Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

domingo, 30 de dezembro de 2012

Favelização da Praia de Ipitanga


Alguns monstrengos como esse aí da foto já começam a aparecer na Praia de Ipitanga. E esse processo de favelização vem assustando os moradores e frequentadores da área. Um absurdo que precisa ser barrado antes que se alastre por toda a praia.
Cada cacete armado desse vira esconderijo de ladrão, paraíso para ratos e outros bichos...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

RECEITA DE ANO NOVO

"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?) Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

CARLOS DRUMMON DE ANDRADE


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Vale a pena ler de novo: Buraco Negro

Nesse final de ano os caboclos da confusão baixaram dicumforça aqui em casa e estão me enlouquecendo. Não encontro o cabo da bateria da câmara fotográfica de jeito nenhum, o cintinho que comprei pra ficar na moda também desapareceu, os óculos escuros, vários, estão de mal com a minha cara e desaparecem. E ainda tem o caboclo quebrador, que novamente me deixou sem os óculos de grau receitados, me obrigando a usar o quebra-galho comprado no camelô até concertá-los de novo. Só Fernando Sabino pra explicar isso. Quer ver?.  Leia Buraco Negro.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Lukas, o deprimido

Apresento-lhes o Lukas, a quem chamo Lukas, o deprimido, personagem assinado por Miguelrep no jornal argentino Página/12. Está ele aí no dia 22 de dezembro, tremendamente frustrado porque o mundo não acabou no dia 21, como previam algumas interpretações levianas do tal do calendário maia. Veja o olhar dele: "Não aconteceu nada", "Que desilusão".
Agora outra num "diálogo" de "Lukas e os piolhos": "A vida é muito triste. Mas não temos que nos preocupar", "Porque dura pouco".
Esta é criação de Daniel Paz & Rudy, também do Página/12. É do início de dezembro, quando os argentinos comemoraram os 29 anos do fim da última ditadura (1976-1983). Imagine o papo de alguém com seu "reaça" predileto - pode ser algum líder do DEM, do PSDB, do antigo PFL ou algum chefão da velha imprensa ou dos militares golpistas ou da Opus Dei. Pense aí: "Já se vão 29 anos de democracia", "Que horror... Isto não termina mais!!" 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Perco o amigo, mas não abro mão da moqueca de miolo

Jadson Oliveira e Zé Sinva
 Cá está de volta o nosso correspondente internacional (só para a  América Latina, até agora), Jadson Oliveira. Chegou sorrateiro, fingindo que não estava na terrinha e assim ficou, "clandestinamente", por mais de uma semana, até ser descoberto por nós.Voltou mais radical ainda nos ideais esquerdistas, depois de nova temporada em Cuba, a ponto de me dar um ultimato, depois da terceira dose de uísque em roda de conversa com o também recém chegado suíço, Ivan Massard, no Largo da Mariquita.

Deta e o cunhado suíço,  Ivan Massard
Eu contava para Ivan sobre a minha paixão por moqueca de miolo de boi e da última que comi, no Bar do Moreira, nas ótimas companhias de Sinval, Alberto Freitas, César Barrocas e Manoel Porto. Arredio ao local,  tradicionalmente frequentado também por políticos da direita, inclusive ex-governadores, Jadson Oliveira começou a protestar, daquele jeito repetitivo dele, depois de algumas doses na cabeça. "Não joaninha, não sou amigo de quem anda em Moreira, não sou amigo de quem anda em Moreira. Moreira, Moreira, Moreira... queta Joaninha, Moreira, Moreira, não sou amigo de quem anda em Moreira". Para acabar com a repetição engraçada, mas já enjoada, reagi, com as pontas dos indicadores coladas: "Tá bom Jadson, você deixa de ser meu amigo, corte aqui meus dedinhos, mas eu não abro mão da moqueca de miolo, nem morta!". Foi uma gargalhada geral. Consegui dobrar o cabra.


Bernhar Gobbi: "Os cubanos têm uma visão mais realista da fraternidade e união"

Bernhar, jovem engenheiro "bicicleteiro", na Rua Neptuno, em Vedado, Havana: "Os brasileiros, escravos da mídia direitista, muito provavelmente continuarão ignorando o que é possuir um governo que realmente se preocupa com educação, saúde, segurança" (Fotos: Jadson Oliveira)
Acesso ao mínimo para viver, pequenas escolas por todo canto, recepção, consumismo, assédio aos turistas, Ato de Ajuste Cubano, bloqueio, reformas, segurança, futuro do socialismo: jovem engenheiro “bicicleteiro” brasileiro opina sobre a realidade de Cuba e diz o muito que gostou e o pouco que não gostou nos 17 dias que passou na ilha.

De Salvador (Bahia) - Bernhar Gobbi Rocha Coimbra, 31 anos, goianiense, filho de baiano de Correntina com goiana de Itumbiara, solteiro, engenheiro de computação, trabalha no Ministério das Cidades em Brasília, participa há quatro anos do grupo “bicicletada”, um coletivo horizontal derivado do movimento Critical Mass, surgido em San Francisco, Califórnia, com o objetivo de debater o uso da bicicleta em detrimento do uso do carro, principalmente para deslocamentos curtos. Não tem militância político-partidária, mas é simpatizante do PCB (Partido Comunista Brasileiro) pelo alinhamento ideológico, partido que tem hoje uma linha política bem à esquerda, ao contrário do antigo chamado Partidão.

Esteve 17 dias em Cuba, entre 21/out/2012 e 07/nov/2012, percorrendo a porção cubana abrangendo Havana e a porção mais a oeste da ilha, para se manter afastado da zona de influência do furação Sandy, que castigou a parte oriental do país naquele período (as províncias – estados – mais atingidas foram Holguín e Santiago de Cuba).

Na entrevista, concedida a este blog por escrito (as perguntas foram formuladas em Havana e respondidas e editadas já no Brasil), o jovem engenheiro “bicicleteiro” brasileiro fala das suas impressões sobre Cuba, dizendo-se surpreendido “pela cordialidade e alegria, pela inteligência e solidariedade” do povo cubano. Discorre sobre o que mais lhe agradou e o que mais lhe desagradou. E conclui: “Cuba é linda. Os cubanos são parecidos com os brasileiros, apenas têm uma visão mais realista da fraternidade e união, do que é um governo para o povo. Aos brasileiros, resta apenas o carnaval, o pão e o circo”.


(Para ler a entrevista no Evidentemente)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Venezuela: chavismo elege 20 dos 23 governadores

Nicolás Maduro: "Uma vitória histórica, gigantesca; um presente de amor ao comandante Hugo Chávez" (Foto: AVN)
De Salvador (Bahia) – Enquanto o presidente Hugo Chávez tenta se livrar do câncer e se recupera da quarta cirurgia em Havana (Cuba), seus seguidores do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conseguiram neste domingo, dia 16, uma expressiva vitória nas eleições para governadores dos estados: elegeram 20 dos 23 governantes, inclusive o de Zulia (Francisco Arias Cárdenas), o estado mais populoso e mais rico do país, que vem de sucessivos governos da oposição.
 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Alívio ou decepção? Depende do ponto de vista de cada um

Felizmente o que parecia ser uma tragédia, sábado (15/12) pela manhã, na praia de Ipitanga, terminou de forma cômica. Chegando na praia nos deparamos com um grupo de rapazes de um baba estarrecidos com o achado num montinho de grama: calcinha, sutiã, cueca e a chave de um carro. Logo descobriu-se que a chave era de um Cruze branco estacionado do outro lado da rua, com terno, vestido de festa, celulares, bolsa.... 
A polícia foi chamada e rapidinho chegou uma viatura. Os policiais ligaram para um número e os supostos parentes das vítimas chegaram.
A discussão era onde os corpos iriam aparecer, pois o casal só poderia ter se afogado, já que estava descartada a hipótese de assalto. As opções mais prováveis eram, a depender da maré, Stella Maris, Busca Vida ou Itapuã.

Suspense geral....até que a risadaria começou. Um dos jogadores, visivelmente decepcionado, sai resmungando: "Ah! Não foi nada, eram eles mesmos que estavam bebum, foram tomar um banho pelado e não encontraram as coisas. Foram pra casa pelados..." kkkkkkkkk 

Alívio pra uns, decepção pra outros


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Cinquenta Tons de Cinza na visão de um homem


Capas dos três livros 
"A não ser que você tenha tirado umas férias em Marte, não tenha nenhuma amiga-mulher na sua vida, ou faça parte do Clube do Bolinha, você provavelmente já ouviu falar do livro Cinquenta Tons de Cinza.” 


O sucesso da  trilogia "Cinquenta  Tons de Cinza", da autora E. L. James, deixou tão intrigado um certo "marqueteiro" que ele resolveu  investigar e publicar a sua opinião masculina sobre o "fenômeno" literário que agradou em cheio o público feminino, mas preferiu ficar no anonimato, talvez por receio de ser zoado pelos amigos.
O texto original é extenso e resolvi resumir aqui as principais conclusões do cara que se diz motivado pela profissão para buscar a razão para tanto interesse em torno do que considera um lixo (concordo). E ele acabou fazendo o sacrifício de ler os três volumes (só aguentei até o  segundo).
Do que se trata
"Cinquenta Tons de Cinza é o conto de fadas do Século 21. O livro conta a história de Christian Grey, um jovem bilionário, brilhante, maravilhoso, ultra lindo, intimidador, super bem sucedido, um líder nato dos seus funcionários que ainda ajuda os pobres, piloto do próprio avião, fiel, super atencioso com as mulheres, um cara super bom de cama que se apaixona por uma menina de 22 anos totalmente tapada, virgem e que nem é o supra sumo da beleza feminina... " O Livro tem metelança para todo lado o tempo todo,  se parece muito com os filmes-pornô visto pelos homens. Entre uma cena ou outra de sexo você tem uma historinha qualquer..."
Cinco Tons de Homem Ideal:

Para facilitar a vida dos homens que não leram ou não vão ler a trilogia, o marqueteiro resolveu fazer algumas recomendações, listando as razões porque as mulheres amam o Christian Grey:

colar que simboliza a trilogia
1. Porque o Grey elogia a mulherada o tempo todo. Toda mulher quer se sentir sexy e maravilhosa. Os homens de hoje elogiam tão pouco as mulheres que ao fazê-lo, a mulherada já acha que o cara fez algo de errado. Então, coloca na cabeça a meta de crescer em 500% o número de elogios que você faz para a mulher que você ama. Diga a ela que você admira a atenção e dedicação que ela coloca na educação dos filhos mesmo ela tendo que dividir o seu dia entre trabalhar fora e cuidar da casa. A maioria das mulheres vive preocupada com a falta de feedback que recebe dos homens. Tire esse peso das costas da mulher, dê feedback! Para elas nós somos um mistério porque falamos muito pouco. A mulher precisa e quer saber a sua opinião sobre as coisas. Todo mundo precisa ouvir elogios, capricha nessa parte!


2. Porque o Grey faz a coisa acontecer. O FDP do Christian Grey além de pilotar um avião ainda sabe como consertar um ar condicionado. Mulher gosta de cara que resolve as coisas, tipo "Pode deixar que eu vou resolver isso em 2 horas" . O cara que só sabe encontrar a seção de batata frita em um supermercado e sintonizar o canal de esportes na televisão, tá danado. O homem precisa assumir a gerência de manutenção da casa e da família e fazer a coisa acontecer. Sim, todo mundo tem no mínimo dois empregos, aquele que traz o dinheiro para casa, e aquele que traz o amor para dentro do seu lar.

3. Porque o Grey cria momentos de romance. Antes do sexo a mulher precisa de amor, antes do amor a mulher precisa de romance. Todo relacionamento esfria com o tempo, mas ninguém deseja para si um relacionamento frio onde as coisas são entediantes e sem paixão. Para mudar isso, o cara precisa dar 100% de atenção quando estiver presente. Ouvir mesmo, elogiar mesmo, dar a entender que qualquer pequeno gesto da mulher é a coisa mais maravilhosa do mundo. Uma das coisas mais irritantes do livro é a quantidade de vezes que o cara elogia a menina porque ela morde os lábios quando ela está envergonhada ou qualquer coisa do tipo. No primeiro livro isso acontece 46 vezes. Mas é isso, todas as pequenas coisas contam.

4. Porque o Grey se importa com a mulher. A verdade é que a grande maioria dos Fred Flinstones que tem por aí procura uma mulher para substituir a mãe deles. O cara acha que a mulher tem que serví-lo e fazer tudo do jeito que a mamãe dele fazia quando era criança. BANDO DE BABACAS!!! O papel do cara é empurrar a mulher para frente. Incentivá-la a malhar, fazer o cabelo, comprar roupas novas, se alimentar direito, se preocupar com a sua saúde, e, claro, a satisfazer sexualmente e não apenas a si mesmo. E MAIS, o cara tem que fazer tudo isso sem que a mulher DIGA QUE ELE TEM QUE FAZER. Sim, é isso mesmo, o homem tem que ler a mente das mulheres. Fácil, né?

5. Porque o Grey tem seus problemas. Apesar das inúmeras virtudes, características e clichês de príncipe encantado, o cara não é perfeito - longe disso. Ele sofreu trocentos abusos quando era criança que afetaram drasticamente a maneira que ele se relaciona com as pessoas - nada muito diferente de qualquer homem que eu conheço. A heroína da história, por sua vez, apaixonada pelo cara que sempre faz a coisa acontecer, a elogia sempre, cria momentos de romance a todo momento e se importa com ela como mulher, acaba se vendo na responsabilidade de consertar o cara. Toda mulher que se preza acha que vai consertar os homens. É por isso que a mulherada se mete em relacionamentos furados, elas acham que podem mudar o homem. Kkk. Não rola. O ponto aqui é que ninguém precisa ser perfeito, mas todo mundo precisa se importar um pouco mais, ou muito mais, com aqueles que estão próximos da gente para que possamos pedir o mesmo em retorno. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ao inesquecível Irepinga


A foto foi postada por Carmela no Facebook, lembrando que hoje se completam dez anos sem o amigo Irecê, Irepinga aqui no Pilha, José Rodrigues de Miranda.

Essa dancinha dele aí, como lembra Mônica, foi ao som do "...é devagar, é devagar, é devagar, devagarinho", mas o cara tinha muitos trejeitos e gestos próprios, engraçadíssimos, como também muitas histórias igualmente hilárias.

O Pilha registrou algumas que vale a pena rever. Duas delas:  
Minha tchonga
A noite do nenen

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Carla Perez chora ao saber da morte de Oscar Niemeyer


Viva a criatividade em torno de Oscar Niemeyer

A morte do centenário arquiteto Oscar Niemeyer rendeu inúmeras homenagens e aguçou o humor e criatividade dos brasileiros, a exemplo dessa charge genial que está  se destacando nas redes sociais. Na mesma linha de brincar com a previsão apocalíptica maia de que o mundo vai acabar nesse ano de 2012 (ui!) várias piadinhas circulam internet. A nossa pilheria Simoa Borba postou na sua página no FB, "Agora sim, acredito que o mundo vai acabar. Niemeyer morreu!" e uma amiga dela saiu com essa: "Nada, falta Dona Canô!"

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

"A vida é um sopro" e 'Arquivo N"



Arquivo N sobre Niemeyer, da Globo News, vale a pena assistir

Isabel Santos
 
"A Globo News exibiu ontem (quarta-feira, 5) à noite o programa ‘Arquivo N’ sobre o arquiteto carioca Oscar Niemeyer muito bom. A partir dele pude conhecer melhor o valor do pensamento desse homem, além do excelente profissional, deixando um inesquecível legado, um comunista convicto, que praticava aquilo em que acreditava, um agnóstico humanista, muito mais de muitas que dizem ‘graças a Deus’.
 
Ele não se conformava em ver os candangos, que ajudaram a construir a monumental obra da arquitetura moderna chamada Brasília, morando precariamente nas cidades satélites.
 
Um arquiteto que nos últimos anos compunha música, fazia poesia..., que não parava de trabalhar. Aprendi muito com o seu pensamento, externado numa longa entrevista que deu a jornalista Sandra Moreyra. Ela conseguiu esse bate-papo, ao lado do seu maior amigo, o engenheiro José Carlos Sussekind, a ‘duras penas’, porque ele não gostava de badalação na imprensa, na bela casa que ele construiu no RJ.
 
Vale a pena assistir. A emissora geralmente reprisa esses programas várias vezes na semana.

Mais dica do blog

"A vida é um sopro" (e se extinguiu em 5 de dezembro de 2012)
 
O documentário sobre vida e obra do arquiteto Oscar Niemeyer é um filme  que de forma descontraída trata de arquitetura, histórias do arquiteto, luta política e de sua paixão pelas mulheres." Recebeu o prêmio de Melhor Documentário, por unanimidade, no 1º Festival Internacional de Documentários Atlantidoc, no Uruguai, em dezembro de 2007. O filme tem belas imagens de muitas de suas obras e a participação de  documentário José Saramago, Carlos Heitor Cony, Eduardo Galeano, Fer freira Gullar, Eric Hobsbawn, Nelson Pereira dos Santos, Mário Soares, Chico Buarque e Ítalo Campofiorito.

http://www.youtube.com/watch?v=FHEbbYSfnho

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dia do Palhaço vai ter apresentação de Gerônimo e O Povo Pediu


Este ano, o Dia Internacional do Palhaço (10 de Dezembro) cairá numa segunda-feira. Como todo palhaço que se preza, segunda está com preguiça (curando a ressaca do fim de semana), a coordenação dos Palhaço do Rio Vermelho decidiu antecipar a comemoração da data no  dia 08/12 (sábado), com uma  festa no PÓSTUDO Restaurante. 

A programação começa às 21h com a apresentação do grupo “O Povo Pediu”, que receberá o convidados  com músicas autorais e um vasto repertório de MPB. Às 23h,  o DJ Ruy Santana segurará a peteca esquentando a pista até a meia-noite, quando começará o Show de Gerônimo e Banda Mont'Serrat.

Esta festa marcará a parceria dos “Palhaços do Rio Vermelho” com o Grupo “O Povo Pediu”, que daqui pra frente prometem aprontar muitas surpresas.


SERVIÇO:
Festa Palhaços do Rio Vermelho
Data: 08/12/2012
Local: PÓSTUDO Restaurante
Hora: 21:00h
Atrações: Grupo "O POVO PEDIU", GERONIMO e Banda Mont'Serrat, DJ Ruy Santana
Couverte: R$ 20,00


Em janeiro (12/01/2013) o Palhaços do Rio Vermelho farão o Ensaio Geral e prometem mai surpresas e alegrias, com homenagens e coroação do Rei para o desfile de 2013.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Procura-se um lar para esse elenco global

 A novela Avenida Brasil acabou e eles estão desempregados, precisando de um novo lar. Minha irmã está doando essa família. 

domingo, 25 de novembro de 2012

Primeirona





Ainda dá tempo assistir hoje os espetáculos do ‘Sesi Bonecos do Mundo, no Jardim de Alah



Por Isabel Santos

Gente, que coisa mais perfeita, bela, espetacular, fantástica... e que mais adjetivos houver para expressar o trabalho desses talentosos manipuladores de bonecos, que estão se apresentando no Jardim  de Alah, na orla marítima (Costa Azul) nos espetáculos patrocinado pelo Sesi ‘Bonecos do Mundo’.
É simplesmente imperdível. Teve um teatro de sombras –‘Sombras de Mão’, do grupo japonês Kakashi-zal –, que foi de cair o queixo. Eu que sempre foi fascinada por essa arte e quando criança ensaiava algumas figuras à luz de vela nas paredes de casa, no interior, fiquei extasiada. Quem não viu – sem nenhum exagero – perdeu mesmo a oportunidade de conhecer ou rever essa arte.
Crianças, até mesmo pequenininhas, jovens e adultos de todas as idades vibraram, Tem cadeira para sentar. Todas amarradinhas umas nas outras e o chão em frente dos palcos. É programa de família. Eu fui lá para ver como era se era realmente gratuito, do que se tratava mesmo... e acabei ficando, retornando às 22 horas.

 Confesso que relaxei (estou precisando), apesar de vento ter levado o meu encharpe, presente do meu filho quando voltei de viagem por outros países da AL , que protegia meu pescoço. Coisas dos meus vacilos. Mas dos males o pior. ‘Vão os anéis e mas ficam os dedos’, o que importam. Vou ver se consigo mobilizá-lo para hoje.

O ‘Circo em Fios’ foi divino, com bonecos acrobatas.  Uma soprano, que belo’. O cachorrinho e seu presente, impressionante. Parecia de verdade. Tem também os espetáculos  em palcos paralelos com os nossos criativos brasileirosa/baianos. O encerramento da noite com o show de Pato Fu e dois bonecos do Grupo Giramundo (hoje eles não se apresentam) fechou com ‘chave de ouro’, como se diz no o velho jargão, a noite.

Segundo a organização, alguns espetáculos não acontecem hoje, mas anunciaram três nos dois palcos principais, considerados muito são bons, como o ‘Diário Malassombrado’, da Cia. Mevitevendo (SP), às 19h, no palco – último espetáculo da tarde/noite. Portanto, quem puder assistir vai sair ganhar a tarde de domingo. Lá tem ainda apresentação de filmes, exposição de bonecos em salas especiais, vendas de bonecos, lanchonete... Uma estrutura e tanto. É a cultura chegando para a população sem custos. Assim deve ser, porque o povo gosta do que é bom, só não pode ter acesso... A programação começa às 16h30. Até lá!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"Soy Cubana"

O charme de "Soy Cubana", na voz e no bailado de Alisliy, e outras autênticas canções cubanas, mais uma brasileira (Garota de Ipanema - La Chica de Ipanema) e uma mexicana (Vereda Tropical). Cobertura no Evidentemente: "Tarde musical num centro comunitário 'habanero'".

Vovô Mané

Não basta ser avô, tem que ir pro chão brincar de cachorrinho.

E nosso Mané Porto, o pilheiro que é mais fotografado do que fotografa, leva essa missão ao pé da letra. Não importa se o chão é de um bar, lá está ele paparicando a lindinha da Sofia.

Com a camisa do Bahêa a cena ficou ainda mais linda

Parabéns, Mané!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

CULTURA E VIAGEM - FEIJOADA & CASSOULET


  A  delícia de visitar outros lugares e conhecer costumes diferentes, sob o olhar do professor baiano Jorge Lisboa, Mestre em Sociologia,  que fala especialmente da cultura francesa.
  
(Jorge Lisboa)

Festival de Cornouaille em Quimper - foto Jorge Lisboa.
Inequívoca expressão da sensibilidade e criatividade humana, o lusitano Fernando Pessoa, no século XIX, convencido das inúmeras vantagens acumuladas por todos aqueles que abraçam o hábito de viajar, preconiza a integração das sociedades sugerindo poeticamente: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Acompanhando a inspiração do poeta, podemos dizer que viajar não se reduz à simples ação de se deslocar no espaço geográfico, mas constitui a realização de um desejo particular de experimentar diretamente lugares e coisas que nos interessam. Significa, salvo necessidades especiais, transportar-se espontaneamente movido pela esperança de novas descobertas, literalmente  ir ao encontro do outro, do desconhecido, do diferente.

"Viajar nos permite ampliar as nossas simpatias e nossa imaginação, nos faz despertar para ambientes culturais diferentes do nosso..."

Viajar é, por isso mesmo, uma das coisas mais gratificantes que o ser humano pode desfrutar para melhorar a sua existência. Sendo assim, aproveito o momento para refletir sobre a experiência de viver em outro país e reforço a recomendação do poeta português. Implicitamente, buscando encorajar os espíritos aventureiros, com grande entusiasmo digo que nada pode superar a recompensa de conhecer outras terras, outras sociedades, outras culturas.
Festival de Cornouaille - em Quimper- França - Foto Jorge Lisboa
Não é nenhum exagero afirmar que toda viagem vale à pena tão somente pela memória do percurso. Não há dúvida que a troca de experiências praticada numa viagem é muito mais enriquecedora do que os registros feitos por meio de anotações, fotografias, vídeos, etc. As viagens, pelas oportunidades de interação disponibilizadas, podem oferecer aos indivíduos um importante enriquecimento do seu patrimônio cultural. Viajar nos permite ampliar as nossas simpatias e nossa imaginação, nos faz despertar para ambientes culturais diferentes do nosso, se ouso dizer, nos engrandece porque nos acrescenta práticas comportamentais desenvolvidas e aprimoradas por grupos que vivem de maneira diversa daquela que conhecemos. 
bouillabaisse
O ganho é inquestionavelmente muito grande! Imaginem quanta descoberta pode uma memória guardar de uma visita a outro país, outra sociedade.  E as viagens científicas? Ainda que com bastante freqüência gerem infinitas controvérsias, é inegável a colaboração delas para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das ciências, das artes e das civilizações.  Os exemplos de Paul Gauguim, Júlio Verne, Lévi-Strauss, João Ubaldo Ribeiro, Milton Santos e Oscar Niemeyer, pelas inestimáveis contribuições que acrescentam às suas respectivas áreas de atuação, bastam para reafirmar o valor de tais excursões às sociedades humanas.
bouchon_boudin_noir
" A França, por exemplo, país onde estudei e vivi por algum tempo, apresenta muitos elementos que podem facilitar a integração do brasileiro que por lá se aventure".
Além da validade cultural das viagens, o assunto me interessa em particular, pois desconsiderando os inconvenientes de adaptação: clima, idioma, alimentação, etc, viver em outro país pode proporcionar ao indivíduo significativa amplitude de visão e de espírito. A França, por exemplo, país onde estudei e vivi por algum tempo, apresenta muitos elementos que podem facilitar a integração do brasileiro que por lá se aventure. No aspecto alimentação, muitos pratos se aproximam da nossa condimentada culinária: a bouillabaisse, típica da Provence, lado de Marseille (muito parecida com a nossa moqueca), e o cortejado cassoulet, um autêntico representante do Midi, região de Toulouse, (que lembra a tradicional feijoada).   

cassoulet.
No entanto, se estas especialidades brasileiras e francesas servem para amenizar o difícil período de adaptação, existe uma gama de produtos capazes de obstaculizar a estadia do visitante em terras gaulesas, como: boudin, esgargot e champignon. Todavia, estas questões podem ser superadas, afinal, Brasil e França possuem uma série de afinidades que certamente poderão ajudar aos inspirados e simpáticos viajantes. Brasileiros e franceses sempre demonstram grande cordialidade entre si, sendo esta a substância predominante nas relações entre indivíduos dos dois países.

Nem mesmo as disputas esportivas que envolveram as duas nações durante as últimas copas, França 98 e Alemanha 2006, cujos placares colocam em vantagem o país de Edith Piaf, puderam quebrar os elos que unem os gauleses aos patrícios de Tom Jobim. Por certo, deve haver muito mais elementos para promover a união do que induzir à cisão destas sociedades distintas, mas declaradamente amigas. Os comentários acintosos e infelizes de Thierry Henri, no mundial da Alemanha, “os brasileiros são bons de bola, porque ficam pouco tempo na escola” foram esquecidos rapidamente, pois não merecem sequer ser rebatidos. C`était honteux pour lui (foi vergonhoso para ele) !

Enfim, Brasil e França sabem reconhecer valores mútuos e não poupam homenagens um ao outro. Se considerarmos as inúmeras contribuições compartilhadas, podemos mesmo pensar em certa complementaridade. O desejo de cooperação entre os dois países é irrefutável. Pode-se relacionar as influências acadêmicas, inspirações sobre o pensamento social brasileiro, técnicas profissionais, sítios naturais, doações arquitetônicas (Cristo Redentor), material para pesquisas de todo gênero.
escargot
Os franceses são verdadeiros admiradores da cultura brasileira. Nossos ritmos musicais exercem grande fascínio sobre eles. Sucessos de Chico Buarque, Gilberto Gil, Jorge Benjor, entre outros são executados em emissoras de rádio daquele país.

Reconheço que nem tudo é perfeito quando se trata de contatos diretos entre os indivíduos originários dos países emergentes e habitantes das sociedades industrializadas. Não raramente se percebe discrepâncias no comportamento daqueles que integram as comunidades européias. Porém, penso que a França pode ser um destino agradável para aquele que pretenda aproveitar bem o seu tempo de férias ou deseje aprofundar estudos acadêmicos.
"Afinal, Paris ainda é a capital da moda, da etiqueta, do turismo e das convenções"

Andar pelas margens do Rio Sena, cruzar a Ponte des Arts, descobrir as preciosidades do Museu do Louvre, passear pelo Quartier Latin, contemplar a beleza do Jardim de Luxembourg e subir a colina de Montmartre para degustar um cafezinho aos pés do Sacré-Coeur, faz parte do roteiro dos visitantes. Vale salientar que mesmo o parisiense tendo fama de emburrado, existe na cidade um padrão de atendimento com o objetivo de prestar um serviço de ótima qualidade.

Afinal, Paris ainda é a capital da moda, da etiqueta, do turismo e das convenções. Além disso, transitar pela capital francesa nos da aquela gostosinha sensação do déjà vu porque nós já nos acostumamos a ouvir expressões como: enfant gâté, marionete, femme fatale, petit-suisse, purée, toilette e boulevard, entre outras. Portanto, reforçando  as aspirações dos candidatos a viajantes, repito que as dificuldades menores permanecerão menores toujours. Como diz a canção de Loius Amade e Gilbert Bécaud, ícones da canção francesa: L´important c´est la rose!


Bons companheiros


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Médico receita cadeado para emagrecer


Adriana mostra a  estúpida receita 
Ao ler a receita médica indicando o uso de "Cadialina" para combater dores no fígado e perder peso, a paciente baiana Adriana Santos, perguntou ao médico José Soares Menezes onde encontraria tal medicação. Ele recomendou (pasmem!) que ela procurasse um ferreiro e comprasse seis cadeados. "Um para a sua boca, outro para a geladeira, outro para o armário, outro para o freezer, outro para o congelador e outro para o cofre de casa", contou a dona de casa, de 33 anos, 1,53 m,de altura e 100 kg.

"Ele ainda falou que, se eu não quisesse os cadeados, o jeito seria fazer jejum em quatro dias da semana. E, nos outros três, só beberia água.", relatou Adriana, em entrevista à TV Itapoan.

@@@@@@

O médico negou só a segunda situação e pediu desculpas "se foi mal interpretado” por Adriana. "É uma paciente que tem compulsão por alimento. Infelizmente, ela vive numa comunidade que não tem capacidade de abstrair as coisas", afirmou Menezes à TV.
Adriana contou que não poderia fazer uma cirurgia de redução do estômago e o médico  afirmou que sua filha chegou a realizar o procedimento, mas, como continuou sem fazer regime, acabou engordando novamente.

O caso ocorrido na semana passada em um posto móvel da Fundação José Silveira, no bairro do Uruguai, onde Adriana mora, foi registrado por ela no Conselho Regional de Medicina da Bahia.


HAVANA NOS TEMPOS DO “CAMELLO”



O  nosso correspondente internacional, Jadson Oliveira,  está todo encantado com esse  transporte cubano, o "Camello", que sumiu da capital, mas é utilizado no interior do país de Fidel. Enquanto não sai a entrevista com El Comandante, o jornalista blogueiro perambula pelas ruas de Havana e conta detalhes no seu  blog EVIDENTEMENTE.

domingo, 4 de novembro de 2012

Mais um vôo da Asa Branca


No mesmo fim de semana do apagão no nordeste, onde choveram abusos de discriminação contra os nordestinos pelas redes sociais, assisti ao filme “Gonzaga de Pai para filho”. Naquele oportuno momento, ainda amargurada pelo veneno da “ideologia sulista, elitista e medíocre”, reafirmei minha convicção de quanto é belo, forte e importante para todo o Brasil a cultura nordestina. O filme em si cai numa onda sentimentalista às vezes desnecessária e bem característica do seu diretor Breno Silveira (o mesmo dos Filhos de Francisco), porém, pra quem gosta das músicas, e no meu caso adoro tanto pai quanto filho, foi um verdadeiro deleite para os ouvidos. O filme toma um formato às vezes narrativo, às vezes documentarista, baseado nas fitas gravadas pelo próprio Gonzaguinha ao entrevistar o pai. Não é novidade pra ninguém que a relação entre progenitor e descendente (no caso aqui não sanguíneo) sempre foi conflituosa e é sob essa perspectiva que o filme se desenvolve, na busca, um pouco forçada, de um cenário harmonioso para seus personagens. Encerradas as críticas cinematográficas, o filme lhe presenteia com o que mais há de genuíno na música popular brasileira. Resgata as origens culturais e musicais de Gonzagão, além estabelecer as influências históricas da música de Gonzaguinha. Nesse aspecto é interessante observar que estão presentes no filme figuras que permeiam o imaginário da cultura sertaneja, e da música de Luiz Gonzaga, como a figura do vaqueiro e do coronel.  Com esses elementos, aliado a belíssima trilha sonora é um filme que, em tempos de tentativas de segregação regional, mostra o valor e a beleza da cultura sertaneja e nordestina, na qual eu muito orgulhosamente faço parte.

sábado, 3 de novembro de 2012

De volta à Ilha de Fidel

Veja entrevista de Jadson Oliveira no site Ananindeuas em Debate
O nosso correspondente internacional retorna neste sábado à Cuba para desmascarar o terrorismo da mídia  capitalista contra o eterno comandante Fidel Castro. Apesar dos boatos espalhados nos meios de comunicação e redes sociais, o líder cubano está vivinho da Silva. Jadson Oliveira já marcou entrevista para contar tudo.
 
 
 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vai ser caxias assim lá na Argentina!



Jorge Saavedra saiu apressado de casa no município de Seguí (província de Entre Ríos-Argentina), montou na moto e disparou para seu trabalho. No meio do caminho se deu conta de que não havia colocado o capacete, conforme exige a legislação. Ao invés de seguir, parou e telefonou à sua casa para que lhe levassem o equipamento. Logo que recebeu e passou a usar o capacete, seguiu caminho, e quando chegou ao trabalho lavrou imediatamente uma multa. Saavedra é o chefe dos agentes do trânsito e não perdoa a ninguém, nem a si próprio.

(Notinha da capa do jornal argentino Página/12, edição de 01/11/2012)

Sexta com Matita Perê


Borega e Luciano se apresentam todas as sextas de novembro no teatro Sesi Rio Vermelho, 20h. Matita Perê em duo, com participações.Imperdível.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Cuíca de Santo Amaro na abertura do Cine Futuro, dia 09 de novembro


O filme documentário Cuíca de Santo Amaro será lançado em Salvador no proximo dia 09 de novembro (sexta-feira), na abertura do Cine Futuro – VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha. Serão realizadas duas sessões do filme, às 20h e 21h30min.

Antes disso, às 18h30min haverá o lançamento de um livro com vinte folhetos de autoria do poeta popular Cuíca de Santo Amaro, selecionados a partir das pesquisas realizadas para a produção do filme.

O livro foi patrocinado pela Fundação Pedro Calmon. Além dos folhetos de Cuíca há um texto de Orígenes Lessa, que descreve o encontro, na porta do Elevador Lacerda, do escritor paulista com o vate baiano.

No próximo mês de fevereiro Cuíca de Santo Amaro será exibido em salas de cinema de Salvador e espaços diversos de 29 cidades do interior. Projeto de distribuição e exibição do filme foi aprovado no Edital da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), que prevê, além das exibições na capital e no interior, a produçao de um DVD com o filme e Extras visando distribuição para a rede de ensino e outros interessados. Antes disso, o filme será exibio no Cachoeira Doc (04 a 09 de dezembro) e no Festival Internacional de Cinema de Arquivo, (REcine 2012, RJ, 10 a 14 de desembro).

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O NÃO ADEUS A RICARDO SERRANO

O texto abaixo é de autoria de Diltão, da confraria do Bar de Bahia, que expressou tão bem o sentimento dos amigos de Ricardo Serrano.

Nosso amigo Ricardo Serrano saiu à francesa. Não deu aviso prévio, não quis incomodar sua tribo com despedidas ou ritos sociais chatos, apenas caiu fora, deixando no vácuo a expectativa de quando seria o nosso próximo encontro.

Ricardo agora ficará povoando nossa memória para sempre, compartilhando conosco seu espírito de anjo boêmio, presente em cada acorde de violão que sustente melodias de Chico Buarque, em cada som automotivo de porta de boteco que execute Beatles, em cada música de Caetano Veloso, seu tropicalista predileto, que nos entre pelos ouvidos naqueles momentos especiais das nossas vidas.

Como se diz por aí, Ricardo era “casa cheia”. Imperdível, inteligente, divertido, leal, cúmplice, amoroso e outros adjetivos que nunca chegarão à altura da descrição exata da sua forma de ser. Era sempre bom encontrar com ele no Boteco de Bahia, subindo ou descendo a pé a Rua Alagoinhas, no Banco, seu ambiente de trabalho, ou lá no Pelourinho, onde foi uma figura ímpar do Rio Vermelho adotada por alguns malucos beleza locais.

Figura da noite tanto quanto do dia, Ricardo foi nosso correspondente nas performances ao vivo de Chico Buarque e Paul McCartney pelo Brasil afora, cujos shows ele não perdia e nos trazia as pitorescas notícias das viagens, como daquela vez em que um motorista de taxi de Recife emprestou grana para ele comprar o ingresso do espetáculo de Paul, que ele já havia visto na noite anterior, mas porque perdeu o voo de volta para Salvador ficou em Recife, e resolveu rever o ídolo em cima da hora, sem a imediata cobertura financeira para concretizar o desejo. Dia seguinte o taxista foi ao hotel, e além de receber o valor devido, foi agraciado com um brinde, uma camisa para os passeios de domingo, ato que selou a nova amizade entre o cliente eventual e o fornecedor inusitado. Essa história só poderia acontecer com Ricardo, astral como esse não se encontra em qualquer esquina.

Tive o privilégio de ver Ricardo ao violão, e Olivinha, sua companheira, soltando a voz em belas canções em farras que fizemos juntos; de tocar e cantar com ele músicas de Caymmi pela madrugada no Pelô; de acompanhar os resultados em geral folclóricos, mas nem sempre bem aceitos pelos mais conservadores, de suas escapadas etílicas com o eterno companheiro Lucas; de em alguns momentos me sentir plenamente integrado à sua tradicional turma do Rio Vermelho, ao lado de Chiquita, Ernestão e outros mais chegados, quando ele abria a porta de sua casa, e nos recebia na sequência das festas iniciadas nos botecos de sempre.

Privilégio marcante foi também ter participado dos festejos das bodas do seu casamento com Olivinha, ainda hoje ainda me soa na lembrança a música que embalou o ápice do encontro, a emblemática “Eu Sei que Vou te Amar”, divinamente executada no sax do nosso amigo Luciano. Privilégio mesmo foi ter sido querido por Ricardo, ter feito parte do rol daqueles de quem ele gostava explicitamente, fazendo questão de tornar público seu sentimento sempre que lhe dava vontade. Mas todos esses privilégios, evidentemente não foram só meus. Apenas ponho no papel algo vivenciado pelos seus amigos próximos, na vã tentativa de ocupar o vazio que toma conta de todos nós neste momento.

Ricardo nunca foi de esperar pelo dia seguinte. Contrapondo a máxima de Nelson Rodrigues, Serrano foi a unanimidade que deu certo. Sua passagem por aqui foi intensa e bem vivida, dedicada prazerosamente à sua companheira Olívia e à filha Bebel, seu único rebento e orgulho de pai coruja. Ele distribuiu fartamente seu amor ao próximo, missão em geral afeita aos espíritos libertos, no caso dele o tal do anjo boêmio que deu liga à nossa confraria, e nos ensinou que o direito à alegria deve ser reivindicação prioritária na pauta de negociações que fazemos cotidianamente com os deuses que administram a disponibilidade do nosso tempo neste planeta. Assim como ele não parou para nos dar adeus, também não devemos ficar muito preocupados com despedidas incompatíveis com sua energia pura. O que não podemos esquecer é que nós não escolhemos os nossos anjos companheiros. São eles que nos escolhem. Que bom que fomos escolhidos por Ricardo.

Dilton
Salvador, 22/10/2012

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