Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

sábado, 31 de março de 2012

Adeus a Ederaldo Gentil, o Ouro do Samba Baiano


Ederaldo Gentil foi gravado por Gilberto Gil, Beth Carvalho e outros cantores


Março  termina com mais uma grande perda para nossa cultura, com a morte de Ederaldo Gentil, ontem (30), aos 68 anos,  "O Ouro do Samba Baiano”, assim era chamado por muitos,  autor de " “O Ouro e a Madeira” e “Triste Samba”.

Ao lado Batatinha, Riachão, Panela, Nélson Rufino, Edil Pacheco, Walter Queirós, Tião Motorista, Chocolate, Roque Ferreira, Nélson Balalô, Paulinho Boca de Cantor e Walmir Lima, é considerado a representação do samba de raiz na Bahia, mas  acabou  sumindo de cena,  esquecido nas rádios e TVs, chegando a ouvir em locais como a Cantina da Lua músicas suas serem cantadas sem saberem que ele era o autor da canção.
 
Mais sobre Ederaldo Gentil

Subindo na vida e brilhando (delírios 4)

- Vai chegar o dia, quero ver com esses olhos que a terra há de comer, seo Florentino vai passar lá na seção e me cumprimentar, apertar minha mão: “Sr. Juventino, parabéns, o senhor acaba de ser promovido a chefe de seção”.

Ai meu Deus, aí eu quero ver, eu sabia que as coisas iam mudar um dia, pensava, com minha comissão dobrada e ganhando comissão sobre as vendas de todos, será que Grande ia me apoiar? eu como chefe, agora sim, minha vida sentimental ia mudar de qualidade, não precisava nem tirar um Simca Chambort no programa de César de Alencar, a Dorinha, aquela gostosa lá do Palace Lila, ia olhar pra mim quando eu entrasse no salão pra jantar: “Vocês já sabem? o Juventino agora é chefe”.

 Ai meu Deus, aquela gostosa... quem sabe!? um dia... e posso até ser citado pelo seo Florentino na festa do próximo aniversário da Florensilva: “Quero distinguir neste momento a pessoa do Sr. Juventino Perpétuo de Jesus como um empregado exemplar, acabamos de promovê-lo, merecidamente, à chefia da importante seção de tecidos”.

Minha mãe tinha de ver e ouvir isso, ia tapar sua boca, “ah Juventino, fica quieto no seu canto”, ah, uma porra, que mãe desnaturada! queria ver sua cara quando me visse assim subindo na vida, brilhando e conquistando belas mulheres, uma vida gloriosa, glamurosa, aí vocês aqui dessa merda de boteco do Relógio de São Pedro não iam me ver mais por aqui, o Ricardinho que vive me sacaneando, aquela Valquíria lá do elevador metida a besta só porque já trabalhou em São Paulo, disse que na minha seção só tinha babaca, eu ia beber lá no Hotel da Bahia, como aquele deputado lá da minha terra que outro dia tava lá bebendo e dançando com Elza Soares, eu vi na coluna social da Tarde, a coluna da July.

Queria ver a cara dela... Vocês sabem que a mãe do grande Honoré de Balzac também não acreditava nele, sempre desdenhou dele, dizia que ele não tinha talento pra ser escritor, “ah, veja só, escritor, quando muito um advogadozinho de porta de cadeia”, pois sim! o grande Balzac assombrou o mundo com a “comédia humana”, pegou muitas mulheres, se bem que ele só tinha sorte com coroas, mas pegou muitas mulheres da aristocracia, sangue azul, acabou inclusive casando com uma nobre russa, se bem que já tava fudido quando casou, mas era da nobreza, uma duquesa, parece, já tava fudido, com 50 anos, o estômago arrombado de tomar café forte pra não dormir, ficava escrevendo a noite toda pra pagar as dívidas, sonhando em ser nobre também, mas casou e assombrou o mundo, isso é que é importante.

Mas também nem adianta falar essas coisas aqui nessa merda de boteco, aqui ninguém nunca leu um livro na vida, tô dando pérolas a porcos, como diz o professor e jornalista Altamirando Requião... e até outro dia, vou m’embora, tô aqui estragando meu latim, vocês vão ver um dia, vou tapar a boca de todo mundo. Já paguei a conta Ricardinho?
- Já, Juventino, vai com Deus, sábado que vem tem mais.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Agora foi Millôr

Deus deve estar muito entediado, porque de uma tacada só, nesse final de março, levou dois grandes humoristas brasileiros. Depois de Chico Anísio, agora foi Millôr Fernandes, que morreu hoje, aos 82 anos de idade.

Reproduzimos aqui, em homenagem a Millôr, uma publicação anterior do blog, um texto atribuído ao humorista, que define tão bem  como um bom palavrão é capaz de  expressar os nossos sentimentos.

terça-feira, 27 de março de 2012

Magary Lord canta pra Salvador

Salvador comemora 463 anos no próximo dia 29 , para festejar a data a Fundação Gregório de Mattos preparou uma vasta programação que começou no dia 1º e se estende até dia 30, com a exposição “Um olhar sobre Salvador”, reúne trabalhos de artistas plásticos do Centro Histórico, no Museu da Cidade, das 9 às 17 horas; “Um olhar sobre a Liberdade”, fotografias tiradas pelas crianças moradoras da região da Liberdade, na Biblioteca Municipal Professora Denise Tavares, também das 9 às 17h.

No dia do aniversário da cidade, quinta-feira (29), a Barroquinha apresenta show de Reggae, com a participação de vários artistas, às 19h. Encerrando a programação do Espaço, na sexta-feira (30), também às 19h, o público apreciará a black music de Dão e a Caravana Black. No dia 1º de abril, no Farol da Barra,encerrando as festividades, show com o cantor Magary Lord, revelação do Carnaval.

Fonte: Blog do Rio Vermelho- a voz do bairro

segunda-feira, 26 de março de 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

Vai com Deus, Mesquita

                                            Mesquita com Eliezer e Jaciara, no lançamento do livro de Jaci, no Armazém da Saúde. Nesse dia demos boas risadas juntos


Difícil dar essa notícia ou falar da despedida de um amigo tão querido. Por isso, optei por reproduzir texto de Jaci com maiores informações. Siga em Paz, Zé Mesquita

Jaciara Santos_(Bahia 247 e À Queima Roupa)



Essa é uma daquelas notícias que nunca gostaria de precisar dar: a de mais um colega-amigo que parte para a eternidade. Desta vez, o repórter aposentado José Carlos Mesquita (à esq. na foto), que atuou durante muitos anos na área de esportes. Segundo informações de amigos comuns, ele morreu na madrugada de hoje (23) o jornalista José Carlos Mesquita, em decorrência de acidente vascular cerebral. Mesquitinha, como era conhecido, foi internado no Hospital Português ontem, por conta de uma isquemia cerebral, que evoluiu para o AVC.

Mesquita iniciou a carreira como repórter da editoria de Esportes do Jornal da Bahia, na década de 1970. Transferiu-se para o Correio da Bahia, onde trabalhou até 2008, quando foi desligado da equipe no processo de reformulação da empresa. Deixa esposa e um filho. O sepultamento está marcado para as 16h30, no Cemitério do Campo Santo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Beijaço gay na Praça Municipal


Manifestação contra a homofobia, hoje (21) à tarde, em plena Praça Municipal, com a presença de Leo Kret, Luiz Mott, Paulete e muitos ativistas da causa gay. O beijaço chamou atenção de todos que circularam pelo Elevador Lacerda, Palácio Thomé de Souza, Câmara Municipal e Palácio Rio Branco.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Concurso: O bolo de Joana D´Arck. Votem

Pra não dizerem que estamos fazendo propaganda de Skol, tem também outras marcas. Portanto, votem que o niver da chefinha tá chegando e, como ela mesmo diz, não podemos perder o time nem o spide.






Aldo Trípodi já deu a vaquinha de presente pra tirar o leite e fazer o bolo.

sábado, 17 de março de 2012

Nem Grande consegue descolar Juventino (Delírios 3)

- Hoje à noite a turma vai lá no Tabaris, tem umas espanholas que chegaram aí que são um arraso. Mas você, Juventino, não vou nem chamar, sei que você não é de nada, também já tá na segunda cerveja. Ô, Ricardinho, não disse que não ia mais servir a segunda cerveja pro Juventino?
- Ô, Grande, não atiça não, você que é meu colega lá da seção de tecidos da Florensilva, lhe considero tanto... Mas não precisa me chamar mesmo não, tô sem dinheiro, também nem adianta. Lembra aquela vez que tirei aquele dinheirinho no jogo do bicho e vocês me levaram lá naquele bar da Barra, aquele onde anda o pessoal do Bloco do Barão? Você chamou uma amiga sua, disse que era pra mim... pra mim uma ova. Ela passou a noite toda me evitando, só olhava pra você e prum outro cara lá... também era uma mulher bonita e alta, mais alta do que eu, não tá vendo que não ia dar certo? Ela nem olhava pra mim, eu puxava assunto com ela e ela parecia que nem me escutava, que vexame meu amigo, minha mãe é que tava certa, me dizia sempre, Juventino, fique no seu canto, você não nasceu para grandes saltos.
- Porra, Juventino, já começou a choradeira do sábado à tarde? Eu já tentei lhe botar no bom caminho, mas parece que você não tem jeito não. As mulheres gostam de homem pra cima, de bem com a vida, você só de olhar se vê logo, foi a Lisbânia, me lembro, ela mesma me disse: “ah, Grande, sinto muito, mas aquele seu colega não dá, tem cara de enjeitado, me desculpe”. Já lhe falei não sei quantas vezes como se faz pra pegar uma garota, mas não adianta, você não toma jeito, se você andasse mais comigo talvez você aprendesse, mas você só quer ficar aqui nessa merda de bar, aqui nesse Relógio de São Pedro, é da Florensilva praqui e daqui pra pensão lá da velha Lila, o “Palace Lila”, já lhe disse, você vai secar de tanto bater punheta, como é que um homem de quase 30 anos nunca pegou uma mulher, parece mentira, quando falo ninguém acredita. Siga meu exemplo, Juventino, nós somos colegas, ganhamos a mesma coisa lá na Florensilva, mas eu tô sempre aí numa boa. Já lhe contei porque é que me chamam Grande? Já lhe contei? Pois é, a turma lá da minha terra, de Seabra, na Chapada Diamantina, uma beleza a Chapada, os colegas que terminaram o Ginásio e vieram pra capital, pois então, a turma vivia choramingando assim como você, naqueles arroubos de nostalgia, tinha um, o nego Robério, gente boa! que quando bebia chorava e só faltava arrancar os cabelos da cabeça, “ai, minha Seabrinha de Deus!” Eu não, eu tô em outra, aí eu dizia: “Comigo não, comigo é diferente, esse negócio de Seabra pra mim já era. Eu é daqui pro Rio e do Rio pra Paris”. Por isso eles começaram a me chamar de Grande.
- Ah, Grande, mas você é grande mesmo, gosto de conversar com você, quando você toma uma comigo aqui eu me sinto mais animado. Mas é que você é grande, alto, cabelo meio alourado, branco, você tem jeito de lidar com as mulheres, pra mim é diferente... só se eu tirasse um Sinca Chambort lá no programa de César de Alencar, da nossa Florensilva, grande Florensilva de seo Florentino... aí você ia ver... o Ricardinho lhe contou sobre a loura farmácia paulistana da semana passada? Quase que dessa vez eu descolo... mas terminou não dando certo, um azar da porra...
- Iiiiiih, Juventino, você não tem jeito, tô tentando lhe animar, mas... queta Juventino, sábado que vem tem mais Juventino... ô, Ricardinho, chega aqui Ricardinho.
          

sexta-feira, 16 de março de 2012

Paulinho Boca de Cantor - Estrela Manhã (Part. Baby Consuelo)

Clarindo faz aniversário e pilheira das antigas entrega todo mundo


"...E era sem medo que eu, Mônica e Isabel, entrávamos e saíamos da Lua e andávamos pelo Centro Histórico à noite. Trinta anos atrás, usuário de drogas era mais conhecido como “maconheiro” e saci não passava de um negrinho perneta, ar zombeteiro e cachimbo à boca saído da imaginação dos indígenas do Sul do país."

Taí um trecho do texto que Jaciara postou hoje no seu blog Aqueimaroupa para homenagear  o dono da Cantina da Lua, Clarindo Silva. Mais

quinta-feira, 15 de março de 2012

Viva o nosso Castro Alves! (O povo ao poder)

"Irmãos da terra da América,
Filhos do solo da cruz,
Erguei as frontes altivas,
Bebei torrentes de luz...
Ai! soberba populaça,
Rebentos da velha raça
Dos nossos velhos Catões,
Lançai um protesto, é povo,
Protesto que o mundo novo
Manda aos tronos e às nações."


Eis o brado do "poeta da liberdade" no poema "O povo ao poder". Ontem, 14 de março, o também "poeta dos escravos" completaria 165 anos. Antônio Frederico de Castro Alves nasceu no interior da Bahia, numa fazenda no hoje município com seu nome, em 14 de março de 1847. Um grupo de baianos estava ontem lá ao pé de sua estátua, na Praça Castro Alves, homenageando-o, com recitais e bolo de aniversário. A data foi instituída Dia Nacional da Poesia.

O mistério do quarto 311 de Hospital de Portugal

Deu na imprensa de Portugal. Seria cômico, se não fosse trágico, mas veja porque os irmão lusos são alvos de tantas piadas.

Durante alguns meses acreditou-se que o quarto 311, do hospital Dom Pedro, em Aveiro, tinha uma maldição. Todas as sextas-feiras de manhã, os enfermeiros descobriam um paciente morto neste quarto da unidade de cuidados intensivos.

Claro que os pacientes tinham sido alvo de tratamentos de risco, mas, no entanto, já se não encontravam em perigo de morte.

A equipe médica, perplexa, pensou que existisse alguma contaminação bacteriológica no ar do quarto.
Alertadas pelos familiares das vítimas, as autoridades conduziram um inquérito.
Os doentes do 311 continuaram, no entanto, a morrer a um ritmo semanal e sempre às sextas-feiras.

Por fim, foi colocada uma câmara no quarto e o mistério resolveu-se:
Todas as sextas-feiras de manhã, pelas 6 horas, a mulher da limpeza, desligava os aparelhos do doente para ligar o aspirador!!!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Bar de David: a feijoada, depois da subida ao Bonfim



Depois da XIII Caminhada do Bar de David à Colina Sagrada do Senhor do Bonfim, na manhã de ontem, domingo, chegou a hora da  feijoada. Veja a animação do pessoal e a avaliação do tradicional evento social-recreativo por seu organizador Agnello Britto, o popular Nelo. Têm pilheiras aí no vídeo, inclusive a pilheira-mor (pena que Zé Sinval tenha sumido no momento da filmagem). 

domingo, 11 de março de 2012

Pesquisa da UNEB sobre racismo no Carnaval de Salvador

Atendendo a pedido do professor e quase pilheiro Nelson da Mata, publico material sobre pesquisa da UNEB para quem puder divulgar e responder ao questionário disponível na página http://tabequest.com.br/sistema/racismo/index.php

PESQUISA - O RACISMO NO CARNAVAL DE SALVADOR




O projeto de pesquisa ora iniciado objetiva estudar a incidência de manifestações do racismo no carnaval de Salvador, manifestação cultural que mobiliza uma significativa parcela da população da cidade, recebe investimentos públicos e privados de milhões de reais e tem, por isso mesmo, um importante impacto na economia, na sociedade e na vida cultural da capital baiana.



O objetivo principal é identificar situações e motivações condicionadas, social e politicamente, que propiciam o surgimento e a tolerância de circunstâncias potencializadoras de manifestações de racismo que se verificam no processo de concepção, gestão e realização da festa.

Com a obtenção das informações constantes deste questionário, a equipe de pesquisadores poderá atualizar os estudos concernentes ao racismo, desenvolver novos parâmetros para se pensar e analisar a incidência desse fenômeno e, disponibilizar informações sistematizadas que possam subsidiar - seja no âmbito municipal ou estadual - a elaboração de políticas públicas que busquem atender as demandas atinentes à solução dos problemas relacionados ao racismo.



O Relatório será divulgado em cerimônia pública e encaminhado para organizações vinculadas ao carnaval; as informações oriundas desta pesquisa serão disponibilizadas no site da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, possibilitando que estudiosos, gestores, turistas e aficionados pelo carnaval obtenham dados relevantes, consultados através de um sistema online.



Este questionário pode ser preenchido por pessoas que participaram do carnaval de Salvador, em qualquer circunstância, mesmo que na condição de telespectador, residentes ou não na capital baiana.



Estamos solicitando às pessoas que se dispuserem a participar dessa pesquisa, que, por gentileza, forneçam um e-mail para que possam receber uma senha de acesso ao questionário. Este expediente evita que uma pessoa responda, mais de uma vez, às questões, evitando duplicidade e distorções na caracterização do universo da pesquisa. Este recurso garante maior credibilidade à metodologia e maior fidedignidade à natureza dos dados obtidos para análise e interpretação. Garantimos que o e-mail informado será utilizado apenas e tão somente para os fins antes indicados.



A equipe de pesquisadores assegura, para todos os fins que se fizerem necessários, que as informações obtidas através desta pesquisa serão tratadas estatisticamente, garantindo, com isso, o pleno anonimato das pessoas que estão fornecendo as relevantes informações. Gostaríamos de agradecer a cada uma das pessoas que ora se dispõe a colaborar com este estudo, respondendo às questões constantes deste questionário.

Sua contribuição é muito importante.



Cordiais saudações.

Grupo de Pesquisa – Racismo no Carnaval de Salvador

UNEB – CEPAIA - (71) 32410811 – 3241-0787 – 3241 -0840

sábado, 10 de março de 2012

Comemoração de três anos do blog é pilha pura

Pilha é que não poderia faltar na noite de comemoração dos três anos do blog, sexta (09), no Aconchego da Zuzu, o mesmo bar onde foi montado o camarote de concentração para acompanhar a "Mudança do Garcia", no último Carnaval. 
Borega comanda mesa de comemoração

O que seria um encontro restrito de colaboradores diretos  do Pp, por falta de verba para bancar a festa com ampla com participação de tantos pilheiros que acompanham o blog, virou uma surpreendente comemoração com ilustres participações de professores universitários e músicos, menos a maior parte da equipe de postagem.
Borega levou a  banda Pirombeira  para a prestigiar o blog


 Borega chegou acompanhado de músicos da banda Pirombeira, pra dizer que não ia ficar, mas acabou ficando e participando da pilha toda do encontro em que todas as ausências foram justificadas, mas devidamente malhadas.

E não poderia ser diferente. Arapinga bem que tentou chegar, mas tomou tantas  antes para aquecer as baterias  que ficou lá mesmo em Lauro de Freitas, onde ficou também Mônica Bichara. Essa aí, para compensar a  falta grave, ligou convidando todo mundo para uma super jantar na casa dela, hoje, com direito a Van contratada por ela para carregar tanto bebum e assegurar o quórum.
Jornalistas e professores Juciara e Péricles   

Uns copinhos a mais para  uma sessão "vale a pensa ver de novo os amores antigos" também deixaram de fora  o blogueiro internacional  Jadson Pereirinha,  o clone do Pereirinha da novela global das 9h, cujo robalo  rendeu muita especulação e boas risadas.

Rita , Joana e Carmela
Carmela e Borega se atualizando 
Botando pilha na conversa
Mocofaia ficou com medo de enfrentar pessoalmente a sua principal vítima, Jaciara, do blog Aqueimaroupa, a mesma  do inusitado assalto   que contou para o Pilha, publicado recentemente.
O paparazi mais fotografado doPilha,
 Manoel Porto, e Sinval 

O aniversariante de hoje, Carmel, queria surpreender com uma homenagem às pilheiras, mas foi só pilha,  igualmente a Beto Freitas, autor da letra  Samba do Diploma, publicada com exclusividade aqui no blog, que  já não é mais tão  bom de copo e, segundo justifou o próprio,  botou o pijama em plena noite de sexta.


PRÊMIO  PILHA PURA
 Naiara e Abílio

Carmela gostou da noitada

As baixas não impediram o quórum para a animada renião no Aconchego da Zuzu, quando foi  deliberada a criação do Prêmio Pilha Pura, no próximo ano, nas categorias  Sem Noção (esse vai para todos os pilheiros), campeões de  postagens, comentários, pilhas e outras impublicáveis. O próximo aniversário do blog também terá comemoração diferente, com patrocínio e tudo, durante o dia, regada a churrasco com pagode na laje.   


sexta-feira, 9 de março de 2012

Lugar de mulher é na rua

Pois é, as mulheres baianas marcaram presença nas ruas centrais de Salvador no seu dia (ontem, dia 8), em torno de duas mil, mesmo com uma chuvinha que vinha, parava e tornava a chatear. (Tem uma cobertura mais ou menos lá no Evidentemente, com vídeo, estreando uma filmadora, capengando pra filmar e piorando mais na hora de editar, uma penitência, mas vou aprender mais, prometo).

Observações exclusivas para o Pilha:

1 - A primeira foto aí encima é da "comissão de frente" inventada pela Força Sindical. Bonita, vistosa, uma bela imagem (repare que a nossa Carmelita, lá na ponta, meio de costa, está acabando de filmar o pelotão de "baianas"). Só podia mesmo estar na frente. E a faixa com deputadas e vereadoras, que em princípio abriria o desfile, teve que ficar "escondida" atrás delas. Teve gente, claro, que não gostou.

2 - Não vi a CUT. Gente do PT tinha, deputada do PT tinha, vereadora do PT tinha, mas nada da CUT. Estavam lá os blocos de outras centrais sindicais: CTB, Força e NCST. Perguntei a um e a outro: cadê a CUT? Não achei resposta satisfatória, não entendi.

3 - Havia dois carros de som: o da frente, que poderia ser encarado assim como uma espécie de "primeira classe", onde se concentraram e de onde discursaram as deputadas e vereadoras; e outro lá na rabeira, de onde falaram representantes de movimentos sociais. Mas os dois totalmente sem sintonia: o da frente reclamava que o de trás estava atrapalhando. O pessoal do carro de trás às vezes ficava sem falar esperando o final de um discurso do pessoal da frente. Assim que a oradora da frente encerrava uma fala, uma oradora de trás atacava rapidamente. Mas aí outra oradora da frente começava a falar... uma confusão.

No mais, tudo bem, muita alegria, muito colorido, muito protesto e reivindicações, o dr. Waldir Pires, nosso futuro vereador, como sempre distribuindo sorrisos e simpatia.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Especial

O nosso blog completa hoje três anos de pilha pura. Veja a primeira postagem, em 08 de março de 2009 (Salvem as mulheres (Luís Fernando Veríssimo),  e aproveite para revisitar o espaço recheado de curiosidades, histórias hilárias, reais ou mirabolantes, e muitos fatos e fotos aqui registrados.  

quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma cena (real) que marcou o filme

video
O filme “Amargo Pesadelo” estava sendo rodado no interior dos Estados Unidos.
O diretor filmava uma cena em um posto de gasolina típico daquela região. Na casa  contígua,  o real proprietário do posto morava com sua mulher e filho. Este  era autista e nunca saía do terreno da casa.
Aconteceu, então, um fato surpreendente que chamou a atenção do diretor. Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que, sendo músico,  andava acompanhado da sua guitarra, notou a presença do garoto autista que dedilhava um banjo na varanda da casa.
O ator então se aproximou e começou a repetir na sua guitarra a sequência musical que o autista tocava. Como houve uma “resposta musical" por parte do garoto, o diretor logo captou a importância da cena e mandou filmar.
Começou aí um belíssimo "duelo" entre os dois, duelo este que acabou sendo incorporado ao filme e se transformou nos momentos de maior beleza e significado de "Amargo Pesadelo".
Chama a atenção o fato de que o garoto é verdadeiramente um autista. Nunca fora escalado na figuração do filme e a cena não estava prevista no roteiro.
Vale a pena ouvir a incrível sequência musical produzida e ver a beleza do momento onde a alegria do garoto modifica toda a sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até que passa a exibir um sorriso contagiante.
Observem também a felicidade do pai, que começa a dançar, e da mãe que assiste a tudo através da janela.
Terminado o "duelo", o autista volta para dentro de si para viver o seu mundo particular e característico do desvio de personalidade que carrega, o que pode ser visualizado na sua reação, típica de um autista, no momento em que o ator se aproxima para cumprimentá-lo.
Foi uma única tomada, oportunamente filmada graças à percepção do diretor.
 Assista ao vídeo e aumente o som...

(Recebi o vídeo acima, com o texto, enviado por Antonio Carlos Pereira dos Santos, velho companheiro da década de 70 – militância sindical e do jornal Movimento. Acrescento observação de minha filha Norma, que sabe do assunto: No texto tem um trecho que não é verdade: o autista não tem o mundo particular e nem desvio de personalidade, na verdade alguns autistas não têm oportunidade de tratamento e ajuda para conseguir expressar suas dificuldades de convivência social e independência. Depende também do grau do autismo. Existe até o que é classificado como autista severo, aquele que tem, inclusive, problemas físicos).

terça-feira, 6 de março de 2012

Voltei Recife, foi à saudade que me trouxe pelo braço....



Fortes cores primárias, batuques de Maracatu e o vício frenético do frevo são os ingredientes básicos que dão o tom do Carnaval do Recife-Olinda. O carnaval mais democrático do mundo é um desses espetáculos que as palavras não conseguem fazer jus a obra. No Recife palcos espalhados pelos quatro cantos da cidade, principalmente no Ricifi Antígo (pronunciado assim) levou esse ano para todos os foliões artistas como Lenine, Alceu Valença, Seu Jorge, Roberta Sá, Lula Santos, Geraldo Azevedo, Nação Zumbi, Orquestra de Frevo do Recife, Elba Ramalho, Naná Vasconcelos, Reginaldo Rossi, Jussara Silveira, Beth Carvalho, Pedro Luís e a Parede, Pitty entre tantos outros. Em Olinda, animados blocos (sem corda) saem pelas suas ladeiras levando frevo, marchinhas, samba, batuque e muito mais. As fantasias são um espetáculo a parte, lá se vê de tudo, de super-heróis a personagens criados pelo facebook, tinha gente fantasiado até de privada (isso mesmo, um sanitário humano em pleno carnaval...kkk). Sem cordas e sem camarotes o carnaval do Recife-Olinda caracteriza-se também pela sensação de segurança que te dá e não é pela quantidade de policiais não, até porque vi muito poucos, tem a ver com a energia, com o espirito de quem sai para brincar. É assim, brincando, que se comemora o carnaval de lá, os foliões se "armam" de pistolas de água, bolinhas de sabão, buzinas e tantos outros apetrechos e interagem de uma forma que só se vê nessa época do ano. Não foi meu primeiro carnaval lá e com certeza não será o último.O carnaval multicultural de Pernambuco consegue abraçar todos os públicos e gostos e digo isso não só no sentido musical da festa. Ele possibilita a interação entre classes e raças de forma harmoniosa provando que, pelo menos no carnaval, todos são tratados de maneira igual. É por isso que digo: Você já foi ao carnaval de recife, nego? Não? Então vá.







PS. Chefinha, eu sei que estou enquadrada em um dos artigos que Manoel Porto sempre fala... kkk. O número eu não sei. É o que diz: "Avisa lá que eu vou chegar mais tarde...", mas antes tarde do que nunca.















Fotos: Daniel Solter

segunda-feira, 5 de março de 2012

Assalto insólito

Mais uma de Mocofaia sobre Jaciara, sua vítima predileta.

- O bicho tá pegando. Tão levando tudo. A gente não pode vacilar que levam tudo, tudo mesmo.
-O que houve Moca?
-Soube que Jaciara foi assaltada?
-Foi? Quando?
-Hoje cedo, às 5h da madruga.
-E aí, levaram o carro?
- Não, ela ia pro laboratório fazer exame de fezes. Levaram a coleta dela. E o pior é que ela ficou gritando: devolva a minha m...

domingo, 4 de março de 2012

Águas de março

Zé Sinva abre hoje (04) a agenda de comemorações dos pilheiros  aniversariantes neste concorrido mês. Depois dele vem: os três anos do Pilha pura e não sei quantos de Abílio, ambos dia 8; Carmel, dia 10; Arapinga, 20;   Borega, 25. É muita água num mês só.  

Pilheiro aniversariante

sábado, 3 de março de 2012

E a loura farmácia se esfumou no sábado à tarde (Delírios 2)

Ela estava sentada bem ali naquele canto, naquela mesa encostada na parede, junto lá do retrato de Bienvenido Granda, “o bigode que canta”, ai... gosto muito das suas canções, machuca o coração da gente, “perfume de gardênia... perfume de amor”, “angústia...”, você gosta? Na semana passada fui ver um show dele lá na Concha Acústica, uma beleza... Pois é, estava sozinha, meio bêbada, assim miudinha, já pensou? Vi daqui, sentado aqui, diante da minha cerveja... Bebendo sozinha num barzinho como esse, pensei, só pode ser puta, puxa, mas sábado à tarde, não pode ser, isso não é hora de puta trabalhar. O que mais chamava atenção eram os cabelos louros, uma beleza, quer dizer, os cabelos, a cara mesmo não vou dizer o mesmo, uns merdas aqui andaram dizendo que era feia, uma cara assim quadrada parecendo nortista, mas foi sacanagem do pessoal, só porque ela se interessou por mim, eu achei bonita, principalmente os cabelos louros. Doramunda, disse que chamava Doramunda mas eu podia chamar ela de Dora... pois então, deu a impressão que Dora gostou de mim, puxou conversa comigo, disse “que camisa bonita!”, ah... eu fiquei todo encabulado, quase engasguei quando Dora me chamou pra sentar na mesa dela. Também eu caprichei, fiz como nos filmes americanos, estendi a mão com o sorriso mais bonito que eu podia arranjar e recitei: “Juventino Perpétuo de Jesus”, eu tinha treinado em casa, lá no quarto da pensão, escondido da turma, um dia eu ia encontrar uma moça bonita e me apresentar como nos filmes, acho que me saí muito bem, queria que minha mãe me visse naquela hora, queria que ela visse, parece que ela não acreditava muito em mim, eu sempre carreguei essa mágoa no peito, pois é, queria que ela visse. E Dora parece que tinha gostado mesmo, sorriu, uns dentes estragados assim na frente, mas sorriu bonito: “Doramunda Paixão, muito prazer, cavalheiro”, você precisava ver, parecia nos filmes, só queria que minha mãe visse... Pode perguntar o garçon, o Ricardinho, ele viu tudo. Eu estava vestindo aquela camisa Ban-lon, aquela bege, eu às vezes levo ela lá pro trabalho, lá na Florensilva, e depois do meio-dia eu visto ela, tiro a camisa branca e a gravata, a farda, né? passo uma água nos sovacos pra tirar o suor e visto a minha Ban-lon, sempre pensei: um dia vou pegar uma garota com essa Ban-lon, claro que se eu tirasse um Sinca Chambort no programa de César de Alencar, lá da Florensilva, grande Florensilva de seo Florentino, ah... aí ia ser fácil, ia chover garotas, mas tudo bem... Essa Ban-lon eu comprei tem três meses, foi um acontecimento, comprei ali mais abaixo na Milisan, ali no Sulacap, você sabe, ficou famosa quando botaram a propaganda “o gerente da Milisan ficou maluco” pra dizer que estavam vendendo barato demais, coisa dos publicitários... Pois então, comprei minha Ban-lon tem três meses, foi na primeira Gratificação de Natal dos Trabalhadores, tem gente que tá chamando décimo terceiro salário, mas é a Gratificação de Natal que o presidente João Goulart criou pro trabalhador no ano passado, em 62. Não pense que tô grogue porque tô acabando a segunda cerveja, não senhor, tô lembrando de tudo... Dora botou o olho na camisa Ban-lon e aí, já viu, né? Mas é uma porra... A coisa parece que ia bem, alisei seu braço, cheguei a passar a mão nos seus cabelos, Dora me deu um beijo na mão, me disse a mim, com toda franqueza, achei lindo: “sou loura farmácia”, lá em São Paulo se diz assim quando é loura de pintura, já te disse que ela disse que era paulista?, paulista não, paulistana, você sabe, paulistana é da capital, de São Paulo, a maior cidade da América do Sul, ou da América toda? É maior do que Nova Iorque, do que a Cidade do México? Pois então, paguei pra ela um sanduíche de mortadela, me pediu 20 paus, disse que era emprestado... Mas aí, de repente, não sei bem o que aconteceu, eu estava entusiasmado demais, fazendo mil cálculos, me sentindo assim nas nuvens, meio bêbado também, quando dei por mim Dora estava saindo com um cara agarrado nela, com o braço passado na cintura, eu não acreditei, vá pra porra, não é possível, é muita sacanagem... eu tô bom é de morrer...    

Porra, Juventino, será mesmo que você nunca pegou uma garota, nunca comeu uma mulher? não tem quem aguenta esse lenga-lenga seu todo sábado à tarde, o Ricardinho disse que agora só vai te vender uma cerveja, não vai ter mais a segunda, ninguém aguenta mais, oh Juventino!, sossega Juventino, sábado que vem tem mais Juventino.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Domigo tem Lua e trio

"A Privataria Tucana" em Salvador

Aí está o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor de “A Privataria Tucana”, durante audiência pública realizada nesta quinta-feira, dia 1º., aqui na cidade da Bahia. Lançamento e debate sobre o livro. O salão aí do Fiesta Hotel ficou quase cheio. O encontro foi promovido pelo deputado estadual Joseildo Ramos, do PT.
Postei dois vídeos no meu blog Evidentemente (link aqui no Pilha), com alguma coisa do que disseram Amaury e o deputado petista Emiliano José.

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