Por Isabel Santos (jornalista) Porque se chamavam homens Também se chamavam sonhos E sonhos não envelhecem (Clube da Esquina, de Lô Borges) Um momento delicioso que a pandemia da Covid-9 deixará marcado em mim, foi o prazer de ter lido o último livro, lançado em março deste ano, do querido amigo e colega Emiliano José - a sua autobiografia, ‘O cão morde a noite', que me proporcionou uma abundância de emoções. Estou escrevendo esta resenha ouvindo Silvio Rodriguez, renomado cantor cubano. Afinal, a música de resistência entremeia o tempo todo o lindo, poético e forte relato de um menino que nunca deixou de sonhar; um menino de garra, lá do interior de São Paulo, que viveu a beleza e as agruras da roça, e conseguiu transportar as montanhas das dificuldades sem perder a persistência e a ternura. Nunca desistiu do Saber, e, por meio da leitura, buscou ver o mundo com o olhar da Esperança, sendo hoje um Imortal (tomou posse, no dia 20 também deste mês, na ...
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