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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

terça-feira, 21 de abril de 2009

Bienal da decepção

Toda vez é assim, saio com a sensação de ter sido enganada. Mas além ser chic ir à bienal de livros, faço um esforço para esquecer a última decepção porque sempre acredito que as coisas podem melhorar e também para estimular a filhota.

Desta vez eu ainda estava mais estimulada para tentar encontrar uns livros legais a preços interessantes para aproveitar a retomada do ritmo de leitura.

Sinceramente a bienal do livro na Bahia é sempre um fiasco, pelo menos para mim e amigos que reclamam da mesma decepção (Deta e Jadson, então!). Tem um monte de stands exibindo as mesmas coleções de livros infantis que nem a minha pequena de 9 anos se interessa mais.

O que se vê muito a preços promocionais são os títulos clássicos da literatura nacional (A Moreninha, Helena, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Guarani, O Cortiço, Primo Basílio etc), porém as edições são “pobrinhas”, como diria seu Creysson, em papel de péssima qualidade e formatação dos textos pouco atrativa.

NADA "BARÁTIO" – “Seu Creysson, Vídia i Óbria”, do Casseta e Planeta, está com um precinho nada “barátio” na bienal, o mesmo cobrado pelo site da Submarino, a R$ 22,00. Além de estar entre os mais vendidos, está também entre os mais comentados (pode?) do site. Talvez tomada pelo desânimo na busca por algo interessante, olhei a publicação com má vontade. Gosto de humor, mas nem abri o livrinho. Fiquei pensando nas árvores derrubadas para tanto besteirol.

E A SARAIVA, HEIN? - Decepção mesmo foi demonstrada pela filhota e as duas amiguinhas da escola dela, quando chegaram no stand da Saraiva. Deram pulinhos e gritinhos de alegria ao avistá-lo, porque adoram visitar a livraria no shopping, mas a alegria durou pouco. Precisa ver a carinha delas com a pobreza da exposição!

Como gosto de comprar (“só me falta-me dinheiro”, parafraseando a personagem de Zorra Total, “Lady Kayte”), fiquei procurando algo para não sair de mãos vazias. Escolhi dois títulos, atraída pelos textos de apresentação: “O valete de espadas”, das aventuras do detetive Fandórin, de Boris Akunin (gosto de romances policiais); e “Cidade dos anjos caindo”, de John Berendt.

Quanto às crianças, essas gostaram mesmo foi do passeio, porque em dia de chuva não há muito o que fazer em Salvador, e do lanche juntas. Só comparam mesmo um livro das Witch, cujo preço valeu a pena.

6 comentários:

deta disse...

Pois é Joaninha, diferente da Feira do Livro em Havana, na rua 23. Deixamos pra ir no final da tarde, Jadson e eu, fazia muito calor, chegamos quase 5 horas da tade, para nossa surpresa não havia mais livros, ou quase nada, algumas filas pra comprar os restos. Não vimos quase nada os livros todos comprados, a preços acessiveis. Bem diferente da nossa Bienal.

Ana Carolina disse...

Adorei sua matéria mãe. Tá bem verdadeira. Realmente a nossa Bienal tá bem ruinzinha. Podia melhorar da próxima vez que tiver.

Arapinga disse...

A produtora do blog obrou pior que a produção da bienal. Obrigou o magro a visitar aquela, como diria José, molequeira.

Mônica disse...

Zé Sinva foi à Bienal? Quem operou esse milagre? Deve ter uma filial de Bahia por lá. kkkkkk
Jô, no blog de Mariana Carneiro sobre programas pra cianças(http://pequenopolis.wordpress.com) ela elogia o evento, mas ainda não deu pra ir. Por falar no blog, tem umas dicas bem legais pra quem tem filho pequeno.

Joana D'Arck disse...

Pois é, Mônica, dei uma olhada no blog de Mariana e tive a impressão de que estivemos em bienais diferentes(rsss).

Liz disse...

Dinda,bem que você disse.A stand da Saraiva lá na Bienal tava horrível.

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