Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A DÉRCIO MARQUES - o cantor das raízes brasileiras

Homenagem do Pilha aos grande artista Dércio Marques. Violeiro, cantor, intérprete e compositor, o mineiro de Uberlândia, cidadão do mundo, baluarte da cultura popular, dividiu palco com Elomar Figueira em várias apresentações. Dércio Marques morreu na quarta-feira (27) vítima de infecção generalizada, após cirurgia.


“Ah, Já Fiz Versos De Tributo, Hoje Só Somente Escuto,
Não Tributo Mais Ninguém; Cada Rosa Seu Perfume,
Ninguém Lava as Mesmas Mãos,
Ninguém Canta Com a Mesma Voz!
Ontem a Lua Foi Airosa, Toda Rosa Perfumosa,
Mas o Tempo Deu-me Tempo Prá Pensar
Ah, E Eu Seguisse a Cada Passo, Cada Traço Do Pincel,
Cedo ou Tarde Eu Ia Ver, Escorregar Na Tinta Fresca,
Me Mesclar Com a Cor Vermelha, Eu Iria Me Perder.”
(Dércio Marques)




Veja mais sobre Dércio Marques no Blog do Brawn

Mira la mierda!





*O título é um comentário perfeito de Leandro Fortes no Facebook.

COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA: O QUE FAZ O GOVERNO VENEZUELANO É TUDO O QUE O GOVERNO BRASILEIRO NÃO FAZ


O nosso correspondente internacional, Jadson Oliveira, sempre presente no pilha, está empenhadíssimo na atualização do seu blog EVIDENTEMENTE, envolvido na  cobertura do processo eleitoral para as eleições presidenciais na Venezuela, polarizada entre o presidente Hugo Chaves e o oposicionista Henrique Capriles. Nos últimos dias tem divulgado e comentado sobre imprensa alternativa bolivariana, que está em pé de guerra,em defesa de uma legislação democrática de comunicação e, sobretudo, se "armando" para evitar novo golpe no país e assegurar a reeleição do presidente. 

Ontem (27), conta Jadson,  cerca de duas mil pessoas que atuam em torno de  600 veículos alternativos e comunitários de todo o país (rádios, TVs, jornais e “páginas Web”/Internet), foram às ruas mostrar que estão engajados na campanha pela reeleição, no dia 7 de outubro, do presidente Hugo Chávez, mencionado sempre como “comandante”. 

O Evidentemente publicou que, na semana passada, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) entregou 1.713.885 bolívares a 17 meios de comunicação comunitários. São 15 emissoras de rádio e duas de televisão localizadas nos estados de Amazonas, Aragua, Bolívar, Carabobo, Distrito Capital, Falcón, Guárico, Lara, Miranda, Sucre e Zulia, conforme matéria da assessoria da Conatel veiculada pelo portal aporrea.org. 

E o nosso blogueiro internacional faz uma comparação com a política de comunicação no Brasil que vale conferir e comentar. Veja no  Evidentemente.

terça-feira, 26 de junho de 2012

São Pedro tem festa no Mercado do Peixe

São João foi animado e São Pedro tem mais

A Associação dos Permissionários do Mercado do Rio Vermelho, o “Mercado do Peixe, na Mariquita, depois do sucesso dos shows do São João, agora realiza a festa de Pedro, o santo pescador. Coordenado por Mércio Silva e produzido por Geraldo Badá,  a festa vai reunir um time de primeira em quatro noites de apresentações.
 Confira a programação

Quinta- feira – dia 28.06 - 19h30 – Banda Filoka Atrevida + às 21h30 – Val Macambira.

Sexta- feira – dia 29.06 - 19h30 – Grupo Nosso Ritmo + às 21h30 – Bando Virado no Mói de Coentro.

Sábado – dia 30.06 - 19h30 – Projeto Sampovo – com Toti Gira, Val Aquino, Rose Matos e Riachão + às 21h30 – Jota Velloso.

Domingo – dia 01.07 - 15h – Raquel e Sua Gente + às 17h30 – Agnaldo Santana.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

São João Pilha Pura!

Carmela acende a tradicional fogueira dos Talentos

Boa parte dos pilheiros passou o São João na capitá e proximidades, por causa do período curtíssimo da festa neste ano (sábado e domingo), que desanimou muita gente para pegar o trânsito pesado da estrada.  Mas não faltou pilha e animação nos festejos do Arraiá de Seo Mané, montado no bar de Risaldo e Marize, no Arraía de Sinhá Mônica e Sinhô Dedéu, em Ipitanga (Lauro de Freitas), e no Arraiá dos Talentos (Rio Vermelho). Detalhe: as aniversariantes do mês, Mônica (dia 22) e Elcie (dia 23) pongam no clima do aniversário de São João e festejam a caráter, com direito a licor, milho, amendoim e muito forró. 

 Arraiá de Ipitanga

Sinhá Mônica curte aniversário supresa no Arraiá montado por Sinhô Dedéu



De que Isabel ri tanto?


Olha a animação de Zé Sinva e comadre Mõnica


Arraiá de Seo Mané

Fogueira do Arraiá de Seo Mané/Foto de Isabel



Isabel ficou curiosa pra saber onde Silfredo comprou a camisa que já vem com a bola dentro
Caipirinhas pilha pura


A ressaca
Encontrado no dia seguinte, encalhado na praia de Ipitanga

domingo, 24 de junho de 2012

"Uma revolução é um infinito poema coletivo"


(Foto: poeticadigital-imagenes.blogspot.com)
“Há dois temas predominantes em minha poesia: o social e o amoroso. Tudo poderia se resumir em uma só Pátria. Dar testemunho dela. Mas creio que é o amor o eixo sobre o qual se articulam todas as coisas. É nesta direção que vai o ato criativo. Seja a constante que dá um sentido. Não há arte fora das lutas, não há luta sem amor. Creio que uma revolução é um infinito poema coletivo”.

Gabriel Impaglione (foto) é poeta/escritor argentino. Esteve na Venezuela participando do 9° Festival Mundial de Poesia, encerrado neste sábado, dia 23, e deu entrevista a Carmen Isabel Maracara. Peguei este pequeno trecho no blog Palabra Cierta. 

Quem quiser mais um pouquinho, entra no Evidentemente. E quem quiser toda a entrevista, em espanhol, entra no blog – www.palabracierta.blogspot.com . É uma boa para quem curte literatura, poesia, arte, essa “coisa inútil”, para lembrar meu poeta predileto Antonio Brasileiro (Feira de Santana-Bahia), que escreveu o ensaio (ou tese?) “Da inutilidade da poesia”.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Era digital

Carmela, Mônica, Isabel, Simoa, Jaciara e demais amigas conectadas, olhem aí o tricô de hoje. Imaginem como será o nosso.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Festa de São João no Rio Vermelho terá rei e rainha do milho

O palco para apresentação das atrações já está pronto
Associação dos Permissionários do Mercado do Peixe, na Mariquita, já definiu a programação para as festas juninas do Rio Vermelho,

Na sexta-feira, dia 22, o show começa às 19h30 e a primeira atração será o grupo “Cegueira de Nó”. Logo em seguida o cantor e compositor Targino Gondim e a atriz Tânia Tôko serão eleitos o Rei e a Rainha do Milho, com direito a coroa, cetro e faixa  A festa segue  a partir das 21h30, com a apresentação do grupo “A Mulherada”. 

No dia 23 sábado, às 19h30, tem Carlinhos Cor das Águas,  Às 21h30 será a vez do grupo Fora da Mídia na sequencia  Forró Forrotear. 

No dia 24 domingo, às 19h30 tem Zé de Tonha, e às 21h30, as meninas do Chita Fina. 

Na semana seguinte tem mais festa para comemorar São Pedro – 
Na quinta-feira, dia 28, véspera dia do santo a banda Filomena Atrevida abre os festejos, às 19h30. Logo em seguida tem Val Macambira !

No dia 29, sexta-feira, às 19h30, a noite começa com o Projeto Sampovo – com Toti Gira, Val Aquino e Rose Matos – e a noite termina ao som do Bando Virado no Mói de Coentro.

Dia 30, sábado, às 19h30 o grupo Nosso Ritmo sobe ao palco e logo depois Jota Velloso.

No domingo, dia 01 de julho, a partir das 15h, tem Raquel do Forró e às 17h30 Agnaldo Santana.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Biribiri: santo remédio para quem sofre de pressão alta

Para quem não conhece, apresento o biribiri: frutinha desconhecida pela maioria das pessoas (eu mesma nunca tinha ouvido falar), mas que é um santo remédio para quem sofre de pressão alta. Sou testemunha, pois agora que aprendi tomo um copinho de suco diariamente. Com a facilidade de pegar o remédio no jardim. E é gostoso, azedinho, parece lomonada.

Pilha também é cultura. E saúde

Gabriela no sofá

Vou falar de novela. Irepinga  não me condenaria por isso. Gostava e até lia as sinopses para acompanhar. Quero falar aqui das minhas primeiras impressões sobre Gabriela, um remake  tão propagandeado que, por se tratar de um clássico da teledramaturgia brasileira, baseado na obra de Jorge Amado, não deixa de nos encher de expectativa. Uma nova e arriscada versão, pela riqueza e inesquecível interpretação do elenco da primeira.

 Já na estreia fiquei desapontada, porque Juliana Paz pode ser a gostosona da hora, mas nem de longe exala a brejeirice que Sônia Braga esbanjava. A nova Gabriela exibiu uns sorrizinhos e olhares pidões, mas revelando a intenção de seduzir, enquanto a primeira mostrava naturalidade e até uma certa ingenuidade que encantava, tal qual a gente imagina a personagem do romance de  Jorge Amado.

Algumas impressões e comparações (de simples telespectadora)

Nacib, tão forte e apaixonante na interpretação de Armando Bógus, está nas mãos de Humberto Martins e pode cair no lugar comum da figura máscula e sedutora. Pode ser uma malhação. Aquele turco da novela original foi tão bom e convincente quanto a Gabriela.

Maria Machadão, a cafetina maliciosa, bandida e mandona, características que a atriz Eloísa Mafalda passava no simples levantar de uma sobrancelha, vem agora incorporada pela cantora Ivete Sangalo, muito jovem e inexperiente para o papel, mas certamente lucrativa para os interesses comerciais da Globo. Louvável é a coragem da baiana de se jogar nesse desafio, embora não tenha nada a perder: não sendo atriz, o público perdoa, ainda mais que ela promete umas “canjas” de cantora, como já fez na abertura.

Coronel Ramiro, cuja interpretação de Paulo Gracindo não tem parâmetros, ao meu ver, também marcado pelo olhar de raposa velha,  que encarnava o coronel do sertão com perfeição, vem agora na pele de Antônio Fagundes, inicialmente mostrando-se caricato. 

Zarolha¸ interpretada pela inesquecível Dina Sfatt , vem agora com a atriz Leona Cavalli,  que pega um grande desafio e na estreia só exibiu o “corpiticho” bonito.

A intenção aqui, antes de tudo, é fazer uma homenagem a toda uma geração de atores e atrizes nossos, que tanto nos encantou.  Não estou querendo dizer que não temos agora muita gente boa. Temos sim. Mas o interesse comercial me parece ainda mais gritante e decisivo. Quero ver também os atores baianos nessa história, torcendo, claro, para que se saiam bem.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ocê gosdevinho?

Degustação de vinho em Minas


- Hummm...
- Hummm...
-Eca!!!
- Eca?! Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que êsse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como  segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no...
- Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo...
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, messs! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é treis! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!..

* Texto atribuído na internet a Luiz Fernando Veríssimo.

domingo, 17 de junho de 2012

Beba com moderação. Idosos que ingerem álcool tem menos chance de ter demência e Alzheimer


De acordo com pesquisadores, não foram observadas diferenças significativas com o tipo de bebida alcoólica consumida.

Um novo estudo divulgado pelo Instituto Central de Saúde Mental de Mannheim, na Alemanha, revelou que idosos que continuam a desfrutar da bebida alcoólica são menos propensos a desenvolver demência e Alzheimer.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, pesquisadores descobriram que idosos que bebem uma quantidade moderada de álcool possuem 30% menos probabilidade de desenvolverdemência e 40% menos chances de sofrer de Alzheimer do que aqueles que não consomem esse tipo de bebida.

 Os cientistas pesquisaram idosos com 75 anos ou mais que gostam de beber uma cerveja por dia ou um copo de vinho.

A equipe do instituto estudou mais de 3.000 pessoas nessa idade – elas estavam livres de demência no começo do estudo.

Os pacientes foram examinados duas vezes a cada 18 meses.

De acordo com um dos professores responsáveis pela pesquisa, Siegfried Weyerer, 217 idosos apresentaram sintomas de demência no decorrer do estudo.


- Aqueles que consumiam álcool tinham cerca de 30% menos de demência e 40% menos de Alzheimer do que os idosos que não consumiam nada.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças significativas de acordo com o tipo de bebida alcoólica consumida.

Nos últimos 31 anos, a associação entre o consumo moderado de álcool e a função cognitiva foi investigada em 71 estudos envolvendo 153..856 homens e mulheres de várias locais com diferentes padrões de consumo.

.Segundo o médico Harvey Finkel, do Centro Médico da Universidade de Boston, "a idade não é razão para abstinência".

- É preciso lidar com pessoas idosas viciadas no álcool com mais responsabilidade do que com os jovens.

Mas eles podem tirar mais benefícios para a saúde do consumo moderado do álcool.

Forró da Amarv um animado encontro de amigos do Rio Vermelho

Vereadora Aladilce mostrando habilidade no forró

A chefinha como sempre irradiando alegria

Velhos e novos amigos do bairro rodopiando no salão 

Até eu que não sei dançar entrei no clima


sábado, 16 de junho de 2012

Barrados no baile


 Beto, em uma outra comemoração anterior, em clima junino
A inusitada comemoração pelo aniversário do jornalista Alberto Freitas, autor de Samba do diploma e Waldick de Itapuã ) atraiu  uma legião de tantos amigos para o bairro do Rio Vermelho, que acabou em duas festas simultâneas, em lugares distintos, mas uma delas sem a presença do aniversariante, porém não menos animada.

"Barrados no baile" de Beto, que escolheu para comemorar a sua nova idade um bar da moda,  os  colegas  como Nádia Argolo, Diogo Tavares, Sinval Soares e Arakem Gomes (Arapinga), famoso por faltar eventos sociais fora da Itinga (Lauro de Freitas), e a aguerrida companheira Deta, dentre outros, não deixaram por menos.

Como o local escolhido por Beto,  "Seu Boteco",  torrou o saco com a má recepção,  Deta resolveu que só entraria  rapidamente para cumprimentar o aniversariante e ainda  ficou indignada porque foi escoltada por uma funcionária que queria ter a certeza que ela sairia logo do recinto, porque senão teria que pagar o couvert artístico, como a informou. Enquanto Arapinga prostestava do lado de fora contra o estranho tratamento da portaria com a clientela que chegava. Já que não entrariam, fomos ao bar mais próximo e a nós foram se juntando os demais amigos que iam chegando.

Resultado: enquanto  Beto curtia o seu níver com alguns amigos  e colegas trabalho em um bar, os "barrados  no baile", como ironizava Arapinga,  festejavam alí perto e brindavam em homenagem ao amigo. E haja brinde! E conversa e contação de "causos" e protestos hilários pela noite afora, varando a madrugada. Os presentes... os presentes estão comigo Beto. Só entrego com outra farra dessa.






sexta-feira, 15 de junho de 2012

“Capriles garante segurança e Chávez cenários de guerra”


El Nacional, um dos dois diários conservadores mais tradicionais da Venezuela (Fotos: Jadson Oliveira)
Numa banca da Av. Baralt, centro de Caracas, estavam expostos 19 jornais diários
Os jornalões venezuelanos apelam no vale-tudo da manipulação contra Chávez
 
De Caracas (Venezuela) – Que tal a manchete acima? É da primeira página do El Nacional, um dos dois jornais mais tradicionais do país (o outro é El Universal), edição da quarta-feira, dia 13, dizendo ser com base nos programas dos dois candidatos entregues quando da inscrição no Conselho Nacional Eleitoral (CNE, equivalente ao nosso Tribunal Superior Eleitoral/TSE). No texto da chamada de capa menciona as promessas do oposicionista Henrique Capriles (inscrito dia 10), inclusive falando contra a violência, e, quanto ao presidente Hugo Chávez (inscrito dia 11), os redatores dizem que “insiste em formar milicianos ‘para conflitos não convencionais’ e novos corpos de combatentes”.
 
(...) 
 
(Essa questão - número de manifestantes - sempre é escorregadia: se eu fosse perguntado, eu chutaria: cerca de 30 mil para Capriles e cerca de 50 mil para Chávez. Me lembro dos velhos tempos de repórter em Salvador, Bahia, época da ditadura: nas coberturas de comícios, manifestações e passeatas, os repórteres dos diversos diários combinávamos o número estimado: se fosse da oposição, a gente espichava pra cima, se fosse qualquer coisa a favor do governo, a gente espichava pra baixo. O pobre do leitor recebia a informação capenga).
 
Para ler mais no Evidentemente

Respeitem meus cabelos crespos

Por Fabiana Mascarenhas

Quando criança tinha vergonha do meu cabelo. Sonhava em ter o penteado igual ao das amiguinhas de sala, sempre liso e brilhante. A televisão, a mídia, a indústria de brinquedos, a própria sociedade, tudo me levava a achar que era feia por ter cabelo crespo. Não à toa, fui uma das inúmeras crianças que teve apelidos por conta da cor da pele. Nascida de um pai negro e uma mãe branca, no seio familiar, meus pais me faziam entender que era linda do que jeito que nasci. Nunca houve discurso em defesa dos negros, assim como nunca tiveram o costume de arrumar o meu cabelo no estilo “afro”, com o objetivo de reafirmar a minha negritude.

Talvez, por isso, um episódio ocorrido na última semana tenha me deixado tão sensibilizada. Uma criança negra, com cabelo escovado, entrou com a mãe em um elevador lotado de um centro comercial de Salvador. A criança – que imagino ter entre sete e oito anos –, olhou para mim e, depois de muito examinar, perguntou porque o meu cabelo "é para cima". Explico que ele não é para cima, que penteio assim porque gosto e acho bonito. Em seguida, ela diz: "Ele é duro, né?". Neste momento, todos no elevador riem. Respondo que ele é crespo, não duro. “Não existe cabelo duro ou mole, mas liso, cacheado, crespo. E o seu, você acha que é como?”, pergunto.

Ela responde que a mãe diz que o cabelo dela é duro e, por isso, ela alisa.
 “Não gosto. Queria ter o cabelo assim como o seu, mas minha mãe não gosta. Diz que é coisa de preto pobre”, fala, inocentemente.

A mãe, sem olhar em nenhum momento para mim, dá um forte beliscão na garota e diz: “Menina, como é que você diz uma coisa dessas! Cale a boca!”. No mesmo instante, nasce um silêncio constrangedor no ambiente. No entra e sai das pessoas, a criança, com cara de choro, deixa de olhar para mim e mantém o olhar fixo na porta do elevador.

Chegamos, então, ao 11º andar. Tenho que descer. Antes, porém, falo com a garota: "Sua mãe tem o direito de ter a opinião dela e escolher de que maneira ela deve criá-la, mas ter o cabelo desse jeito não é coisa de preto pobre. Não importa se a pessoa é preta, branca, pobre ou rica, ela tem o direito de usar e fazer o que ela quiser com o cabelo. Quando você crescer e puder cuidar do seu próprio cabelo, aí você deixa assim, do jeito que você quer, tá bom?”.

"Mais do que ensinar a filha a valorizar a própria raça, os valores que me foram passados tinham como base o respeito à diversidade. E foi assim que cresci, tendo o entendimento de que, mais do que na aparência, a minha negritude estava na consciência"

A garotinha apenas sorri. A mãe, por sua vez, olha para mim com cara de indignação. Puxa a menina para perto dela e diz, em tom alterado: “Pode deixar que da minha filha cuido eu. Ela vai ter o cabelo do jeito que eu quiser”. Foi, então, que respondi: “Até pode ser, mas a raça dela é essa, minha senhora. E isso, felizmente, você não pode mudar”. A porta do elevador se fecha.

Volto a lembrar dos meus pais, que sempre me mostraram que toda e qualquer pessoa deveria ser respeitada do jeito que era, independente da cor ou classe social. Podia ter o cabelo trançado, encaracolado, escovado, black power, enfim, cada um adere ao estilo que lhe convém.

Mais do que ensinar a filha a valorizar a própria raça, os valores que me foram passados tinham como base o respeito à diversidade.

 E foi assim que cresci, tendo o entendimento de que, mais do que na aparência, a minha negritude estava na consciência.

O caso chama atenção pela total ingenuidade da criança e pelo posicionamento da mãe, tão negra quanto eu. Depois de a porta do elevador se fechar, ficou em mim a tristeza pela garota. Que tipo de valores essa mãe está passando à filha? Me pergunto se tendo este tipo de criação, ela crescerá tendo um posicionamento diferente. É bem provável que não, o que dificulta ainda mais o combate ao preconceito, uma vez que serão crianças como ela os agentes do futuro. Estarão à frente das empresas, dos centros religiosos, do governo, reproduzindo o preconceito que perdura há anos, justamente por conta dessa transferência absurda de valores. Não podemos esquecer, ninguém nasce preconceituoso.


Portanto pais, eu lhes pergunto: Que tipo de valores vocês estão passando para seus filhos?


Nota do bog: artigo originalmente publicado na editoria de Opinião do jornal A Tarde, Salvador-Bahia, no dia 14/06/2012

quinta-feira, 14 de junho de 2012

(Vídeo) Sonho de propaganda comunista!


Autor:   Data da publicação:

Sábado tem forró da Amarv na Confraria do França

"Sanfoneiro vai tocar, amendoin e licor não vai faltar,
Triângulo, zabumba,  e Jirimum Assado a cantar,
Vamo minha gente, ser feliz no arraiá".


Taí o chamado da Amarv - Associação de Moradores e Amigos do Rio Vermelho -  para o seu Arraiá, a realizar-se no dia 16/06, a partir das 13:00,  na Confraria do França, rua Lydio de Mesquita, 4 Rio Vermelho - Telefone - 3018-6548.

Couvert R$ 20,00.

terça-feira, 12 de junho de 2012

sábado, 9 de junho de 2012

BLOGUEIRO EM CARACAS: ENROLADO NAS BUROCRACIAS


De Caracas (Venezuela) – Registro aí acima, para demonstrar que estou na capital da chamada revolução bolivariana, a foto do Palácio Miraflores (de despacho do presidente Hugo Chávez), clicada da janela do meu quarto de hotel. Pelo menos geograficamente, estou pertinho da sede do poder (ou da administração federal, porque o presidente é sempre um representante do poder ou um intermediário, as verdadeiras estruturas do poder sempre estão assentadas em outros sítios, mas isso seria outro papo).

Estou aqui, sim senhor. Mas, por enquanto, enrolado nas burocracias: busca de hotel ou apartamento, troca de moedas (aqui, em especial, no mercado negro, ou preto, como dizem), troca de chip do celular, acesso a Internet, estranhezas na informática em cada país, adaptações no dia-a-dia, como gastar o menos possível (talvez o mais problemático), onde comer, onde beber. Não tive tempo para quase mais nada: só resolvendo PROBLEMAS, uma merda!

Pra não dizer que não falei do que vim fazer por aqui: a expectativa nesses dias é a “grande caminhada” do candidato de oposição Henrique Capriles, amanhã, domingo, dia 10, para marcar a inscrição oficial da candidatura; e a concentração dos chavistas, depois de amanhã, segunda, dia 11, pelo mesmo motivo.

Este repórter/blogueiro, claro, vai tentar acompanhar os dois eventos. Até mais.

Observação para este Pilha Pura: meu blog Evidentemente nasceu quando eu estava aqui em Caracas, em março de 2008, criado por nossa Joaninha. Portanto, há mais de quatro anos (e não três, viu Joaninha?). 

Lua Carrilho empolga platéia no Teatro Gamboa Nova com o show ‘Voltas”, que retorna a cartaz 14 de junho


Por Isabel Santos 


Cantora retrata o sertão nordestino e faz homenagem a Gonzagão

O Teatro Gamboa Nova lotou na noite de estréia (ontem, dia 7) do show ‘Voltas’, da jovem cantora baiana Lua Carrilho e banda Osupá, que retorna ao palco, na próxima quinta-feira (14), às 20h, no mesmo local, mostrando ao público um repertório que retrata o sertão nordestino, o semiárido baiano, que novamente enfrenta a triste realidade da seca.

Lua canta músicas de compositores que não se dedicam exclusivamente à música nordestina, mas demonstram um olhar sensível sobre a beleza e as mazelas da região. Por isso, o show, que também homenageia o Rei do Baião - Luiz Gonzaga -, no seu centenário de nascimento, traz músicas de Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de canções autorais.  

O nome escolhido para o show ‘Voltas’, segundo Lua,  é repleto de simbolismo, tanto por aspectos pessoais quantos ficcionais – marca a volta da cantora a Salvador, após alguns anos morando no exterior,  “ao tempo em que refere-se ao roteiro do show, narrando a saga do retirante nordestino, que deixa a sua terra na esperança de uma vida melhor, mas  acaba voltando. Este mesmo roteiro foi descrito por Gonzagão, ainda nos anos 40, ao lançar o clássico ‘Asa Branca’”.

O show é intercalado com seus solos de flauta (ela é bacharel em Flauta Transversal pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp), e declamação de poesias relacionadas ao tema. No primeiro momento, Lua canta tendo ao fundo a apresentação, em um telão, de fotos do fotógrafo baiano Manoel Porto, que vem registrando a dramática situação da seca no semiárido da Bahia, prejudicando a população, a fauna e a flora de mais de 200 municípios.

A cantora explica que a pretensão do grupo é levar ao público da capital conhecimento sobre a cultura e a realidade do sertão nordestino, mostrando sua relevância para a construção da identidade nacional e, ao mesmo tempo, promover um momento de reflexão sobre os antigos e atuais problemas relacionados à seca e ao êxodo rural, fenômenos que contribuem para o agravamento das desigualdades econômicas e sociais.

“Entendemos que, através da música, exaltaremos a força da poesia sertaneja, contribuindo para o reconhecimento de uma cultura e para que, efetivamente, haja mobilização pela melhoria da qualidade de vida da região”, explica Lua.

A cantora – Dona de uma voz precisa e delicada, Lua (a soteropolitana Luara Carrilho), encanta o público com seu repertório autêntico, num trabalho marcado pela sua versatilidade e originalidade.  Recém chegada da França, onde desenvolve há cinco anos projetos musicais, a cantora tem se dedicado profundamente à cultura nordestina – suas origens e desdobramentos.

 No período que ficou na França, Lua desenvolveu um trabalho prático-teórico sobre as origens das danças européias no ‘baile forró’. Iniciou em 2008, em Bordeaux, um projeto com o grupo Forró da Lua, no qual canta e toca há três anos, e com ele fez a fusão de duas culturas - a música gasconne e o Forró brasileiro.

Com o forró da Lua, ela fez diversos shows, apresentando-se em festivais por toda a França como Hestejada de lãs arts d’Uzeste Musical, Moun do Brasil, forró al pais, Errobiko Festibala, entres outros. Em paralelo, se apresentou com diversos músicos no país. Lua iniciou seus estudos musicais aos 8 anos de idade, recebendo orientações de teoria musical, flauta e canto coral no Instituto de Educação Musical de Carmem Mettig Rocha.

Contatos de Lua -  9266 -9493/8805-1730

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Conversa fiada com Jadson Oliveira


O correspondente internacional do Pilha, Jadson Oliveira, acaba de partir para mais uma cobertura das eleições na Venezuela, país onde abriu, há quatro anos,  a sua jornada de acompanhamento dos movimentos políticos e sociais na América do Sul.
Postagens relacionadas:  

Ele seguiu ontem (07/06) para a nova empreitada, sobre a qual  explicou, em  conversa de bar gravada em três blocos. Uma conversa fiada só, entre goles de uísque, na nossa despedida. Taí um dos vídeos em que ele reproduz o seu mais famoso bordão. 

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