(Na varanda da Fazenda Gajarau, onde curte a aposentadoria cuidando das plantas e flores e se dedicando ao sonho do Museu de Arte Popular) O capítulo é curto, como curta foi a passagem de Aécio Pamponet pelo jornalismo. Mas não menos interessante. Afinal, trata-se de mais um “perigoso comunista” perseguido pela ditadura militar a encontrar guarida na Tribuna da Bahia, depois de três prisões, todas em 1968: na volta do Congresso da UNE, em Ibiúna; por liderar a greve de ocupação da Escola de Sociologia; e no AI-5. (Pescada do face do amigo Luiz Cayres Tunes: "Esse Congresso da UNE foi em 1968, na clandestinidade, e você estudava na Faculdade de Filosofia da UFBA e eu era presidente do diretório acadêmico") Ser jornalista era uma saída. "Mas só pode escrever sobre futebol", sentenciou o SNI. Difícil acreditar, mas a pura verdade. Que jeito? Aceitou e se apaixonou. Sorte do jornalismo esportivo. Tanto pela equipe que passou a integrar, chefiada por Antônio Ma...
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