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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Rio Vermelho não é mais o mesmo sem Ricardo Serrano

Olivinha encerrou a sua homenagem ao se despedir do marido, o seu grande amor e pai da sua filha, Bebel, na tarde de hoje (22), no cemitério Jardim da Saudade. "Posso afirmar de forma taxativa: o Rio Vermelho não será mais o mesmo sem Ricardo". E não será mesmo, Olivinha, porque o bairro perdeu um dos seus mais queridos moradores.
 Ricardo Serrano boêmio,  amigo, tocador de violão, amante da música de Chico Buarque e Caetano Veloso, o fã  apaixonado dos Beatles, o torcedor doente do Bahia, o contador de causos engraçados, muito dos quais ele próprio era o protagonista (publicamos alguns aqui no Pilha), era uma figura leve, incapaz de se alterar nas rodas de conversa com amigos, por mais polêmico que fosse o assunto na "Faixa de Gaza" do Bar de Bahia, onde se reúnem amigos de todos os credos, posições políticas e de diferentes torcidas de futebol.
 Pela leveza de Ricardo - que estava na ativa no Banco do Brasil onde era funcionário de carreira, mas não se mostrava estressado, praticava exercícios físicos e não apresentava problemas de saúde - a sua súbita e precoce partida, ao 54 anos,  deixou a família e todos os que tiveram a oportunidade de conviver com ele em estado de choque. Ninguém acreditava e ainda agora estamos sem entender. Em questão de minutos, a notícia de sua partida, no final da tarde de domingo, correu no bairro e rapidamente os frequentadores de Bahia começaram a chegar no bar, todos atônitos, incrédulos, querendo se certificar uns com os outros, querendo entender o porque do infarto fulminante que levou o amigo.
 Na cerimônia de despedida, a emoção tomou conta de todos quando Olivinha  se despediu de Ricardo, como também quando foi feita a leitura do texto de Dilton, falando das inúmeras qualidades e da forma doce de viver deste boêmio tão marcante na vida de todos que o conheceram.

 "Causos" de Ricardo publicados aqui:
A rabada do bebum
Antenado com a Copa
"A cidade é meu bar, meu bar é a cidade"

6 comentários:

Unknown disse...

Chocada. Não tenho palavras. Deta

Unknown disse...

Chocada. Não tenho palavras. Deta

Mônica Bichara disse...

Pôxa, Jô! Eu também fiquei sem entender quando Délio me contou. Justo ele que parecia tão em forma, sadio...

A vida e suas armadilhas a nos mostrar que a hora é agora, que não devemos empurrar nada com a barriga, pois pra morrer basta estar vivo

Joana D'Arck disse...

É isso Mônica, a vida é aqui e agora. Ninguém sabe a hora da partida.
Deta, saudade de você. Volte logo.bj.

Anônimo disse...

Pessoal, realmente é inacreditável o fato ocorrido. Tive o prazer, a honra e felicidade de conhecer Ricardo. Fui morador do Rio Vermelho, por muitos anos e deixei muitas amizades que me acolheram muito. E Ricardo , foi um deles, que com seu jeito, só seu, nos encantava com as lindas melodias que todos juntos, num coro só, cantarolávamos. E curtíamos todos no bar do Ronaldo, com portas abertas e a lua a nos olhar. Fica a lembrança de uma pessoa maravilhosa. Que no outro mundo ,para o qual partiu, descanse em paz. Quem escreve estas palavras é Jorge Alves que teve a oportunidade de conhecer Ricardo e Olivinha. Meus pêsamos à família.

Olivinha Serrano disse...

Joana,
Dentre todas as "cousas" que você já publicou sobre Ricardo, esta, sem dúvida, foi de uma sensibilidade extrema. Agradeço a todos vocês, não pelas palavras de carinho para com ele, porque eu sei, mais do que ninguém, quem era aquele cara! Mas sim, por terem ajudado a povoar o mundo imenso que ele tinha na cabeça e no coração, de maneira tão espetacular. Aproveito para agradecer, individualmente, a Diltão por tão lindo escrito e a Irene, por tão igualmente linda leitura. Pra finalizar, gostaria de pedir pra você publicar o emocionante "não adeus" de Diltão. Beijos e obrigada a todos.

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