Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Porque tamanha judiação?

Da série de fotos de Manoel Porto sobre a seca mais rigorosa da Baia nos últimos 30 anos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Galeano: Março 30 – Dia da Empregada Doméstica

Eduardo Galeano
Mariinha não tinha idade.
Dos seus anos de antes, nada contava. Dos seus anos de depois, nada esperava.
Não era bonita, nem feia, nem mais ou menos.
Caminhava arrastando os pés, empunhando o espanador, ou a vassoura, ou a colher de pau.
Acordada, afundava a cabeça entre os ombros.
Dormindo, afundava a cabeça entre os joelhos.
Quando falavam com ela, olhava o chão, como quem conta formigas.
Havia trabalhado em casas alheias desde que tinha memória.
Nunca havia saído da cidade de Lima.
Muito se mudou, de casa em casa, e em nenhuma se sentia acolhida. Por fim, encontrou um lugar onde foi tratada como se fosse humana.
Em poucos dias, se foi.
Estava se humanizando.

Um dos “filhos dos dias” do uruguaio Eduardo Galeano. De seu novo livro “Los hijos de los días”, que está sendo lançado por esses dias. Tem forma de calendário e de cada dia nasce uma história. Traduzi e estou publicando aqui e no Evidentemente a partir de algumas histórias adiantadas pelo jornal argentino Página/12, edição de 18/03/2012.
Confesso ser uma temeridade minha traduzir uma linguagem poética como a do nosso Galeano nesse livro. Por precaução, publico abaixo o original (Segundo vi na Internet, o Dia da Empregada Doméstica no Brasil é 27 de abril):
MARZO 30
Día del servicio doméstico

Velho Bukowsk




"O álcool é provavelmente uma das melhores coisas que chegaram à Terra, além de mim. Nos entendemos bem. É destrutivo para a maioria das pessoas, mas eu sou um caso à parte. Faço todo o meu trabalho criativo quando estou intoxicado. O álcool, inclusive, me ajudou muito com as mulheres. Sempre fui reticente durante o sexo, e ele me permitiu ser mais livre na cama. É uma liberação porque basicamente eu sou uma pessoa tímida e introvertida, e ele me permite ser este herói que atravessa o espaço e o tempo, fazendo uma porção de coisas atrevidas… O álcool gosta de mim."

Henry Charles Bukowsk

domingo, 22 de abril de 2012

Homenagem a Ederaldo Gentil

Amei esse texto publicado no jornal A Tarde e resolvi  compartilhar  aqui no Pilha .

Maria Stella de Azevedo Santos

Órum é o nome dado pelo povo yorubá ao que normalmente costumamos chamar de céu. Para lá seguiram em um mesmo mês, março: Cidália de Iroko, uma das poucas sacerdotisas do Brasil consagrada ao orixá Iroko, filha de Mãe Menininha do Gantois, que como diziam os antigos fazia parte da guarda-velha, pois ela era depositária de grandes conhecimentos relativos ao candomblé; o mestre Chico Anysio que, sutilmente, nos fazia lembrar que podemos ser muitos em um só; Millôr Fernandes que, sabiamente, tinha em si os fundamentos de várias religiões e filosofias, sem se deixar prender a nenhuma; e, por último, seguiu para o “órum” um dos maiores poetas da música brasileira, Ederaldo Gentil, que compôs o que costumo chamar de “minha música” – O ouro e a madeira –, através da qual somos alertados de que sendo menos, podemos ser muito mais. Ele assim cantava:
“Não queria ser o mar, me bastava a fonte; muito menos ser a rosa; simplesmente o espinho; não queria ser caminho, porém o atalho; muito menos ser a chuva, apenas o orvalho. Não queria ser o dia, só a alvorada; muito menos ser o campo, me bastava o grão; não queria ser a vida, porém o momento; muito menos ser concerto, apenas a canção. O ouro afunda no mar, madeira fica por cima, ostra nasce do lodo, gerando pérolas finas”.
Ederaldo Gentil não morreu, ele apenas desistiu de viver em uma sociedade onde a grande luta é pelo poder e pela fama; onde as pessoas correm e pisam umas nas outras visando alcançar o primeiro lugar, e quando lá conseguem chegar continuam pisando; onde as pessoas se esqueceram da sabedoria do segundo lugar, posicionamento que nos mantém olhando sempre para o alto, lembrando-nos que o primeiro lugar é um horizonte perdido como Shangri-la, uma espécie de paraíso que creio precisa ser encontrado, primeiro, dentro de si mesmo.

A humildade do segundo lugar guiou a caminhada de Ederaldo Gentil, que mais uma vez a enalteceu quando cantou: “Sou o menor dos pequeninos, o mais pobre dos plebeus, o alheio inquilino, o mais baixo pigmeu, o comum do singular, o último dos derradeiros, viandante e peregrino, o mais manso dos cordeiros. Eu sou maior em lampejos de brandura, de angélica candura dos mistérios do amor. Sou bem maior que os pinheirais da humildade, pelos campos da bondade, eu sou a felicidade”.
Ederaldo Gentil guardava em seus olhos a tristeza dos que estão vendo o que quase ninguém consegue ver e por isto são tomados por uma síndrome que acomete os grandes poetas. Confundida muitas vezes com depressão, a síndrome dos poetas revela um estado quase que permanente de melancolia, que nosso Ederaldo Gentil soube demonstrar através de uma composição onde a dor da constante dor ganha uma leveza que só os poetas conseguem transmitir. Ele canta:
“Depois que Maria da Graça foi embora, não tenho graça na vida. A vida pra mim é sem graça, toda hora escuto um cadê a Graça que eu tinha na vida, a graça que eu tinha em meu ser. Como posso eu viver sem Graça, se já não tenho graça em meu viver? Um dia aparece Aparecida, no outro Maria José, Maria das Dores da vida, Maria dos Prazeres de Nazaré. Assim eu vou vivendo nessa vida uma farsa, pois minha vida sem Graça não tem graça”.

Seria até lógico dizer que Ederaldo Gentil foi acometido pela depressão em virtude de seus poemas melodiosos não mais encontrarem espaço na mídia e por isto não atingirem o sucesso almejado por todos. Seria lógico, mas não provável. Quem teve o prazer de conhecê-lo ou de ver uma imagem sua da época em que explodia nos meios de comunicação, pode observar a tristeza já presente em seus olhos, os quais já espelhavam seus profundos sentimentos. Porém, são imortais todos que fazem de sua vida uma grande obra. Como Jorge Amado, Cidália de Iroko, Chico Anysio, Millôr Fernandes, Ederaldo Gentil não morreu. Parafraseando Gustavo Corção, digo: “Os seus acordes finais não são um fim. O silêncio que os segue não é um vazio. Os acordes finais anunciam que a beleza se consumou. E o silêncio que se segue é para que o encantamento não seja quebrado”.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. A cada 15 dias, artigos de sua autoria são publicados no jornal A TARDE, sempre às quarta-feiras

sábado, 21 de abril de 2012

Ricardo Delivery

Mais  uma do nosso amigo aqui do blog, Ricardo Serrano. Descobriu uma nova pizzaria na rua Macaúbas, no Rio Vermelho, do lado oposto à Rua  Alagoinhas, onde mora. Perguntou se fazem entrega a domicílio e informado de que custava R$ 2,00, como estava "de a pés" se ofereceu: "Me leva também".  E assim chegou em casa, entregue junto com a pizza. É um folgado mesmo. Veja nessas postagens anteriores se não é.
A rabada do bebum
Macarrão Al solo
Antenado com a Copa
Bebum sim, burro não
A cidade é meu bar, ou meu bar é a cidade
Quem será?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Para reviver Vinícius de Moraes, o Poetinha mais lírico


Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça esses vídeos abaixo, do show antológico gravado em 18 de outubro de 1978 em Milão, na Itália, com  Miucha, Tom Jobim , Vinicius de Moraes e Toquinho.
A beleza do espetáculo por si só merece ser lembrada e está postada pela blogosfera afora, mas fui motivada a fazer essa postagem aqui no pilha também por um bate-papo com o amigo Délio Pinheiro, igualmente a mim, um fã de Vinícius de Moraes, admirador do poeta, músico e, especialmente, da pessoa que era o  Poetinha, que viveu intensamente.
Da conversa sobre o nosso ídolo, sobre os goles de uísque  e os cigarros que ele tragava com tanto gosto, lembrei desse show maravilhoso e tão peculiar, tão distante dos padrões atuais que chega a ser engraçado. Observem o cenário e o comportamento dos artistas, especialmente de Vinícius, que seria trucidado nesses tempos de caça aos fumantes, proibidos de tragar em tudo quanto é canto, apesar de pagar altos impostos (nem quero discutir se é prejudicial à saúde), e mesmo ao ar livre são abordados pelos intolerantes defensores da saúde alheia (Mocofaia que o diga, anda puto com esses tipos de abordagem e conta que certo dia um desses chatos vomitou para Délio Pinheiro o comentário reprovador, “o senhor não está velho para ainda fumar?”, e Moca saiu na defesa do amigo com a maior categoria: “Tá velho mas come c...de perguntador”).
Pois olha que interessante: Vinícius soltinho, soltinho, comandando o show nesse cenário impensável atualmente, com uma mesa coberta por toalha de estampa  de oncinha ou coisa parecida e, sobre ela, o copo de uísque, cinzeiro e maço de cigarros. E  o Poetinha canta entre tragos e goladas.  Êita que se ainda estivesse vivo, o nosso poeta estaria em constante contrariedade com a patrulha antitabagista.
Voltando aos vídeos, esse show é mesmo ontológico, lindo, cheio de graça.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Abbey road 2012

 George, Ringo, Paul e John

A mulher elástico

Veja o vídeo até o fim. Ela é inacreditável.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Adivinhe: partido tucano com quatro letras!!??

O Duke fazendo palavras cruzadas. Que tal? Boa demais, não? Pesquei lá no Vi o Mundo: o que você não vê na mídia, do Luiz Carlos Azenha, postagem desta terça, dia 17.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Flávio Cirilo, novo jornalista no mercado. Parabéns, filhote

Formatura de meu quase-filho Flávio Cirilo, novo jornalista no mercado.

Um menino maravilhoso, com um futuro brilhante pela frente. Ele emocionou a todos na formatura, sábado à noite, pela Faculdade 2 de Julho, quando agradeceu à homenagem feita pelo diretor acadêmico da faculdade.  Disse que diante da vida difícil de menino do Subúrbio, sempre soube que teria três opções de destino: a margunalidade, o futebol ou estudar. Graças a Deus optou pela terceira.
Ele já começa a carreira com bala na agulha, pois passou por alguns estágios como na Assessoria da Câmara Municipal, o site Consulado Social, a Band News e a revista Placar.

Portanto, chega chegando ao mercado. Com disposição pra continuar matando um leão (do vice  hehehehe) por dia, como sempre fez. Afinal, só ele pra dar conta de morar em Madre de Deus e vir todos os dias pra salvador, de buzu, trabalhar em dois lugares e correr, à noite, para a faculdade. De lá mais uma carreira pra pegar o ônibus de volta pra casa, onde chegava depois das 24h.

Parabéns, Flavinho! Um guerreiro, um vencedor

domingo, 15 de abril de 2012

Piau e Cescé com Batata: receita à moda chapadense




Uma receita de sucesso à moda da Chapada Diamantina, interior da Bahia: cantadores Piau (Djalma Novaes, de Seabra) e Cescé Amorim (e sua banda, de Feira de Santana) e o músico Uéliton Batata (de Morro do Chapéu). O show foi no sábado, dia 14, no restaurante Grande Sertão, em Costa Azul (Salvador). Promoção do Projeto Velame Vivo, movimento social e cultural da Chapada.
Este vídeo é com Piau cantando. Quem gostar pode ver outros no Evidentemente.

parabéns pra você




Começo prezado leitores já que a pilheira Mônica Dias, me coloccou como colunista social das latinhas de Joana D'arck,na sua festa de aniversário ai segue presente de Mônica dias fazendo jus ao titulo da aniversariante, Juciara Maria Nogueira, Rita Tavarez, Sinval Soares, Artur Carmel Carmel, Fatima Dannemann, Alvaro Figueiredo, Ernesto Marques, Denise Queiroz __

__by aldo tripodi

Daquinha,Mô, parabéns a vc e tds os q souberam prestigiar essa q, além de pilheira mor e parceira pedra noventa, é ainda a rainha das gostosas, suadas e geladas louras... !!! um beijo e a sugestão de brinde: q os -vetustos- maridos jamais morram viúvos !!!

___by alf, of course e super deijo de parabéns...



http://www.youtube.com/watch?v=B0yg-VaPKaQ&feature=endscreen

sábado, 14 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma receita à moda chapadense

Piau (Djalma Novaes, lá de Seabra)
Piau e Cescé com Batata: como diz o convite, “essa receita à moda da Chapada Diamantina” promete agradar no sábado, dia 14, a partir das 13 horas, no restaurante Grande Sertão (Costa Azul, Salvador). Vai sair muita coisa boa da Música Popular Brasileira, menos, claro, axé-music e pagode (os baianos da capital que me perdoem).
Os cantadores Piau (conhecido em Seabra, lá na Chapada, também como Djalma Novaes) e Cescé, de Feira de Santana, serão acompanhados pelo músico Uéliton Batata, de Morro do Chapéu. A promoção é do Projeto Velame Vivo, movimento social e cultural de Seabra. Ingresso: R$ 20,00.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fotógrafo denuncia drama da seca na Bahia


"Acreditam nas coisas lá do céu"
Foto digna de premiação, clicada por Manoel Porto, em Andaraí.

Manoel Porto  
Com todo o gás de militante das causas sociais, sensível ao drama dos que convivem com a seca que assola o interior da Bahia, uma das mais graves dos últimos tempos, o repórter fotografico Manoel Porto está empenhado num  projeto de registro e denúncia  do momento.


Por conta própria, buscando tempo entre compromissos profissionais,  Manoel iniciou na semana passada o processo de captura de imagens pelo município de Andaraí, na Chapada Diamantina. Na próxima quarta-feira ele segue para a região de Irecê e, na semana que vem, visita a área de Sobradinho, no norte da Bahia.





"Plantação de milho na zona rural de Andaraí.O vale
do São Francisco, a Chapada Diamantina e o Sertão
 baiano estão literalmente pegando fogo. Não  está
 rolando saque porque o Bolsa Família está segurando
 a onda" (Manoel Porto).

A lagoa secou total (Manoel Porto)

As primeiras fotos  já mostram  a gravidade da estiagem prolongada.  "Cadê a repercussão? A Bahia não é só o litoral ", protesta o repórter.  


A primeira foto, em p&b,  um belíssimo registro feito "na mão-grande", sem uso de tripé ou qualquer recurso mais sofisticado, como ele próprio conta,  mostra um momento do ritual de lamentação das almas, em que  um grupo de pessoas envoltas por lençóis brancos sai pelas ruas e becos das cidades realizando paradas em igrejas, cemitérios, cruzeiros e encruzilhadas, lugares em que se entoam preces, benditos e incelências. As saídas acontecem durante toda a Quaresma e representam um luto anual pela Paixão de Cristo.

Mais fotos de Manoel Porto



domingo, 8 de abril de 2012

Mais um vizinho ilustre

Quem supreendeu ontem na apresentação de Gerônimo,  na Praça Caramuru (Mercado do Peixe) foi Armandinho Macedo. Curtia o show do amigo na plateia, todo descontraído, e acabou dando uma canja, convidado por Gerônimo para subir ao palco. Tocou, cantou   e anunciou que agora é meu vizinho. Tá morando no Rio Vermelho (Red river, como dizia Irepinga). Bem vindo Armandinho.





Matita perê finalizou temporada no Sesi

sexta-feira, 6 de abril de 2012

"Escraches" argentinos

(Do jornal argentino Página/12, edição de hoje, 06/abril)

Mais uma presidenta progressista na América Latina?

Nadine Heredia (foto), esposa do presidente Ollanta Humala e primeira-dama do Peru, também participa da luta política e tem um alto nível de popularidade. Seguindo o precedente de Néstor e Cristina Kirchner na Argentina, poderia ser a próxima candidata presidencial no seu país em 2015. O presidente do Congresso peruano, Daniel Abugattás, informou que a principal força da oposição expressou sua predisposição de apoiar uma reforma constitucional que habilite sua candidatura.
(Notinha da capa do jornal argentino Página/12, edição de hoje, 06/abril. O título é deste blog).

Prefeito passa a mão na bunda de vereadora

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Prefeito da cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, Percy Fernández. O nome da vereadora é Desirée Bravo. Tudo conforme está no site do Yahoo. Será que é verdade o que a gente vê? Num evento público, parece incrível. Ela disfarça, pega na mão do cara, ele insiste, sorri, alisa a mão da moça. Inacreditável!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

SENHOR MORTO E SENHOR DA COLUNA

Aproveitando a Semana Santa, "roubei" do Facebook a belíssima exposição fotográfica da experiente  repórter Margarida Neide, sobre duas obras de arte das mais expressivas, da imaginária sacra brasileira, de autoria de Francisco das Chagas (O Cabra), na Ordem do Carmo: O Senhor Morto e o Senhor da Coluna.




Senhor da Coluna
O Senhor Morto


Senhor da Coluna
O Senhor Morto
Senhor da Coluna




quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dia do Jornalista é o dia do Jornalismo


A Federação Nacional dos Jornalistas saúda neste 7 de abril, Dia Nacional dos Jornalistas, a todos trabalhadores e trabalhadoras que, nas redações de jornais e revistas, estúdios de rádio e TV, nas mídias eletrônicas, escolas e assessorias de imprensa; escrevendo, editando, desenhando, fotografando, filmando, ensinando, narrando ou apresentando notícias em todos suportes, exercem esta profissão que é um dos pilares mais visíveis da democracia.

A FENAJ homenageia a todos aqueles que, com condições de trabalho quase sempre aquém do necessário, ajudam a consolidar o estado de direito. Lembra, neste dia, a saga heróica de militantes da notícia que arriscaram sua integridade, sua liberdade e sua vida. Exige do estado brasileiro a imediata investigação da morte Wladimir Herzog e de todos os jornalistas que foram presos e torturados pela ditadura militar.

A FENAJ reivindica liberdade, condições de trabalho e remuneração justas e dignas por parte daqueles que enriquecem utilizando a força de trabalho dos jornalistas brasileiros. Para isto propõe um piso salarial nacional para a categoria, de maneira a garantir a qualidade de vida e a independência no exercício de sua profissão.

A FENAJ alerta ao estado brasileiro para o perigoso crescimento dos crimes contra a integridade e a vida dos jornalistas. Exige a apuração dos crimes contra jornalistas no exercício de seu trabalho e o julgamento de todos os envolvidos. Também reivindica a federalização dos crimes contra estes profissionais como medida eficiente contra a impunidade.

A FENAJ compartilha com os cursos de Jornalismo, seus professores e alunos, a certeza que superaremos de uma vez por todas esta situação constrangedora criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando da decisão desastrada e obscurantista da retirada da exigência da formação superior para o exercício do Jornalismo. Agradece, mais uma vez, ao parlamento brasileiro que, sintonizado com a opinião pública, está restituindo a dignidade para o jornalista e a qualidade do Jornalismo para a sociedade.

A FENAJ, finalmente, convida os cidadãos para - ao homenagear seus jornalistas - defenderem um Jornalismo de qualidade: independente, informativo e ético, que assegure a liberdade de expressão contida na constituição brasileira, reconhecendo que esta liberdade não é propriedade privada de jornalistas ou empresas de comunicação e sim propriedade do cidadão brasileiro.

Viva aos jornalistas, lutadores da democracia.

Direção da Federação Nacional dos Jornalistas 


Bacalhau genérico

Dica da Semana Santa

Já postamos essa receita aqui na página Nossas Dicas, uma das mais visitadas, segundo o rastreamento blogger. Estamos repetindo, aproveitando a semana que mantém a tradição de se comer peixe. Eu já testei e gostei.







Você acha que o bolinho de bacalhau daquele restaurante "chique" é mesmo feito de bacalhau?
Hummm...


Então você deve ser daquelas pessoas que acreditam em Papai Noel, coelhinho da páscoa, saci pererê, etc..

O Pilha descobriu o segredo guardado a sete chaves pelos restaurantes de como fazer um quilo de bacalhau por apenas 10 pratas!


EXPERIMENTE!

INGREDIENTES: 1kg de filé de merluza 3 colheres de sopa bem cheias de sal 1 litro de água.


MODO DE FAZER:
1) Ferva os filés por 10 minutos na água com sal.
2) Escorra e arrume os filés em uma assadeira de modo que os filés não fiquem um em cima do outro.
3) Coloque a assadeira descoberta na geladeira e deixe de um dia para o outro.
4) No dia seguinte, desfie e aplique em qualquer receita de bacalhau.


OBS: Essa receita de merluza fica idêntica ao bacalhau, inclusive na sua fibrosidade característica.
É perfeita para fazer bolinhos. Parece milagre, mas não é!
Acontece que a merluza e o bacalhau são "parentes", ambos da mesma espécie chamada Merluccius.

SEMANA SANTA NO MERCADO DO PEIXE

Depois do sucesso da “Ressaca de Carnaval”, a  Associação dos Permissionários do Mercado do Rio Vermelho volta a realizar shows na Praça Caramuru, celebrando a Páscoa

A celebração da Páscoa no Rio Vermelho só poderia ser em clima festivo. Por isso, a Associação dos Permissionários do Mercado do Rio Vermelho, o “mercado do peixe, na Mariquita, realiza, na Quinta-Feira Santa, no Sábado de Aleluia e no Domingo de Páscoa, shows gratuitos para celebrar a beleza da vida. O local, a Praça Caramuru que fica atrás do mercado. Na Quinta-Feira Santa os shows começam às 19h e sobem ao palco, Val Aquino, o Projeto Sampovo e o Grupo Batifum. A Sexta-Feira Santa é resguarda. Já no Sábado de Aleluia, a partir das 20h, é a vez de Açúcar Portela & Salsa, com seu novo projeto musical. Em seguida, o rei Gerônimo. No Domingo de Páscoa, a celebração começa às 17h, com a banda Fora da Mídia, Claudya Costa e Nelson Rufino.  Os shows são realizados com apoio da Schincariol e da Semur – Secretaria municipal de Reparação. A produção é de Geraldo Badá e a organização de Mércio Silva.

Semana Santa no Mercado do Peixe
Quinta, sábado e domingo, na Praça Caramuru, atrás do Mercado do Rio Vermelho, com entrada gratuita

Quinta- feira – 19h - Val Aquino, Projeto Sampovo e Grupo Batifum
Sábado – 20h - Açúcar Portela & Salsa e Gerônimo
Domingo – 17h - Banda Fora da Mídia, Claudya Costa e Nelson Rufino

terça-feira, 3 de abril de 2012

Na semana em que se comemora do Dia do Jornalismo, minha homenagem a Mesquita e Nery


Se os últimos dias não foram bons para a cultura com a perda de grandes nomes, para o jornalismo da Bahia também não foram fáceis. O mês de março terminou e abril começou com duas baixas. Primeiro foi José Carlos Mesquita, conhecido como Zé do Rádio, jornalista que  durante muitos anos atuou como repórter esportivo na Tribuna e também no Correio. Conheci Mesquita na Tribuna, uma figura tranquila, sempre na dele, amigo de todos.

No último domingo perdemos Moacir Nery. Um contador de estórias dos bons. Conversar com ele era sempre certeza de boas gargalhadas. Tem uma infinidade casos contados por Moacir que ainda hoje quando recordo fico sorrindo sozinha. Em uma tarde de trabalho estressante na redação da Tribuna, ele chegou dizendo que no final de semana levara o filho pequeno para uma festa de aniversário e que havia passado o maior susto. Logo perguntei o motivo pensando que havia ocorrido algum problema com as crianças, com o ar de preocupado, começou a contar que estava distraído olhando as brincadeiras, quando a molecada começou a correr em sua direção gritando: “rasga saco, rasga saco”, e ele foi saindo de fininho, pensou que seria o alvo do ataque da gurizada.

 Assim era Moacir, divertido, espirituoso, bem humorado e  com esse perfil incorporava o carnavalesco reconhecido, organizador de festas como a escolha da Rainha do Carnaval, Rei Momo e outras tantas. Fazia dupla com Anísio Félix, outro amigo que também se foi, juntos escreveram o livro, “Bahia ,Carnaval”, que guardo com muito carinho não apenas por terem incluído meu nome, sem nenhum merecimento, em uma relação onde foram citadas grandes personalidades do jornalismo e da cultura da Bahia, mas pela dedicatória que ambos escreveram ao me presentearem com  um exemplar. Sem dúvida, uma demostração explicita de amizade. Por tudo isso nessa semana que se comemora o Dia do Jornalismo, quero homenageá-los com um agradecimento: Obrigada Mesquita, obriga Nery, obrigada Anísio pela amizade de vocês. 




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sesi: nesta terça tem Matita Perê com Ivan Bastos

O Matita Perê recebe, nesta terça (03/04), o compositor [baixista do Grupo Garagem] Ivan Bastos como convidado no show do teatro Sesi do Rio Vermelho, às 20 horas.

O grupo e o convidado vão  tocar juntos uma composição de Ivan, com arranjo inédito para ambos (Matita Perê e Ivan) feito especialmente para recepcionar esse grande músico baiano.

Borega e Luciano Aguiar (matita) estão entusiasmados com a novidade.  Não perca.

Nesta apresentação o matita Perê terá como acompanhantes:
Alexandre Montenegro (baixo),
Sebastian Notini (percussão e bateria)
André Becker (sax e flauta).

A espera de Carmem

Compartilho com vocês esse texto que muito me emocionou.


Sonata para Carmen


Carmen Navarro tem passado seus dias à espera de uma canção. Qual? Ora, isso ela não canta, é um segredo, um dos mais fechados dentre os arquivos secretos da ditadura militar brasileira. Mas a espera é torturante. Aos 83 anos, lúcida, culta e bem informada, Carmen aguarda a chegada da música que seu filho Hélio Luiz Navarro Magalhães compôs antes de partir.
A última vez em que se viram foi em 1970. Hélio tocou-lhe a canção e saiu. Foi se juntar à turma que montava a guerrilha do Araguaia. Era um compositor, pianista, estudante de química. Adotou o codinome de Edinho. Hoje figura na lista dos 136 desaparecidos da ditadura.
Sua mãe acredita que ele esteja vivo, resguardado sob uma nova identidade que teriam lhe arrumado os militares. Por anos Carmen alimentou a esperança de reaver o filho. Hoje conforma-se em receber um singelo acalento, um sinal de vida -a música que ele lhe compôs. Pode chegar por e-mail anônimo.
A história por trás desse drama é pura nitroglicerina política - e provoca tantas fúrias quanto são as lágrimas de Carmen. Em fins de 1973, o presidente Emílio Médici deu ordens ao Exército para caçar e aniquilar os 47 guerrilheiros que ainda lutavam no Araguaia. Ernesto Geisel confirmou a ordem de não deixar ninguém vivo.
Ocorre que cinco deles teriam sido poupados. Os militares os chamam de "mortos-vivos". Teriam feito acordo de delação premiada e recebido novas identidades. Pelo acerto, não poderiam sequer procurar suas famílias. Quem são eles?
Ora, os nomes são conhecidos há quase 40 anos por grande parte da antiga repressão e há mais de 20 anos pela esquerda. O ex-senador Jarbas Passarinho já revelou e confirmou que de fato seriam cinco os "mortos-vivos", e que empregou dois deles no MEC quando era ministro da Educação.
A Justiça Federal já expediu ordem à Polícia Federal para que investigue e localize esses possíveis sobreviventes. Na ordem, citou os nomes a serem procurados. É um tema que deve entrar para a Comissão da Verdade.
O caso mais conhecido envolve Hélio Luiz e os dois companheiros que com ele foram presos, Luiz Renê Silveira, o "Duda", e Antônio de Pádua Costa, o "Piauí".
Hélio é filho de um comandante de Marinha, Hélio de Magalhães. Também é sobrinho do almirante Gualber de Magalhães. Quando os três foram presos, Gualber era o vice-ministro da Marinha. Os prisioneiros já estavam sendo executados no Araguaia. Mas quando o Exército descobriu quem era "Edinho", reviu os planos. Ele teria apelado pelos dos amigos "Duda" e "Piauí".
Passarinho acredita que sejam esses dois os que abrigou no MEC. Aberta a exceção, pelo menos mais dois teriam feito acordo para sobreviver -um deles seria Tobias Pereira Jr., o "Josias".
Hélio teria ficado sob a proteção do Centro de Informações da Marinha. Os demais, sob monitoramento do Centro de Informações do Exército. Carmen Navarro jamais acreditou na morte do filho. Com o ex-marido, há muito falecido, tentou em vão informações. Já o ex-cunhado Gualber, passou três décadas tentando convencê-la, com ênfase inexplicável, de que o sobrinho teria sido morto no Araguaia.
Sob nova identidade, Hélio teria se mudado para São Paulo a fim de trabalhar numa multinacional francesa que na época se instalava no Brasil. Carmen informa que, nessa época, o almirante Gualber alugou um terreno da família para o Carrefour se instalar no Brasil. Hélio teria se casado logo depois da guerrilha e tido dois filhos. Mas nunca procurou a mãe.
O amigo Luiz Renê, se vivo estiver, também jamais procurou a família. No caso de outro possível poupado, Tobias, é sua família que se recusa a receber militantes de esquerda ou jornalistas.Há um ano, Carmen enviou uma carta ao filho por meio da Marinha. Dizia a Hélio Luiz que não lhe cobraria ou perguntaria nada, que ele nada precisava justificar -mas que apenas a deixasse vê-lo uma vez. É provável que a carta esteja na gaveta de algum militar.
Ainda mais resignada, Carmen agora acalenta a esperança de escutar aquela canção que Hélio lhe compôs antes de desaparecer. Será sua sonata.


HUGO STUDART é jornalista e historiador, autor de "A Lei da Selva", livro sobre as ações militares na guerrilha do Araguaia.

domingo, 1 de abril de 2012

2 de abril: pela conscientização do autismo (vídeo)



Amanhã, segunda, 2 de abril, é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Por isso, familiares e amigos de autistas baianos foram hoje, num belo domingo de sol, comemorar a data no Farol da Barra, um dos cartões postais de Salvador. O evento foi organizado pela AMA-Bahia, Associação dos Amigos dos Autistas.

Metrô de Salvador começou a funcionar hoje

Yes, nós já temos metrô. A Prefeitura  Municipal de Salvador finalmente entrega à população o mais moderno transporte de massa do mundo que vai cortar toda a cidade, num percurso de 40 quilômetros . Além de veloz e confortável,  modernoso  metrô  que fez a primeira viagem do dia ás 7horas é baratinho parao bolso da população, com uma passagem no valor R$ 0,50.
A partir deste 1º de Abril Salvador nunca mais será a mesma. Adeus engarrafamentos, adeus espera de horas e horas pelo buzu. Entramos na era da modernidade.

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