Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Barra de Serinhaém - um paraíso para quem ‘fugiu’do Carnaval

Isabel Santos
Enviada especial

Ao olhar o azulzinho do céu e do mar, pisando a areia branca e vendo ao fundo da paisagem, lá longe (em alguns trechos), os manguezais/coqueirais, não há como não pensar estar num paraíso. “Ê vidão”, diria nosso saudoso colega Reminho Pastore. Que gostoso, que deslumbrante!. Uma gratidão imensa a Deus por ter o privilégio de poder desfrutar de uma parte da natureza ainda preservada no nosso tão machucado Planeta.

Para deixar a folia pra traz (sim, porque ainda fica aquela vontade de dar os pulinhos atrás dos trios independentes, foliã número um que ainda sou, mesmo ‘fugindo’) só mesmo encontrando lugares como Barra de Serinhaém (serinhaém em tupi significa a panela de caranguejos), praia do município de Ituberá (cachoeira reluzente), no baixo sul da Bahia.

 Chegar a essa beleza é uma gostosa aventura. Por mar, são duas horas da cidade, via o Canal do Serinhaém – o encontro do rio com o mar. O barco, navegando em águas calmas, leva a bordo nativos, voltando da feira com suas compras, foliões de vários municípios limítrofes em busca de mais tranquilidade e turistas. Todos curtindo a brisa e a paisagem formada por lindos manguezais. Vez em quando, olhe lá umas casinhas das localidades e sítios, aos quais só se chega pelas águas.

Mas a aventura mesmo, que leva ao êxtase, é atravessar uma grande extensão de areia para chegar à praia. Portanto, é correr contra o tempo para não ‘deixar’ a maré subir. É pé no acelerador. Não é companheira Elcie?. Ela, Pedro e Flávio (nossos filhos) vivenciaram esse temor, mas deu tempo e os meninos adoraram e literalmente colocaram parte do corpo para fora da janela para curtir essa dádiva divina, tirando até fotos no celular. Uhrruuuuuuu! Que delícia... Não esperaram para contar tudiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinho, quase sem respirar. O mesmo vivenciou Lucas, o filho do casal amigo, que nos fez o convite, Lílian e Gileno (e aí, casal 20, que tal um buraquinho?).

         Em Barra..., povoado de pescadores, nada de asfalto. É pisar na areia, saindo das casas, pousadas. A ‘ordem’ é obedecer às leis da natureza, seguir a sabedoria dos pescadores, dos donos dos barcos, que fazem os passeios pela Baía de ‘Camamun’ (Pedra Furada, Ilha Grande, Goió, Sapinho, Campinho... e tantos outros paraísos que o visitante quiser conhecer).


Também respeitar as dicas dos nativos proprietários das pequenas, simples e aconchegantes pousadas como a Pousada Recanto Natureza (www.pousadarecantonatureza.com.br), de Emerson Hora dos Santos, sempre atencioso com hóspedes ou quem ali chega para aproveitar as comidas caprichadas com frutos de mar e bebidas como a rosca de umbu-cajá. A turminha adorou curtir o caiaque.


Entre os poucos restaurantes na vila, destaque para o caseiro de Dona Lúcia, onde a  pedida é a moqueca de camarão com banana da terra. Depois é saborear como sobremesa, na sorveteria instalada num beco do vilarejo, um picolé de “fruta de verdade” (principalmente de graviola, né Cie?) vindo diretamente de Valença. No mais é fazer mais amigos e ficar cheio de vontade de retornar para conhecer mais esse lugar, onde todo o dia o sol levanta e a gente pode realmente cantá-lo...

Polêmica - Pena que mesmo numa localidade tão distante do burburinho urbano, já chegaram os adeptos do alto-falante no fundo do carro, tocando ‘aquelas’ músicas (sacou?), com todo respeito ao gosto de cada um. Mas que incomoda, incomoda. Este ano, também por ser eleitoral, fizeram Carnaval, num trecho da praia, com palanque e tudo. Muitos nativos e visitantes não gostaram. Entre os incômodos, a sobrecarga da rede elétrica, causando queda de energia.

Delírios de sábado à tarde

(Para ser lido ao som de Jerry Adriani: “o piquenique foi bom, mas a volta é que foi tão triste, briguei com meu amor na estação...”)
Todo mundo já foi jovem e bonito um dia. Só eu, Juventino, não passei por essa fase gloriosa. Lembro que sempre fui feio. Como aquele antigo comediante paulista, minha mãe dizia: meu filho não é feio, tem os olhos bonitos, a boca bonita, os cabelos bonitos, um nariz bem feito, o conjunto é que não agrada. Pois é, feio e sozinho, aqui nesta mesa de bar, sábado à tarde, todo sábado à tarde, sentado diante de uma cerveja, um barzinho pobre como eu, sozinho, minha sina é essa, diante de um copo de cerveja, uma cerveja começada, posso tomar duas, no máximo, no Relógio de São Pedro, depois de uma semana, na Florensilva, marcando peça de tecido, vendendo, vendendo... Ah, grande Florensilva de seo Florentino, bem que seria diferente se eu tirasse na próxima semana um Sinca Chambord no programa de César de Alencar, seria bem diferente... Mas agora tá tudo bem, minha grande viagem todo sábado à tarde, e vai surgir um amor um dia, eu sei que vai, essa minha pele já flácida é que não ajuda muito, olho minhas mãos, vislumbro o esqueleto futuro, será que ela não vem um dia? Moreninha como eu, miúda como eu, mas com belos cabelos corridos, a mulher que quase comi, acho que comi numa noite de farra, não sei bem, outros comeram, ele comeu, oh! meu Deus, ele comeu, com certeza, ele mesmo me disse, queria perguntar a ela, mas nunca tive coragem, também não adiantava, se ela confirmasse ia ficar com mais raiva ainda, filha da puta ainda tem coragem de me contar, podia muito bem mentir, me enganar, pelo menos ainda ficava na dúvida, merda...
Depois eu fugi de barco pelo Rio Amazonas, ou foi o São Francisco? Juventino já está na segunda cerveja e as recordações se anuviam como em sonhos, uma colcha de retalhos me envolvendo, aquele cheiro dela, de sexo, nas mãos, o gosto na boca de prazeres proibidos, a ressaca, o medo, “por que não fica comigo, tem medo de que?” Ah! tempo demais, não estou seguro se foi assim mesmo, deve ser delírios de sábado à tarde, quando estou vendendo tecido não lembro essas besteiras... mas ela me amava, disso tenho certeza, será mesmo!? Porra, Juventino, que porre! a mulher fazia tudo pra encontrar com você, apesar do marido violento e valentão, você é que sempre foi um frouxo, tinha medo, acho que nem comer você comeu, mas ele não queria saber de polêmicas, não combinava com seu jeito manso, preferia lembrar, só lembrar, ternamente, a primeira vez que apertou sua mão, escondido, as mãos atrás do espaldar da cadeira, ai, vou morrer lembrando este momento, depois tantos olhares, tantos momentos, aquela noite de lua, junto das águas do grande rio, minha mão nas suas coxas... quanta felicidade, e foi, foi, tanta coisa boa, e foi, foi, depois a fuga e nunca mais, chega Juventino... sossega Juventino... sábado que vem tem mais Juventino...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Na rebordosa do Carnaval

O campeão Herald Swares naucauteado pelo peso do Momo 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pilha na Avenida







No desfile da "Mudança"












Arrasaram na Mudança do Garcia






Camarote do Pilha na Mudança do Garcia



 O Pilha pura montou camarote no Aconchego da Zuzu,  na segunda-feira. Tivemos visitas de coleginhas jornalistas, amigos  e políticos, numa animada concentração para acompanhar a saída da Mudança do Garcia.

Jornalistas, pilheiros e aderentes na "mudança"

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