Por Carmela Talento O Abaixadinho era o boteco mais frequentado pelos jornalistas que trabalhavam no Jornal da Bahia e na Tribuna, no século passado. Eu andava muito pouco por lá, primeiro porque tinha três filhos pequenos e quando terminava o batente a vontade era de correr logo para casa, depois eu não tinha carro e era difícil sair da Djalma Dutra de ônibus, a partir de certo horário. Uma noite, não sei bem qual a razão, resolvi estacionar no bar para tomar uma cervejinha, talvez animada pela boa vontade de Domingos Souza, repórter de policia, que se prontificou em me dar carona. Lá pelas tantas, Domingão me chama para bater em retirada. Sai achando que estávamos indo para carro dele. Mas que nada, de repente para do nosso lado uma viatura da polícia. Prontamente ele abre a porta e sem a menor cerimônia me convida para entrar. Fique sem ação e totalmente sem jeito, eu, que não tinha costume de voltar de madrugada para casa, chegando aquela hora da noite em um carro de policia. Não t...
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