da maneira que eu trabalhava. Está acabando isso. As pessoas estão cantando com a bunda, com as coxas, com os seios. Está cheio dessas Britneys, Shakiras. É tudo show com 400 mulheres dançando com a bunda de fora.

E quanto ao acervo de seu pai. Você concorda que ele deve ser trazido para a Bahia?

Essa é uma coisa muito política. O governo quer ficar dono. E é o tal negócio, hoje é PT, amanhã é PTT, e aí os caras abandonam. Deu problema com a Fundação do Jorge aí. Uma porção de coisas não deu certo. A família reuniu e não chegou a uma conclusão. Deixe eu contar uma coisa: um grupo de turistas brasileiros chegou ao Pelourinho. Jorge Amado estava saindo da fundação, e o povo: “olha o Dorival Caymmi, me dá um autógrafo”. Então o Jorge disse: “Eu vou dar, mas acho que o Caymmi não vai gostar não”. Aí, o babaca olhou para cima e viu o nome Fundação Jorge Amado. Então é isso. Se você não aparece o tempo inteiro, não está na tevê num reality show, as pessoas não sabem quem você é. Quando se chega ao ponto de criar uma personagem com o Big Brother, que é uma merda internacional, que ensina a disputar, a brigar por grana, muitas vezes de forma desleal, isso é a instituição do mal caráter. Eu não posso mais queixar de cultura, porque não existe mais cultura em lugar nenhum. Os povos estão enlouquecidos. Isso tudo é contra o meu modo de ver o Brasil. Nós temos um maravilhoso potencial que não é usado.

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