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Mostrando postagens de janeiro, 2014

E se elas envelhecessem pobres?

BLOCO AMIGOS DO RIO VERMELHO NA FESTA DE YEMANJÁ

Dando continuidade a uma tradição de 13 anos na Festa de Yemanjá, o Bloco Amigos do Rio Vermelho vem renovado com muita disposição e alegria no seu desfile desse ano. A Banda Rio Vermelho, composta por 100 músicos sob o comando dos maestros Chico (percussão) e Jorge (sopro) promete esquentar a festa ao som de sambas e marchinhas carnavalescas. A Ala das Baianas será composta por 50 figurantes que levarão as oferendas à Yemanjá e, durante o cortejo, muita água-de-cheiro para os participantes do bloco. A segurança vai estar a cargo do Grupo Escolta Vip com 50 homens e sua qualidade em serviços de segurança vai garantir a paz e a tranquilidade da turma. A camisa do bloco homenageando a Rainha do Mar volta a ter a assinatura do designer gráfico Rafael Titonel, morador do bairro. A concentração será na Praça Brigadeiro Faria Rocha, na Mariquita, onde acontece o grande momento de confraternização e tem uma mudança: este ano o desfile está previsto para sair às 11 horas. R...

Seu sonho era ser "fiscal de renda" e "enricar" (Crônica)

(Foto: gráfico animado de Pedro Miguel Cruz sobre corrupção, do site http://apodrecetuga.blogspot.com.br) Reproduzido do blog Evidentemente : Desde menino pobre do interior baiano, ele já apelava na luta pela sobrevivência para pequenos expedientes que poderiam ser classificados de corruptos, ou pelo menos demonstrativos duma certa tendência à corrupção, uma instituição bem entranhada no caráter brasileiro – quiçá no caráter humano. Ele contava, por exemplo, que de quando em quando ganhava umas moedas de outros meninos mais endinheirados em troca de levantar a saia de determinadas garotas (já na trilha da tradição brasileira, ele seria o corrupto, o “criminoso”, enquanto os corruptores apenas perdoáveis rapazes da elite local, traquinagens da juventude). Mais crescidinho veio para a capital, a perseguir seu ideal de “enricar”, fosse como fosse, não importa. Estudar? Só o mínimo possível, olhe se ele ia perder tempo com escola. Uma vez, já adulto, ele me dis...

‘Rolezinhos’ expõem a chaga nunca fechada da escravidão

Por Antônio David  O surgimento dos “rolezinhos” tem sido motivo de acalorado debate, sobretudo nos órgãos de imprensa. Infelizmente, muito do que tem sido veiculado apenas reproduz o senso comum e só concorre para reforçar preconceitos e estereótipos. Não quero me dar ao trabalho de defender o direito aos “rolezinhos”. Não se trata apenas de uma causa justa; trata-se de um direito civil elementar: o direito de ir e vir. Ao se proibir os “rolezinhos” e recriminar quem deles participa através de ações coercitivas, vê-se o quão atrasados estamos em matéria de direito. Porém, nesse artigo, mais do que defender (ou condenar) a nova prática, meu objetivo é apresentar certas questões de fundo, ligadas à formação da sociedade brasileira, e que os “rolezinhos” e a reação a eles evidenciam. Gostaria de propor sete ideias, para reflexão e discussão, e que penso serem importantes para a intervenção política da esquerda: 1) Como se sabe, o governo Lula iniciou um processo...