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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mergulho macabro


Carnaval de 1970, o Campo Grande fica todo azul com a passagem do Bloco do Jacu, um dos mais importantes da década, famoso pela irreverência e alegria, porque desfila sem cordas e traz sempre uma orquestra ... (veja vídeo). Muitos dos seus integrantes fazem concentração no Hotel da Bahia, dentre eles o nosso famoso Ricardo Serrano  (veja sobre ele  aqui,aquiaqui, aqui ) com seus cabelos longos e loiros de surfista. Com o calor insuportável, alguns foliões prevenidos com calção ou sunga se refrescam na piscina e Ricardo fica babando de inveja.

Dia seguinte de saída do bloco, Ricardo quer tirar o atrasado. Já chega no hotel tirando o macacão para o desejado mergulho e constata, ainda mais feliz, que a piscina está vazia. E ele pula com gosto, e nada de costas, nada de borboleta, nada de crawl, e se exibe todo. Ouve de vez em quando uns gritos e pensa que é o incentivo da plateia dizendo " vai mais aííí, vai mais aííí!".´Depois de mais algumas braçadas, resolve dar um mergulho e subir jogando os cabelos para trás e enxuga os olhos com as mãos para olhar ao redor. É quando se dá conta de que os gritos são de policiais que ordenam: "Saí daí maluco, sai daí maluco!". Aí percebe as fitas amarelas com listras diagonais pretas indicando isolamento da área e sai da piscina sob o olhar perplexo da plateia mantida em afastamento a alguns metros da piscina. E só então fica sabendo que dividiu as águas refrescantes e azuis com um morto. Um corpo de um homem  boiava, mas ele não tinha visto. E quando Ricardo mergulhou a perícia ainda não havia feito o isolamento.

Tá duvidando do mico? Pergunta pra ele. 


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