Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Equador, onde é proibido beber

Interior dum bar/discoteca e uma das ruas da tal Zona Rosa, onde se pode encontrar uísque em Guayaquil (Fotos: Internet)
Reproduzido do blog Evidentemente:
Além de preço alto, limitação de dias e horários e confinamento dos bares em uma ou duas áreas da cidade.

Por Jadson Oliveira (jornalista/blogueiro) – editor do blog Evidentemente, de 25/02/2015 (publicado no dia 27)

De Guayaquil (Equador) - Fiz tanto alarde com o altíssimo custo de vida de Montevidéu e a única coisa que encontrei barato por lá – o uísque – que agora tenho que dar o contra-ponto. Em Guayaquil, a maior cidade do Equador (2,4 milhões de habitantes, segundo o Google), do outro lado do continente sul-americano, pelo pouco que vi ocorre o contrário: os preços são bem mais baratos do que no Brasil (nem vou comparar com o Uruguai), mas tem uma coisa mais cara: bebida alcoólica, inclusive, claro, o uísque.


Mas o que causa espanto, realmente, é a dificuldade de se encontrar bebida e, pelo que me dizem, não se trata de uma particularidade desta cidade à beira do Pacífico, mas sim uma política nacional. Não sei até que ponto a “proibição” do álcool faz parte do ideário da nossa Revolução Cidadã, liderada pelo presidente Rafael Correa, que sempre mereceu amplo espaço neste meu blog.


Somente hoje, quarta-feira, quarto dia que estou por aqui, consegui, finalmente, depois de muito esforço, tomar uma dose de uísque Red Label: 5 dólares (em torno de 14 reais – o dólar está encostando nos 3 reais, não é?). Além de preço alto, limitação de dias e horários e confinamento dos bares em uma ou duas áreas da cidade. Resultado: pra quem não gosta de beber em casa, é um castigo.


Primeiro espanto: no domingo, primeiro dia na cidade, vou almoçar e pensei, tomo logo um uisquinho pra sentir a barra dos preços. Quebrei a cara: o restaurante não vendia uísque. OK e onde posso encontrar um bar? Por aqui não há bares e os bares não abrem no domingo, respondeu a moça como se falasse a coisa mais banal do mundo. Terminei me contentando com uma cerveja pequena, só havia das pequenas, duas marcas – a 2 dólares.


(Por sinal que aqui há o hábito de tomar essas mini-cervejas pelo gargalo, pedi copo. Me lembrei de Trinidad e Tobado, lá tem hábito igual. Outro hábito aqui é comer com colher, pelo menos em restaurantes populares. Vi isso em Cuba. Vi aqui uma moça comendo com colher e ajeitando alguns nacos de comida com a ponta dos dedos. Me lembrei duma senhora, em Trinidad e Tobago, comendo com a mão num restaurante. Devem ser costumes do Caribe, Equador fica perto).
O badalado Malecón na beira do Rio Guayas, que desemboca no Pacífico
A bela Igreja de São Francisco, no miolo da área comercial/bancária da cidade
Voltando ao meu empenho em busca do uísque, enquanto me batia pra resolver as “burocracias” rotineiras da chegada numa nova cidade: procurar hotel, alugar apartamento, mudar o chip do celular, se orientar nas novas ruas/avenidas/praças, procurar ser o menos enrolado (às vezes, “roubado”) possível, arranjar acesso à Internet, sacar dinheiro...


Aqui levei um susto dos diabos: o caixa eletrônico insistia em dizer que meu cartão estava bloqueado, várias vezes, talvez eu tenha cometido algum erro, ou não, foi a primeira vez que me aconteceu isso. Se cometi, a moça do banco a quem recorri deve ter cometido também. Tive que ligar pro banco no Brasil, duas vezes, falei com três atendentes, aquela confusão, passa pro “suporte técnico”:


- O “suporte técnico” não tem nada a ver com isso, vou dar o número pra o senhor ligar...


- Que número, meu amigo, não vai dizer que é o número tal, tal, tal e tal? Respondi já impaciente, lendo o número no verso do cartão.


- É este número mesmo...


- Mas, meu irmão, foi deste número que transferiram pra você, me ajude aí pelo amor de Deus pois estou com pouco dinheiro e ainda tenho que pagar esta ligação.


Você fica falando e olhando um mostrador com o custo da ligação aumentando, aumentando, como num taxímetro.


Bem, paguei 6 dólares da ligação e, como se diz, tudo está bem quando acaba bem, saquei meu dinheirinho salvador.


Por falar em sacar dinheiro e abrindo mais um parêntese: você sabia que o Equador não tem moeda nacional? Pois é, aqui é o dólar mesmo, o famoso dólar estadunidense, sem intermediário, a moeda do império. É um tema que rende muita polêmica, mas vamos ficar fora disso.


Digo só que, na prática, pra quem viaja, é mais simples: você fica com apenas duas moedas na cabeça, ambas já nossas conhecidas - o real e o dólar. Nos outros países você está sempre pensando nos preços em três moedas e as cotações variam muito, dá uma confusão!


Uma diária no hotel custa “x” pesos; você pensa: isso dá “x” dólares; e pensa em seguida: significa “x” reais. Aqui é mais simples: ontem almocei por 2,5 dólares (restaurante popular) – pensei logo, beleza, barato, 7 reais; peguei um ônibus, paguei 25 centavos de dólar – pensei, de graça, 70 centavos de real.


Sobre cotações, é uma loucura: estava em Montevidéu, onde 1 dólar vale 24 pesos uruguaios; passei um dia em Santiago do Chile, onde 1 dólar está valendo 630 pesos chilenos – você toma um café, com uma “empanada” (tipo pastel de forno no Brasil) e pede “la cuenta”: 2 mil, 3 mil...


Agora, voltando, de verdade, à busca do uísque. Encontrei no centro da cidade, depois de muito perguntar, dois lugares que vendem bebida: um tipo bar, vendia apenas cerveja; o outro, nem entrei, era tipo buate, escuro, luz piscando (em plena tarde) e música em alto volume.


Até que me informaram: bares aqui só a partir das 4 horas da tarde (domingo não abrem, já disse) e numa área da cidade chamada “Zona Rosada”, lá para os lados do Malecón, um ponto bastante badalado, na beira do Rio Guayas (é o estuário do rio no Pacífico – Guayaquil é a capital da província/estado com o mesmo nome do rio). Depois alguém corrigiu: o nome é “Zona Rosa”


(Os bares, na verdade, são tipo discoteca, buate. Nos dois por onde passei, pouca variedade de bebidas. Uísques meus conhecidos somente Red Label, Black Label, Old Par e Buchanas).


Nesta quarta, final da tarde, baixei lá e quebrei o jejum de cinco dias: um uísque, um “ron” cubano e uma cerveja (tamanho médio entre as mini e as ¾, a mais comum no Brasil): gastei 10 dólares.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mulher desaparecida no carnaval reaparece e diz que foi abduzida por extraterrestres



Ana Letícia tem 26 anos e é casada há 3 anos com Gustavo Fonseca. Na noite anterior ao suposto sequestro eles haviam combinado de viajar para passar o carnaval em Guarapari, balneário da Grande Vitória no estado do Espírito Santo. Ela estava com malas prontas e pegaria o marido no escritório dele localizado no bairro Enseada do Suá, em Vitória.

Depois de 4 horas de atraso e nenhum sinal telefônico ou por redes sociais, Gustavo acionou a Polícia Civil comunicando o desaparecimento. A polícia investigou o fato e achou estranho o fato do carro ter sido abandonado às margens da Rodovia ES010, sem a bagagem de Ana Letícia, apenas a de Gustavo ficou no porta-malas do veículo.

Segundo Ana Letícia uma forte luz branca foi lançada no veículo e hominídeos verdes de 90 centímetros a retiraram a força do carro e a levaram para uma nave prata. Ela se emocionou ao dizer que “foi assustador. Eles me doparam e fizeram vários experimentos comigo. Estou com medo de estar grávida de um extraterrestre”.

Depois de cinco dias ela foi abandonada na mesma rodovia que houvera sido sequestrada. Como o carro estava no pátio da delegacia antissequestro ela teve que ligar para o marido pedindo para busca-la. O delegado Antonio Napoleão Dias disse que “se ela foi mesmo abduzida ainda não deu para perceber, mas uma coisa é fato. Estes extraterrestres gostam muito de cerveja, pois o cheiro está impregnado nas roupas dela”. (ENFU)

Brincar na chuva


A chuva é uma brincadeira de Deus com a água. Ele usa uma mangueira gigante e fica despejando a água na peneira do tamanho do céu.

Era assim que eu imaginava que acontecia o fenômeno da chuva. Uma simples brincadeira do pai eterno sem qualquer intenção de regar as plantas e encher os rios para nos abastecer, o que para mim e as crianças da minha época de infância acabava se tornando uma grande diversão. Era começar a cair a chuva e eu, junto com meus irmãos pequenos, corria para brincar de banho de bica e fazer barquinho de papel para vê-lo descer  pela enxurrada.

Às  vezes acho que Deus se distrai na brincadeira e acaba exagerando no aguaceiro, sem se dar conta que acaba machucando plantas, bichos e gente. Era a minha imaginação de criança, a explicação para tanta água que caía do céu. Se assim fosse, poderia pensar que Deus se distraiu e não quer mexer a peneira para o lado dos paulistas, como fez por tanto tempo com o Nordeste. 

Imaginação de criança é engraçado. Por algum tempo depois de ir pra escola e aprender o básico sobre o porque da chuva achei que ninguém fantasiou mais que eu sobre a brincadeira de Deus. Qual nada!  Certo dia eu contava pra uma colega sobre essa minha versão da chuva e ela veio com outra ideia mais fantasiosa ainda. "Pior era eu, que quando ouvia o barulho do trovão reclamava logo: Xii! Deus já começou a bater a latinha!". Chorei de rir.

Joana D'Arck

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Palhaços do Rio Vermelho desfilam no próximo sábado pelas ruas do bairro boêmio da cidade

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“É alegria garantida ou sua tristeza de volta”. Com este lema, o Movimento Cultural Palhaços do Rio Vermelho  vai  realizar o seu quinto desfile anual pelas ruas do bairro boêmio da cidade, no próximo sábado (7). A concentração será a partir das 17h na quadra esportiva da rua da Paciência para a saída do irreverente cortejo, às 19h, rumo à rua Fonte do Boi, onde fica até às 23h.
A trupe será acompanhada pela Fanfarra Marmelada;  pelo  grupo folclórico Zambiapunga de Taperoá  e outros  grupos do interior da Bahia; pela ala das Baianas da Dinha; por artistas circenses e palhaços de todas as idades. O rei dos Palhaços 2015,  o cantor e compositor Lazzo Matumbi, aparecerá para alegrar os súditos em um carro alegórico surpresa.
No ano passado, os Palhaços arrastaram mais de 5 mil foliões pelas ruas do Rio Vermelho. Para este ano, é estimado um público de aproximadamente 6 mil pessoas. A adesão ao bloco é gratuita  e o cortejo acolhe todos que chegarem, de preferência caracterizados de palhaço.  Durante a concentração, maquiadores estarão disponíveis para atender foliões que quiserem botar no rosto um sorriso de palhaço.
Agremiação sem fins lucrativos que se autodefine  como lúdico-escrachada, os Palhaços do Rio Vermelho querem resgatar o autêntico Carnaval de rua soteropolitano das marchinhas, da pipoca e da fantasia. A trupe pretende também reviver a tradição do Bando Anunciador do Rio Vermelho, manifestação popular da década de 50 que abria os festejos populares do bairro. Outro objetivo do movimento é dar visibilidade a grupos folclóricos do interior do Estado e contribuir para a preservação da cultura popular da Bahia.
Moradores do Rio Vermelho e motoristas que transitam pelo bairro devem estar atentos às modificações no trânsito. A partir das 19h, as ruas da Paciência, Guedes Cabral, João Borges. Odilon Santos e Fonte do Boi serão parcialmente interditadas. Transalvador, Polícia Militar  e Sucom vão monitorar o desfile e fazer a  interdição progressiva de vias, conforme for avançando o desfile.

Serviço
O quê: Desfile dos Palhaços do Rio Vermelho
Quando: 7 de fevreiro (sábado)
A que hora: concentração às 17h, com saída às 19h e término às 23h
Onde: quadra esportiva do Rio Vermelho -  rua da Paciência
Roteiro:  ruas da Paciência – Guedes Cabral – João Gomes – Borges dos Reis  - Dr. Odilon Santos – Fonte do Boi.
Quanto: um sorriso no rosto e muita alegria no coração  (os que quiserem contribuir podem comprar camisa no Boteco do França, no restaurante Pós Tudo e no café bistrô Dona Xica e seu Liberato)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Montevidéu, uma cidade mais "civilizada" e muito cara

A Avenida 18 de Julho no centro velho de Montevidéu (Foto: Internet)
Reproduzido do blog Evidentemente:
Por Jadson Oliveira (jornalista/blogueiro) – editor do blog Evidentemente – publicado em 01/02/2015


De Montevidéu (Uruguai) – Dou aqui, já com certa tardança, minhas primeiras impressões sobre a capital dos hermanos uruguaios (estava aqui, uma semana e meia, pensando mais na política brasileira, é até difícil de acreditar, né?).


Uma cidade podemos dizer bem cosmopolita, a mais “civilizada” das que estive fora do Brasil, na América do Sul e Caribe. Buenos Aires chega mais perto, mas perde. Na capital portenha, por exemplo, você pode ver uma favela (“vila miséria”) pela área do centro, aqui só lá pela periferia se pode ver um “asentamiento”, conforme me disse o taxista que me trouxe do aeroporto.


Só estive pelo centro velho, a principal avenida, a 18 de Julho (em homenagem ao dia de 1830 em que foi adotada a primeira Constituição nacional), uns dois quilômetros da Praça Independência até o Parque Batlle, uma imensa área verde onde está o famoso estádio de futebol Centenário.


É por aí que tenho andado, além duma longa caminhada pegando o Bulevar Artigas (bulevar aqui é uma grande avenida – Artigas é o grande general da luta pela independência, a independência clássica, oficial, contra o império espanhol, e não a independência de fato, cuja luta ainda está em curso, contra o império estadunidense), a Avenida Brasil e chegando à praia Pocitos, às margens do rio da Plata.


Dei também uma esticada até um shopping, o Três Cruzes, que funciona junto com uma estação rodoviária, não entendi bem a fusão dos dois. Fica a umas oito quadras (quadras pequenas, simétricas e bem regulares) do centro velho.
Praça Independência (Fotos: estas 3 são da Internet)
A imensa área verde do Parque Batlle, vendo aí a ponta do obelisco em homenagem aos constituintes de 1830
A bela praia de Pocitos à margem do rio da Plata
O que vi são ruas arrumadas, sem montes de lixo (como se vê no centro de Salvador-Bahia, por exemplo), as casas e edifícios em bom estado, nível classe média pra cima, o trânsito tranquilo, sem engarrafamento (e sem motoqueiro adoidado furando o sinal vermelho, como a gente vê a granel em Caracas, por exemplo).


Muitos cafés/bares/restaurantes, inclusive todas estas três coisas juntas, num mesmo espaço. Eu agora sou viciado, também (será por que este “também”?), em café com leite, adorei São Paulo porque tem um café/padaria em cada esquina, aqui tem à vontade, uma beleza, aprendi logo os nomes: cafezinho com leite – “cortado en pocillo” (o “ll”, assim como o “y”, tem o som do nosso “ch”, aquele chiado característico do portenho e também do carioca); e média com leite – “cortado en taza” (pronuncia-se taça) (falo mais abaixo da exorbitância dos preços).


De bares nem preciso falar, são meus pontos prediletos, já andei bebendo em cinco até agora: Tortuguita, Palacio, Venecia, Monteverde e Nuevo Polvorin. O Venecia aproxima do que chamamos boteco (aqui chama “cantina”), mas ainda estou na dúvida sobre qual eleger “meu bar predileto”. Sobre restaurantes, não gosto de falar, não me interessa – por sinal, comi umas pizzas bem ruinzinhas.


As pessoas são amáveis e parece que todo mundo fala o portunhol e entende o português. Você pede uma informação, elas avisam logo que pode falar em português: “Ah, você fala português?” - “Não, mas entendo bem”, respondem.


Sobre a política vou falar, por enquanto, apenas que me pareceu também muito “civilizada”. É que vi nos jornais que o presidente eleito Tabaré Vásquez ofereceu um bocado de cargos de direção de empresas e órgãos públicos aos principais partidos de oposição. Excluiu somente cargos nas áreas de saúde, educação e segurança pública. Acho que os opositores aceitaram, estavam discutindo.


Detalhe: pra você acompanhar as coisas da política pela imprensa, recém chegado a um país, o que dificulta são as siglas dos partidos, dos órgãos, das entidades, é uma merda! Daqui até você começar a memorizar as siglas...


Uma cidade caríssima, menos o uísque


Agora falo dos preços, um horror! Chegam ao dobro e às vezes ao triplo dos do Brasil, muito mais altos do que os de Buenos Aires (um uruguaio, que já morou em Buenos Aires e Florianópolis, me disse que as capitais mais caras da América do Sul são Montevidéu e Santiago do Chile – nunca fui à capital chilena).


Bem, um cafezinho com leite corresponde (sempre fazendo o câmbio do peso uruguaio para o real) a 7 reais; uma média, 9; uma garrafinha de água mineral (600 ml?), no bar, 7 reais; um sanduíche de queijo, 15; uma garrafa de água mineral, das grandes (1,5 litro), no supermercado, 4 reais; o jornal diário El País, o mais lido aqui, quase 5 reais; o semanário Brecha, de esquerda, quase 15 reais;
A solidariedade dos estudantes da Universidade da República aos 43 normalistas desaparecidos/assassinados do México (Fotos: estas 3 são de Jadson Oliveira)
Trecho da Avenida 18 de Julho preparado para receber o desfile de carnaval na sexta-feira, dia 23: uma festa modestíssima para os padrões brasileiros
Um dos cinco bares montevideanos onde estive tomando umas
Um almoço chega sempre a uns 30 reais ou mais. Se você comer bem pouco, num restaurante a quilo, paga no mínimo 20 reais; uma diária de hotel assim do nível 3 estrelas, no centro, supera os 100 reais – no caso de pagar logo um mês, chega ao redor de 1.500/1.600 reais; este é o valor mínimo a que deve chegar também o aluguel mensal de um apartamentinho mobiliado (para comparação, aluguei um em Buenos Aires, bairro classe média, pelo equivalente a 900/1.000 reais).


Deixei pra o fim a bebida alcoólica: uma cerveja, tamanho comum/padrão das nossas, sai a 12 reais. Agora, a grande surpresa: o que achei aqui mais barato, em relação ao Brasil, foi uísque: uma dose do 8 anos dá mais ou menos 9 reais. É o preço mais comum, mas achei JB e Cavalo Branco mais baratos. E mais barato ainda achei Black & White, uma dose (“una medida”, como dizem aqui) por 50 pesos, ou seja, cerca de 6 reais.


Só não posso dizer que a única coisa barata aqui é o uísque (parece até sacanagem com meu fígado) porque paguei num ônibus 23 pesos, isto é, menos de 3 reais.


Aviso ao companheiro Sinval Soares, do Sindae (Salvador-Bahia): tomei uma genebra por 45 pesos – pouquinho mais do que 5 reais. É um produto difícil de se encontrar atualmente na praça, um garçon me informou que está em falta ultimamente.


Faltou o principal para os viajantes: a cotação do peso uruguaio. Um real está valendo em torno de 8,5 pesos e um dólar vale em torno de 24 pesos. Isto, claro, pra você comprar o peso. É mais vantagem chegar com dólares do que com reais, mas a diferença é muito pequena.


Lembrete: evitar comprar pesos no aeroporto, a gente sai sempre perdendo, deixa pra trocar na cidade.

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