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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma cena (real) que marcou o filme

O filme “Amargo Pesadelo” estava sendo rodado no interior dos Estados Unidos.
O diretor filmava uma cena em um posto de gasolina típico daquela região. Na casa  contígua,  o real proprietário do posto morava com sua mulher e filho. Este  era autista e nunca saía do terreno da casa.
Aconteceu, então, um fato surpreendente que chamou a atenção do diretor. Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que, sendo músico,  andava acompanhado da sua guitarra, notou a presença do garoto autista que dedilhava um banjo na varanda da casa.
O ator então se aproximou e começou a repetir na sua guitarra a sequência musical que o autista tocava. Como houve uma “resposta musical" por parte do garoto, o diretor logo captou a importância da cena e mandou filmar.
Começou aí um belíssimo "duelo" entre os dois, duelo este que acabou sendo incorporado ao filme e se transformou nos momentos de maior beleza e significado de "Amargo Pesadelo".
Chama a atenção o fato de que o garoto é verdadeiramente um autista. Nunca fora escalado na figuração do filme e a cena não estava prevista no roteiro.
Vale a pena ouvir a incrível sequência musical produzida e ver a beleza do momento onde a alegria do garoto modifica toda a sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até que passa a exibir um sorriso contagiante.
Observem também a felicidade do pai, que começa a dançar, e da mãe que assiste a tudo através da janela.
Terminado o "duelo", o autista volta para dentro de si para viver o seu mundo particular e característico do desvio de personalidade que carrega, o que pode ser visualizado na sua reação, típica de um autista, no momento em que o ator se aproxima para cumprimentá-lo.
Foi uma única tomada, oportunamente filmada graças à percepção do diretor.
 Assista ao vídeo e aumente o som...

(Recebi o vídeo acima, com o texto, enviado por Antonio Carlos Pereira dos Santos, velho companheiro da década de 70 – militância sindical e do jornal Movimento. Acrescento observação de minha filha Norma, que sabe do assunto: No texto tem um trecho que não é verdade: o autista não tem o mundo particular e nem desvio de personalidade, na verdade alguns autistas não têm oportunidade de tratamento e ajuda para conseguir expressar suas dificuldades de convivência social e independência. Depende também do grau do autismo. Existe até o que é classificado como autista severo, aquele que tem, inclusive, problemas físicos).

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