Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Um toque a mais na natureza



Ao verde predominante das plantas que cercam os jardins, a Praça da Piedade, no centro de Salvador, ganhou uma nova cor, o rosa, esta em flamingos ali colocados pelo artista Luciano Flávio, que adora ampliar a beleza e dar mais vida à natureza que o cerca. Para moldar as aves, usou coco seco e materiais recicláveis, como garrafas pet, sempre com a preocupação de fazer a sua arte sem interferir de modo acentuado no ambiente.

Da sua “coleção” também constam garças, emas, pavões etc. Trabalhando nas horas vagas e sobretudo nos finais de semana, Luciano colocou mais de dez flamingos na Piedade e outros tantos nos jardins do Parque Lucaia (Rio Vermelho), na Embasa, empresa da qual é empregado.

domingo, 17 de agosto de 2014

A curiosa festa de premiação do Festival de Gramado



Do 42º Festival de Cinema de Gramado, cuja festa de premiação ocorreu ontem à noite, transmitida ao vivo pelo Canal Brasil, chamaram atenção três fatos no mínimo estranhos, mesmo para quem não é especialista no assunto, que é o meu caso, mas curiosa para saber o que o principal evento da sétima arte na América Latina traz de novo, peço licença para expressar: 
1- O longa-metragem "A Despedida" levou os kikitos  de melhor Direção (Marcelo Galvão), Atriz (Juliana Paes) e Ator (Nelson Xavier), mas não levou o de melhor filme, que ficou para "A Estrada 47", de Vicente Ferraz, o que pareceu uma conformação, uma forma de contemplar todo mundo; 
2- A atriz Juliana Paes confirma o talento que  demonstrou na novela "Pedacinho de Chão", da rede Globo (na qual arrasou uma personagem totalmente estranha aos papéis que vinha representando, sempre explorando a sua beleza e sensualidade) concorrendo com a poderosa Fernando Montenegro ("Infância"), que levou o Prêmio Especial do Juri, que mais parece prêmio consolação (e disso ela não precisa!); 

3- O ator premiado Nelson Xavier fez questão de elogiar a organização e beleza do festival para a mais importante premiação, mas a ausência de muitos premiados para receber a estátua, inclusive Juliana Paes, Fernanda Montenegro e Marcelo Galvão, mesmo que justificada pelos colegas, chateou, tirou um pouco do brilho da festa, pareceu descaso, o que seria lamentável. 

Veja  mais sobre o Festival:

PREMIAÇÃO LONGAS-METRAGENS LATINOS

MELHOR FOTOGRAFIA
Arnaldo Rodriguez, por "Las Analfabetas"

MELHOR ROTEIRO
Manuel Nieto, por "El Lugar Del Hijo"

MELHOR ATRIZ
Paulina Garcia e Valentina Muhr, por "Las Analfabetas"

MELHOR ATOR
Felipe Dieste, por "El Lugar Del Hijo"

MELHOR FILME / Júri Popular
"Esclavo de Dios", de Joel Novoa

MELHOR DIRETOR
Moisés Sepúlveda, por "Las Analfabetas"

MELHOR FILME
"El Lugar Del Hijo", de Manuel Nieto
  
JÚRI DA CRÍTICA

MELHOR CURTA / Júri da Crítica
"La Llamada", de Gustavo Vinagre

MELHOR LONGA LATINO / Júri da Crítica
"El Crítico", de Hernán Guerschuny

MELHOR LONGA BRASILEIRO / Júri da Crítica
"Sinfonia da Necrópole", de Juliana Rojas

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

MELHOR DESENHO DE SOM
Branco Neskov, por "A Estrada 47"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Andrea Buzato, por "Os Senhores da Guerra"

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Paulo Betti, por "Infância"

MELHOR TRILHA MUSICAL
Alceu Valença, por "A Luneta do Tempo"

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Moacyr Gramacho, por "A Luneta do Tempo"

MELHOR MONTAGEM
Tina Saphira, por "Infância"

MELHOR FOTOGRAFIA
Eduardo Makino, por "A Despedida"

MELHOR ROTEIRO
Domingos Oliveira, por "Infância"

MELHOR ATRIZ
Juliana Paes, por "A Despedida"

MELHOR ATOR
Nelson Xavier, por "A Despedida"

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI (1)
“Os Senhores da Guerra”, de Tabajara Ruas

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI (2)
Fernanda Montenegro, por “Infância”

MELHOR FILME / Júri Popular
"O Segredo dos Diamantes", de Helvécio Ratton

MELHOR DIRETOR
Marcelo Galvão, por "A Despedida"

MELHOR FILME
"A Estrada 47", de Vicente Ferraz


CURTAS-METRAGENS

DESENHO DE SOM
Guga Rocha, por "História Natural"

TRILHA MUSICAL
"Sem Título #1: Dance of Leitfossil"

DIREÇÃO DE ARTE
Caio Ryuichi Yossimi, por "O Coração do Príncipe"

MONTAGEM
Carlos Adriano, por "Sem Título #1: Dance of Leitfossil"

FOTOGRAFIA
Giovanna Pezzo, por "La Llamada"

ROTEIRO
Caio Ryuichi Yossimi, por "O Coração do Príncipe"

ATRIZ
Rafaela Souza, por "Carranca"

ATOR
Guilherme Silva, por "Carranca"

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
“O Clube”, Allan Ribeiro

MELHOR FILME / Júri Popular
"A Pequena Vendedora de Fósforos", de Kyoko Yamashita

MELHOR DIRETOR
Gustavo Vinagre, por "La Llamada"

MELHOR FILME
"Se Essa Lua Fosse Minha", de Larissa Lewandowski

PRÊMIO CANAL BRASIL
"A Pequena Vendedora de Fósforos", de Kyoko Yamashita


PRÊMIO DOM QUIXOTE
"Las Analfabetas", de Moisés Sepúlveda


LONGAS-METRAGENS LATINOS

MELHOR FOTOGRAFIA
Arnaldo Rodriguez, por "Las Analfabetas"

MELHOR ROTEIRO
Manuel Nieto, por "El Lugar Del Hijo"

MELHOR ATRIZ
Paulina Garcia e Valentina Muhr, por "Las Analfabetas"

MELHOR ATOR
Felipe Dieste, por "El Lugar Del Hijo"

MELHOR FILME / Júri Popular
"Esclavo de Dios", de Joel Novoa

MELHOR DIRETOR
Moisés Sepúlveda, por "Las Analfabetas"

MELHOR FILME
"El Lugar Del Hijo", de Manuel Nieto


JÚRI DA CRÍTICA

MELHOR CURTA / Júri da Crítica
"La Llamada", de Gustavo Vinagre

MELHOR LONGA LATINO / Júri da Crítica
"El Crítico", de Hernán Guerschuny

MELHOR LONGA BRASILEIRO / Júri da Crítica
"Sinfonia da Necrópole", de Juliana Rojas

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

MELHOR DESENHO DE SOM
Branco Neskov, por "A Estrada 47"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Andrea Buzato, por "Os Senhores da Guerra"

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Paulo Betti, por "Infância"

MELHOR TRILHA MUSICAL
Alceu Valença, por "A Luneta do Tempo"

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Moacyr Gramacho, por "A Luneta do Tempo"

MELHOR MONTAGEM
Tina Saphira, por "Infância"

MELHOR FOTOGRAFIA
Eduardo Makino, por "A Despedida"

MELHOR ROTEIRO
Domingos Oliveira, por "Infância"

MELHOR ATRIZ
Juliana Paes, por "A Despedida"

MELHOR ATOR
Nelson Xavier, por "A Despedida"

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI (1)
“Os Senhores da Guerra”, de Tabajara Ruas

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI (2)
Fernanda Montenegro, por “Infância”

MELHOR FILME / Júri Popular
"O Segredo dos Diamantes", de Helvécio Ratton

MELHOR DIRETOR
Marcelo Galvão, por "A Despedida"

MELHOR FILME
"A Estrada 47", de Vicente Ferraz

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Moradores do Loteamento Marisol, em Ipitanga, pagam IPTU a Lauro de Freitas e devem a Salvador


Para discutir o problema, que depende da divisão territorial em tramitação na AL, se reunirão sábado (16)





Moradores do Loteamento Marisol I e II, localizado no bairro de Ipitanga, na divisa entre os municípios de Salvador e Lauro de Freitas, cuja área faz parte de litígio que depende da divisão territorial em tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia, estão aflitos por conta da insegurança jurídica que se abateu sobre seus imóveis. A área é administrada por Lauro de Freitas, que recolhe IPTU, mas os moradores descobriram que têm uma dívida também de IPTU junto à Prefeitura de Salvador que soma R$9,5 milhões.


Para tentar resolver a questão os moradores estão se mobilizando, inclusive pelas redes sociais, e convocaram reunião para este sábado (16), às 10h, na sede da Unidunas, na Praia do Flamengo. Representantes das duas prefeituras estão sendo convidados para que expliquem a situação.




As casas do loteamento são registradas no Cartório de Imóveis de Lauro de Freitas e para os Correios também vale o CEP do município. No plano diretor de Lauro de Freitas o Loteamento Marisol aparece como pertencendo ao Município. Apesar disso e de nada ter sido definido ainda pela AL, onde o processo se arrasta há anos na Comissão de Divisão Territorial, que está sem presidente, a prefeitura de Lauro de Freitas passou a negar licença de construção e habite-se, argumentando que o Marisol pertence a Salvador.


O prefeito de Lauro de Freitas declarou, em entrevista à imprensa, que não vai investir em uma área que ficará para Salvador e que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura da capital resolveria o problema. Mas, enquanto o impasse permanece, a comunidade continua pagando IPTU a um município e devendo ao outro. 


Área nobre?

Quem tentou saber a situação na prefeitura de Salvador descobriu que o Loteamento Marisol foi lançado como inscrição municipal nº 652.188-6, com 240.764 metros quadros, em nome de Arnaldo Rodrigues da Silveira, constando um débito de R$ 9.555.289,91  - R$9,5 milhões. E, o que é pior, identificada como área nobre.

Revoltados, os moradores questionam: “Que área nobre é essa, sem asfalto em muitas ruas, iluminação precária, coleta de lixo precária, não tem uma praça, a orla abandonada?” Eles lembram que o bairro não foi incluído em nenhum dos projetos de requalificação da orla, apesar da administração anterior de Lauro ter deixado projeto aprovado pela União e verba assegurada. 



terça-feira, 5 de agosto de 2014

CARINHANHA: NO SARAU DO CARLÃO, ALENTANDO E AFOGANDO FANTASMAS DE 46 ANOS ATRÁS



O velho seresteiro Tony Lélis (Antonio de Oliveira Lélis Neto)
Carlão, produtor cultural da região (ao fundo, de camisa vermelha, seu irmão João)
Não há mais “aquela” Carinhanha, como não há mais “aquele” Jadson, passou, passamos...

Por Jadson Oliveira

Quarenta e seis anos depois, reencontrei Carinhanha, lá na beira do Rio São Francisco, no sudoeste da Bahia, perto dos limites com Minas: Manga, Januária, Montes Claros... Não era mais “a” Carinhanha de 1968, na qual um jovem rapaz de 23 anos passou rapidinho, naquela Carinhanha da evocação “conservadora” do velho e incansável seresteiro Tony Lélis: “Esse negócio de progresso, não sei não... prefiro que minha Carinhanha fique assim mesmo, pequena, atrasada, minha”.

Foi mais ou menos assim, né Tony? Mas como diz uma canção por aí - já que mencionei Tony Lélis, com sua cultura musical recheando tudo que é conversa -, “mas tudo passa, tudo passa...” A Carinhanha passa, nós passamos, espiei os becos, a pracinha “principal”, o cais dum São Francisco retraído, reconheci pouquíssimas pessoas, não identifiquei a casa onde moravam os adoráveis Dr. Barral e dona Madalena, com seus 11 filhos, não fui ao Pontal lá do Rio Carinhanha, de onde guardo tocantes lembranças.

Reencontrei uma bela mulher, Neuza, que conheci uma afoita menina, conheci o Bar de Seny (depois de “maduro” – desculpem o eufemismo, Vaninha, de Érico, usou um termo mais realista (e cruel): “bagaço” – os bares se tornaram importantes na minha vida, já disse uma vez, talvez poeticamente, que “meu bar é a cidade”. Pra completar, no muro defronte ao Bar de Seny está pichado: “Viva a Revolução”).

Não há mais “aquela” Carinhanha, como não há mais “aquele” Jadson, passou, passamos, repeti umas 40 vezes:  “Pois é, trabalhei aqui durante todo o ano de 1968, no antigo Baneb, era ‘subgerente’, trabalhei com Carlos (professor Carlinhos) Menezes Lima de gerente, Plínio (que andava pela cidade, vinha do “Alto”, de charrete), Érico e Miranda...” E respondia: “Não, Zé Pinto não foi de meu tempo; não, Neilton entrou no banco depois que fui embora...”

Às vezes ciceroneado por Yê Yê, a infatigável Yê Yê, que não me esqueceu!, a me falar todo o tempo de seu líder político Piau, a me reapresentar antigas conhecidas e antigas namoradas de Miranda, meu parceiro de farras, de pensão e de “república”. “E Miranda por onde anda? Nunca mais vi, soube que é hoje um abastado fazendeiro em Geremoabo, tudo que ele sonhava”.

Me desculpem (outra vez), eu devia mostrar apenas as fotos do sarau do Carlão, produtor cultural daquelas bandas, mas comecei os devaneios, isso é coisa de velho, “afasta de mim esse cálice”, VPP!, expressão que adoro, mas só os mais íntimos vão entender. Vamos em frente, rompendo a vida.

Pra encerrar logo e editar as fotos: aviso que para o bem ou para o mal, é tudo culpa de Tony Lélis (cara de viajandão, filho de Senhor, o Bom, e pai de Cynara, Cibele e Daniela), o Tony, uma das paixões de minha vida.

O sarau foi junto do Bar do Zé Botinha (6º. Encontro dos Amigos do Bar de Zé Botinha), no domingo, dia 20/julho, logo em seguida aos dois dias da festança “das águas e dos amigos”, festa tradicional da cidade.
Tony Lélis cantando músicas românticas, acompanhado no violão por Vavá (Magnovaldo Alves Cunha)
Zeca Bahia (José Ramos Santos), compositor conhecido nacionalmente (sua música de maior sucesso é "Porto Solidão", gravada por Jessé, Altemar Dutra e Daniel)
Cevisa (Célio Vieira Santos), de Bom Jesus da Lapa, conhecido também como Promessa de Cera (lançou recentemente o CD "Cordéis, Maracatus e Baião")
Vavá
Letícia Alkmin
Na percussão, Missinho (Edmilson Rodrigues Félix)
Socorro Matta (à direita)
Luiz Carlos, irmão de Tony (à direita)
À direita, Neuza (encontrei no sarau com Chicório e perguntei a ele por uma menina que conheci chamada Neuza, "acho que era sua filha"; ele me corrigiu, "não, é minha sobrinha" e apontou para uma mesa próxima)
,
Gabriel, filho de Cynara, posando ao lado do palco quando cantava seu avô, Tony Lélis
Yê Yê (Consuelo Lélis), à esquerda
Cynara (no centro e na foto abaixo), filha de Tony, com o filho Gabriel e amigas
Moacir, outro irmão de Tony Lélis, com amigas na área do serviço de tira-gostos
O dono do Bar do Botinha (Tony o chama de "Mum" - é isso mesmo?)
Mais uma do Tony (Só dá Tony Lélis nesta reportagem!)
O empresário Marcelo Coimbra, o dirigente petista Jonas Paulo e o cantor e compositor Cevisa (Promessa de Cera)

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