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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 19 de junho de 2012

Gabriela no sofá

Vou falar de novela. Irepinga  não me condenaria por isso. Gostava e até lia as sinopses para acompanhar. Quero falar aqui das minhas primeiras impressões sobre Gabriela, um remake  tão propagandeado que, por se tratar de um clássico da teledramaturgia brasileira, baseado na obra de Jorge Amado, não deixa de nos encher de expectativa. Uma nova e arriscada versão, pela riqueza e inesquecível interpretação do elenco da primeira.

 Já na estreia fiquei desapontada, porque Juliana Paz pode ser a gostosona da hora, mas nem de longe exala a brejeirice que Sônia Braga esbanjava. A nova Gabriela exibiu uns sorrizinhos e olhares pidões, mas revelando a intenção de seduzir, enquanto a primeira mostrava naturalidade e até uma certa ingenuidade que encantava, tal qual a gente imagina a personagem do romance de  Jorge Amado.

Algumas impressões e comparações (de simples telespectadora)

Nacib, tão forte e apaixonante na interpretação de Armando Bógus, está nas mãos de Humberto Martins e pode cair no lugar comum da figura máscula e sedutora. Pode ser uma malhação. Aquele turco da novela original foi tão bom e convincente quanto a Gabriela.

Maria Machadão, a cafetina maliciosa, bandida e mandona, características que a atriz Eloísa Mafalda passava no simples levantar de uma sobrancelha, vem agora incorporada pela cantora Ivete Sangalo, muito jovem e inexperiente para o papel, mas certamente lucrativa para os interesses comerciais da Globo. Louvável é a coragem da baiana de se jogar nesse desafio, embora não tenha nada a perder: não sendo atriz, o público perdoa, ainda mais que ela promete umas “canjas” de cantora, como já fez na abertura.

Coronel Ramiro, cuja interpretação de Paulo Gracindo não tem parâmetros, ao meu ver, também marcado pelo olhar de raposa velha,  que encarnava o coronel do sertão com perfeição, vem agora na pele de Antônio Fagundes, inicialmente mostrando-se caricato. 

Zarolha¸ interpretada pela inesquecível Dina Sfatt , vem agora com a atriz Leona Cavalli,  que pega um grande desafio e na estreia só exibiu o “corpiticho” bonito.

A intenção aqui, antes de tudo, é fazer uma homenagem a toda uma geração de atores e atrizes nossos, que tanto nos encantou.  Não estou querendo dizer que não temos agora muita gente boa. Temos sim. Mas o interesse comercial me parece ainda mais gritante e decisivo. Quero ver também os atores baianos nessa história, torcendo, claro, para que se saiam bem.

3 comentários:

Mônica Bichara disse...

Ontem não vi, mas hj vou ficar de olho. pelo pouco que assisti tb achei que a Gabriela atual tá com um olhar de tarada. De ingênua e tabaroa essa aí não tem nada

Anônimo disse...

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