Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Posso ajudar?


  1. Gosto de ir em livrarias com a simples intenção de ficar olhando as prateleiras e mexendo nos livros despretensiosamente, folheando, lendo partes, sem a obrigação ou intenção de comprar, às vezes até compro. Por isso, me irrito com livrarias onde os vendedores(a) encostam em você e fazem a maldita pergunta: "em que posso ajudar?". Hoje estava numa livraria de Salvador, a única boa livraria que temos aqui, e olhando a estante de "Humor", eis que chega uma criatura e me faz a maldita pergunta. A principio, até que não fiquei nervoso, pois, estava procurando um livro chamado "Humor Paulistano..." que é sobre a geração de cartunistas que editaram, entre outras, a Revista "Chiclete com Banana" e não estava encontrando.
    Daí falei com a moça: - Então, procuro um livro chamado "Humor Paulistano:a experiência da Circo Editorial".

    Ela deu uma olhada, não encontrou nada e me perguntou: - É sobre o que esse livro?

    E eu, já com pouca paciência: - Sobre a revista Chiclete com Banana.

    E a cidadã: - Não sabia que eles tinham Revista....você é Chileiteiro de primeira hein? Eu também adoro o Bell

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Guitarra Baiana, o filme, no Festival de Cinema Brasileiro em Los Angelis


Grande notícia: o filme Guitarra Baiana - A Voz do Carnaval, do diretor baiano Daniel Talento, que conta a história do instrumento criado por Dodô e Osmar, foi selecionado também para o Festival do Cinema Brasileiro em Los Angeles, na sua 7ª edição. Produzido pela Tia Maria Filmes, Guitarra Baiana teve pré-estreia em Salvador com sala lotada e a presença de Armandinho e Aroldo Macedo, Fred Menendez e outros músicos adeptos do instrumento.

A história do “pau elétrico” é contada em depoimentos de Caetano Veloso, Moraes Moreira, Armandinho Macedo, Aroldo Macedo, Missinho, Luiz Caldas, Júlio Caldas, Morotó Slim, Maestro Fred Dantas, Maestro Spok, professor Paulo Miguez, radialista Perfilino Neto, luthier Elifas Santana, Jackson Dantas, Durval Lélys, Lito Nascimento e Fred Menendez. 
Além de Daniel Talento a equipe de produção do filme é formada por Carolina Migoya (roteiro), Petrus Pires (fotografia), Rógerson Cunha (produção), Rickson Bala (som direto), João Lins (edição), Bob Bastos (mixagem e trilha), Fernando Sequeira (colorista), Ricardo Rama e Kátia Campos (produção executiva). 

Veja matéria sobre o Festival no Bahia Notícias

http://admin.bahianoticias.com.br/cultura/noticia/18038-dirigido-por-um-baiano-guitarra-baiana-a-voz-do-carnaval-integra-festival-em-los-angeles.html


sábado, 12 de julho de 2014

O diabo dos números que marcaram a Seleção Brasileira

Hoje tem jogo. Esperamos. O Brasil disputa o terceiro lugar com a Holanda, mas é visível o desânimo da torcida amarela depois que os nossos amarelinhos "amarelearam"  vergonhosamente na disputa com a Alemanha para a final. Há quem diga nas redes sociais que preferia que a nossa Seleção nem jogasse hoje. Eu penso diferente, sou otimista e continuo torcendo para que, pelo menos, os nossos atletas não repitam o vexame do último jogo.  Também recorro à amiga Juciara  que defendeu no Facebook  que vale mesmo é o espírito esportivo, saber jogar e saber perder. Afinal outras seleções tidas como favoritas, como França, Itália e Espanha foram para casa bem antes. Só que nenhuma levou surra tão forte como a nossa e dentro de casa. 

Com um pouco atraso, peço desculpa ao amigo Jorge Lisboa, mas ainda em em tempo, publicamos aqui a sua visão sobre o fatídico dia da nossa maior derrota.

 Análise 2014

(* Jorge Lisboa de Paula)

Análise, seleção, símbolo, derrota, futebol e trágico são palavras compostas por sete letras, exatamente o mesmo número de gols que a Seleção Brasileira de Futebol levou da Alemanha, em Belo Horizonte, contrariando os bons presságios implícitos no nome da capital mineira. Entretanto, reflexão, que pode ser sinônimo de análise e crítica, nem sempre negativa, contém oito letras, que é soma do escore Alemanha 7 X 1 Brasil. Perdoe a insistência com os números incomodativos, mas este resultado é deveras EXÓTICO em uma semi-final de Copa do Mundo e VEXATÓRIO em se tratando do país que mantém a supremacia nessa modalidade esportiva, porque foi o único a levantar a taça de campeão cinco vezes. Se quisermos admitir, uma desclassificação como essa é aviltante para um povo se acostumou a produzir placares mais confortáveis e se destacou na exportação de craques (jogadores excepcionais) para o mundo inteiro e por isso mesmo, mereceu o título de País do Futebol.  
Mas o que estava acontecendo para que sofrêssemos uma derrota tão implacável ? Por que a nossa atuação foi tão pífia na Copa 2014 ? Onde foi que falhamos ? Por que experimentamos tamanha decepção ? Como poderíamos ter evitado um vexame inusitado como esse ? Por quê, jogando no conforto do nosso domicilio, não nos preparamos para o confronto futebolístico como das derradeiras vezes em que fizemos campanhas brilhantes em solos estrangeiros? A quem concerne responder a estas questões que poderiam ajudar ao Brasil a desviar desse destino fatídico neste mundial ? 
Enfim, para continuarmos nessa perspectiva zagaliana (feita por  Zagalo) desprezando o 13 e pegando o sete que também é cabalístico, podemos dizer que 2014 , 2 + 1 + 4 = 7,  somam igualmente sete gols alemães. O dia da queda, 08/07, coincide com o número de tentos marcados da partida (o jogo, e também a saida e despedida da equipe) 7 X 1 = 8. Assim como, o ano de escolha do Brasil como sede da Copa foi 2007, adicionado aos 7 anos de preparação somam 2014. Detalhezinho importante: o numero de jogos para ganhar o mundial também é 7, entretanto, no sexto confronto, o Brasil foi massacrado em 6 minutos por uma equipe alemã que se preparou para uma revanche pela perda promovida por Ronaldo (sete letras) em 2002. Aliás, o período de organização do campeonato já foi marcado por um sem-número de conturbações, principalmente nos campos políticos e esportivos,  contribuindo enormemente para o desinteresse e afastamento de boa parte dos seus  torcedores sempre aguerridos. Pagamos caríssimo os desacertos,  com este desenlace absolutamente n-e-f-a-s-t-o !
Todavia, a reflexão pode seguir outras rotas de interpretação. Claro que houve um exagero pertinente à nossa condição de amantes do futebol e também da proximidade do evento, por estarmos sediando o campeonato em solo brasileiro. Porém, as pessoas contratadas para dirigir o escrete Canarinho pecaram muitas vezes, não corresponderam às expectativas depositada nelas, foram levianas, pensaram que a sorte e as armações (todas) concedidas na fase inicial seriam suficientes para que alcançássemos um desfecho mais agradável. Erraram absurdamente e o Brasil perdeu feio!   
Tratar com respeito o futebol, assim como as demais modalidades esportivas e também as outras instituições sociais, é  uma qualidade facultativa. Somente penso que quando nos engajamos em um projeto qualquer que seja devemos honrar a nossa palavra, temos que dar o melhor de nós e se assim o fizermos, sairemos vitoriosos, mesmo em caso de xeque-mate. O jogo contra o Chile revelou que nos preparamos mal em todos os sentidos. Ali ficou evidente que a equipe brasileira não tinha mais condições de permanecer no campeonato, as figuras do Felipe Scolari e dos seus selecionados  pareciam completamente perdidas. Não nos preparamos como deveríamos para esta competição que reuniu profissionais habiliosos e também cartolas inescrupulosos como o Sr. Balte.   
No entanto, parece que desta vez deixamos muito a desejar, não fomos nem competentes, nem corajosos, nem coerentes. Negligenciamos na autonomia e entregamos o jogo propriamente dito, porque atuamos ininterruptamente como amadores, sem força e tática.  Portanto, embora considerando o placar tão dilatado assaz humilhante, e lembrando aos ferozes alemães e os seus canhões que não se deve chutar carrocho morto, merecemos a derrota fragorosa de 7 X 1.
Isso serviu para apontar a distância existente entre as duas equipes, em termos de nível técnico e preparação psicológica. Afinal,  os brasileiros disputaram uma Copa em casa, contando com o apoio da sua torcida,  mas não demonstraram estar preparados para os confrontos previstos nas fases elimitórias deste mundial, o chamado mata-mata. Agora que a euforia e as desavenças estão diminuindo, precisamos aproveitar os erros cometidos e as decepções experimentadas para meditar sobre as nossas verdadeiras disposições e competências, visando sempre aperfeiçoar o nosso raciocínio e nossa conduta para melhorar as nossas qualidades, aumentar as nossas possibilidades e aproveitar cada vez mais ética e inteligentemente as nossas oportunidades, para que, futuramente, possamos desfrutar de resultados mais gratificantes em todos os certames que nos dispuserrmos participar. Voilà!


*Jorge Lisboa de Paula é sociólogo formado pela UFBa e mestre em  Espaços, Tempo, Sociedades, Culturas e Viagens pelaUniversité de Perpignan – França. 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Nem santa, nem puta!

No desfile ao 2 de Julho deste ano, mais uma vez a Marcha das Vadias se destacou com a campanha "Mexeu com uma, mexeu com todas!", contra o machismo nosso de cada dia. 

E viva a organização popular. Viva a criatividade. Viva as santas e putas. Viva o 2 de Julho!













Neymar, bem humorado, recomenda jornalistas ranzinzas a procurarem psicólogos.


Repassando.
Neymar dá entrevistas no estilo paz e amor. Evita polêmicas, não briga com jornalistas, os trata bem, mas também não responde como eles querem, quando a pergunta é feita para criar confusão. Responde amenidades óbvias para perguntas que buscam arrancar críticas a colegas, adversários ou treinador para criar intrigas, escapando de cascas de bananas.

Mas tem horas que ele dá tiradas que quase desconcertam quem pergunta.

Na entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, teve dois momentos destes.

A nova obsessão da mídia, que seria uma suposta crise emocional da seleção brasileira, como se jogos dramáticos não devessem emocionar, foi alvo de algumas perguntas.

Quando perguntaram sobre o papel de uma psicóloga que atende à seleção, depois de responder que emocionalmente estavam todos bem e que nunca tinha feito um trabalho semelhante e estava gostando e achava que fazia bem, Neymar recomendou aos jornalistas também recorrerem a psicológos para ficarem mais tranquilos, mais leves.

Em outro momento, lhe perguntaram quando seria possível ver a alegria novamente em campo. Neymar disse: “A alegria sempre teve”. O repórter retrucou: “É que a gente não está vendo”. Neymar matou no peito e disparou: “É porque você não está em campo e você não sabe. Alegria não é só no 4 a 0 ou no 5 a 0. Se a gente tiver aqui para ganhar de meio a zero, a gente quer sair vencedor e depois avalia se foi com show ou não”.

Como se vê o nosso "querido" PIG (Partido da Imprensa Golpista) é alarmista e obcecado com crises até no futebol.

A íntegra da entrevista está aqui.

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