Desamor

Do blog Evidentemente

“Assim somos na paixão do amor, absurdos e tristes. Por isso nos sentimos tão felizes e livres quando deixamos de amar. Que maravilha, que liberdade sadia em poder viver a vida por nossa conta! Só quem amou muito pode sentir essa doce felicidade gratuita que faz de cada sensação nova um prazer pessoal e virgem do qual não devemos dar contas a ninguém que more no fundo de nosso peito. Sentimo-nos fortes, sólidos e tranquilos. Até que começamos a desconfiar de que estamos sozinhos e ao abandono, trancados do lado de fora da vida.” 

(“Sobre o amor, etc.”, pinçado do grande cronista brasileiro Rubem Braga, garimpado pelo companheiro Geraldo Guedes).

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Uma maravilha! leve, solto e simples, pastagens verdes ou secas, mas que, quando o orvalho chega a vida transborda, se estabelecendo vigorosa para uma nova caminhada ou talvez uma trilha, assim segue os corações andarilhos.