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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

P... da vida com esse transporte coletivo de Salvador


Isabel Santos



É cada vez mais angustiante utilizar o transporte coletivo em Salvador. Quem nunca usou ou já desacostumou por ter um carro, não entenderá jamais essa agrura. Os empresários, com certeza, nunca saberão, porque, provavelmente, a rotina deles é ir, ali, em Nova York, num boeing, renovar as energias. E se algum deles já usou ônibus esqueceu de vez as origens e pior que isso, desconhece que pagamos impostos e por isso devemos ser bem servidos.

Entrei num ônibus, hoje à tarde, no Cabula, que vinha de São Gonçalo ou se lá de onde, com destino à Pituba. Era a única linha que dali passaria na orla. Pois o danado do buzu circulou por dentro da área externa do Hospital Roberto Santos, subiu Saboeiro, Narandiba, pegou a Paralela, contornou a Avenida Luiz Eduardo Magalhães, com destino ao Imbuí, contornou toda a área da Bolandeira, desceu e foi ao Conjunto Residencial Rio das Pedras, voltou ao Imbuí, entrou na Boca do Rio passando pelo final de linha, contornou pelo Centro de Convenções, pegou a orla, onde desci no Jardim de Alá com destino ao Costa Azul. Você ficou cansado só em ler.

Pois é. Assim a gente vai enfrentando esse transporte. Uma ‘via crucis’ de fazer dó. Daria para ir á Feira de Santana de carro. E aí a nossa vida se complica. É um corre-corre para não chegar atrasada no trabalho (acaba que nem consegue), utiliza mais ônibus do que deveria (ajudando a encher mais o bolso deles), entra no estresse. É um horror, uma vergonha, uma tristeza. Mas a gente ainda encontra uma pontinha de paz para agradecer ao motorista quando desce do ônibus. Afinal, ele também é uma vítima.

Isso aconteceu numa segunda-feira, início de semana.

Nos finais de semana, a partir de sábado à tarde, é mais um sufoco. O empresário acredita que o usuário só tem direito a utilizar o buzu para trabalhar. Lazer, visitar familiares, fazer caridade..., é proibido ou, senão, é amargar as pernas num ponto de ônibus, debaixo de sol a pino (os pontos de ônibus são uma piada para guardar do sol e da chuva a população). Podemos contar a saga de ‘andar’ de ônibus em milhares de capítulos que não vai deixar de ter assunto. Desabafei... um pouco.

5 comentários:

Joana D'Arck disse...

Peraí, esse negócio de fazer caridade domingo e de Buzú também é demais também!

:)

Mônica Bichara disse...

Que sufoco, Bebel! Buzú é mesmo uma praga e o pior é que não temos como escapar. Pooooooobres!!!!

isabel disse...

Que caridade, Jô. Tava resolvendo problemas pelas bandas de lá. Foi em plena segunda-feira. Pois é,Bichara, essa pobreza de andar de buzu é dose realmente pra leão. Não deveria ser porque pagamos nossos impostos devidamente. Mas...

Jadson disse...

Bel e companheiros(as) mais, minha solidariedade a todos(as) que penam nos buzús, especialmente em Salvador, onde os serviços públicos são sempre piores (também, pelo prefeito que temos...)
Porém, como aposentado assumido e avesso ao trabalho remunerado, adoro "andar" de ônibus, mais ainda de metrô e mais ainda de "a pés" (como dizia o velho Irecê). Beijão, Bel.

isabel disse...

Eu também, amigo. Só que em Salvador está cada vez mais angustiante, insuportável, sobretudo em algumas horas dia e em determinados locais da cidade... Como não tem jeito, o negócio é relaxar, mas sem protestar para ver no que dá. Beijão também, querido.

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