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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 18 de março de 2014

Para relembrar o Buena Vista Social Club


Esse post vai especialmente para o amigo Jadson Oliveira, dono do blog Evidentemente e correspondente internacional do Pilha.  O texto e as fotos foram retiradas do Mundo sonoro.



O Buena Vista Social Club foi um clube de música e dança que teve seu auge na década de 1940 e que ficava em Havana, Cuba. Vários artistas passaram por lá ao longo de vários anos. Foi o caso de Anga Díaz, Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Manuel “Puntillita” Licea, Pío Leyva, Rubén González, apenas para citar alguns. Na década de 1950, o clube fechou e nunca mais se viu em Havana um lugar como este, deixando assim, os seus músicos órfãos. A maioria mudou de carreira para poder se sustentar e alguns passaram anos sem tocar nenhum instrumento. Definitivamente abandonados e sem esperança de um dia voltarem a viver de suas músicas. Em 1996, mais de 40 anos depois do fechamento do clube, o músico e produtor americano Ry Cooder (Los Angeles, 15 de Março de 1947) foi até Havana tentar reencontrar essas lendas da música cubana. O interesse pelos  músicos surgiu depois que Cooder ouviu algumas gravações desses artistas.

 

Ry Coorder conseguiu reunir muitos deles: Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Omara Portuondo, Eliades Ochoa, Faustino Oramas e Rubén Gonzáles. Junto com esses artistas e outros musicos, Ry Cooder conseguiu gravar um disco fantástico que foi aclamado mundialmente: Buena Vista Social Club. Deste encontro e da gravação do disco, surgiu o documentário homônimo, que mostra todas as etapas, desde as primeiras entrevistas  com os músicos em Havana até o que seria o ápice para eles: A apresentação no Carnegie Hall em Nova York. Não esquecendo ainda que, antes de se apresentarem em Nova York, eles fizeram uma fantástica apresentação em Amsterdan na Holanda. O disco foi premiado com um grammy e o documentário foi indicado ao Oscar de melhor documentário e ganhou, merecidamente, o European Film Awards.

 

Além de uma música fantástica, o mais interessante deste projeto é a satisfação dos artistas cubanos e o reconhecimento de seus trabalhos. É possível perceber no documentário a alegria deste músicos que mostraram os seus talentos e que foram aplaudidos em todo o mundo. Até porque, muitos deles passavam por necessidades e lutavam para sustentar suas famílias. Uma fama mais do que merecida.



Um comentário:

Jadson disse...

Companheira Joaninha, ando resistindo a essa coisa de falar do passado, é coisa da velhice decadente, tenho em minha cabeça um "personagem" que me fascina, "o rompedor", que segue sempre adelante.
Mas, todavia, entretanto, não tem como fugir de lembrar de coisas belas como o Buena Vista, agradeço sua delicadeza da lembrança.
Dois toques que me marcaram:
1 - O Ferrer dizendo que estava de saco cheio desse negócio de cantar (quando foi procurado pelo pessoal do Ry Cooder ou pelo próprio), vivia de engraxar sapatos, não queria mais saber de cantar, saco cheio, esquecido, abandonado, na pobreza. Depois aquele sucesso e aquela beleza toda que tanto admiramos.
2 - E pensar que o Cooder foi obrigado a pagar uma multa ao governo de seu país (tenho na cabeça que foi 100 mil dólares, não tenho certeza) por ter negociado com cubanos. Veja só a brutalidade do bloqueio desse império desgraçado.

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