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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

domingo, 21 de julho de 2013

Breve nos cinemas de Salvador e 29 cidades da Bahia: Cuíca de Santo Amaro


Depois de exibido em festivais de cinema no Brasil e no exterior, o filme documentário de longa metragem Cuíca de Santo Amaro – O poeta mais temido da Bahia entra em cartaz no dia 9 de agosto em salas de Salvador, no Shopping Iguatemi, no Circuito Sala de Arte e no Espaço Itaú Glauber Rocha. A partir do dia 15 de agosto até o final de novembro, o filme será exibido em  29 cidades do interior, cobrindo todas as regiões da Bahia.
O circuito no interior  começa no Teatro Dona Canô, em Santo Amaro. A programação, a partir das 18 horas do dia 09 de agosto, inclui o lançamento do DVD com cinco  extras e material pedagógico, lançamento do livro “A Verve de Cuíca”, recital de poesia popular e debate com os realizadores, num formato que será repetido no circuito alternativo de exibição de filmes em Centros de Cultura e  universidades como UFRB e UNEB.
O filme
O documentário, dirigido por Joel Almeida e Josias Pires, sintetiza a pesquisa realizada a partir de relatos orais de 50 pessoas que tiveram algum tipo de contato com Cuíca e de cerca 300 folhetos - os livrinhos de histórias, como foram chamados na sua época – e traz imagens de arquivos de Salvador e do Recôncavo. O filme utiliza também recursos de animação, inspirados num encontro do escritor Orígenes Lessa com o trovador repórter, ocorrida no dia 10 de junho de 1955.
Algumas das imagens de época pesquisadas eram inéditas, como trechos filmados sob a coordenação de Alceu Maynard de Araújo, em 1947, encontradas na Cinemateca, SP. O filme valeu-se particularmente dos estudos feitos por Edilene Matos, Mark Curran, de precisas indicações do poeta Carlos Cunha e de todos os que compartilharam suas memórias e sentimentos da época.
Mestre Vitorino
Concluído em janeiro de 2012, Cuíca  foi selecionado para o 17o. Festival Internacional de Documentários é Tudo Verdade (02 exibições no Rio de Janeiro e 02 em São Paulo); V Festival do Cine Latino-americano e Caribenho de Margarita (Venezuela); Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Arquivo Nacional, RJ; 16a Mostra de Cinema de Tiradentes, MG; 3o. Cachoeira Doc; VIII Cine Futuro (avant-première em Salvador) e projeto Cinema no Telhado, Luanda Angola/Instituto Goethe.
Realizado com o patrocínio de edital do Programa Petrobras Cultural,  o filme teve o projeto de difusão e exibição na Bahia patrocinado pelo Fundo de Cultura do Estado, a partir de edital setorial do audiovisual de 2012 promovido pela Fundação Cultural /Secult.

Cuíca
Cuíca de Santo Amaro  nasceu José Gomes no dia 19 de março de 1907 , no bairro da Mouraria, segundo registro civil feito por ele próprio, já aos 50 anos de idade. Trovador maldito da poesia popular do Brasil, personagem controvertida, produz entre 1930 e 1963 cerca de mil títulos de livros de histórias, nome que dá aos folhetos que só depois passaram a ser conhecidos na Bahia como literatura de cordel. Morreu em 23 de janeiro de 1964.
É consagrado como o maior o trovador da Bahia por Jorge Amado, que faz dele  personagem dos romances Pastores da Noite e A morte e a morte de Quincas Berro D’Água e destaca seu trabalho no livro Bahia de Todos os Santos, guia de ruas e mistérios: "Cuíca de Santo Amaro é uma organização: escreve seus versos, manda imprimi-los, desenha ele mesmo os cartazes de propaganda que conduz sobre os ombros, vende folhetos com os poemas e canta os melhores versos para atrair a freguesia”
Cuíca inspira Dias Gomes a criar o personagem Dedé Cospe-Rima na peça de teatro que, reapresentada pelo cinema, leva Anselmo Duarte a ganhar a Palma de Ouro em Cannes, com o filme "O Pagador de Promessa (1962). No filme, Cuíca é vivido pelo ator Roberto Ferreira, que criou personagem famosa da Bahia de Cuíca, conhecida como Zé Coió. Um ano antes é o próprio Cuíca de Santo Amaro quem faz a abertura e encerra o filme "A Grande Feira" (1961), de Roberto Pires.

Ficha técnica
Direção – Joel de Almeida e Josias Pires
Produção Executiva – Adler Paz, Bau Carvalho e Lula Oliveira
Direção de Arte – Ian Sampaio
Montagem – Bau Carvalho
Direção de Produção – Luciana Freitas e Marise Berta
Direção de Fotografia – Paulo Hermida
Direção Musical – Tuzé de Abreu
Som direto – Rodrigo Alzueta e Napoleão Cunha
2012 – 75 minutos


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