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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 5 de março de 2013

Oscar: coisa de americano

  
Caetano Veloso achou o filme “Lincoln” escuro demais, sério demais, como se Spilberg quisesse provar que pode fazer filme grave para agradar a “ACADEMIA”, essa entidade americana que só vê o próprio umbigo (essa crítica é minha). Discordo do nosso neo crítico de cinema, na minha humilde avaliação de simples expectadora. A época e o enredo em meio a uma guerra exigiram um cenário escuro, sombrio. E apesar de seríssimo e grave na abordagem, o filme tem um humor refinado, especialmente nas citações do ex-presidente americano. Um filme excelente, sobretudo pela interpretação ma-ra-vi-lho-sa de Daniel Day-Lewis, o recordista na premiação como melhor ator (já levou três estátuas). Mas que o filme é muito americano, pra americano ver e se babar, isso não tem dúvida.
Estou falando disso um pouco tarde, não é? Mas fui motivada pelo comentário de Caetano, ontem, em sua coluna de Domingo no jornal A Tarde. Ele arrasou com o vencedor do Oscar de melhor filme, “Argo”, que eu não vi, “um filme de entretenimento, antiquado (nunca mais vi o uso dessa palavra) e eficaz”. Também achou “Django” de Quentin Taratino, repetitivo em relação a “Bastardos e inglórios”, do mesmo. Pois eu amei “Django”, porque amo os cowbois, que tanto vi na minha infância, pelo exagero das cenas de sangue que chegam a ser hilárias, pela sede de vingança que ele nos desperta, fazendo a gente torcer para que o mocinho atire muito mais. Saí do cinema às gargalhadas. “A cena dos sacos nas cabeças dos racistas”, que Caetano adorou, e que lembra Ku Klus Klan, é engraçadíssima gente!

Jennifer Lawrence, de "O lado bom da vida"


















Sobre o troféu de melhor atriz, isso sim me indignou.  “O lado bom da vida”, é sem dúvida um filme muito legal, uma comédia romântica deliciosa, diferente, com personagens piradinhos. A atriz Jennifer Lawrence é excelente, mas levou a estátua porque é americana. Só isso justifica ela vencer a atriz de “Amour”, Emmanuelle Riva, estrelando o filme de língua francesa, do diretor Michael Haneke, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Ela é tão convincente na história tão real que causa enorme desconforto. Confesso que chorei, e muito, durante a sessão, e ainda saí emocionada. As amigas Elcie e Simoa foram testemunhas disso.


Um comentário:

Simoa disse...

Concordo Jô. Sobretudo, em relação ao Oscar de atriz, que irá se somar há mais um dos absurdos da história da academia.

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