Quem somos

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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

sexta-feira, 5 de março de 2010

Morre jornalista Jânio Lopo

Carmela  registrou no Blog do Rio Vermelho   e nós reproduzimos aqui :

"É com tristeza que registramos a morte, nesta tarde de céu nublado, do jornalista e amigo Janio Lopo, editor de política e colunista da Tribuna da Bahia.O seu coração não resistiu a duas paradas cardíacas. Trabalhei muitos anos com Jânio, editei muitas de suas matéria, inclusive uma que foi premiada " Ascensão e queda da do PC do B em Camaçari". Tinha por ele um carinho muito grande. Destemido, critico, senso de humor inconfundível reuniu ao longo dos anos uma legião de admiradores e alguns desafetos inconformados com as criticas que expressava em seus artigos. Deixa mulher e três filhos. Minha solidariedade aos familiares e todos os companheiros da Tribuna.O sepultamento será sábado às 11h no Jardim da Saudade".



Nossas boas lembranças do amigo



Janio também foi muito comentado aqui no Pp, em histórias hilárias contadas por mim ( Se o fusca de Deta falasse ), por Jadson Oliveira, Mônica Bichara, Carmela Talento e Arakém Gomes( Pode ser sim companheiro ),  sobre o nosso tempo da Tribuna da Bahia, quando nos divertíamos muito enquanto trabalhávamos. E também curtíamos a sua companhia depois do expediente, nas rodas de cerveja no Bar de Zé, ou nas programações inventadas por ele, como as farras inesquecíveis no Bar de Maria Luíza, só para zoar com a dublê de empresária e cantora que vivia fazendo competições no palco só para fazer o filho vencer, mas a gente melava o plano dela.


Temos muitas boas lembranças do amigo Janio, sempre bem humorado, crítico e criativo. É verdade que ultimamente nos afastamos, aliás desde que deixamos o jornal, porque desse grupo citado aqui, só ele permaneceu na TB até o fim. Ele sempre teve uma saúde frágil, vivia se queixando da gastrite, que dizia ser a sua amiga inseparável, e a tratava com copos de leite no lanche em dias de crise, cafezinhos e cigarros, um atrás do outro, e umas geladinhas no final do expediente. O cabra mostrou-se forte no primeiro infarto, seguido de uma trombose, e como ele mesmo dizia, chegou a "falar com o homem", mas se salvou. Teve outras complicações, mas se mostrou duro na queda, até que nesta tarde o seu coração decidiu descansar de vez, aos 51 anos de idade.

Janio permanece entre nós, nas nossas boas lembranças. Adeus amigo.

4 comentários:

Jaciara Santos disse...

Pois é, Jô, Janinho é mais um companheiro chamado pra redação lá de cima, que acaba de ganhar um puta jornalista!É sempre assim: agente aqui em baixo fica desfalcado e o povo lá de cima reforça seu time de feras. Fazer o que, né? Resta o consolo de imaginar Janinho sendo recebido por uma galera que tem figuraças como Armandão (Lobracci), Lindsay, Reminho, Rafael, Chico Bina, Pratinha... Faz parte, né? Pior pra nós, que ficamos mais pobres.

Jadson disse...

“É só de onda, Jadinho”, me dizia Jânio Lopo a todo momento, na redação da Tribuna da Bahia, ou nas mesas dos bares, os dois lugares onde se deu nossa bela e divertida convivência. Eu tinha assim uma sensação de irresponsabilidade romântica e hoje, quando me preparo para ir mais uma vez ao Jardim da Saudade despachar mais um amigo, me mordo de saudade. Era um doce de pessoa.
Trabalhamos juntos meus 11 anos de Tribuna (na segunda vez em que lá estive). E especialmente nos meus últimos dois anos por lá, quando nosso companheiro Vicente de Paula mudou-se para A Tarde, passamos a compartilhar, Jânio e eu, as mesas do Abaixadinho (o bar de Zé), do Alagoano, na Sete Portas, e de outros bares e botecos. Todas as noites, uma continuidade do estressante corre-corre de copidescar telegramas e matérias dos nossos jovens e mal-pagos repórteres, e editar, dar títulos (no caso de Janinho, também escrever, eu raramente escrevia naquela época).
Compartilhamos, então, muitas outras coisas – a cerveja (entremeada de uísque, no meu caso, ou de conhaque, no caso dele), o interminável papo sobre política, sonhos, canções, aventuras, besteiras, farras, farras, e bote farras nisso. Não era só de onda, era muita onda. Morro de saudade.

Artesanato Yanê Maia disse...

Joaninha, que pena que temos que comentar uma notícia tão triste...a morte de nosso querido Jânio Lopo...mas o que fica de bom são os bons momentos que passamos juntos na redação da Tribuna da Bahia, né? Tô com saudades de todos vcs..Mônica, Jaciara, Carmela, Arakem, Jadson e todos os demais, que no momento não lembro os nomes, mas as pessoas. Jaci tem razão qdo diz que ele foi bem recebido por todos os amigos que já não fazem mais parte desse mundo material..ai que saudade de Chico Bina...só podemos dizer: Descanse em paz...Jânio Lopo!!!

Mônica Bichara disse...

Difícil até comentar. Melhor lembrar das brigas que tivemos por causa do fiat zuadento dele, que chamava a maior atenção onde a gente andava (na ladeira do Acupe, onde eu morava, então, morria de vergonha); da bagunça que eu fazia na cabeleira dele; da raiva de Clara quando ele dizia que era pai dela e que Rodrigo e Rafael eram irmãos; da vergonha que passei quando a criatura disse pra João Durval que precisava de um emprego p/q eu estava botando ele na Justiça pra pagar pensão pra Clara. Era aluno de Mocofaia, dos bons.
Saudade dos bons tempos de TB, da equipe de Carmelinha: eu, Jô, Jânio, Raul (o guri de Carmela) e Bina.
Pode dizer, Carmela: "Vai chorar, Mané?"

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