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domingo, 14 de dezembro de 2014

Café Científico: Brincar ou brincar, eis a questão

NESTE MÊS DE DEZEMBRO, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR DISCUTE A BRINCADEIRA COMO UMA CARACTERÍSTICA UNIVERSAL DA INFÂNCIA, MAS VARIÁVEL ENTRE AS CULTURAS.
O QUE?
CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – BRINCAR OU BRINCAR: EIS A QUESTÃO.
QUANDO?
19 DE DEZEMBRO DE 2014
A QUE HORAS?
18 HORAS
ONDE?
SALA KÁTIA MATTOSO, BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA

Brincar ou brincar: eis a questão

Ilka Bichara
Instituto de Psicologia/UFBA



 Resumo

A espécie humana é curiosa e lúdica. Não importa onde, na cidade ou no campo, no palácio ou na favela, no frio ou no calor, no pântano ou no deserto, brincar é uma característica predominante nas crianças e não está ausente entre os adultos. Ainda que cada cultura, cada grupo, cada turma de amigos e mesmo cada criança tenha suas brincadeiras particulares, a simples existência do fenômeno é inquestionavelmente universal. Podemos então afirmar que brincar é uma característica definidora e universal da infância, embora culturalmente variável. Mas o que é brincar e por que essa é uma atividade tão presente?
Antes de qualquer tentativa de definição, é importante registrar que não só as crianças brincam. Filhotes de outras espécies, principalmente mamíferos, também brincam, mas nem todos. Vamos então começar nossa conversa tentando encontrar o que existe de comum entre as espécies que brincam. Foi o que fez Burghardt (2005) ao elaborar uma síntese com cinco grupos de critérios identificadores, o que ele denomina os “big five” da brincadeira:  Função imediata limitada; Componente endógeno; Diferença temporal ou estrutural; Ocorrência  repetida; Ambiente relaxado.
Mas, para que serve o brincar? Por que esse comportamento foi selecionado? Como um comportamento pode ser crucial e supérfluo ao mesmo tempo? E, se brincar é uma extravagância, como persistiu? Deve ter alguma função de adaptação ou, ao menos, um benefício que sobreponha seu custo, se não teria sido eliminada pelas forças da seleção natural.

Discutiremos esta questão a partir da hipótese de que brincar é, provavelmente, uma adaptação ontogenética, ou seja, um sistema comportamental que melhora a adaptação do indivíduo nos estágios imaturos da vida, perdendo seu significado na idade adulta.




Ilka tomando posse no Instituto de Psicologia da UFBA

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