Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 2 de abril de 2013


                                     “Se eu fosse você”
Sobre o casal que briga com frequência. É muito difícil saber por que um casal começa a brigar. Na maior parte das vezes nem as pessoas envolvidas conseguem perceber o motivo. Entretanto, o que menos importa é o tema da briga; por qualquer razão o rancor que existe e que se tenta negar escapa, sem controle.
As brigas também podem ser silenciosas. Caras, olhares, gestos, tons de voz, ironias disfarçadas, tudo tornando bem desagradável o dia-a-dia do casal e constrangendo quem está por perto. Alguns chegam ao ponto de, após anos de vida em comum, ir deixando de se falar. Mas ficam ali, juntos, sem nem pensar em separação.
Quando se casam, as pessoas imaginam que estarão de tal forma preenchidas, que nada mais vai lhes faltar. A ideia de ter enfim encontrado ‘a pessoa certa’, ‘a alma gêmea’, ‘a outra metade’, faz com que a satisfação das necessidades e carências pessoais seja vista como dever do parceiro.
Devido ao descompasso entre o que se esperava da vida a dois e a realidade, as frustrações vão se acumulando e, de forma inconsciente, gerando ódio. Para Virginia Sapir, famosa terapeuta familiar americana, por causa da sensação de fracasso, o que mais se vê no casamento são sentimentos de desprezo e de desvalor, de um para o outro, e de cada um por si.
Contudo, até chegar a esse ponto, o casal se esforça para manter a fantasia do par amoroso idealizado. Toleram demais um ao outro, fazendo inúmeras concessões, abrindo mão de coisas importantes, acreditando que é necessário ceder. Como nem sempre isso traz satisfação, eles se cobram, se criticam e se acusam. As brigas se sucedem. Dependendo do casal, as acusações podem se renovar ou ser as mesmas, sempre repetidas.
Mas as coisas estão mudando. Na medida em que se começa a desconfiar que a complementação através do outro não passa de uma ilusão, torna-se cada vez mais difícil fazer coisas contra a vontade, assim como diminui muito a disposição para sacrifícios visando manter uma relação. Hoje, ao contrário de outras épocas, é comum as pessoas terem vários interesses além dos amorosos e já encontramos quem acredite que se desenvolver como pessoa é mais importante do que ter alguém ao lado.

3 comentários:

Mônica Bichara disse...

O que está acontecendo com este rapaz? Virou sexólogo, consultor sentimental...ou é "boiolaaaaage" (como diria Irepinga) mesmo?

Joana D'Arck disse...

Pois é, Mônica, o rapaz deu pra sexólogo, deu pra consultor, deu pra terapeuta... deu pra tudo!Já propus até a coluna do Dr.Arapinga Fulcs.

Jadson disse...

Companheiras, eu também estava estranhando, mas, sem sacanagem, estou gostando da nova faceta do rapaz.

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