Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Se o fusca de Deta falasse


Noite quente, cerveja gelada, a conversa rendendo e o pequeno grupo da editoria de Política da Tribuna da Bahia, à exceção da minha amiga Deta, a esperar a chegada de Mônica Bichara, idealizadora do encontro. De repente entrou água. E põe água nisso. Não é que São Pedro resolveu sacanear mesmo? É uma tromba d’água daquelas que a gente fica tonto e não esquece, porque nada anda, ou se quiser andar, nada.




Raul abraçado comigo, Janio, o fusca e Deta


O bar encerra o expediente e a chuva não cessa. O garçon fica com pena de mim, toda encolhida e morrendo de medo de encarar a rua alagada. Empresta um sombreiro que mais tarde acaba se tornando um fardo pesado para carregar. E eu ainda saio enrolada com a toalha da mesa do bar, em meio às gargalhadas de Deta, Jânio e Raul. Todos xingando Mônica, por não estar ali também passando por essa.

Corremos pro Abacate, o fusca verde de Deta, que se falasse iria contar muitas boas das nossas aventuras. Mas o carrinho não pega de jeito nenhum. Jânio e Raul tentam esquentar os cabos de vela e vão empurrando o carro até que ficamos ilhados em pleno Largo da Mariquita, no Rio Vermelho. E São Pedro reforça o castigo!

Jânio se desespera, oferece mundos e fundos a um motorista que tira água de dentro do táxi, mas a resposta é curta e grossa:
- “Com esse aguaceiro todo, nem por todo o dinheiro do mundo eu saio daqui moço!”

Voltamos pra dentro do Abacate, ensopados, tremendo de frio. Catamos os jornais que Deta esqueceu no carro e nos cobrimos, mas nada adiantou.

Agora é Deta que se desespera e fica no meio da rua para pedir uma carona. Pára uma kombi do Hotel da Barra e a gente se amontoa no banco da frente, único espaço. Raul com medo do colo de Jânio e Jânio com medo de Raul. Uma comédia! O carro nos deixa na metade do caminho e lá vamos nós, entre reclamações e risos da situação. O pior fica para Raul, que além de ir com Jânio levar as “meninas” até a porta de casa, no Chame-chame, leva o tal sombreiro, agora mais pesado ainda porque ficou todo ensopado. Não podia descartá-lo na rua, porque a gente prometeu pro garçon que devolveria no dia seguinte.

Enfim, a gente consegue chegar ao aconchego da casa da comadre, mas São Pedro quer castigar mais e os “meninos” não tiveram outro jeito. Passaram o resto da noite esperando uma trégua do santo para retornarem às suas casas.

Dia seguinte, lá vai minha amiga correr atrás do prejuízo. Teve que levar o mecânico para fazer o Abacate voltar a andar. O bichinho se arrebentou por ter sido tão forçado e acabou quebrando cinco peças (rsrssrs)! Mas engraçado mesmo foi ver Raul com a roupa emprestada de Lita, empregada de Deta e gente finíssima, para ir pegar o batente logo cedo na Tribuna da Bahia. Era uma calça de pano cru à moda poetas da praça e uma blusa de malha dessas de propaganda. A gente não conseguia disfarçar o riso. Ô dia!

Isso foi lá pelo começo dos anos 90, quando o grupo curtia se encontrar nos bares às sextas - feiras. Um dos mais frequentes dos nossos encontros era o antigo bar de Maria Luiza, em Patamares, onde curtíamos muito com os concursos de música hilários que ela promovia pra ver o próprio filho ganhar e a gente votava contra só de pirraça. Mas isso é uma outra história de muitas que vivemos, levados pelo fusquinha verde de Deta.

3 comentários:

Mônica Bichara disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Criatura, onde vc desencavou isso? Eu não consegui chegar por causa da chuva, provavelmente, mas escapei de boa.
Agora o abacate tinha mesmo histórias hilárias. Foi nele que chegamos na casa de Jô de manhã cedo, voltando do forró, e antes passamos na padaria pra tomar café. O sapato preto virou cinza (isso, sim, é arrasta-pé) de tanta poeira. Pior era o Fiat de Jânio, que matava a gente de vergonha com aquele ronco triste de carro de plaiboy. Jô ficou com inveja e comprou um também (como era mesmo o nome?). na volta da praia eu tinha que descer na Vasco p/q a motorista não sabia subir a ladeira kkkkkkkkkkkkk Bote farra nisso
O bar de Maria Luíza era o máximo, a gente comandava a torcida organizada de quem fosse contra o filho dela. Melhor só o Idearium, onde Irecê e Jadson disputavam as damas no salão. Grande lembrança, Jojô (principalmente p/q eu não me molhei hehehehe)

Joana D'Arck disse...

Precisava me entregar? Mas era hilário também eu dirigindo Alvinho (esse era o nome do meu Fiat 147 todo branco, lindo!)e parando nos pontos de ônibus por medo de ultrapassar, enquanto você Mônica, mui amiga, gritava : -"Vasco da Gama ai, quem vai?". As meninas (Clara, Marina,Manuela e Renata) se acabavam de rir. Era divertido. E não posso dizer que não vocês não são corajosas tendo embarcado na minha carona pilotando Alvinho pelas ruas de Salvador kkkkkkkkkkkkkkk Me aguarde. Vem mais aí!

Arapinga disse...

É porque vocês não detêm a tecnologia de Marco Antonio Boaventura Moreira. Saindo do Baby Beef, eu , ele e Lúcia às 2 da madrugada, chuva e o Gurgel Azul quebrado. Ele sentou no capô do meu Voyage azul piscina e com os pés foi empurrando o referido Gurgel, Lucia ao volante e eu no referido Voyage joguei pra frente o comboio até o Rio Vermelho. O referido grupo chegou a tempo de tomar a saideira no mercado do peixe

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