Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 26 de abril de 2016

Abraçaço em Dilma - mas botaram uma pedra no meio do caminho

Milhares de pessoas lotaram hoje (26/4) a área reservada para a solenidade de entrega das unidades do Minha Casa, Minha Vida (conjuntos Coração de Maria e Lagoa da Paixão), no bairro Cassange, a 2.800 famílias. O coro "Não vai ter GOLPEEEE" era repetido a todo instante, sobretudo no momento da chegada da presidente Dilma.



https://www.facebook.com/DilmaRousseff/videos/1110266729026917/?pnref=story

O abraçaço promovido por um grupo de mulheres, organizado pelo Facebook, foi emocionante, como pode ser visto pelo vídeo. Infelizmente não consegui chegar ao local do abraço, porque a área era muito extensa e fui por dentro do Cassange. Andamos quase 2km na ida e o mesmo na volta, com o sol de lascar. Mas cheguei e acompanhei tudo pelo telão, vibrando com a troca de energia entre as manifestantes e a presidente que querem porque querem tirar do cargo.


Na volta, antes do discurso de Dilma porque tinha que ir trabalhar, tinha uma pedra no meio do caminho. Uma não, várias. E troncos, geladeira velha, latas... Era uma manifestação de moradores do Cassange, reclamando contra a poeirada que a grande quantidade de carros estava jogando em suas casas (as ruas não são asfaltadas).
Mas o importante é que o recado foi dado. Milhares de pessoas foram lá apoiar e abraçar a presidente, deixando claro que não concordam com o GOLPE.





domingo, 24 de abril de 2016

“Abraçaço em Dilma – Mulheres Baianas Pela Democracia”

“Abraçaço em Dilma – Mulheres Baianas Pela Democracia”


Salvador não podia ficar de fora dessa onda que acontece no Brasil e até no exterior desde o domingo (17), quando a Câmara Federal deu aquela punhalada na democracia. Pra mostrar à presidente Dilma que ela não está só, mulheres vêm promovendo abraçaços para dar força e se fortalecer com ela. Segue texto das organizadoras do evento no Cassange, nesta terça (26).


O “Abraçaço em Dilma – Mulheres Baianas Pela Democracia” ocorrerá na próxima terça-feira (26/4/2016) às 10h30, na Fazenda Cassange, na Estrada Cia/Aeroporto. O evento foi inspirado na iniciativa de Brasília, onde várias mulheres, em solidariedade à presidente Dilma Rousseff, proporcionaram um abraço coletivo no Palácio do Planalto, levando palavras de carinho e flores. 
As organizadoras do evento em Salvador, Lorena Lacerda, Samira Soares e Daiane Rosário, tiveram a ideia de também prestar solidariedade à presidente, na solenidade de entrega das casas do programa “Minha casa, minha vida”, do Governo Federal. 
O ato é de cunho feminista, ou seja, totalmente auto-organizado e apoiado por mulheres. "O intuito é demonstrar que mulheres baianas e soteropolitanas são contrárias ao Impeachment, o machismo e a misoginia que assola a figura e o governo da presidenta", explicam as organizadoras na página do evento no Facebook. 

O quê: “Abraçaço em Dilma – Mulheres Baianas Pela Democracia”.
Onde: Fazenda Cassange, Estrada Cia/Aeroporto.
Horário: 10h

sexta-feira, 22 de abril de 2016

"PELOS (de ratos)



Gente, recebi essa poesia e não resisti. Perfeitaaaa, um retrato do nosso país




"PELOS (de ratos)

Pelos povos brasileiros
De Norte a Sul, Leste e Oeste
Pelos heróis do Nordeste
Por proletários guerreiros
Pelo suor dos roceiros
Pelo pão de cada dia
Pela carta de alforria
Festejada na senzala
E um Brasil que não se cala:
Meu NÃO para a hipocrisia!

Pelos que foram findados
Nos porões da ditadura
Aos que sofreram tortura
E aos que foram exilados
Por cada corpo chorado
Por toda mãe que sofria
E todo pai que não dormia
Chorando a perda de um filho
Por um país com mais brilho:
Meu NÃO pra demagogia!

Pelos mártires de Eldorado
Pelos milhões de Allendes
Por Betinho, Chico Mendes
E Marighella assassinado...
Por um povo maltratado
Padecendo de agonia
Que se enche de alegria
Vendo a água no sertão
Por nossa transposição:
Meu NÃO pra essa tirania!

Pelos que venceram a fome
Pela expansão do REUNI
Pelas bolsas do PROUNI
Pelo FIES, pra que some
Fazendo o pobre ter nome
Que só rico possuía
Medicina, Engenharia
Odonto, Fisio e Direito
Por um Brasil com respeito:
Meu NÃO à peniafobia!

Por Deus e por Oxalá
Por Cristo e por Maomé
Pela Umbanda e Candomblé
Por Buda e pelo Torá
Por Lutero e o Orixá
Por Kardec e por Maria
Pela fé que profecia
Por ateus e outros mais
Por sermos todos iguais:
Meu NÃO pra xenofobia!

Pelos pelos desses ratos
Eu sinto imensa vergonha
E pelos sonhos de quem sonha
Pra sempre seremos gratos!
Pelos brasis de retratos
De gente que pensa e cria
No teatro, na poesia
Na música, esporte e na dança
Por um país de esperança:
Meu NÃO pra essa oligarquia!

Pelos povos das favelas
Pelo nosso agricultor
A honra do professor
Mais comida nas panelas
Negros, índios: Raças belas
Direitos da minoria
O sonho da moradia
Por nossas grandes conquistas
Por um país sem golpistas:
MEU SIM À DEMOCRACIA!"


Oséas Rodrigo Rego Ferreira - Pau dos Ferros/RN

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A arte de negar o óbvio – ou o Golpe de Negar o GOLPE


Mônica Bichara

 Antes de qualquer coisa quero avisar que não sou nem nunca fui petista, nem filiada a partido nenhum. Apenas sonho com o dia em que conseguiremos transformar o Brasil numa verdadeira democracia. E estamos muito longe disso, pois os governos Lula/Dilma optaram por manter programas distantes do que prometiam em nome da tal governabilidade, e esquemas totalmente corrompidos de financiamento de campanha, em vez de enfrentar a necessária reforma política.

Mas se é a democracia que temos, ela tem que ser defendida com unhas e dentes. Principalmente porque os que articulam o golpe (sim, o golpe) são movidos pelo combate aos acertos do governo, a ampliação das políticas sociais, e não aos erros.
Apesar de escancarado para quem quiser ver, o golpe contra a democracia brasileira ainda é negado por seus mentores e apoiadores. Mas ele é tão óbvio, que nem precisava o tiro de misericórdia do deputado/ditador/racista/homofóbico, um dos comandantes do GOLPE, comemorando: “Perderam em 64, perderam em 2016”.

Só essa comparação já bastava pra ter certeza que o GOLPE de 64 inspira o GOLPE de 2016. Como negar?

Os mesmos que ganham tempo pra tentar fugir das investigações, numa conspiração que envolve políticos corruptos (as máscaras estão caindo a cada dia), judiciário acovardado (e ainda se ofenderam com a definição), e a mídia sonegadora de impostos (com medo das concessões públicas não serem renovadas), acusam a presidente Dilma pelas tais pedaladas fiscais. Um expediente utilizado por governantes de todos os partidos, há décadas, para fechar as contas.


 Se isso for crime, não vai ficar um presidente ou governador livre (e o vice estava lá, caladinho). Portanto, só o motivo alegado para o “impitima” já prova que o GOLPE é um GOLPE e que Dilma não roubou, porque se tivesse roubado, e eles procuram um motivo desde o primeiro dia de governo, não se valeriam de um “crime” tão bufado, facilmente contestado como crime de responsabilidade, exigência da Constituição Federal. A comparação com o caso Collor também não cola, porque no caso dele havia, comprovadamente, crime de responsabilidade.

A farsa só se mantém justamente por ser um conluio, uma encenação, com o aval de todos os atores convocados. Se o “crime” alegado fosse Dilma ter dado uma bufa na igreja, passaria do mesmo jeito e todos gritariam histericamente “pela família, por Deus, eu digo SIM pra que ela pague pela heresia de dar uma bufa na missa”. Mesmo os evangélicos repetiriam o mantra ensaiado.

Mas pra mim, por ser jornalista, o que mais incomoda é a cumplicidade dos grandes veículos de imprensa, que deveriam ser de utilidade pública e agem como parte decisiva do processo, manipulando informações da forma mais deslavada possível. Quando um noticiário como o JN dá preciosos minutos para os advogados do GOLPE jurarem que o GOLPE não é GOLPE, sem espaço para o contraditório, toma partido; quando passa o dia interrompendo a programação normal para convocar e transmitir manifestações pró-GOLPE, patrocinadas pelas federações das indústrias, sem fazer o mesmo com os atos contra o GOLPE, toma partido.

Foi preciso a imprensa internacional, os principais veículos do mundo como o Le Monde França), o NYT (EUA), The Economist e The Guardian (Inglaterra), El País (Espanha)... estamparem em manchetes que o GOLPE é GOLPE, para o mundo e muitos brasileiros perceberem que o GOLPE era um GOLPE. E ainda tem quem diga que Dilma e o governo compraram a mídia internacional, sendo responsável pela imagem negativa do Brasil no cenário internacional. Assumam o que estão fazendo, covardes.








A grande diferença desse GOLPE que enfrentamos hoje para o de 64, graças a Deus e aos orixás, é que o Exército está em seus quartéis, não existe censura porque AINDA vivemos uma democracia e a internet é um mundo a nosso favor, nos dando a possibilidade de lutar com outras armas e até mesmo sem sair de casa, do trabalho ou de uma cama de hospital.

Mas a rua continua sendo importante trincheira, mostrando a força da união do povo que tem cara de povo (trabalhador, estudante, gente de todas as classes sociais), disposto a não deixar barato e gritar que contra o GOLPE vai ter LUTA.

Está tendo luta. E foi luta o que Dilma foi fazer na ONU, denunciando o GOLPE (mesmo tendo que deixar o vice Temmer, um dos articuladores, em seu lugar). E é luta o que vamos fazer no 1º de Maio, Dia do Trabalhador, indo em peso para as ruas defender não o governo ou a presidente, mas a democracia.

E nessa luta os “blogs sujos” e as redes sociais fazem toda a diferença.

Sou totalmente pacífica e não briguei com nenhum amigo ou parente por causa de política. AINDA. Só não me venham defender o indefensável, como o MONSTRO que, na falta de argumento político, foi buscar no GOLPE de 64 a arma mais letal para a democracia, desencavando a memória do maior símbolo da Ditadura Militar, o torturador e estuprador mor, transformando-o em herói nacional. Uma afronta não só à presidente Dilma, ela própria vítima desse carrasco, mas a todos nós que defendemos a democracia e sabemos que o GOLPE é GOLPE.


Não perdemos não, Bolsonaro de merda (e todos que não percebem o risco e o nojo de estar aliado a ele). Continuamos na luta, a história desse GOLPE ainda está sendo escrita. E o cuspe do querido Jean Wyllys na sua cara foi só pra lavar nossa alma.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Jornalistas contra o golpe direitista/coxinha/jurídico/midiático


Foto: Humberto Guanais

Grupo de jornalistas baianos fez questão de marcar posição contra o golpe que a direita quer dar na democracia brasileira, batendo pé e fazendo biquinho porque perdeu as eleições e não aguenta esperar 2018. Em conluio com setores do judiciário e com a grande (?) mídia, defendem o "impitima" da presidente Dilma a qualquer custo. Como o pedido que passou foi baseado nas tais pedaladas fiscais, vai esse mesmo - apesar de ser uma manobra contábil já utilizada até por FHC e referente a 2015, cuja prestação de contas sequer foi feita ainda. É o velho "se tó tem tu, vai tu mesmo".



Foto: Manoel Porto

A manifestação ocorreu em ato na Reitoria da UFBA, dia 4 de abril, durante o Ciclo de Debates sobre a atual conjuntura política, com apoio da Assufba, DCE e APUB, com a participação dos jornalistas/professores Mariluce Moura e Emiliano José, além de  Ricardo Antunes e Fernando Carneiro.



(Essa foto de celular é minha mesmo)




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