Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ESPECIAL: SIRIBINHA

O Povoado de Siribinha, no município de Conde, a 195 km de Salvador, é formado basicamente por famílias de pescadores, onde todos são parentes ou se conhecem bem. Por aí dá pra ver a tranquilidade do lugar, onde a comunidade se formou à beira da praia. Mas o turismo descobriu essa área paradisíaca e vem se tornando em mais uma fonte de renda para moradores e investidores de fora.


Para se ter uma idéia, em 2002, quando estivemos por lá pela primeira vez, levados por Manoel Porto e Denise, que têm casa alugada e longo tempo de amizade com todo mundo de Siribinha, só existiam três pousadas: a de Celso, a de Joãozinho (Sol de Verão) e a de Dema (Anzol de ouro). Hoje já são mais de dez pousadas, duas delas um pouco mais sofisticadas (com ar condicionado, frigobar e televisão) e caras, criadas por pessoas de fora.


Junto com o dinheiro a mais e o que entra, outras mudanças vão chegando, nem sempre benéficas para a comunidade. Visitantes de todo tipo são atraídos para o povoado, mas nem todos conscientes de que é a sua tranquilidade que faz de Siribinha um lugar tão encantador.




Moradores antigos e mais populares: os pescadores Jonas e Everaldino (ambos com 77 anos) são iguais a gato e rato, vivem brigando, mas acabam voltando às boas. Zé Luís, também pescador, e a sua simpática mulher, Gói.











Pegar sinal de celular é difícil. A igreja é um dos pontos mais prováveis.











No bar de Roberto e Edilene a sombra da frondosa amendoeira convida para mais um gole.

BOCA DA BARRA




O melhor da Boca da Barra é a travessia nas embarcações dos percadores. Na prainha da Boca, moradores procuram defender mais uma grana nas rústicas barracas onde vendem bebidas, peixe e camarão frito. Já tem até abará e acarajé .



















Os riquinhos andam de jet sky (ao fundo), enquantos adultos e crianças brincam na beira do rio Itapicuru. Estranha-se que a Marinha e os poderes públicos competentes não sejam tão rigorosos com eles, o quanto têm sido com os pescadores, dos quais se exige documentação em dia e equipamentos de segurança. Espera-se providências antes que se repitam tragédias como as que ocorreram em Barra do Jacuípe, onde uma pessoa chegou a ter a cabeça decepada. Só depois disso, o uso do equipamento foi regulamentado e exigidas condições de segurança para proteger banhistas.



Roda de música: Denise (violão), Sérgio Otanasetra e Jonas (pandeiros) quando se encontram proporcionam noitadas animadíssimas .






A música eletrônica (argh!) para dançar também já chegou. Mais chato do que isso, só os carinhas "sem noção" que chegam no povoado querendo exibir o som dos seus carros, geralmente pagodes, sem se dar conta de que o maior encanto do lugar é a tranquilidade.



Nas poucas barracas da praia já dá para perceber o quanto a procura pelo povoado tem aumentado, mas a extensa faixa de areia do lugar ainda proporciona um prazer muito diferente das concorridas praias de Salvador e vizinhança.



Everaldino e Jonas contam suas histórias de pescador


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Everaldino afirma que o seu amigo fazia uma hora de Salvador a Siribinha, an-dan-do!





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O bíblico Jonas: o menino engolido pelo peixe

3 comentários:

Mônica Bichara disse...

Reportagem completa, digna de uma revista turística. A região do Conde é realmente linda e tem muita coisa bonita pra se ver. Vou complementar com novas fotos. bjs

Joana D'Arck disse...

Valeu comadre. A intenção era só de falar sobre o lugar que tanto cito no Pilha. Mostrar também que além da bela paisagem, o que faz de Siribinha um lugar tão especial são as pessoas que vivem no povoado, como os pescadores das fotos e vídeos, figuras muito lindas, cheias de energia boa;a liberdade das crianças para brincar a vontade (ainda) e a necessidade de se preservar essa tranquilidade.

Joana D'Arck disse...

Quero provocar aqui o amigo André Avelino, que anda sumido do blog. Quando gravei com Everaldino e Jonas só me lembrava dele, que tem muitas histórias do lugar envolvendo esses caras e chegou a Siribinha quando o povoado sequer tinha energia elétrica. Conta aí, André, conta...

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