Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 8 de novembro de 2011

De mulher para mulher (e para homem também)

Pedindo licença para compartilhar aqui umas dicas  interessantes, que apesar de dirigidas às mulheres (e eu pensei especialmente nas amigas quando resolvi postar esse texto de Leila Ferreira), serve também para os homens, para que eles procurem nos ver e nos compreender, se é que isso é possível.

Se eu tivesse que escolher uma palavra
- apenas uma -
para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje,
essa palavra seria um verbo de quatro sílabas:
descomplicar.

Depois de infinitas (e imensas) conquistas,
acho que está passando da hora de aprendermos
a viver com mais leveza:
exigir menos dos outros e de nós próprias,
cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa,
olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão
falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial
da mulher moderna.

Amizade, por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos
sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas,
acabamos deixando as amigas em segundo plano.
E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher
quanto a convivência com as amigas.
Ir ao cinema com elas
(que gostam dos mesmos filmes que a gente),
sair sem ter hora para voltar,
compartilhar uma caipivodca de morango
e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes
- isso, sim, faz bem para a pele.
Para a alma, então, nem se fala.
Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez
(desligue o celular, se for preciso)
e desfrute os prazeres que só uma
boa amizade consegue proporcionar.
E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário
duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino:
pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos,
três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia
- não importa -
e a ficar em silêncio.
Essas pausas silenciosas nos permitem refletir,
contar até 100 antes de uma decisão importante,
entender melhor os próprios sentimentos,
reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.
Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão
de uma mulher mal-humorada.
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas
do nosso dia a dia.
Se for preciso, pegue uma comédia na locadora,
preste atenção na conversa de duas crianças,
marque um encontro com aquela amiga engraçada
- faça qualquer coisa, mas ria.
O riso nos salva de nós mesmas,
cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado:
mulheres que falam em regime o tempo
todo costumam ser péssimas companhias.
Deixe para discutir carboidratos
e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista.
Nas mesas de restaurantes, nem pensar.
Se for para ficar contando calorias,
descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa
do companheiro de mesa com reprovação e inveja,
melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface
e seu chá verde sozinha.
Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que,
essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia:
gentileza.

Ter classe não é usar roupas de grife:
é ser delicada.
Saber se comportar
é infinitamente mais importante do que saber se vestir.
Resgate aquele velho exercício que anda esquecido:
aprenda a se colocar no lugar do outro,
e trate-o como você gostaria de ser tratada,
seja no trânsito, na fila do banco,
na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,
na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser
indissociáveis da vida:
sonhar e recomeçar.
Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia,
o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?)
ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Brad Pitt ...
sonhar é quase fazer acontecer.
Sonhe até que aconteça.
E recomece, sempre que for preciso:
seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.
A vida nos dá um espaço de manobra:
use-o para reinventar a si mesma.
E, por último
(agora, sim, encerrando),
risque do seu Aurélio a palavra perfeição.
O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,
inseguranças, limites.

Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita,
a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo,
a esposa nota mil.

Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam,
bumbum que encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas.
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.
Viver não é
(e nunca foi)
fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem
(e a busca da perfeição pesa toneladas),
a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira


PS: Gente, descobri que sou complicada: luto contra celulite, as rugas e por um bumbum razoável,  brigo comigo, me culpo,  vivo de dieta e já aborreci muito minhas amigas falando disso,  mas já parei com isso. Acho que ainda tenho salvação porque sonho, me reinvento e não abro mão do meu tempo com as amigas (Viva a Quinta sem Lei!). Pronto, falei.

7 comentários:

Mônica Bichara disse...

Amei! A melhor parte, pra mim, foi desistir de ser a dona de casa impecável (hehehehehe). Que alívio! Eu jamais conseguiria mesmo...
De tudo isso aí, pelo menos uma coisa eu sempre pratiquei: me colocar no lugar dos outros e tratá-los como eu gostaria de ser tratada.
E viva a birita (né vc não, viu Ritinha?) com as amigas!!!!
Por falar nisso, colé a do feriadão?

Soraia Melo disse...

Adorei!Bom já estou realizando algumas coisas.Por ex;Já saiu com minhas amigas sem ter hora de voltar há 5 anos.É só me chamar que vou!Quanto mais agora! Ninguém me segura mais rsrs. Toda última sexta do mês aqui no largo Santo Antonio tem samba.Quem me conhece sabe.Com ou sem marido eu vou.Tomo minha cervejinha e caio no samba.Já basta que gosto de cozinhar.Valeu! Moniqueta,agente ta precisando sair tb!

Luciana Amorim disse...

Não sei se é a conjunção astral do momento, ou se o meu próprio momento, pessoal e intransferível, mas me emocionei com o texto. A vida tá louca, estamos no olho do furacão com tanta (auto)cobrança...tá f....Jojo, valeu a dica! Moniquinha, 'brigada por me colocar na lista das indicadas a ouvir estas verdades! Amo vcs, mesmo distante- mas o coração tá perto! bjs

Mônica Bichara disse...

Lú, minha linda, vc sabe que faz parte da nossa vida. Tb te amamos. Vamos retomar nossas farras, Ipitanga te espera de portas abertas

Renata Soares disse...

CHOREI!!
Amei o texto,e vou colar na porta da geladeira,no espelho do meu quarto,no meu biquini,e CLARO,no meu MARIDÃO,kkkkkk...
Vamos ser feliz!!!
Projeto novo, bumbum velho!! Afinal é melhor olhar para LUA, do que ficar de cara pra parade!
Ah,vou trocar Brad Pitt,pelo Astro,daqui pro Rio é mais rapido, obrigada meus amores, amo vcs!!

Ivone Prates disse...

Mônica,
Valeu a leitura do texto. Já andava fazendo uma "coisitas" assim. Acho que foi de tanto errar, rs. Hoje estou mais leve. Não exijo muito de mim nem dos outros. Acho que o importante é ser feliz . Tenho sido. E depois, fazer em sua volta um clima legal.
Obrigada pela indicação. Beijos!

Joana D'Arck disse...

Lú, Rê,Tontonta, Sossó, Ivone, fico feliz porque vocês gostaram e se identificaram com o texto. O importante é ser feliz, seja lá como for. Acho que essa é a nossa verdadeira busca. Quero descomplicar, manter e fortalecer as boas amizades, parar para respirar e recomeçar, sonhar, sonhar, sonhar... e cultivar a gentileza, não apenas da minha parte para os outros, mas me afastando também dos que não tem essa sensibilidade. Quero principalmente me reinventar sempre.

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