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Matita Perê quebra jejum e dá banquete musical no Teatro do Sesi – Rio Vermelho


Por Rita Tavares

Minha chefa aqui pediu que eu fizesse uma resenha sobre o showdo Matita Perê, que aconteceu nesta terça, 20, no Teatro do Sesi – RioVermelho.  Imaginem, minha estréia aqui no Pilha, falando de um grupo pelo qual tenho profunda admiração. Parece fácil, né?  Né não.

Pois vamos a esse show que rendeu dois bises, tão grande era a sede de se escutar os conhecidos e os inéditos temas do grupo, depois de quase três anos de ‘jejum artístico’. Se tivessem tocado mais dez canções, o público ainda estaria ali, colado.

Acompanhados por músicos de primeira qualidade - André Becker (flauta e sax), Alexandre Montenegro (baixo) e Márcio Dhiniz (bateria) - os 'artesãos' do Matita, Luciano Aguiar e Borega, fizeram uma apresentação impecável. Borega cantando bonito, passeando entre o violão e a guitarra, desenhando belos e suscintos solos, e Luciano segurando o acompanhamento e, desta vez, se arriscando mais no canto. É redundante falar da excelência desses rapazes na composição e nas letras. Difícil não se extasiar ao ouvir o que eles produzem com irritante facilidade.

Além das belas e conhecidas Rosiana, Triângulo e Samba dos Alfaiates da Misericórdia, e outras – das quais os seguidores do trabalho mataram saudade – o grupo fez releituras de clássicos da MPB, como Triste e Águas de Março (Jobim) e Só Louco (Caymmi). Eu ria das caras de assombro e surpresa que o meu vizinho de poltrona, o percussionista sueco, Sebá, fazia, ao escutar os arranjos e as harmonias atravessadas que Borega construiu para essas canções.

Novas composições chegaram arejando o repertório e confirmando nossas expectativas: Clara, Estrada de Marte e Rendeiro de Minas. Mas a que prendeu a respiração de todos foi a Valsa do Quasar, inspiração jobiniana de Borega, de melodia linda e difícil, letrada magistral e ousadamente por Luciano, e executada pelo convidado da noite, o tecladista mineiro de Itajubá, Omar Fontes. Uma parceria entre as tantas felizes dos Matita e um dos momentos mais doces do show.

Na platéia, Roberto Mendes, Tom Tavares, João Américo, integrantes do Pirombeira, familiares,  e muitos fãs, entre eles, eu. (Claudinha Cunha garantiu que estaria em espírito e, por telefone, pediu que os meninos a desculpassem. Marcou o vôo de volta do Rio de Janeiro para o dia 20 de janeiro, quando seria para o dia 20 de dezembro.
Só conseguiu bilhete para 21h.
Enfim, não chegaria a tempo. Escorpião também tem seus dias de aquário.)

De produção totalmente independente e sem patrocínios, mas contando com a produção do músico Rafael Galeffi, o show do Matita Perê acaba sendo aquele momento que só os avisados, atentos e privilegiados sabem desfrutar. Quem não foi, não tem idéia do que perdeu. Ou melhor, quem conhece o grupo e não foi (pelo motivo que tenha sido), tem, perfeitamente, idéia do que perdeu.





Comentários

  1. O nosso Pilha sempre tem novidade e agrega cada vez mais gente gabaritada, sempre a peso de ouro. Bela estreia Rita. Já chega merecendo promoção. Só lamentei não ter visto a apresentação do Matita, que estava aguardando tanto. Perdoe Boreguinha, perdoe Luciano. Não deu mesmo e fiquei triste por isso. Não perco as próximas.

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  2. Obrigada, Jô. Responsabilidade muita falar desses meninos, que também são meus parceiros e amigos.Fica difícil não ser repetitivo ou redundante nessas horas. E vá preparando meu salário: muitas biritas no França!kkkkk Bjs

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  3. Pois e' Ritinha, tenho ideia do que perdi. Nao por querer, mas por estar muito longe. Saudade muito grande!
    Bj.

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  4. Corrigindo-me: tá sobrando um s na palavra 'sucinto'. Perdoem-me o leitores.

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  5. Ôps, digo: perdoem-me os leitores. rsrs

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  6. Estes meninos são demais... Faço ideia do que perdi, mas sei que foi muito mais do que isso !

    Vida longa a pilha pura !

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