Bira Paim Nery Bom-dia! Disse o casal de idosos quase que simultaneamente, separados apenas por um suave delay. Bom dia, eu com a plena convicção de que o meu dia assim o seria. Cruzávamos sempre no início da minha caminhada matinal, sempre a altura de um quarto das seis, com um pequeno oscilar de alguns minutos para mais ou para menos que nos fazia por consequentes, se não britânicos, quase que pontuais pela força do acaso. Era um bom-dia mágico, carregado de simpatia e boa vontade, era o bom-dia mais sincero e verdadeiro que alguém pudesse desejar a alguém e o dia parecia ganhar um outro sentido, passava a ter um outro azul, uma outra cara, diferente de outros dias como aqueles que se diz levantar com o pé esquerdo. Eu não sabia que tão simples palavras pudessem carregar consigo tal grandeza ou talvez que a grandeza estivesse apenas na sinceridade de quem as pronunciassem. Nunca soube o nome deles e, creio, nem eles o meu, apenas nos cumprimentávamos e seguíamos; eu para minha caminh...
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