Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

domingo, 30 de junho de 2013

Aos que virão depois de nós - Bertolt Brecht

Bertolt Brecht (Foto: Internet)
Reproduzido do blog Evidentemente
 
Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando aqui a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo
da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
que me foi concedido sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não protesto.
Ainda assim sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.
(Enviado pelo companheiro Otto Filgueiras)

sábado, 29 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pelo retorno do Dois de Julho no nome do aeroporto de Salvador





Com a proximidade das comemorações da Independência da Bahia e aproveitando o clima de maior atenção às “vozes da rua” - gerado pelas manifestações populares por melhorias e mudanças no país e nos estados -, os deputados federais baianos do PT, Waldenor Pereira e Luiz Alberto, estão se esforçando para incluir imediatamente na pauta de votação da Comissão da Comissão de Cultura da Câmara Federal o projeto de lei que devolve a denominação  Dois de Julho ao aeroporto internacional de Salvador.

O projeto de autoria de Luiz Alberto tramita há 11 anos na Câmara Federal e já teve três relatores.  O terceiro deles, Waldenor Pereira, chegou a ler o seu parecer favorável à mudança proposta, na Comissão de Educação e Cultura, quando mais uma vez o DEM usou de manobras regimentais para barrar a votação e pediu vistas do projeto. Ocorreu que esta comissão foi dividida neste ano, quando foi criada a Comissão de Cultura, onde a proposta do retorno do nome do aeroporto de Salvador passou a tramitar.

Como Pereira também é membro da nova Comissão de Cultura, já foi designado pela sua presidenta, deputada Jandira Feghali (PC do B/ RJ), para novamente relatar o PL nº 6.106, de 2002. “Eu e o deputado Luiz Alberto já nos reunimos com ela (Feghali) e solicitamos a votação imediata do projeto. A presidenta justificou que ainda não o incluiu na pauta porque a comissão está criando resolução que vai definir procedimentos para a apreciação das matérias dessa natureza”, informa o relator, que vê este momento de clamor popular como propício para pressionar pela votação do projeto.

Na defesa da aprovação do PL nº 6.106, de 2002, Pereira, em seu parecer, destaca que a aprovação do projeto resgatará o nome original do aeroporto de Salvador, instituído pela Lei nº 2.689, de 20 de dezembro de 1955, sendo permanecido por 43 anos, e que não se trata de desqualificar o homenageado atual. “Mesmo porque o nome do ex-deputado Luís Eduardo Magalhães já se encontra epigrafado em centenas de edifícios, estabelecimentos, logradouros públicos e localidades”, reforçou.


O relator pede a aprovação do projeto com argumentação lastreada na história e na cultura da Bahia. Ressalta que o dia 2 de Julho é a data magna do povo baiano e, não fosse pelas distorções longamente perpetradas por uma historiografia que exagera os feitos das elites e ignora o protagonismo do povo, certamente seria reconhecida e celebrada em todo o país como uma das datas de maior relevância entre as que comemoram o doloroso, mas também valoroso processo em que se forjou a nacionalidade. “Ocorre ainda que o 2 de Julho celebra a vitória de uma luta que foi ao mesmo tempo luta nacional e  popular”, defende o relator.


PS: O texto acima é um release da minha autoria, como assessora de imprensa do mandato de Waldenor Pereira, que tomei a ousadia de publicar aqui porque o nosso blog sempre empunhou esta bandeira e continua firme na defesa do resgate da homenagem ao povo baiano. Coincidentemente  o deputado assumiu a Relatoria do projeto. Veja nossas postagens anteriores:
E mais na minha página no Portal Luís Nassif:

terça-feira, 25 de junho de 2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Baianos também nas ruas

Deixei umas fotinhas aqui para o Pilha. Tem muito mais no Evidentemente, inclusive da ação policial contra os manifestantes na quinta-feira, dia 20, acompanhando a nota "Após início tranquilo, repressão e violência". Clicar aqui para conferir:

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Toma Feliciano!


Manual para entender as mulheres – versão resumida!


Com muita satisfação informamos que já está disponível a Versão Resumida do primeiro volume do "Manual para entender as mulheres".





O povo unido "é gente pra caralho! "


Pelas lentes do cineasta Daniel Talento, vídeo e foto da manifestação no Rio de Janeiro, anteontem (17). Pra não deixar de botar pilha, não resisti de usar no título a paródia dos estudantes anarquistas.

Imagem emblemática do clima da manifestação carioca, diferente da paulista,
onde polícia caiu de pau, bomba de gás e tiro de balas de borracha nos manifestantes 


terça-feira, 18 de junho de 2013

'Cura gay' é aprovada em comissão

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara,  sob o comando do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP),  aprovou nesta terça-feira (18) projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade.

A proposta, conhecida como "cura gay", terá que passar ainda por outras duas comissões da Casa: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Se aprovada em ambas, segue para o plenário da Câmara.

A votação foi simbólica: durante o debate, apenas os deputados Simplício Araújo (PPS-MA) e Arnaldo Jordy (PPS-PA) discursaram contrários ao texto. Araújo tentou adiar a votação com pedidos de leitura da ata da última sessão e retirada do projeto da ata --ambos foram rejeitados.

sábado, 15 de junho de 2013

2 de Julho chegando

Fiz um texto sobre esta que é a maior festa cívica da Bahia, publicado em 2009 na minha página no portal Luís Nassif, no qual cobrava o retorno do nome do nosso aeroporto, cujo projeto ainda se arrasta na Câmara Federal. Confira "Baianos revivem luta"

Esperando na Janela daquele jeito!


Vem aí a Marcha das Vadias


A foto que o Estadão não quis destacar


Foto histórica da manifestação dos professores paulistas na sexta-feira passada 914). Merecia capa. O Estadão escondeu-a numa página interna, embora ela fosse da casa, a Agência Estado. Jornalisticamente lamentável. O professor-manifestante interrompeu a sua luta justa por salário e condições de trabalho dignos para socorrer a policial que, funcionalmente,  estava ali para coibir o protesto. Lição de humanidade e solidariedade. Felizmente, o ser humano venceu a estupidez,  a truculência e o autoritarismo tucanos. A foto, belíssima,  é de Clayton de Souza, da Agência Estado. Mais no 

domingo, 9 de junho de 2013

Teatro no Buzu: A nação brasileira vai crescer / Quando amarmos ao livro ao invés da bola

Adoro quando os artistas do Teatro no Buzu entram no ônibus, me divirto. E ontem foi a vez de Artur Oliveira, que falou sobre cordel e declamou esse texto, de sua autoria, sobre a importância que o brasileiro dá à bola e não ao livro. MUITO BOM, tudo a ver com o momento pré-copa que estamos vivendo, quando tudo gira em função da bola. Parabéns, Artur
O Brasil vai ser o país do futuro
No dia que se lembrar da educação
Pois o alicerce de uma grande nação
Tem que ser é com livro edificado
Para ser quão gigante aclamado
Tal semente germina é na escola
... E se ergue frondoso e o céu assola
Para os seus belos frutos o mundo ver
A nação brasileira vai crescer
Quando amarmos ao livro ao invés da bola

O Brasil é uma nação sem memória

Que se orgulha de sua democracia
Na eleição que pra mim é uma putaria
Elegemos uma corja de ladrão
Uma quadrilha que lesa a nação
Bem vestidos com camisa de gola
Metem a mão no dinheiro da escola
Eles roubam pra todo mundo ver
A nação brasileira vai crescer
Quando amarmos ao livro ao invés da bola

Como pode um país como o Brasil
Investir tanta grana em futebol
De tristeza a garganta dá um nol
De lembrar do meu povo do nordeste
Estes pobres que estão entregues a peste
Tão carentes em lazer e em escola
Num pai que a saúde pede esmola
E seu povo só vive a padecer
A nação brasileira vai crescer
Quando amarmos ao livro ao invés da bola
Enquanto eles saqueiam nossos cofres
Vejo o Brasil diante da televisão
Iludidos com o brasileirão
Reclamando do roubo de um juiz
Enquanto isto embaixo de teu nariz
Um juiz de direito deita e rola
Em tua frente sua turma de patola
Pior cego é o que prefere não ver
A nação brasileira vai crescer
Quando amarmos ao livro ao invés da bola

Eu proponho à Gaviões da fiel
A ser fiel com sua própria nação
A abrir sua mente e o coração
A lutar com um propósito verdadeiro
Se o Corinthians é um time brasileiro
O Brasil a esta torcida implora
Diga não ao desmando que assola
A este roubo que você estão a ver
A nação brasileira vai crescer
Quando amarmos ao livro ao invés da bola

Você que se intitula mancha verde
Cujo verde é a alma e o coração
Observe que o verde da nação
Por usura tornou-se acinzentado
Se você se pusessem lado a lado
Como uma mancha unida feito cola
Brotaria uma força como uma mola
Livrando a fauna e a flora de sofrer
A nação brasileira vai crescer
Quando amarmos ao livro ao invés da bola

Não se ergue uma nação com futebol
Só se ergue com livro e com escola
Num país cujo povo pede esmola
Pra que serve esta tal copa do mundo?
Observem o problema lá no fundo
Das meninas que sua bundinha rebola
Que preferem o pagode ao invés da escola
E esta orgia você prefere não ver
A nação brasileira vai crescer
Quando amarmos ao livro ao invés da bola

Quando nosso Brasil entrar em campo
Todas nossas torcidas vão se unir
Nesta hora o meu Brasil vai sentir
Que pulsamos em um só coração
Não esqueçam que somos uma nação
Com pessoas com fome e sem escola
Enquanto temos irmão pedindo esmola
Damos esta festança que o mundo vê
A nação brasileira vai crescer
Quando amarmos ao livro ao invés da bola

Artur Oliveira

Outro muito bom é esse aí do vídeo:

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Com 63 letras, palavra mais longa da língua alemã é extinta

Vocábulo designava lei sobre exame de carne bovina da época da doença da vaca louca. UE recomendou abolição

Do portal Opera Mundi, de 03/06/2013

A língua alemã, conhecida por seus substantivos gigantes e teoricamente infinitos, perdeu dua palavra mais longa: a até então campeã "Rindfleischetikettierungsüberwachungsaufgabenübertragungsgesetz" não existe mais.

Abreviada para RkReÜAÜG, a palavra de 63 letras significa "a lei concernente à delegação de deveres para a supervisão de marcação de gado e etiquetação de bife" (aqui). Ela havia sido criada em 1999, durante a crise da chamada doença da vaca louca e foi reconhecida somente oito anos depois, quando "Grundstücksverkehrsgenehmigungszuständigkeitsübertragungsverordnung" ("regulação governando a delegação de autoridade concernente à permissões de transferências de propriedades"), de 67 letras, foi aposentada.
Na semana passada, foi a vez de RkReÜAÜG. O Parlamento regional do estado de Mecklenburg Vorpommern seguiu a decisão da União Europeia de que o exame de rebanhos saudáveis à procura da doença não era mais necessário - e tampouco a palavra alemã.


 De qualquer modo, porta-vozes do Duden, o mais extenso dicionário alemão, afirmaram que somente abrigam palavras usadas no dia-a-dia, uma vez que as longas são simplesmente desconfortáveis demais, mesmo que usadas oficialmente. Assim, "Kraftfahrzeughaftpflichtversicherung" ("seguro para indenização de veículo motorizado"), de  36 letras, é a mais longa no dicionário.

Apesar disso, "Rechtsschutzversicherungsgesellschaften" ("companhias de seguro que providenciam proteção legal"), de 39 letras, é a mais longa palavra cotidiana alemã segundo o Livro de Recordes Guinness.

Na língua inglesa, a palavra mais longa registrada no dicionário Oxford é "pneumonoultramicroscopicsilicovolcanoconiosis" ("uma palavra artificial e longa que significa uma doença de pulmão causada por inalação cinzas finas e poeira"), de 45 letras. Na Grã-Bretanha, o número um fica com o nome de lugar galês "Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch".


* Com informações de the Guardian e The Telegraph

sábado, 1 de junho de 2013

Hasta la luna!!!???

Do jornal argentino Página/12, de hoje, dia primeiro:

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