Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alguma dúvida da roubalheira do juiz?



Pesquei essa do face de Daniel Talento, o único com bom gosto esportivo naquela casa talentosa do Red River. Meu ídolo DOniel postou essa foto que não deixa dúvida sobre a roubalheira do juiz pra ajudar o FLAMÍDIA, como ele chama. Mas não adiantou, o Bahêa brocou e por pouco não deixa as estrelas chorando pitangas. BORA BAHÊA MINHA PORRA 

domingo, 29 de maio de 2011

Show da Pirombeira




 Nosso multi talentoso pilheiro Borega, que  recentemente nos  apresentou a banda Pirombeira, no seu show Porto do Som ,  foi o baixista da banda, ontem, no bar de  Zilda.
Yan canta acompanhado por Borega, no baixo
O estudante de regência, Rafael Gallefi 

Nete, eu  e Deta curtindo o som da banda
Tietando o nosso  artista pilheiro

"A Espanha é aqui": Marcha da Maconha vira Marcha da Liberdade e amplia a mobilização

De São Paulo (SP) - O movimento da juventude paulistana trocou o nome da marcha, politizou a manifestação e colheu o resultado de uma maior mobilização. A mudança foi feita a partir da repressão policial contra a marcha da semana anterior, que pedia a descriminalização da maconha. Na de ontem, sábado, dia 28, Marcha da Liberdade, contra a censura, pela liberdade de expressão, participaram cerca de 3.000 pessoas, o dobro da outra, conforme comentavam os manifestantes.

Houve a concentração, a partir das 2 horas da tarde, no vão do MASP, na Avenida Paulista. Em seguida, marcharam até a Praça da República, onde chegaram, via Rua da Consolação e Praça Ramos, por volta das 7 horas da noite.

Este vídeo é parte de um dos dois postados no meu blog Evidentemente, pegando o final da concentração no vão do MASP. Os dois vídeos estão também no YouTude (blogevidentemente).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Correndo do Satanás

Jornalista Jolivaldo Freitas 
Jolivaldo Freitas – Exclusivo por Pilha


Parece que o Coisa rúim está no meu caminho. O Cão deve estar me caçando, pois, veja minha senhora e meu senhor, que no domingo dei  de andar pela praia de Piatã, cheia de chuva, areia nos olhos, sargaços nos pés e frio na cacunda, e achando que o fio d'água que corria pela areia era mesmo apenas uma onda voltando; pisei e caí num buraco sem fundo e só deu tempo de gritar "valha-me Deus", o que foi uma vergonha, já que sou ateu. Perdi um pé do tênis que tinha me custado (R$) tlinta leais no chinês que fica na porta do Bradesco da Marques de Caravelas, mas consegui sair do peral sem me afogar.

Na segunda-feira estou na porta do banco, prontinho para entrar e tive de adentrar feito louco pois ocorreu uma "saidinha bancária"; a polícia chegou e já foi atirando, e juro, talvez pelo cagaço, garanto que senti uma bala perdida passando na minha orelha. Quase me joguei pela porta giratória afora, mas escapei. Depois de tudo fui procurar a bala e não achei, e ainda tive de ouvir trocadilho sem graça de um amigo:
- Se era bala perdida, como você vai achar?

Não é que hoje, logo eu que não gosto de acordar cedo nem varar madrugada, vou dando carona para amigo morador da Lapinha e quando vejo, aliás, ouço, um estrondo e uma casa começa a cair aos pedaços na Ladeira da Soledade. Arranquei mais rápido que Rubinho Barrichelo (o que não é nenhuma vantagem) e deu para ver o povo saindo. Achei que a casa ia cair sobre mim e no susto quase perco o pivÃ?. Só me restou dar ré, ligar para os bombeiros e fazer umas fotos. Não era nem para colocar no jornal. Era mesmo para mostrar que o Cão, o Belzebu, o Capiroto, o Tinhoso, o Fedorento, o Bode está atrás de mim.
Cruz credo! Jesus me salve! E olha que sou ateu.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Símbolo de Buenos Aires faz 75 anos

De Buenos Aires (Argentina) - O Obelisco, o símbolo da capital portenha, completou ontem, dia 23, 75 anos. Perdi a festa, mas estou registrando a efeméride.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Anúncio de namoro no Ceará

O JORNAL CEARENSE RECEBEU ESSE PEDIDO DE PUBLICAÇÃO DE ANUNCIO E, ACHANDO-O ENGRAÇADO, PEDIU AUTORIZAÇÃO PARA COLOCA-LO EM LOCAL DE DESTAQUE, SEM QUALQUER ACRESCIMO DE CUSTO. AFINAL, ERA CÔMICO. NÃO ESPERAVAM RESPOSTA. MAS... HOUVE A RESPOSTA... E, DA MESMA FORMA QUE O ANUNCIO INICIAL, RECEBEU LOCAL DE DESTAQUE EM SUA PUBLICAÇÃO DE ANÚNCIO PARA ARRUMAR NAMORADA


Matéria publicada em um jornal de circulação diária do Estado do Ceará


Homem descasado procura...
Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem através deste anúncio, procurar mulher que só goste de homem, para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos:
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não descartando, evidentemente, aquelas de idade abaixo do limite inferior, descartando as acima do limite superior.
Devem ter um grau razoável de escolaridade, para que não digam, na frente de estranhos: 'menas vezes', 'quando eu si casar', 'pobrema no úter', 'eu já si operei de apênis', 'é de grátis', 'vamo de a pé', 'adoro tar com você' e outras pérolas gramaticais.
Os olhos podem ter qualquer cor, desde que sejam da mesma e olhem para uma só direção. Os dentes, além de extremamente brancos, todos os 32, devem permanecer na boca ao deitar e nunca dormirem mergulhados num copo d'água. Os seios devem ser firmes, do tamanho de um mamão papaia, cujos mamilos olhem sempre para o céu, quando muito para o purgatório, nunca para o inferno. Devem ter consistência tal que não escapem pelos dedos, como massa de pão. Por motivos óbvios, a boca e os lábios, devem ter consistência macia, não confundir com beiço.
A barriga, se existir, muito pequena e discreta, e não um ponto de referência. O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE seja sexualmente normal, isto é, tenha orgasmos, se múltiplos melhor, mas mesmo que eventuais, quando acontecerem, que ela gema um pouco ou pisque os olhos, para que ele sinta-se sexualmente interessante. Independentemente da experiência sexual do PRETENDIDO, este exige que durante o ato sexual a PRETENDENTE não boceje, não ria, não fique vendo as horas no rádio relógio, não durma ou cochile. O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE não tenha feito nenhuma sessão de análise, o que poderia camuflar, por algum tempo, uma eventual esquizofrenia. A PRETENDENTE deverá ter um carro que ande, nem que seja uma Brasília, ou que tenha dinheiro para o táxi, uma vez que pela própria idade do PRETENDIDO, ele não tem mais paciência para levar namorada de madrugada para casa.
Enviar cartas com foto recente, de corpo inteiro, frente e costas, da PRETENDENTE, para a redação deste jornal, para o codinome:


'CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE'.



Resposta da Pretendente, publicada dias após, no mesmo periódico Cearense:


Prezado HOMEM DESCASADO...


Li seu anúncio no jornal e manifesto meu interesse em manter um compromisso duradouro com o senhor, desde que (é claro) o senhor também preencha outros 'certos' requisitos que considero básicos! Vale lembrar que tais exigências se baseiam em conclusões tiradas acerca do comportamento masculino em diversas relações frustradas, que só não deixaram marcas profundas em minha personalidade, porque 'graças a Deus', fiz anos de terapia, o que infelizmente contraria uma de suas exigências! Quanto à idade convém ressaltar que espero que o senhor tenha a maturidade dos 40 anos e o vigor dos 28, e que seu grau de escolaridade supere a cultura que porventura tenha adquirido assistindo aos programas do 'Show do Milhão'...! Seus olhos podem ser de qualquer cor desde que vejam algo além de jogos de futebol e revistas de mulher pelada. E seus dentes devem sorrir mesmo quando lhe for solicitado que lave a louça ou arrume a cama. Não é necessário que seus músculos tenham sido esculpidos pelo halterofilismo, mas que seus braços sejam fortes o suficiente para carregar as compras. Quanto à boca, por motivos também óbvios, além de cumprir com eficiência as funções a que se destinam, as bocas no relacionamento de um casal devem servir, inclusive, para pronunciar palavras doces e gentis e não somente: 'PEGA MAIS UMA CERVEJA AÍ, MULHER!'. A barriga, que é quase certo que o senhor a tenha, é tolerável, desde que não atrapalhe para abaixar ao pegar as cuecas e meias que jamais deverão ficar no chão. Quanto ao desempenho sexual espera-se que corresponda ao menos polidamente à 'performance' daquilo que o senhor 'diz que faz' aos seus amigos! E que durante o ato sexual, não precise levar para a cama livros do tipo: 'Manual do corpo humano' ou 'Mulher, esse ser estranho'! No que diz respeito ao ítem alimentação, cumpre estar atualizado com a lista dos melhores restaurantes, ser um bom conhecedor de vinhos e toda espécie de iguarias, além de bancar as contas, evidentemente. Em relação ao carro, tornam-se desnecessário s os trajetos durante a madrugada, uma vez que, havendo correspondência nas exigências que por ora faço, pretendo mudar-me de mala e cuia para a sua casa ... meu amor!!!


ass: A COBRA .

domingo, 22 de maio de 2011

A vida começa aos 40

 O Pilha também é cultura. Taí uma dica para dar uma relaxada, curtindo uma comédia muito legal e diferente. Vi e gostei.

 Serviço
Diariamente às 20:30
Classificação: 12 anos
A vida começa aos 40
Sala 2

De Colin Nutley. SUE,06. 1:50. Com Helena Bergström e Maria Lundqvist. Divorciadas há pouco tempo, com mais de 40 anos, a médica Elisabeth e a fiscal de trânsito Gudrun vivem novas emoções quando passam a freqüentar as festas do Hotel Heartbreak.


 

La Vieja Serenata


Bar El Rápido, bairro de Palermo, Buenos Aires, sábado, dia 21, 10:15 horas da noite - O bar já está fechando, mas os velhos boêmios, meio "borrachos", insistem tocando o "último" tango da noite. Ricardo, meu David e/ou meu Bahia portenho, já está aperreado, mas no sábado admite uma toleranciazinha, pois é véspera de folga (não abre domingo). 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

De repente, quase órfãos de bar

Era uma vez dois “periodistas” aposentados. Um brasileiro e outro argentino, Marino e Fernández, ambos descasados, sessentões solitários e cachaceiros. Enquanto viviam – não podiam mesmo durar muito -, andavam sempre nos bares de Palermo, agradável bairro de classe média de Buenos Aires. Pode-se dizer que a noite portenha deles resumia-se naquele pedacinho de Palermo ali em torno do cruzamento da Avenida Santa Fé com a Rua Fray Justo Santamaría de Oro.
Ou melhor, nos bares por ali. A partir, claro, do El Rápido. Se conheceram lá. Fernández falava de uma mesa para outra, em voz alta, dizia ser “periodista” e etc e tal. Aliás, parecia ter em alta conta o labor de jornalista, não deixava nunca de mencionar nas apresentações: “periodista brasileño”. Uma vez até apresentou antigas credenciais de “periodista deportivo, ahora estoy jubilado”, e desempregado, porque vivia procurando trabalho, falava que a aposentadoria argentina não “alcançava” para viver melhor.
Sim, dizia ser “periodista”, e aí Marino não perdeu tempo. Se apresentou e, pronto, “somos periodistas”. E quase toda noite começavam no El Rápido: cerveja, vinho, fernet, cinzano, genebra, uísque... Variando, não era tudo na mesma noite, não, que os sessentões não estavam lá tão façanhudos.
Mas o El Rápido fechava às 10 horas e Raúl, o “anfitrião”, não perdoava, a partir das 9:30 horas já começava a apresentar as contas. Depois tinha o Kentucky, até 1 hora da madrugada, e o La Niña de Oro, aberto 24 horas. Lá pelo meio da farra, Fernández começava a cantar: “Aunque nos lleven la contra / todos los cuadros demás, / será siempre Independiente / El orgullo nacional. / Y dale, dale rojo, dale!”, como bom “hincha” que era do Independiente, time de futebol.
No El Rápido: Pedro, Ricardo, o "anfitrião", e Jadson (na frente);
Lucas (atrás, o mais alto); se a foto fosse mais antiga, certamente
apareceriam aí Marino, Fernández e Raúl. 
Mas uma noite... ah! uma noite trágica... e cômica. Os dois saíram do El Rápido e foram ao Kentucky. Fernández não gostava do Kentucky, era muito caro, “son unos ladrones”, dizia. Mas Marino simpatizava com os “moços” (garçons) e sempre tomavam uma por lá. Naquela noite, porém, chegaram sorrindo e foram recebidos sisudamente. Um garçon avisou a Marino: “Na noite passada, você desrespeitou o ‘encarregado’ e ele ordenou que você não será mais atendido aqui”. Marino não entendeu nada, não se lembrava de nada.  “Como foi isso?, não é possível...” Repetiram a explicação, ele desistiu de entender e foi saindo sem graça.
“Deixa pra lá”, murmurou e rumaram ao La Niña de Oro. Lá os aguardava uma novidade semelhante. O gerente avisou a Marino: “Esse senhor, seu amigo, não será mais atendido aqui, na noite passada ele chamou o ‘moço’ de ladrão”. “É mentira”, reagiu Fernández. Mas quem será que mentia?
Foram saindo desnorteados. Já na rua, Marino e Fernández pararam, um olhou para o outro e, de repente, caíram na gargalhada. Logo em seguida, sérios:
- Temos que tratar o Raúl muito bem, porque se perdermos o El Rápido seremos dois ‘periodistas’ órfãos de bar.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Lazer garantido em Ipitanga, mesmo sem barracas

A nossa âncora do Pp, Mônica Bichara, minha comadre,  achou uma solução para manter o lazer hiper legal em Ipitanga, já que as barracas foram desmontadas.

No final de semana passado, colocou uma piscina em casa, e, para evitar caminhar demais, instalou ao lado uma caixa térmica com a cerveja necessária para saciar a sede da nossa galera.

Aprovamos. Queremos mais.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sex shop evangélico bota "Jesus no centro de tudo"

Porreta! Nem acreditei quando vi, mas a galera cristã também merece se divertir, e sem culpa. Depois de samba, regae, rock, axé e tudo mais para evangélicos, tem também o prazer sexual abençoado por Deus e por natureza, turbinado  pelo comércio de produtos para dar um brilho na relação. Veja o que foi publicado no Gnotícias para gospel:


Para os casais que gostariam de dar uma apimentada na relação, mas uma sensação de culpa sempre prejudicou novas empreitadas sexuais, surge uma nova solução: brinquedos sexuais cristãos.

A nova empreitada responsável pelo crescimento de dois sex shops online nos Estados Unidos é a prova de que no mercado erótico há espaço para todos.
O site pioneiro “Book22.com” começou em 2008. A proprietária, Joy Wilson, disse em entrevista ao site religioso “NPR.com” que ao procurar alguns brinquedos pela internet para melhorar a vida entre quatro paredes com o seu marido, ambos se depararam com pura pornografia. Não era isso que procuravam: “Fiquei muito surpresa que era tão ruim”.
Por isso, ela resolveu começar seu próprio sex shop livre de pecados. O site comercializa livros, brinquedos e até mesmo conselhos sexuais e amorosos. O nome da loja faz referência ao salmo 22 da Bíblia.
Preocupada em garantir a santidade dos produtos oferecidos, Joy faz questão de fazer sua parte: “Nós oramos por todos os produtos antes de adicioná-los ao site”. Ao que parece, a tática tem dado certo: “Ele (Jesus) realmente nos impressionou. Quase toda nossa página de ‘pedidos especiais’ está esgotada”. A especialidade envolve um “kit de aventura para o fim de semana” e um “kit sexy de velcro”.
Outra alternativa é o site “MyBelovedsGarden.net” que oferece os mais variados tipos de produtos. Vibradores em forma de coelhos, anéis penianos, consolos e estimuladores anais são algumas das opções.
A página inicial do site deixa claro a filosofia da loja: “oferecemos ótimos preços em nossos brinquedos sexuais cristãos, sempre mantendo Jesus Cristo no centro de tudo”.


Fonte: Notícias Gospel

domingo, 15 de maio de 2011

Linda Rosa



Composição : Gugu Peixoto / Luis Kiari

Pior que o melhor de dois
Melhor do que sofrer depois
Se é isso que me tem ao certo
A moça de sorriso aberto

Ingênua de vestido assusta
Afasta-me do ego imposto
Ouvinte claro, brilho no rosto
Abandonada por falta de gosto

Agora sei não mais reclama
Pois dores são incapazes
E pobres desses rapazes
Que tentam lhe fazer feliz

Escolha feita inconsciente
De coração não mais roubado
Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo

A trincheira de Jean Wyllys

A pilherada está com preguiça nos últimos dias, inclusive eu, que ando assim sem muitas idéias, mas nós aqui não temos essa de trabalho somente autoral. Portanto, segue aí mais um post importado, esse do site Brasília eu vi, do colega Leandro Fortes, sobre o deputado baiano que se elegeu pelo PSOL do Rio de Janeiro.


 
Como diz o "Brasília eu vi", o nome dele não é Bolssonaro
 
Jean Wyllys de Matos Santos é um sujeito tranquilo, bem humorado, que defende idéias sem alterar a voz, as mais complexas, as mais simples, baiano, enfim. Ri, como todos os baianos, da pecha da preguiça, como assim nomeiam os sulistas um sentimento que lhes é desconhecido: a ausência de angústia.

Homossexual assumido, Jean cerra fileiras no pequeno e combativo PSOL, a única trincheira radical efetivamente ativa na política brasileira. E é justamente no Congresso Nacional que o deputado Jean Wyllys, eleito pelos cidadãos fluminenses, tem se movimentado numa briga dura de direitos civis, a luta contra a homofobia.


Adriele Camacho de Almeida, 16 anos,
 lésbica, brutalmente  assassinada , segundo
 a imprensa, pela família da namorada
Cerca de 200 homossexuais são assassinados no Brasil, anualmente, exclusivamente por serem gays. Entre eles, muitos adolescentes.

Mas o Brasil tem pavor de discutir esse assunto, inclusive no Congresso, onde o discurso machista une sindicalistas a ruralistas, em maior ou menor grau, mas, sobretudo, tem como aliado as bancadas religiosas, unidas em uma cruzada evangélica.

Os neopentecostais, como se sabe, acreditam na cura da homossexualidade, uma espécie de praga do demônio capaz de ser extirpada como a um tumor maligno. O mais incrível, no entanto, não é o medievalismo dessa posição, mas o fato de ela conseguir interditar no Parlamento não só a discussão sobre a criminalização da homofobia, mas também o direito ao aborto e a legalização das drogas. Em nome de uma religiosidade tacanha, condenam à morte milhares de brasileiros pobres e, de quebra, mobilizam em torno de si e de suas lideranças o que há de mais lamentável no esgoto da política nacional.

Jean Wyllys se nega a ser refém dessa gente e, por isso mesmo, é odiado por ela. Contra ele, costumam lembrar-lhe a participação no Big Brother Brasil, o inefável programa de massa da TV Globo, onde a debilidade humana, sobretudo a de caráter intelectual, é vendida como entretenimento. Jean venceu uma das edições do BBB, onde foi aceito por ser um homossexual discreto, credenciado, portanto, para plantar a polêmica, mas não de forma a torná-la um escândalo.

Dono de um discurso político bem articulado, militante da causa gay e intelectualmente superior a seus pares, não só venceu o programa como ganhou visibilidade nacional. De repórter da Tribuna da Bahia, em Salvador, virou redator do programa Mais Você, de Ana Maria Braga, mas logo percebeu que isso não era, exatamente, uma elevação de status profissional.

Na Câmara dos Deputados, Jean Wyllys, 36 anos, baiano de Alagoinhas, tornou-se a cara da luta contra a homofobia no Brasil, justamente num momento em que se discute até a criminalização do bullying. Como se, nas escolas brasileiras, não fossem os jovens homossexuais o alvo principal das piores e mais violentas “brincadeiras” perpetradas por aprendizes de brucutus alegremente estimulados pelo senso comum. Esses mesmos brucutus que, hoje, ligam para o gabinete do deputado do PSOL para ameaçá-lo de morte.

 Abaixo, a íntegra de uma carta escrita por Jean ao Jornal do Brasil, por quem foi acusado, por um colunista do JB Wiki (seja lá o que isso signifique), de “censurar cristãos”. O texto é uma pequena aula de civilidade e História. Vale à pena lê-lo:

 Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).

Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.

Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.

 Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.

O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-l o junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.

Assim como o trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).

A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.

Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.

Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.

O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?

Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.

Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.
Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.
Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)

sábado, 14 de maio de 2011

São Paulo supera Bahia em população negra

Reproduzimos o texto do site Vermelho de Alexandre Braga*


Em 13 de maio de 1888, foi proclamada a Lei Áurea, que aboliu formalmente a escravidão. O Brasil não foi o último país a abolir a escravidão. Depois dele o fizeram a Coreia do Norte, em 1894, a China, em 1910, o Nepal, em 1921; em 1928 aboliram a escravidão o Irã e Serra Leoa, e em 1963 foi a vez dos Emirados Árabes acabarem com o regime de servidão em seu solo.

O Brasil, lindo por natureza, já teve pelo menos quatro presidentes de descendência africana: Campos Sales, 1898-1902; Nilo Peçanha, 1909; Rodrigues Alves, 1902-1906; e Washington Luis, 1926-1930.
A Bahia, terra de todos os santos, não é o estado brasileiro que possui a maior população negra nacional conforme dados do último censo do IBGE, de 2010. Essa posição é ocupada pelo estado de São Paulo. Mas, proporcionalmente, o município de Nossa Senhora das Dores, em Sergipe, é a cidade mais negra do Brasil, com 98,7% de afrodescendentes, um verdadeiro quilombo moderno.


Das chamadas grandes cidades, São Paulo, a “capital” da América Latina, possui a primeira posição das cidades que abrigam o maior número de habitantes negros, com quase 3 milhões de pretos e pardos. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 2,3 milhões, ou 40% de sua população; Salvador vem na terceira posição, com 1,8 milhão de negros; e Fortaleza, na quarta posição, com 1,2 milhão de afros. Esse conjunto de novas informações é fruto das mais recentes pesquisas históricas e a consolidação de dados estatísticos realizados pelas mais importantes universidades brasileiras, pesquisadores, órgãos dos governos e por historiadores comprometidos em desfazer a série de incorreções produzidas e encasteladas na historiografia brasileira acerca da presença do índio e do negro na nossa sociedade.


Quase sempre essas incorreções foram produzidas para inferiorizar a contribuição de negros e índios no processo civilizacional do país, ora para desvalorizar nossa ancestralidade indígena ora para não reconhecer o forte legado afro na cultura e outros setores essenciais da vida brasileira. Processo de negação este caracterizado pela ideologia do branqueamento, pela qual as elites se exaltavam como brancas dominadoras e donas absolutas da riqueza em solo, corpo e alma da vida nacional. Tais elites empregaram para justificar essa superioridade inexistente, o racismo, a escravidão e o controle sobre os meios de comunicação, das terras e sobre toda gama de dispositivos que pudessem contrariar esses interesses.


Despertar da consciência
Portanto, muito do que se acreditou verdadeiro, descobriu-se falso a partir do despertar da consciência nacional e do engajamento político das camadas populares com apoio dos intelectuais, dos artistas e políticos indigestos ao sistema. O regime da escravidão, por exemplo, foi um dos primeiros projetos a serem questionados pelos militantes, que, naquela época, sonhavam com um Brasil independente e soberano, ainda que suas ideias estivessem carregadas de voluntarismo.


Já, agora, no século 21, a ideologia do “branqueamento” vai perdendo força, pois a luta dos militantes ganhou novos pontos de pauta que incluem diversos valores humanísticos e temas da agenda da valorização dos direitos humanos. Há, inclusive, leis específicas que obrigam o ensino a novas versões sobre fatos e contribuições dos negros e indígenas, como a Lei nº 10.639. Essa Lei da história negra nas escolas colocará no debate a recontagem da contribuição africana para o Brasil e trará para o povo o acesso às informações que antes não eram divulgadas pelas elites, mas que hoje são assuntos cada vez mais presentes nos livros, revistas e na TV. Portanto, o fato de o Brasil ter sido um celeiro dessa “saga negra” elevará o interesse de autores ao tema, fortalecendo a autoestima negra, o que definhará lentamente as incorreções do passado e presente e colocará as jovens gerações num patamar de civilidade muito bom.


Hoje, como começa a ser anunciado, o fato de o Brasil já ter tido alguns presidentes com essa ascendência negra é um acontecimento que nos orgulha. Pena que ainda os negros tenham as piores condições de vida; figuram nos mais inferiores índices de desenvolvimento humano, desemprego, moradia; têm as piores colocações no mundo do trabalho. Portanto, há concretamente a necessidade de se fazer uma grande segunda abolição da escravatura, agora para incluir os negros na sociedade do bem-estar, através da promoção da igualdade, eliminação das teias racistas e diminuição, em rito processual, da violência contra as mulheres e os jovens.


*Alexandre Braga é presidente da Unegro de Minas Gerais, tesoureiro do Fórum Mineiro de Entidades Negras e estudante de especialização em Políticas Públicas pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Marcha da Maconha reúne uns 10 mil em Buenos Aires (vídeo e fotos)

Ao fundo, a torre do prédio do Congresso Nacional
Com este título aí, postei no meu blog Evidentemente um vídeo e uma seleção de fotos da manifestação pela descriminalização da "marihuana" aqui na capital portenha, no último sábado, dia 7. Convido os pilheiros a entrar lá. Deixo aí como isca a melhor foto da minha cobertura.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Por falar em Bin Laden...

- Hillary Clinton disse que viveu os 38 minutos mais intensos de sua vida.
- Que mais?
- Bill Clinton disse “então comigo fingia?”
(Charge de hoje do Página 12, de Daniel Paz e Ruby).

O assassinato de Osama Bin Laden

Fidel Castro

Os que se encarregam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo ficou solidário com o dos Estados Unidos e ofereceu a modesta cooperação que no campo da saúde podíamos oferecer às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova Iorque.

Também oferecemos de imediato as pistas aéreas do nosso país para os aviões norte-americanos que não tivessem onde aterrar, por causa do caos reinante nas primeiras horas após aquele golpe.

É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que sempre se opôs às ações que colocassem em perigo a vida de civis.

Partidários decididos da luta armada contra a tirania de Batista; éramos, no entanto, opostos por princípios a todo ato terrorista que ocasionasse a morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, outorga-nos o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.

Em um ato público maciço realizado na Cidade Esportiva expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais seria resolvido mediante a violência e a guerra.

Na verdade, ele foi durante anos amigo dos Estados Unidos que o treinou militarmente, e foi adversário da URSS e do socialismo, mas quaisquer que fossem os atos atribuídos a Bin Laden, o assassinato de um ser humano desarmado e rodeado de familiares constitui um fato aborrecível. Aparentemente foi isso o que fez o governo da nação mais poderosa que jamais existiu.

O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: "sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O assento vazio na mesa. As crianças que foram forçadas a crescerem sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 000 cidadãos marcharam longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações".

Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas se lembrem das guerras injustas desatadas pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, das centenas de milhares de crianças que foram obrigadas a crescerem sem sua mãe ou seu pai, e aos pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.

Milhões de cidadãos marcharam longe de seus povos no Iraque, no Afeganistão, no Vietnã, Laos, no Camboja, Cuba e noutros muitos países do mundo.

Da mente de centenas de milhões de pessoas também não se apagaram as horríveis imagens de seres humanos que em Guantánamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente submetidos durante meses e inclusive anos a insofríveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas seqüestradas e transportadas a cárceres secretos com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.

Obama não tem forma de ocultar que Osama foi executado na presença dos seus filos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis têm sido violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.

Como impedirá agora que as mulheres e os filos da pessoa executada sem Lei nem julgamento expliquem o acontecido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?

Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather, difundiu por essa emissora de televisão que a 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma diálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de ocultar-se e proteger-se em profundas cavernas.
Assassiná-lo e enviá-lo às profundezas do mar demonstra temor e insegurança, tornam-no em uma personagem muito mais perigosa.

A própria opinião pública dos Estados Unidos, após a euforia inicial, terminará criticando os métodos que, em vez de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.


4 de maio de 2011


Fidel Castro Ruz

sábado, 7 de maio de 2011

O morto que viveu um dia mais por decisão de um jornal

“Me contaram há pouco este caso. Há uns 20 anos, um prestigioso jornalista de um dos diários hegemônicos da Argentina (hoje em dificuldades) está para dar a ordem de fechamento da edição do dia. Se aproxima correndo um auxiliar. Informa que acaba de morrer um famoso, querido cantor de tangos.
- Que fazemos? – lhe pergunta, preocupado -. Não podemos sair sem dar a notícia.
O chefe de redação se recosta em sua poltrona, se balança um pouco enquanto pensa. Súbito e contrariado, diz:
- Mas “che”, caralho, tenho a edição quase pronta. Já fechava.
- Mas se trata de Fulano – insiste o outro -. Temos que dizer algo.
O chefe de redação sorri quase piedosamente. Diz:
- Olhe, façamos algo. Feche a edição como está. Anunciamos na de amanhã. Deixemos que viva um dia mais”.
Bons tempos! diriam
Vai longe esse tempo em que os jornais tinham poder de vida e de morte. Me lembro que diziam que o dr. Ernesto Simões, dono de A Tarde, o maior jornal de Salvador-Bahia, dizia: para viver bem na Bahia, a pessoa não pode brigar com três instituições baianas – Senhor do Bonfim, A Tarde e a terceira me esqueci.
Outra do dr. Ernesto Simões: o professor Cid Teixeira, aquela simpatia de pessoa, conta que quando era repórter de A Tarde foi cobrir a morte repentina de um cara importante. Chegou pra bater a matéria, uma bomba, o cara tinha se matado. Mas o repórter não pôde contar a verdade. O cara era das relações pessoais do dr. Ernesto Simões, que decretou: “No meu jornal, amigo meu não se suicida, morre”.
Eu mesmo, que não sou tão velho assim (sem gozação!), me lembro de um colega na redação escrevendo uma matéria. Lhe assaltou uma dúvida sobre como ocorreu realmente um fato, tentou tirar a dúvida com os colegas ao redor, mas não conseguiu. Então decidiu: “Se não foi assim, vai ficar assim, porque é assim que vou escrever”.
Bons tempos! diriam.
(O caso acima foi tirado, traduzido, do ensaio Crítica da Razão Imperial, que tem entre seus inter-títulos O poder midiático e a construção do sujeito-Outro, de autoria do pensador argentino José Pablo Feinmann).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Serviço de utilidade pública

Depois de ouvir várias aberrações a respeito dessa letra (Desde "ao sair do avião"... a ..." Indico ponto de areia, castelo de areia, asa de tubarão..."), resolvi postar a letra da música de Djavan, que ao meu ver não tem pé nem cabeça bem ao estilo djavaniano.

Açai

Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã
A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão,
ilusão
O sol brilha por si
Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã
Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã
A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si
Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sons em mim...



Você já ouviu falar em atividades de sensibilização e expressão corpóreo-musical para crianças e pais? Existe, viu. Quem garante é nosso amigo psicólogo, músico e musicoterapeuta Leonardo Cunha, que está abrindo turmas para crianças de zero a seis anos, acompanhadas de seus pais ou cuidadores.



Na proposta, chamada Sons em Mim, está junto com ele a psicopedagoga, professora de danceability e contadora de histórias Ana Luiza Reis. “Os encontros em grupo visam, de forma lúdica e criativa, o acompanhamento do desenvolvimento psicomotor, a sensibilização sonoro-musical e corporal, a percepção do corpo próprio e do outro, ampliando as formas de comunicação entre crianças, bebês e adultos”, diz Leonardo.

Ana Luíza diz que a idéia é partir da experiência de linguagem da criança como totalidade estética para enfocar gestos, sonorizações musicais e movimentos, bem como a expressão de sentidos e afetos.

Seguindo o conselho de Tartaruga – que disse que me falta presença de palco – acho que vou participar com Davi e Larissa.

Mais informações aqui.

Charanga baiana no 1o. de maio argentino?

Buenos Aires, vídeo de 29/04/2011 - Animada bandinha na festa dos trabalhadores da CGT (Confederação Geral do Trabalho) argentina. Me lembrei das charangas das festas de largo da Bahia (no meu blog Evidentemente há matéria, com fotos e vídeos, da grande comemoração).


terça-feira, 3 de maio de 2011

Vai encarar?


Para enfrentar qualquer parada: treino de Combat com o super Cristiano,
da Academia Well/Rio Vermelho  (Fotos: Gabriela )


segunda-feira, 2 de maio de 2011

ObamaXOsama





Extraída do site A Charge Online. Charge produzida por Marco Aurélio para o Jornal Zero Hora

domingo, 1 de maio de 2011

Apesar de JH, Ipitanga ainda tem barraca

Não adiantou a prefeitura de Salvador derrubar parte das barracas de Ipitanga, mesmo sendo administrada pela prefeitura de Lauro de Freitas. Ainda restam as barracas que ficam na área do kartódromo e pra não dar gostinho a JH hoje fomos pra lá, aproveitar o sol que brilhou o dia todo por aqui.
A chefinha na barraca Kiosque 18, tirando onda, depois de ter me dado um furo de reportagem, invadindo, literalmente, a minha praia.

Domingo de sol e muito entulho em Ipitanga

Vendedor ambulante sem cliente     Fotos: Joana D'Arck
No primeiro domingo após o episódio da demolição das estruturas das barracas de praia, em Ipitanga, e de dois dias seguidos de chuvas, o sol apareceu cedinho, brilhante, céu azul, azul. Mas, lá estavam ainda enfeiando o lugar as montanhas de entulhos das extintas barracas, apesar do superintendente da Sucom (PMS) , Cláudio Silva, ter garantido que no final de semana já teria concluído a limpeza, liberando o acesso de banhistas.

O entulho que Cláudio Silva prometeu tirar até esse final de semana
Nada disso.  As máquinas estavam lá hoje pela manhã, mas ainda longe de concluir a trabalheira. Difícil foi achar um lugar para chegar até a areia e poucos se arvoraram a fazer isso, pelo menos até às 11h,  exceto os costumeiros jogadores de baba e alguns praticantes de caminhadas na praia.   

Novo comécio: aluguel de cadeiras e sombreiros
Na falta das barracas, começou a surgir o aluguel de  cadeiras com sombreiro e os preços já estão combinados: R$10,00, cada conjunto.  Também na falta de frízer e geladeiras das estruturadas barracas, caixas enormes de isopor servem para comercializar a cerveja, água e refrigerante.



Enfim, alguns vão reagindo, se virando para não ficar sem o ganha pão, mas as dificuldades são muitas. Mais prejudicados até agora são os ambulantes, com a praia vazia. Um deles (na foto), vendedor de saídas de praia admitiu: “Tá difícil freguesa. Muito difícil, mas a gente tem que ter esperança. Acho que vai melhorar”.


 
Ana: faltaram discussão e negociação

Ana, ex-proprietária da barraca Rainha do Mar, voltava de uma caminhada, quando desabafou: “Isso foi um absurdo, Tanta gente investiu, alguns até mais de R$ 80 mil, procurando fazer tudo certinho para depois ficar sem nada”.

Mas fora do interesse pessoal e comercial, e a questão ambiental, como é que fica? Futuramente as próprias barracas podem se inviabilizar por conta da poluição da praia, provocada por elas mesmas, pelos dejetos que despejam diariamente. Ana admite que sim, mas devolve o questionamento: “Isto é verdade, mas as coisas poderiam ser feitas de forma mais discutida, negociada, sem tanto prejuízo pra gente. Além disso, o comércio ambulante nas praias sem barracas também polui”.

Está certa a preocupação de Ana. Afinal, a orla de Salvador virou um lixão, pior do que na época das barracas, pois as pessoas levam “a farofa” e nem todos têm consciência de recolher o lixo na saída. Prova que o buraco é mais em baixo e que é preciso encontrar uma solução para o impasse. E fiscalização, legislação, campanhas educativas públicas....   

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