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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

domingo, 31 de março de 2013

Cristo: nova versão

Do jornal argentino Página/12, edição de hoje, 31/março:

CQC prova do próprio veneno




O dia da caça por reporterdecrime no Videolog.tv.

O CQC provou do próprio veneno. Dá no pé dos outros, especialmente os políticos, ridiculariza, esculhamba com os que não conseguem manter o bom humor diante de tanta chatice da perseguição que faz a personalidades públicas e quando é testado não aguenta. Rafael Cortez e sua equipe de filmagem saíram do sério, se irritaram  com  o vídeo gravado pelo jornalista Jorge Antonio Antonio Barros, dono do blog Repórter de Crime, que ao encontrá-los no aeroporto de São Paulo,  com destino ao,  aplicou a mesma técnica que os humoristas usam com as suas vítimas. Ligou uma câmera amadora e começou a fazer perguntas embaraçosas a ele e à equipe que o acompanhava. O troço terminou com um dos integrantes pondo a mão na lente da câmera do repórter para impedi-lo de filmar – e Rafael Cortez, posteriormente, foi à Justiça para retirar o vídeo do YouTube. Mais no blog Contextolivre.

sábado, 30 de março de 2013

Dia de Judas

Charge de Borega publicada no site Bahia Notícias

sexta-feira, 29 de março de 2013

"Eu, C.F, 98 anos, viciada na diversão sexual com jovem de 27"

Não é ficção. Tá registrado pela polícia no município de Maragogipe: Uma idosa de 98 anos tentou impedir a prisão do amante de 27, após uma denúncia de que ela teria sido estuprada no município de Maragogipe, no Recôncavo baiano. Ao chegar na casa da suposta vítima, a Polícia Militar foi surpreendida quando o casal negou a violência e confirmou o romance, de acordo com o site Voz da Bahia.Em depoimento à delegacia local, o acusado confessou que, apesar de ser casado, mantinha um relacionamento extraconjugal com a idosa há alguns anos. Acompanhada da neta, a mulher compareceu à unidade, defendeu o amante e demonstrou descontentamento com a ação da PM. "Vocês atrapalharam a minha diversão. Sou aposentada e viúva; na minha vida, eu mando", protestou. Apesar de liberado, o homem foi autuado com base no Estatuto do Idoso. Ele não vai responder pelo crime de estupro.

quarta-feira, 27 de março de 2013



Semana Santa na praça Segredos de Itapuã

Moradores de Piatã interpretam a Paixão de Cristo até domingo

Pelo terceiro ano consecutivo, moradores do bairro de Piatã promovem a encenação da Paixão de Cristo na chamada Praça Segredos de Itapuã (em frente ao Itapuã Praia Hotel) durante a Semana Santa. As apresentações, iniciadas no sábado passado, são diárias e vão até domingo (31), sempre às 19h30.

A criação é coletiva, utilizando material reciclável, e tudo fica a cargo de um grupo de moradores, formado por pessoas de todas as faixas etárias, que se transformam em atores, diretores, figurinistas e maquiadores. A vida de Jesus Cristo é interpretada de acordo com a Bíblia Sagrada, até sua morte na cruz e ressurreição.

Todo o material utilizado no cenário é reciclado ou reutilizável, inclusive o do outdoor produzido para divulgar o evento. "É maravilhoso ver, ao vivo e à cores, uma comunidade se reunir, com muita criatividade, para lembrar a Paixão e morte de Cristo. Após a encenação, com música e crianças brincando, a praça fica repleta de gente conversando numa nova cena viva de cidadania, alegria e vida, comendo acarajé e outros petiscos, bebendo e curtindo a praça do bairro", conta a professora Tereza Deiró, moradora do bairro há 27 anos e uma das incentivadoras da atividade.

"Este é um convite à participação de quem quiser ver como essas coisas ainda são possíveis, apesar da vida atribulada de todos nós", frisa Deiró.

terça-feira, 26 de março de 2013

Campanha criativa



SEPARAÇÃO

Quase todas as pessoas já sofreram em uma separação. A grande maioria só se sente valorizada, especial, com certeza de possuir qualidades, se tiver um parceiro amoroso. Se este, por qualquer razão, não desejar mais continuar a relação, o outro se sente vazio, com a sensação de que lhe arrancaram um pedaço. E o pior é que ela só vai deixar de existir quando alguém voltar a dizer que o ama.
Nem sempre o parceiro satisfaz ou preenche as necessidades afetivas e sexuais do outro, mas isso não é levado em conta. A separação é dolorosa porque impõe o rompimento com a fantasia do par amoroso idealizado, além de abalar a autoestima e exacerbar as inseguranças pessoais. A ideia de felicidade através do amor no casamento influi diretamente na intensidade da dor na separação.
A crença de que o casamento é o único meio de realização amorosa e de que é possível uma complementação total entre duas pessoas, é um equívoco extremamente nocivo. Favorece a simbiose, sobrecarregando marido e mulher como depositários das projeções e exigências afetivas do outro. Sem contar que o ressentimento e o ódio na separação são causados pela constatação de que, ao ir embora, o parceiro frustrou essa expectativa de complementação.
Tudo poderia ser bem diferente. A questão é que, em quase todos os casamentos, as pessoas abrem mão da liberdade, da independência — incluindo aí amigos e interesses pessoais — e por isso se tornam frágeis em caso de ruptura.
Alguns se desesperam durante e após a separação. Podem apresentar um quadro de profunda depressão e em casos extremos até tentar suicídio. Mas, ao contrário do que possa parecer, isso não significa necessariamente que havia um grande amor.
É comum, nesses casos, o outro nem significar tanto, mas sua falta ser sentida de forma dramática por reeditar vivências de perdas anteriores. Não se chora somente a separação daquele momento, mas também todas as situações de desamparo vividas algum dia e que ficaram inconscientes

segunda-feira, 25 de março de 2013

Grito da Água: sempre alerta contra a privatização


Passeata na altura da Praça da Piedade

De Salvador (Bahia) – Sexta-feira, dia 22 de março, foi Dia Mundial da Água e, na capital baiana, vale a efeméride a nível também municipal e estadual. E o Sindae (sindicato dos empregados da área de água e saneamento), com a ajuda de outras entidades, botou nas ruas do centro da cidade – do Campo Grande à Praça Castro Alves – o já tradicional Grito da Água, na sua 13ª. edição.

O mote da manifestação, como sempre, foi a bandeira da luta contra a privatização da água, esse bem fundamental para a humanidade, que “é vida, não é mercadoria”, ao contrário do que quer o tal do capitalismo, sistema que não distingue entre as duas coisas, pois é genuinamente obtuso, porque é do seu cerne ver em tudo cifras, ganhar dinheiro, “make money”, lucro, ganância, exploração do homem e da natureza (da Mãe Terra, como diria a maioria dos bolivianos, genuinamente ecologistas).

Mas há o risco de privatização da água no Brasil? Para os dirigentes do Sindae sempre há. Conforme li no jornal da entidade, Gota d’Água, não se pode baixar a guarda, mesmo depois do governo da Bahia (de Jaques Wagner, do PT) ter proposto – finalmente – a revogação da lei aprovada pela Assembleia Legislativa autorizando a privatização, coisa dos tempos em que mandava no estado o cacique Antonio Carlos Magalhães (o ACM, um dos líderes da ultra-direita brasileira). E também dos tempos do auge do nefasto neoliberalismo, que teima em não morrer e ainda está por aí assombrando, inclusive no Brasil.

Sempre alerta: é a diretriz do Sindae e dos movimentos sociais que participam da luta em defesa da água, fonte de vida, “e vida em abundância”, acrescento em homenagem aos cristãos progressistas, inspirados na Teologia da Libertação, que parece ter fincado bases nas bases da Igreja Católica, apesar dos esforços para sangrá-la dos papas João Paulo II e Bento XVI.

Segundo dados divulgados pela Assessoria de Comunicação da Comissão Pastoral da Terra (CPT), cresceram os confrontos pela água em todo o país em 2012, chegando a 115 conflitos, em 19 estados, envolvendo quase 200 mil pessoas, incluindo problemas ocorridos em decorrência da seca, uma das piores dos últimos anos.

(Quem quiser ver uma seleção de fotos entre no Evidentemente)

domingo, 24 de março de 2013

Melhor idade é a puta que te pariu


(Ilustração: da Internet)

Por Rui de Castro (reproduzido de Usina de Letras, com o título Prazeres da melhor idade)

Melhor idade é a puta que te pariu - a melhor idade é de 18 aos 40 anos...

A voz em Congonhas anunciou : "Clientes com necessidades especiais, crianças de colo,
melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão
num rápido exercício intelectual,
concluí preferência etc...". que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo,
gestante ou portador do dito cartão, só me restava a "melhor idade" - algo entre os
Ø anos e a morte.

Para os que ainda não chegaram a ela, "melhor idade" é quando você pensa duas vezes antes de
se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para
debaixo da mesa. Ou, tendo
atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho
porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o
laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica.

sexta-feira, 22 de março de 2013

EM TEMPOS DE SECA

Charge de Borega, nosso pilheiro sumido, publicada hoje no jornal Tribuna Feirense

quinta-feira, 21 de março de 2013

A fidelidade é necessária?

Apesar de nosso tabu cultural contra a infidelidade, as relações extraconjugais são muito comuns. Todos os ensinamentos que recebemos desde que nascemos – família, escola, amigos, religião – nos estimulam a investir nossa energia sexual em uma única pessoa. Mas a prática é bem diferente. Uma porcentagem significativa de homens e mulheres casados compartilha seu tempo e seu prazer com outros parceiros.
A antropóloga americana Helen Fisher conclui que nossa tendência para as ligações extraconjugais parece ser o triunfo da natureza sobre a cultura. “Dezenas de estudos etnográficos, sem mencionar inúmeras obras de história e de ficção, são testemunhos da prevalência das atividades sexuais extraconjugais entre homens e mulheres do mundo inteiro. Embora os seres humanos flertem, apaixonem-se e se casem, eles também tendem a ser sexualmente infiéis a seus cônjuges.” , diz ela.

A poligamia – o homem ter mais de uma esposa de cada vez – é permitida em 84% das sociedades. Durante muito tempo se acreditou que só os homens tinham relações múltiplas. Entretanto, houve uma mudança no comportamento feminino quando surgiram os métodos contraceptivos eficazes e as mulheres entraram no mercado de trabalho.

Um dos pressupostos mais universalmente aceito em nossa sociedade é de que o casal monogâmico é a única estrutura válida de relacionamento sexual humano, sendo tão superior que não necessitaria ser questionado. Na verdade, nossa cultura coloca tanta ênfase nisso, que uma discussão séria sobre relacionamentos alternativos é muito rara. Entretanto, as sociedades que adotam a monogamia têm dificuldades em comprovar que ela funciona. Ao contrário, parece haver grandes evidências, expressas pelas altas taxas de relações extraconjugais, de que a monogamia não funciona muito bem para os ocidentais.

É comum pessoas deixarem um bom casamento porque se apaixonaram por alguém novo – o que vem sendo chamado de “monogamia sequencial”. O argumento de que o ser humano é "predestinado" à monogamia é difícil de sustentar. Portanto, uma vez que nós humanos nos damos tão mal com a monogamia, outras estruturas de relacionamento livremente escolhidas também devem ser consideradas.

A exclusividade sexual do parceiro (a) é a grande preocupação de homens e mulheres. Mas ninguém deveria ficar preocupado se o parceiro transa ou não com outra pessoa. Homens e mulheres só deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: Sinto-me amado (a)? Sinto-me desejado (a)? Se a resposta for “sim” para as duas, o que o outro faz quando não está comigo não me diz respeito. Não tenho dúvida de que as pessoas viveriam muito mais satisfeitas.
Em 1976, o psicoterapeuta e escritor Roberto Freire tomou como base a letra da música "O Seu Amor", de Gilberto Gil, para a discussão da sua proposta de amor libertário. "O seu amor/ame-o e deixe-o livre para amar/O seu amor/ ame-o e deixe-o ir aonde quiser/ O seu amor/ame-o e deixe-o brincar/ ame-o e deixe-o correr/ ame-o e deixe-o cansar/ame-o e deixe-o dormir em paz/ O seu amor/ame-o e deixe-o ser o que ele é".

Na música de Gil é ressaltada a ideia de que o verdadeiro ato de amor é o que garante a quem amamos a liberdade de amar. Ele acredita que apesar de muita gente considerar que essa ideologia amorosa é pura utopia, quase todos sonham com essa possibilidade. “Pessoalmente é tudo o que desejo: o meu amor, tanto meu sentimento quanto a pessoa que amo, além de amá-los apenas do jeito que gosto, deixo-os livres para amar do jeito que gostam, até mesmo além e apesar de mim. Procuro pessoas que também amam assim. Tem sido difícil, mas acabo sempre por encontrá-las. É fascinante, assustador, maravilhoso, doloroso, prazeroso, novo, imprevisível, incontrolável, rico, maluco, romântico, caótico, aventureiro.”, afirma Freire, que foi um dos pensadores mais libertários do país.

domingo, 17 de março de 2013

O papo do papa

Já que o papa Francisco veio com esse papo de que queria "uma igreja pobre, voltada para os pobres", bem que ele podia começar investindo o milionário patrimônio da igreja católica para diminuir a fome no mundo.


Acabar com tanta ostentação e doar o dinheiro para programas de combate à fome na África,

no Brasil e em qualquer outro lugar onde seres humanos estejam vivendo em condições desumanas, onde animais estejam morrendo à míngua por falta até de água...
Ou seja, passar do discurso à prática

sexta-feira, 15 de março de 2013

Filme Cuíca de Santo Amaro será exibido na praça Municipal de Salvador na próxima terça-feira (19)


Na próxima terça-feira (19), a partir das 18h30min, será exibido na praça Municipal de Salvador o filme documentário “Cuíca de Santo Amaro”, dirigido por Joel de Almeida e Josias Pires. O evento promovido pelo projeto “Cinema na Praça” , da Fundação Gregório de Mattos, irá comemorar o aniversário de nascimento do poeta popular José Gomes (19/03/1907 – 21/01/1964), que entrou para a história de Salvador com o nome de Cuíca de Santo Amaro. Produzido pela DocDoma Filmes, com o apoio do programa Petrobras Cultural, o filme foi concluído em janeiro de 2012 e tem 74 min de duração.


“O Cuíca de Santo Amaro / Que de fato é O Tal / Abre o grande filme / Ao povo da capital / Pois o mesmo é, leitores / Convidado especial// De fraque e cartola / Parecendo um doutor / Cuíca de Santo Amaro / Renomado trovador / Faz sorrir a valer /Qualquer espectador.”

Cuíca de Santo Amaro já foi exibido no 17o. Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade (duas exibições no RJ e duas em SP); no V Festival do Cinema Latino Americano e Caribenho, na Venezuela; no projeto Cinema no Telhado, do Instituto Goethe, em Luanda, Angola; no Festival Internacional de Cinema de Arquivo, no Arquivo Nacional, Rio de Janeiro; no 3o. Cachoeira Doc – Festival de Documentários de Cachoeira; no Cine Futuro, VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, em Salvador; no IV Bahia Afro Film Festival, em Salvador; e na 16a. Mostra de Cinema de Tiradentes (MG).


Sinopse do filme:

Na idílica Salvador dos anos 40 e 50 Cuíca de Santo Amaro atenta contra o pudor e brada contra a hipocrisia, revela em praça pública segredos de alcova e trapaças de ricos marreteiros. É o cronista social. Nada lhe escapa: o custo de vida, os crimes mais comoventes, manobras dos líderes da II Guerra Mundial. Suas histórias não raro obscenas vendem como caninha nas feiras de Salvador e do Recôncavo da Bahia. Transformado em personagem dos escritores Dias Gomes e Jorge Amado e de filmes de Roberto Pires e Anselmo Duarte, Cuíca deixa atrás de si um rastro de polêmica. “Comigo não tem bronca”, garantia. É a versão popular do boca de brasa, o Gregório de Mattos sem gramática. Herói e anti-herói. Trovador reporter. O maior comunicador que a Bahia já teve. É um performer antes de Salvador virar metrópole.


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O clima de horror nas redações

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa: 
Reproduzido do Blog do Miro, de 14/03/2013

Tem grande repercussão nas redes sociais a reportagem publicada na segunda-feira (11/03) pelo Portal Imprensa sobre o aumento dos casos de depressão, infidelidade conjugal e uso abusivo de drogas e álcool entre profissionais de jornalismo.

O estudo foi realizado pelo doutor em Psicologia José Roberto Heloani, da Unicamp, cobrindo um período de dez anos.

Segundo o pesquisador, na última década os jornalistas brasileiros se tornaram mais sujeitos a pressão por causa de circunstâncias de trabalho, tornando-se mais vulneráveis a assédio moral e sexual, além de outras condições capazes de produzir desequilíbrio emocional e doenças mentais.

No período mais recente de seu estudo, Heloani trabalhou com uma amostragem de 250 jornalistas, analisando aspectos de suas vidas como saúde mental, identidade e subjetividade e resiliência a situações estressantes.

Ele encontrou um grande número de profissionais trabalhando em estados de pré-exaustão ou exaustão na maioria das redações.

A concentração da propriedade dos meios de comunicação, que torna crucial a aceitação de um jornalista no restrito e concorrido mercado da imprensa, o transforma em um indivíduo passivo diante de circunstâncias indignas de trabalho.

"No Brasil, há seis grandes grupos de comunicação. Você precisa ter muita coragem para fazer uma denúncia formal de assédio se quiser permanecer no mercado. A pessoa pode até pensar em mudar de área, ir para assessoria ou área acadêmica, mas nenhuma alternativa é fácil", resume o pesquisador.

O uso de drogas aumentou cerca de 25% no período estudado, como uma das consequências das condições opressivas de trabalho.

Em função das longas e extenuantes jornadas, muitos dos entrevistados também relatam dificuldades de relacionamento, insegurança e medo de tomar decisões.

Essa realidade, confrontada com a imagem idealizada da profissão, produz uma sensação geral de vulnerabilidade e frustração, que levam aos casos de depressão.


(Para ler mais)

quinta-feira, 14 de março de 2013

SEXO NO PRIMEIRO ENCONTRO
 
A maioria das pessoas que repondedu uma pesquisa, 77%,  declarou já ter feito sexo no primeiro encontro. Mas há muitas mulheres que, apesar das evidências em contrário, ainda se esforçam para se convencer de que sexo e amor têm que caminhar sempre juntos. Os homens nunca pensaram assim e jamais isso foi cobrado deles.
Quando uma mulher diz que não consegue transar com um homem se não houver muito amor entre eles, na maioria das vezes ela está apenas repetindo o que lhe ensinaram, impossibilitada de perceber os seus próprios desejos. Não há motivo para o sexo não ser ótimo quando praticado por duas pessoas que sentem atração e desejo uma pela outra.
A frustração e o vazio que muitos dizem sentir no sexo casual têm muito mais a ver com uma expectativa não satisfeita do que com o sexo em si. A questão é que, como o sexo não é visto como natural, costuma-se misturar as coisas e se busca algo mais do que prazer: continuidade da relação, namoro ou casamento.
O sexo, quando vivido sem medo ou culpa, pode levar a uma comunicação profunda entre as pessoas. A maioria das mulheres se recusa a fazer sexo no primeiro encontro, mas não por falta de desejo. É a submissão ao homem, ou seja, a crença de que tem que corresponder à expectativa dele.
A partir daí inicia-se uma encenação, onde o script é sempre o mesmo: o homem pode fazer sexo, a mulher não. Ele insiste, ela recusa. O tesão que os dois sentem é igual, mas ele continua insistindo e ela continua dizendo não.
Ela acredita que, se ceder, ele vai desvalorizá-la e não vai se dispor a dar uma continuidade à relação. Vai sumir logo depois que gozar. E o pior é que muitos homens somem mesmo. A luta interna entre os antigos e os novos valores não está concluída. Alguns se sentem obrigados a depreciar a mulher, que sentiu tanto desejo quanto eles, e não fingiu.
Estamos vivendo um momento de transição, em que os antigos valores estão sendo questionados, mas novas formas de viver e pensar ainda causam medo pelo desconhecido. Há os que sofrem por se sentir impotentes para fazer escolhas livres, mas o fim de muitos tabus a respeito do sexo é só uma questão de tempo. Não vale se esquecer da camisinha, no primeiro, no décimo ou no centésimo encontro…

quarta-feira, 13 de março de 2013

Quem tem Boca vai a Roma






'Operação Capim Guiné' desarticula quadrilha no norte baiano
Adalton dos Anjos
 

A Polícia Civil cumpriu oito mandados de prisão temporária e mais 15 de busca em apreensão neste final de semana, durante a "Operação Capim Guiné". Investigadores da 16ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin-Jacobina) estiveram nos municípios de Piritiba, localizada a cerca de 320 km de Salvador, e Tapiramutá, a 350 km da capital.
A operação, que contou com 30 policiais civis e militares, desarticulou uma quadrilha de traficantes de drogas. As investigações btiveram início há um ano, depois de um triplo assassinato em Piritiba. Os esquema intermunicipal de distribuição do material foi descoberto a partir da prisão de Danilo Araujo Lima, de 29 anos, e Fernanda da Silva Santos, em Salvador, ainda em 2012.
No dia 4 de março deste ano, Aline Bezerra da Silva, 22, foi presa com mais de mil pedras crack escondidas em uma bagagem de ônibus, quando tentava chegar em Piritiba.
Segundo informações da polícia, foram presos Márcia Maria de Jesus, 44, Exdras de Araújo Machado, conhecido como "Binho", 27, Ana Rita Neta Jesus dos Santos, 43, Ana Paula dos Santos Sampaio, conhecida como "Paulinha", 18, Roberto Luiz Reis Santana, conhecido como "Rincom", 30, Jorge Fernandes Junior, conhecido como "Bola Sete", 27, Luciano Araujo Lima, conhecido como "Nego Nam", 29, Adonai Lima Carvalho, conhecido como "Nanai", 19. Todos eles foram encaminhados para o Complexo Policial de Jacobina e estão à disposição da Justiça.

segunda-feira, 11 de março de 2013




ARDIS, MENTIRAS, TRAIÇÕES...CAPADOÇADAS. COMEÇOU A BRIGA INTERNA DO PT PELO PODER. VÁRIAS TENDÊNCIAS. É UM TAL DE ARRANCAR PERUCA DE LÁ, PERUCA DE CÁ. UNHADAS, BELISCÕES E COISAS DO GÊNERO. SERÁ ASSIM NOS PRÓXIMOS DOIS ANOS. E OS GOVERNOS PARALISADOS.
PS: AI INCLUEM-SE MUITOS JORNALISTAS

domingo, 10 de março de 2013

Aniversário do Pilha



Hoje o nosso blog completou quatro anos de muita pilha, de provocações, humor, denúncia (mais humor do que denúncia) e recordações. Um espaço que nos proporciona um reencontro virtual de amigos bastante revigorante, motivo suficiente para comemorarmos essa data e renovar o convite a todos para que continuem postando, visitando, comentando.

Revendo postagens anteriores, desde a primeira, em 10 de março de 2009, vimos muita coisa interessante, como a carta do jornalista e amigo Bené Simões, dirigida a nós, pilheiros colaboradores, injetando ânimo para prosseguimos com o nosso despretensioso  bloguinho. Vamos lá gente, recarreguem as baterias para assegurar longa vida ao nosso Pilha. 

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações." (Vinícius de Morais) "Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações." (Vinícius de Morais) "Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações." (Vinícius de Morais)

sexta-feira, 8 de março de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Filhos da fogueira bebem nas águas de março




Contando para trás, de março para junho são exatos nove meses. Tá explicado porque temos tanta gente aniversariando no terceiro mês do ano. No clima ameno de inverno, ao pé da fogueira, animados pelo licor e o forró das festas juninas, os casais acabam perdendo o juízo e o resultado vem no mês das águas que fecham o verão. Ao meu redor, por exemplo, (lembrando rapidamente e arriscando deixar muita gente boa de fora) é uma lista grande de aniversariantes, entre marido, afilhados, sobrinhos, amigos e colegas de trabalho e de copo, que aproveito para homenagear de uma só vez aqui no Pilha (quem não foi citado me desculpe e quem quiser citar outros acrescente nos comentários) convidando todos para cantar o parabéns, inclusive para o próprio blog que aniversaria no dia 10, quando completa cinco anos de muita pilha, com o bolo quilométrico que encomendamos aos mais renomados confeiteiros. 

ESTÃO DE PARABÉNS:
Diltão    (03)
Sinval, Aline e Carlos Moleza     (04)
Tinho e Sílvia Machado (06)
Waldenor Pereira e Abílio (08)
Galeguinho dos zói azul (09)
Arthur Carmel e PC (10)
Chiquita (13)
Tião (14)
Newton Cavalo (16)
Ana Maria (19)
Araken (20)
Kilda (21)
Kátia (minha irmã), Rita (cunhada) Eliane e Clélia (cunhados) (22)
Pedro Quadros (24)
Borega (25)
Clara Bichara e Raíssa Graças (29)

terça-feira, 5 de março de 2013

Desamor

Do blog Evidentemente

“Assim somos na paixão do amor, absurdos e tristes. Por isso nos sentimos tão felizes e livres quando deixamos de amar. Que maravilha, que liberdade sadia em poder viver a vida por nossa conta! Só quem amou muito pode sentir essa doce felicidade gratuita que faz de cada sensação nova um prazer pessoal e virgem do qual não devemos dar contas a ninguém que more no fundo de nosso peito. Sentimo-nos fortes, sólidos e tranquilos. Até que começamos a desconfiar de que estamos sozinhos e ao abandono, trancados do lado de fora da vida.” 

(“Sobre o amor, etc.”, pinçado do grande cronista brasileiro Rubem Braga, garimpado pelo companheiro Geraldo Guedes).

Oscar: coisa de americano

  
Caetano Veloso achou o filme “Lincoln” escuro demais, sério demais, como se Spilberg quisesse provar que pode fazer filme grave para agradar a “ACADEMIA”, essa entidade americana que só vê o próprio umbigo (essa crítica é minha). Discordo do nosso neo crítico de cinema, na minha humilde avaliação de simples expectadora. A época e o enredo em meio a uma guerra exigiram um cenário escuro, sombrio. E apesar de seríssimo e grave na abordagem, o filme tem um humor refinado, especialmente nas citações do ex-presidente americano. Um filme excelente, sobretudo pela interpretação ma-ra-vi-lho-sa de Daniel Day-Lewis, o recordista na premiação como melhor ator (já levou três estátuas). Mas que o filme é muito americano, pra americano ver e se babar, isso não tem dúvida.
Estou falando disso um pouco tarde, não é? Mas fui motivada pelo comentário de Caetano, ontem, em sua coluna de Domingo no jornal A Tarde. Ele arrasou com o vencedor do Oscar de melhor filme, “Argo”, que eu não vi, “um filme de entretenimento, antiquado (nunca mais vi o uso dessa palavra) e eficaz”. Também achou “Django” de Quentin Taratino, repetitivo em relação a “Bastardos e inglórios”, do mesmo. Pois eu amei “Django”, porque amo os cowbois, que tanto vi na minha infância, pelo exagero das cenas de sangue que chegam a ser hilárias, pela sede de vingança que ele nos desperta, fazendo a gente torcer para que o mocinho atire muito mais. Saí do cinema às gargalhadas. “A cena dos sacos nas cabeças dos racistas”, que Caetano adorou, e que lembra Ku Klus Klan, é engraçadíssima gente!

Jennifer Lawrence, de "O lado bom da vida"


















Sobre o troféu de melhor atriz, isso sim me indignou.  “O lado bom da vida”, é sem dúvida um filme muito legal, uma comédia romântica deliciosa, diferente, com personagens piradinhos. A atriz Jennifer Lawrence é excelente, mas levou a estátua porque é americana. Só isso justifica ela vencer a atriz de “Amour”, Emmanuelle Riva, estrelando o filme de língua francesa, do diretor Michael Haneke, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Ela é tão convincente na história tão real que causa enorme desconforto. Confesso que chorei, e muito, durante a sessão, e ainda saí emocionada. As amigas Elcie e Simoa foram testemunhas disso.


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