E lá vem caruru. Já fui à feira comprar muito quiabo, porque a família é grande e na Sexta-feira da Paixão na casa dos meus pais não pode faltar essas comidas regadas a dendê e leite de côco, como manda a tradição baiana. Quando eu era menina, "lá em Barbacena" ( passei a infância entre Itambé e Vitória da Conquista) sofria muito nesses dia. Na região não era muito comum a utilização desses produtos típicos. Na minha casa, só tinha prato com dendê, leite, castanha, amendoin, camarão, cebola, gengibre... essa mistureba toda, na Sexta-feira da Paixão. Eu gostava do sabor, mas o intestino de criança desacostumado reclamava todo ano. Dia seguinte, lá estava eu com dor na barriga. Só a partir dos 10 anos de idade, quando cheguei em Salvador e comecei a comer mais dessas iguarias é que fui me acostumando. Imagine quem é de fora o que não passa. Teve um amigo nosso, suiço, o saudoso Jaques Jacot (morreu precomente de infarto) que chegando à Bah...
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