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O blog de Joana D'Arck e pilheiros

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Matita Perê quebra jejum e dá banquete musical no Teatro do Sesi – Rio Vermelho


Por Rita Tavares

Minha chefa aqui pediu que eu fizesse uma resenha sobre o showdo Matita Perê, que aconteceu nesta terça, 20, no Teatro do Sesi – RioVermelho.  Imaginem, minha estréia aqui no Pilha, falando de um grupo pelo qual tenho profunda admiração. Parece fácil, né?  Né não.

Pois vamos a esse show que rendeu dois bises, tão grande era a sede de se escutar os conhecidos e os inéditos temas do grupo, depois de quase três anos de ‘jejum artístico’. Se tivessem tocado mais dez canções, o público ainda estaria ali, colado.

Acompanhados por músicos de primeira qualidade - André Becker (flauta e sax), Alexandre Montenegro (baixo) e Márcio Dhiniz (bateria) - os 'artesãos' do Matita, Luciano Aguiar e Borega, fizeram uma apresentação impecável. Borega cantando bonito, passeando entre o violão e a guitarra, desenhando belos e suscintos solos, e Luciano segurando o acompanhamento e, desta vez, se arriscando mais no canto. É redundante falar da excelência desses rapazes na composição e nas letras. Difícil não se extasiar ao ouvir o que eles produzem com irritante facilidade.

Além das belas e conhecidas Rosiana, Triângulo e Samba dos Alfaiates da Misericórdia, e outras – das quais os seguidores do trabalho mataram saudade – o grupo fez releituras de clássicos da MPB, como Triste e Águas de Março (Jobim) e Só Louco (Caymmi). Eu ria das caras de assombro e surpresa que o meu vizinho de poltrona, o percussionista sueco, Sebá, fazia, ao escutar os arranjos e as harmonias atravessadas que Borega construiu para essas canções.

Novas composições chegaram arejando o repertório e confirmando nossas expectativas: Clara, Estrada de Marte e Rendeiro de Minas. Mas a que prendeu a respiração de todos foi a Valsa do Quasar, inspiração jobiniana de Borega, de melodia linda e difícil, letrada magistral e ousadamente por Luciano, e executada pelo convidado da noite, o tecladista mineiro de Itajubá, Omar Fontes. Uma parceria entre as tantas felizes dos Matita e um dos momentos mais doces do show.

Na platéia, Roberto Mendes, Tom Tavares, João Américo, integrantes do Pirombeira, familiares,  e muitos fãs, entre eles, eu. (Claudinha Cunha garantiu que estaria em espírito e, por telefone, pediu que os meninos a desculpassem. Marcou o vôo de volta do Rio de Janeiro para o dia 20 de janeiro, quando seria para o dia 20 de dezembro.
Só conseguiu bilhete para 21h.
Enfim, não chegaria a tempo. Escorpião também tem seus dias de aquário.)

De produção totalmente independente e sem patrocínios, mas contando com a produção do músico Rafael Galeffi, o show do Matita Perê acaba sendo aquele momento que só os avisados, atentos e privilegiados sabem desfrutar. Quem não foi, não tem idéia do que perdeu. Ou melhor, quem conhece o grupo e não foi (pelo motivo que tenha sido), tem, perfeitamente, idéia do que perdeu.





9 comentários:

Joana D'Arck disse...

O nosso Pilha sempre tem novidade e agrega cada vez mais gente gabaritada, sempre a peso de ouro. Bela estreia Rita. Já chega merecendo promoção. Só lamentei não ter visto a apresentação do Matita, que estava aguardando tanto. Perdoe Boreguinha, perdoe Luciano. Não deu mesmo e fiquei triste por isso. Não perco as próximas.

Rita Tavares disse...

Obrigada, Jô. Responsabilidade muita falar desses meninos, que também são meus parceiros e amigos.Fica difícil não ser repetitivo ou redundante nessas horas. E vá preparando meu salário: muitas biritas no França!kkkkk Bjs

detaalmeida disse...

Pois e' Ritinha, tenho ideia do que perdi. Nao por querer, mas por estar muito longe. Saudade muito grande!
Bj.

Rita Tavares disse...

Corrigindo-me: tá sobrando um s na palavra 'sucinto'. Perdoem-me o leitores.

Rita Tavares disse...

Ôps, digo: perdoem-me os leitores. rsrs

Joana D'Arck disse...

O "s" tá pegando :)

Respire... e atravesse! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zanom. disse...

Estes meninos são demais... Faço ideia do que perdi, mas sei que foi muito mais do que isso !

Vida longa a pilha pura !

Joana D'Arck disse...

Valeu Zanom, Vida longa ao Pilha Pura!

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