Era pra ser uma despedida festiva, com muito samba e uma multidão de fãs, admiradores, artistas, sambistas, vizinhos do bairro e tradicionais foliões da “Mudança do Garcia”. Era pra ser uma festa, como ele desejara que fosse, bem ao seu estilo, alegre, ainda que para dar um adeus. No entanto, apenas familiares puderam acompanhar a cerimônia do sepultamento de Riachão, neste último dia 30 de março, no Cemitério do Campo Santo. Riachão não teve uma despedida à sua altura por causa de decretos que proíbem aglomeração de pessoas como medida de prevenção ao novo coronavírus. Ele morreu ao 98 anos de causas naturais, depois de sentir dores no abdômen no domingo (29), quando precisou de atendimento médico. Morreu dormindo, em casa. E só pela manhã os familiares constataram a sua partida. Clementino Rodrigues nasceu em 14 de novembro de 1921 e ainda na infância assumiu o apelido de Riachão. Começou a compor aos 12 anos. Mais tarde se tornou um dos grandes sambistas do país, ...
O blog onde cabe até o que não cabe na imprensa