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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Boipeba, muito perto do paraíso

Com patrocínio total do Pilha Pura, a editora Joana D´Arck, o agregado Zé Sinva, a âncora mais bem paga deste verdadeiro império das comunicações (euzinha), meu agregado Délio e as colas Nana e Liz zarpamos no final de semana para o paraíso de Boipeba. Era preciso recarregar a energia perdida com a cobertura do carnaval, as celebridades...

Melhor escolha não poderíamos ter feito. Apesar do susto inicial com a lancha jogando muito, logo passou e a viagem foi super tranquila de Valença até lá (1h). Foi TUDODEBOM.

Reencontrar amigos que já viraram nativos nos deixou em casa: o primo de Délio e Sinva, o antropólogo Olímpio Serra, indigenista que nos mandou vários sinais de fumaça pelo caminho e nos apresentou as maravilhas do lugar (a casa dele, inclusive); Ana Paula, minha amiga e dona da loja Moda & África, que nos brindou com o tempero do restaurante Zumbi dos Palmares (simples e maravilhoso); e o amigo Joelson Meira, ex-colega do gabinete de Lídice da Mata, que abriu até um vinho na sua Marina de Boipeba pra comemorar nosso reencontro.


O shopping mais parece um elefante branco (foto de Nana)
 
Na deliciosa casa de Olímpio
 
Olímpio foi companhia inseparável, junto com a filha Ismene e a neta Yasmin. Nos levou a Subaio, nome Tupinambá da área de corais próxima à praia de Moreré, um dos lugares mais lindos que já vimos. Inesquecível aquela transparência...até parece que o azul é mais azul. Na área de corais as meninas ficaram deslumbradas com os peixinhos coloridos pulando pra comer coco. E nós nos deslumbramos com com as mesinhas flutuantes da barca-bar, que ninguém é de ferro.
 
 
Sinva pescou uma cavalona (foto de Nana)
 
Mas em Boipeba o verde também parece ser mais verde e as praias de águas calmas permitem banhos noturnos até para crianças, uma delícia.

Até os paraísos têm problemas. Claro que as meninas da geração shopping não vão concordar, mas como admitir que uma pequena vila de pescadores, que virou turística, não tenha sequer um correspondente dos Correios ou um caixa eletrônico de qualquer banco e tenha um shopping enooooooorme? Pois tem e é um elefante branco, com um monte de lojas vazias, bem em frente à praia. Deve ser caro pra caramba. As poucas lojas abertas, incluindo a sorveteria muito boa e barata e a loja Moda & África, poderiam funcionar com custos menores em outros pontos da vila.




Em frente à pousada Marina de Boipeba, de Joelson
 
Com minha amiga Ana Paula no Zumbi dos Palmares
 
As coisas lá são caras, como em qualquer local que explora o turismo, mas procurando dá para encontrar boas opções e baratas. Por exemplo os restaurantes Zumbi dos Palmares e Central (este último com a vantagem de aceitar cartão), ambos na pracinha da vila.
 
 
Banho de mar à noite
 
Com Ismene e Yasmin
 
Pena que não deu tempo de ficar para ver a roda de capoeira dos "netos" de Olímpio, que ia recepcionar o grupo no domingo à tarde com uma feijoada no seu refúgio, onde vive desfrutando dos sabores e saberes do lugar. Mas o caldinho nós provamos e estava de lamber os beiços.
 
 
Tim-tim nos corais de Subaio
 
Aquário natural (foto de Liz)
 
O negócio foi tão bom que até Zé Sinva conseguiu fisgar uma cavala de 30kg. Mas vou parar por aqui que isso aí já é conversa de pescador...

2 comentários:

Mônica Bichara disse...

Continua aí, Joana D´Arck

Joana D'Arck disse...

O pilha apostou certeiro e recarregou as baterias com essa postagem sua, comadre, relatando muito bem as nossa impressões e ligeiras vivências em Boipeba, que segundo Olímpio significa cobra falsa, uma denominação dada pelos portugueses, embora pareça coisa de índio.

Estive em Boipeba por três vezes, mas há algum tempo, e fiquei boba como a vila cresceu e continua crescendo na ilha, pipocando construção pra tudo que é lado, a maioria destinada a pousadas e restaurantes. Vimos muito isso no retorno da praia de Moréré para a vila, quando utilizamos o transporte de trator. Mas ainda é um paraíso, pela tranquilidade e belezas naturais. Fiquei particularmente impressionada com as águas cristalinas, que nos permitem ver os peixes e a areia branca onde pisamos. Aliado a isso, a carinhosa e atenciosa companhia de Olímpio e Ismeni nos proporcionaram um passeio reenergizante para superar a ressaca do carnaval. Mas aí vai um protesto: deixe de fazer intriga com essa história de conversa de pescador, porque você bem viu a pescaria de Zé Sinva e quando ele conseguiu pegar o peixão.

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