Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2020

#MemóriasJornalismoEmiliano – Aécio Pamponet e a sentença do SNI: jornalismo só o esportivo

(Na varanda da Fazenda Gajarau, onde curte a aposentadoria cuidando das plantas e flores e se dedicando ao sonho do Museu de Arte Popular)   O capítulo é curto, como curta foi a passagem de Aécio Pamponet pelo jornalismo. Mas não menos interessante. Afinal, trata-se de mais um “perigoso comunista” perseguido pela ditadura militar a encontrar guarida na Tribuna da Bahia, depois de três prisões, todas em 1968: na volta do Congresso da UNE, em Ibiúna; por liderar a greve de ocupação da Escola de Sociologia; e no AI-5. (Pescada do face do amigo  Luiz Cayres Tunes: "Esse Congresso da UNE  foi em 1968, na clandestinidade, e você estudava na Faculdade de Filosofia da UFBA e eu era presidente do diretório acadêmico")   Ser jornalista era uma saída. "Mas só pode escrever sobre futebol", sentenciou o SNI. Difícil acreditar, mas a pura verdade. Que jeito? Aceitou e se apaixonou. Sorte do jornalismo esportivo. Tanto pela equipe que passou a integrar, chefiada por Antônio Ma...

#MemóriasJornalismoEmiliano – Fred Matos: Carreira meteórica no jornalismo, ao contrário do pai Ariovaldo Matos

  Não conheci pessoalmente Ariovaldo Matos. Nem o filho Fred, sobre quem Emiliano José fala nesses capítulos da série #MemóriasJornalismoEmiliano. Mas é como se já conhecesse. Aliás, essa é uma vantagem do texto coloquial do mestre Emiliano, nos transporta para o enredo e nos envolve de uma forma definitiva. A gente termina a leitura de um dia contando as horas para a sequência, como em todo bom livro. E nossos personagens aqui deram munição.   Como a maioria dos protagonistas anteriores, Ariovaldo Matos foi mais um “comunista” que encontrou no jornalismo régua e compasso para se expressar. Em plena ditadura militar. Tão comunista que botou no filho o nome de Carlos Frederico Malaquias Matos, em homenagem a Karl Marx e Friedrich Engels. Como diz Emiliano, “comunista não deixa barato”.   Se vivo fosse, Ariovaldo teria completado este ano 94 anos. Em homenagem, Fred republicou em sua página no Face um texto postado há 11 anos em um antigo blog. Segue o link porque ...